Seguir o O MINHO

País

Santander sente-se prejudicado por injeções no Novo Banco “desde o início”

“É realmente uma situação diferente, diríamos mesmo no mercado europeu”

em

Wikimedia commons

O presidente executivo do Santander em Portugal afirmou hoje que desde o início se sente prejudicado pelas injeções de capital feitas no Novo Banco e admitiu que as polémicas na banca prejudicam a confiança no setor.

“Não me sinto prejudicado hoje, já me senti prejudicado desde o início”, afirmou hoje o presidente executivo do Santander Pedro Castro e Almeida, à margem da inauguração do Work Café Santander, que decorreu em Lisboa.

“É realmente uma situação diferente, diríamos mesmo no mercado europeu. Penso que felizmente, no mercado mais aberto, os nossos concorrentes não têm esta situação. Mas já me queixei há uns tempos, não vou queixar mais”, frisou o banqueiro.

Aos jornalistas, Pedro Castro e Almeida referiu que “é importante” analisar, não tanto onde é que os créditos foram inicialmente atribuídos, mas “agora qual é o destino desse dinheiro”.

O presidente executivo do Santander frisou também que acredita que está montado o ‘governance’ para supervisionar todo o processo “desde o início” e mostrou-se otimista, acreditando que “vai correr bem”.

“Penso que vai correr bem. Não há razão alguma para não acreditar. Todos os mecanismos de controlo estão implementados”, frisou, acrescentando que “há vários fóruns, comités, pessoas que foram empossadas para verificar” o processo.

Questionado sobre se pensa tentar travar estas ajudas, como já fez o BCP, Pedro Castro e Almeida respondeu que não. “Se tivéssemos de tomar essa decisão já a teríamos tomado. A nossa posição foi não fazer nada”, respondeu.

O banqueiro comentou ainda que “cada vez que é feito um pedido entra-se numa turbulência muito grande”, mas “a única questão” que se coloca, na perspetiva dos bancos que estão a contribuir para o fundo de resolução, “é exatamente ter a certeza que a utilização desse dinheiro está a ser bem feita”.

Questionado sobre se recentes polémicas que envolvem a Caixa Geral de Depósitos (CGD) e o Novo Banco afetam a imagem da banca portuguesa no exterior e minam a confiança no setor, Pedro Castro e Almeida respondeu que acredita que a grande maioria das notícias nacionais não chega lá fora.

“Felizmente lá fora não chegam, eu diria, 99% destas notícias. Acho que não ajuda dentro do ambiente de confiança deste setor”, referiu, acrescentando que considera haver muita “espuma” em torno do tema.

“Acho que isto é mais espuma, acho que é [um tema] muito importante, mas existem também fóruns que estão a verificar isso. Acho que se mistura aqui muita coisa e na realidade não sei se com tanta coisa à mistura se conseguem tirar as conclusões que têm de se tirar”, rematou o banqueiro.

O Santander inaugurou hoje o primeiro Work Café em Portugal, um novo modelo de balcão, que é simultaneamente uma cafetaria, possuindo um espaço de ‘co-working’ onde clientes e não clientes podem trabalhar, estudar ou promover uma reunião.

O Novo Banco anunciou no início do mês que vai pedir uma injeção de capital de 1.149 milhões de euros ao Fundo de Resolução, tendo o Ministério das Finanças anunciado que “considera indispensável” a realização de uma auditoria para escrutinar o processo de capitalização deste banco.

No ano passado, para fazer face a perdas de 2017, o Novo Banco já tinha recebido uma injeção de capital de 792 milhões de euros do Fundo de Resolução, pelo que, a concretizar-se o valor pedido agora, as injeções públicas ficarão em mais de 1.900 milhões de euros.

Anúncio

Aqui chegado…

...temos uma pequena mensagem para partilhar consigo. Cada vez mais pessoas lêem O MINHO, jornal estritamente digital, líder de audiências. Ao contrário de outros órgãos de informação, optámos por não obrigar os leitores a pagarem para lerem as nossas notícias, mantendo o acesso à informação tão livre quanto possível. Por isso, como pode ver, precisamos do seu apoio.

Para podermos apresentar-lhe mais e melhor informação, que inclua mais reportagens e entrevistas e que utilize uma plataforma cada vez mais desenvolvida e outros meios, como o vídeo, precisamos da sua ajuda.

O MINHO é um órgão de comunicação social independente (e sempre será). Isto é importante para podermos confrontar livremente todo e qualquer tipo de poder (político, económico ou religioso) sempre que necessário.

Inspirados na filosofia seguida pelo jornal inglês "The Guardian", um dos mais importantes órgãos de comunicação do Mundo, também nós achámos que, se cada pessoa que lê e gosta de ler O MINHO, apoiar o futuro do nosso projeto, este será cada vez mais importante para o desenvolvimento da sociedade que partilhamos, a nível regional. Pela divulgação, partilha e fiscalização.

Assim, por tão pouco como 1€, você pode apoiar O Minho - e só demora um minuto. Obrigado.

País

Holanda vence Eurovisão (pela quinta vez)

Em Israel

em

Foto: DR

A Holanda venceu no sábado, pela quinta vez, o Festival Eurovisão da Canção, com o tema “Arcade”, interpretado por Duncan Laurence, que era o favorito à vitória de acordo com a média de várias casas de apostas.

A Holanda, que venceu pela última vez há 44 anos, foi o país que obteve maior pontuação (492 pontos), atribuída pelos espetadores de cada país e pelos júris nacionais dos 41 países que participaram na edição deste ano, embora apenas 26 canções tenham competido na final.

A final da 64.ª edição do Festival Eurovisão da Canção decorreu hoje à noite em Telavive e foi transmitida em direto em todo o mundo.

Portugal falha final da Eurovisão

A Holanda ocupava, desde 07 de março, o primeiro lugar de um ranking dos 41 países concorrentes, cuja classificação é definida pela média de várias casas de apostas, calculada pelo ‘site’ eurovisionworld.com, especializado no concurso.

Continuar a ler

País

Turismo nos cemitérios do Porto vira moda e visitas mais do que duplicam em quatro anos

Rota Europeia dos Cemitérios

em

Foto: DR

Os dois cemitérios municipais do Porto, incluídos na Rota Europeia dos Cemitérios, mais do que duplicaram o número de visitantes nos últimos quatro anos e os portugueses e brasileiros são quem mais adere à moda do turismo sepulcral.

Dados da Câmara do Porto avançados à Lusa indicam que os cemitérios de Agramonte (1855) e do Prado do Repouso (1839) receberem “432 visitantes em 2015” nas sete visitas guiadas, enquanto em 2018 o número de visitantes subiu para “1.205 nas 17 visitas realizadas entre maio e outubro”.

Em 2016 registaram-se “685 visitantes nas oito visitas guiadas e em 2017 contaram-se 960 participantes nas 12 visitas agendadas.

O facto de serem os únicos em Portugal a integrar a Associação dos Cemitérios Monumentais da Europa e de também estarem incluídos na Rota Europeia dos Cemitérios – criada em 2010 pelo Conselho da Europa – “ajuda a explicar o aumento do número de turistas” em busca do património cemiterial, considera Arnaldina Riesenberger, historiadora e técnica superior na Câmara do Porto.

Na lista das nações que mais visitam o Agramonte e o Prado do Repouso está Portugal, seguido pelo Brasil, Reino Unido, Europa de Leste e Espanha, explica Arnaldina Riensenberger.

A missão das visitas guiadas aos sepulcrários do Porto é desmistificá-los e levar as pessoas a descobrir obras de arte, história, notáveis e ou monumentos do Porto, porque os cemitérios são “pequenas cidades dentro da cidade grande”, verdadeiros “museus a céu aberto”, conta Arnaldina Riesenberger.

O casal de jovens estudantes de Montevideu (Uruguai) Augusto Cilintano e Martina de Barros de Montevideu (Uruguai) e a fazer turismo no Porto contam que, sempre que podem, tentam ir aos cemitérios das cidades que visitam.

“Porque é tranquilo, pode-se caminhar, há poucos turistas. Gostamos de ver as pessoas a lidar com os seus mortos, as flores. Uma vez vimos muitas velas e isso não existe no Uruguai e é muito interessante”, conta Martina, estudante de escultura.

Também o casal francês Alain e Catherine Jamoteau encontra nos cemitérios uma forma de conhecer a história de um país.

“Não somos necrógrafos, mas adoramos história e, em particular, dos cemitérios, seja em França ou em Portugal. Gostamos de ver quais são as diferenças”, admite Alain, acrescentando que lá ir é como “aprender uma lição de história sobre uma cidade ou um país”.

Traçar a vida das pessoas através do cemitério, como por exemplo “perceber a sua riqueza” e “descobrir a vida anterior das pessoas que estão sepultadas agora” é outra perspetiva assinalada por Catherine Jamoteau.

Nos 12 hectares do Agramonte, o visitante pode descobrir o Monumento às Vítimas do incêndio do Teatro Baquet (1888), que matou mais de cem pessoas num espetáculo, e observar o Mausoléu de Francisco Antunes de Brito Carneiro (1819-1850), edifício projetado pelo arquiteto Tomás Soller (1848-1883), com esculturas de Soares dos Reis (1847-1889).

Os jazigos do escritor Júlio Dinis (1802-1883), da violoncelista Guilhermina Suggia, do cineasta Manuel de Oliveira, do negociante e benemérito Conde de Ferreira, da família Andersen e do FC Porto, são algumas peças para aprender a histórica do Porto e dos seus notáveis que se podem descobrir nas visitas guiadas de um dos cemitérios portugueses “mais ricos em arte romântica”, segundo a Associação dos Cemitérios mais Importantes da Europa.

Conquistar mais turistas a visitar os cemitérios passa por motivá-los a “decifrar” a simbologia inscrita nas decorações dos jazigos, mausoléus, monumento e estatuária, acredita Arnaldina Riensenberger.

Saber que as folhas de louro simbolizam glória, ou que as de oliveira significam paz, um morcego a morte, uma pomba branca uma jovem donzela pura, ou que um martelo e uma roda simbolizam a indústria são informações que ajudam a desvendar enigmas sem necessidade de letras e números.

Um visitante que faça uma visita guiada num cemitério nunca mais vê aquele espaço da mesma maneira, assegura historiadora, considerando que da experiência nasce a vontade de “decifrar o enigma que é um jazigo” recolhendo um “mar de informação”.

No Prado do Repouso (1839), o primeiro cemitério público do Porto construído após a proibição da inumação dentro de capelas, o destaque da autarquia vai para o jazigo do poeta Eugénio de Andrade (1923-2005), projetado pelo arquiteto Siza Vieira (1933).

Os jazigos do músico Francisco Eduardo da Costa, com busto do escultor francês Anatole Calmels (1822-1906), da pintora Aurélia de Sousa (1866-1922) ou do médico e artista plástico Abel Salazar (1889-1946) são outras descobertas que se podem fazer no Prado.

A Câmara do Porto lança pela primeira vez este ano ‘workshops’ de desenho para quem queria tentar fazer esboços sobre a temática dos cemitérios e para o próximo dia 25 de maio acontece no âmbito do XIV Ciclo Cultural dos Cemitérios do Porto uma visita ao Cemitério Britânico sobre a celebração dos 210 anos do nascimento de Barão Forester, um vinicultor, cartógrafo e fotógrafo que dá nome a uma rua no Porto.

A visita está agendada para as 15:30 e vai ser feita pelo historiador Joel Cleto.

As visitas noturnas são outra iniciativa “muito requisitada” nos cemitérios do Porto, conta Arnaldina Reisenberg, explicando que são usadas lanternas potentes que servem para direcionar o foco para detalhes da simbologia.

Continuar a ler

País

Acesso ao portal SNS passa a exigir chave móvel digital ou cartão do cidadão

Primeiro serviço público a condicionar a sua plataforma a este procedimento

em

Foto: DR/Arquivo

O acesso ao Portal SNS passa a exigir a partir de segunda-feira a chave móvel digital ou cartão do cidadão, sendo o primeiro serviço público a condicionar a sua plataforma a este procedimento de autenticação.

A chave móvel digital, além de ser um meio de autenticação que permite a associação de um número de telemóvel ao número de identificação civil para um cidadão português e o número de passaporte para um cidadão estrangeiro, permite, também, que o cidadão possa assinar, eletronicamente e de forma segura, documentos em vários formatos.

“É uma das medidas fundamentais do Simplex”, havendo já 500 mil pessoas com esta ferramenta, disse a ministra da Presidência e Modernização Administrativa, Mariana Vieira da Silva, à margem da sessão de apresentação do “Simplex+ Chave Móvel Digital na Saúde”, que decorreu hoje em Lisboa.

Segundo a ministra, a generalização da medida permitirá que nas relações contratuais, nas relações com os serviços públicos, este elemento de certificação possa ser feito no telemóvel, no ‘tablet’, no computador em qualquer circunstância sem necessitar de nenhum elemento adicional.

“A Chave Móvel Digital é mesmo um instrumento fundamental para que toda a digitalização na relação com os serviços públicos e privados possa crescer. É um passo muito importante nesse sentido”, disse Mariana Vieira da Silva.

Também presente na sessão, a ministra da Saúde, Marta Temido, afirmou que a importância da chave móvel digital consiste na segurança do utente.

“Temos que ter presente que há aqui questões de segurança que tem der ser preservadas e essa é a maior vantagem deste aspeto que hoje foi mostrado”, sublinhou.

Marta Temido destacou também a importância do “espaço hospitalar solidário”, um instrumento de literacia para pessoas que tenham menos apetências na utilização de mecanismos de assinatura digital, de contacto com plataformas informáticas.

“Os serviços de saúde são uma porta de entrada diária de muitas pessoas, com perfis muito distintos, nós apelamos cada vez mais à relação das pessoas com os serviços de saúde através de instrumento digitais e é importante que isso possa ser apoiado face a quem tem menos ferramentas”, defendeu.

A ministra adiantou que a Saúde é das áreas que tem tido “mais adesão” à vertente da digitalização.

“Há um longo caminho percorrido que se prende sobretudo com a questão da receita eletrónica, que é talvez uma das marcas mais conhecidas no que respeita à simplificação de processos e a digitalização na área da saúde”, disse Marta Temido.

Mas também há outros serviços como o ‘eBoletim de vacinas’ ou Nascer Cidadão, que permite registar os recém-nascidos imediatamente no próprio hospital ou maternidade logo após o nascimento, entre outros serviços, que permitem facilitar a vida das pessoas que precisam de utilizar o Serviço Nacional de Saúde, mas também a vida das empresas, disse Marta Temido.

O Programa Simplex Saúde (2016, 2017, 2018) englobou o desenvolvimento de 72 medidas de simplificação e modernização.

Continuar a ler

EM FOCO

Anúncio

ÚLTIMAS

Patrocinado

Reportagens da Semana

Populares