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Desporto

Salvador com “vontade enorme” de vencer Taça de Portugal

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O presidente do Sporting de Braga, António Salvador, disse hoje que “o plantel está ciente da importância” da final da Taça de Portugal de futebol e frisou a sua “vontade enorme” de a vencer.

O dirigente, que falava à margem do almoço que o clube ofereceu à equipa de 1966, vencedora da única Taça de Portugal da história do clube, disse que “o plantel está ciente da importância do jogo de domingo”, notando que para a esmagadora maioria deles “é um marco histórico na sua carreira”.

“No domingo é muito mais que um clube que está em causa, é uma cidade, o envolvimento de uma região em prol de um jogo de futebol que toda a gente quer vencer. Os adeptos vão ser os primeiros a dar força à nossa equipa para que possamos fazer um bom jogo, com crença, com rigor e com uma vontade enorme de vencer”, disse.

Desvalorizou as derrotas com os ‘leões’ para o campeonato, notando que este jogo será completamente diferente.

“Em Braga foi um grande jogo, o Sporting teve a felicidade de vencer nos últimos segundos, em Alvalade foi um jogo que não nos correu bem muito pelas limitações no plantel que tínhamos na altura e também por outras razões que não vale a pena agora falar. Vão estar duas grandes equipas no Jamor e qualquer uma pode vencer”, disse.

António Salvador lembrou o trajeto das equipas na prova para concluir que Braga e Sporting estão com todo o mérito no Jamor.

“Eliminámos o Guimarães, em casa deles, no melhor período da época do Vitória, fomos vencer o Benfica, o campeão nacional, a sua casa, onde não vencíamos há 50 anos, batemos o Rio Ave, que nos eliminou nas meias-finais no ano passado, o Sporting também eliminou o FC Porto no Dragão. Sem dúvida que são as equipas que merecem e que, com todo o mérito, estão na final”, disse.

Ao apelo de Perrichon, antiga glória bracarense autor do golo que deu a única Taça de Portugal ao Braga, para a equipa lutar para ser campeã nacional, Salvador lembrou que o Braga “já esteve perto”, mas que só num “ano muito mau” dos ‘três grandes’ isso será possível.

“Não vamos iludir-nos, há três clubes muito fortes em Portugal que têm outras condições de poderem ser campeões. Para sermos campeões teria que ser num ano muito mau dessas três equipas. Não há condições nem recursos para combater com eles, mas para nós o mais importante é estar mais perto deles do que dos que estão atrás de nós e é isso que temos vindo a fazer”, concluiu.

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Desporto

Dance World Cup: Lara e Carolina vencem dez ‘ouros’ e ‘guiam’ comitiva à final de Roma

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Carolina Costa (Braga) e Lara Machado (Vila Verde), voltaram a apurar-se para a final da competição Dance World Cup, uma das maiores provas de dança a nível mundial que, em 2019, se realizou em Braga. Para além das duas promissoras bailarinas, ficaram apurados diversos bailarinos e categorias de outras escolas da região de Braga.

Carolina, de apenas 13 anos, voltou a firmar créditos como uma das mais promissoras bailarinas portuguesas da atualidade, conquistando cinco medalhas de ouro, quatro de prata e uma de bronze.

A nível solo, obteve as mais altas pontuações do seu escalão (children), nas coreografias Harlequinade (93,67) e Medora (93,43), numa escala de 0 a 100, por entre mais de 300 coreografias. Estes resultados valeram o apuramento para a final do Dance World Cup.

Carolina Costa. Foto: DR

Carolina Costa que, a par de Lara Machado, integrou a comitiva do Conservatório Internacional de Ballet e Dança Annarella Sanchez destaca os resultados, em comunicado enviado a O MINHO:“Estou muito feliz pelos resultados que consegui (…) Ter conseguido o apuramento para a final com dez coreografias que apresentei a concurso é uma enorme alegria”.

A bailarina destacou a medalha de ouro conquistada em solo ballet, com variação de repertório, por ser “o maior objetivo que tinha para esta competição”, depois de dois meses de trabalho.

Lara Machado, de Vila Verde, também voltou a brilhar na competição. Cinco ouros, quatro pratas e dois bronzes é o que traz na bagagem destas meias-finais da competição, que decorreram na Figueira da Foz.

A nível individual, destaque para a conquista do bronze em solo jazz com a coreografia “Blowing in the Wind”, no escalão “junior”, um dos mais competitivos da prova.

Lara Machado. Foto: DR

A bailarina disse a O MINHO que terminou o evento “com empenho e cheia de garra” para voar para Roma e voltar a competir com a elite da dança a nível mundial.  Lara aponta que, na final em Roma, irá representar o país “com enorme honra”.

Assim como Carolina Costa, Lara frequenta o Conservatório Internacional de Ballet e Dança Annarella Sanchez, uma das mais prestigiadas escolas de ballet em Portugal, depois de se terem iniciado na escola de dança bracarense Ent’Artes.

E foi precisamente esta a única escola sediada em Braga a conseguir um pleno, com todas as seis alunas que participaram na meia-final a apurarem-se para Roma, nos escalões “mini” e “infantil”.

Bailarinos da Ent’Artes. Foto: DR

Desta escola, a nível solo, destacaram-se Francisca Mesquita, no escalão Mini, com um solo de contemporâneo que valeu uma medalha de prata, e a solista Marta Barbeiro, com duas medalhas (prata e bronze) em dois solos (ballet e dança contemporânea).

Quem também não se saiu nada mal foi a Academia de Dança Nun’Álvares, de Braga, com sete medalhas de ouro, seis de bronze e cinco de prata, por entre as categorias “infantil”, “sénior” e “júnior”.

Academia de Dança Nun’Álvares. Foto: DR

“Estamos tremendamente orgulhos de todos os nossos alunos que dignificaram o símbolo da ADN. Todos os alunos desde o mais novo até ao mais velho, subiram a palco e mostraram a qualidade que temos nas nossas academias. Muitos parabéns a todos eles”, apontou a direção da escola, em nota enviada a O MINHO.

A escola Backstage, também de Braga, classificou 14 bailarinos e seis coreografias para a final de Roma, com dois ouros, duas pratas e três bronzes, nos escalões “sénior” e “children”.

Segundo disse a O MINHO a responsável Rosália Passinhas, todas as coreografias foram classificadas acima dos 70 valores, que é o mínimo para o apuramento para a final.

Este vai ser o primeiro ano “à séria” para a Backstage. O ano passado, em Braga, competiram na final, mas em “modo experimental”, com três coreografias. Apesar de ser uma experiência, conquistaram uma medalha de ouro, em Jazz e Showdance e apuraram duas coreografias para a final.

“As duas coreografias ficaram apuradas para a final na nossa cidade visto o país anfitrião qualificar as coreografias classificadas até ao quarto lugar”, sublinha.

Bailarinos da Backstage. Foto: DR

“Este ano trabalhamos especificamente para a qualificação de todos os elementos das nossas companhias de competição, Júnior e Mini e estamos muito orgulhosos com o resultado”, salientou Rosália, que enfrenta, até junho, o mesmo problema de todos os outros participantes: “reunir mecenas, apoios e organizar angariações de fundos para conseguir liquidez” para viajar (e permanecer vários dias) até Roma.

“Estamos convictos que conseguiremos atingir os nossos objetivos até porque este ano a exposição que nos está a trazer a participação no Got Talent Portugal provavelmente ajudará um pouco”, espera.

Já a escola Dom Diogo de Sousa, de Braga, conseguiu apurar uma coreografia para a grande final em Itália, graças a uma medalha de bronze em grupo.

Bailarinos do Colégio D. Diogo de Sousa. Foto: DR

Medalhas:

Lara Machado

Junior solo Jazz ” Blowin in the wind” – Medalha de Bronze

Junior large group ballet “Giselle” – Medalha de Ouro
Junior small group contemporary “Forget full ness”- Medalha de Ouro
Senior small group ballet “Saint Sebastian”- Medalha de Ouro
Senior large group Folklore “Festa do Cáucaso”- Medalha de Ouro
Senior large group jazz “Get Ready”- Medalha de Ouro

Junior large group ballet any style “Una noche mas”- Medalha de Prata
Junior small group Folklore ” Russian Gardens” – Medalha de Prata
Senior large group ballet “jardim do Corsário” – Medalha de Prata
Senior large group Folklore “Sapateados russos” – Medalha de Prata

Senior large group ballet “Valsa das Horas” – Medalha de Bronze

Carolina Costa

Solo de Ballet Repertório – Variação Harlequinade – Medalha de Ouro
Solo de Ballet Livre – Sublime – Medalha de Prata
Solo Lyrical – Everybody Wants to Rule the World – Medalha de Prata
Grupo Children Ballet – Amigas de Giselle – Medalha de Prata
Quarteto Júnior Ballet – Flames of Paris – Medalha de Ouro
Grupo Júnior Ballet – Second Waltz from Shostakovic – Medalha de Ouro
Grupo Júnior Dança Nacional – Caucasian Dance – Medalha de Ouro
Pas de Deux Júnior/Senior – D. Quixote – Medalha de Bronze
Grupo Sénior – La Sylphide – Medalha de Ouro
Grupo Sénior – Jardim do Corsário – Medalha de Prata

Academia de Dança Nun’Álvares

– “Matilda” – Infantil Solo Show Dance – Coreografia de Susana Barros – Medalha de Ouro
– “My Way” – Infantil Street Dance – Coreografia Rafaela Martins e David San – Medalha de Ouro
– “M.R.M” – Sénior Dueto/Trio Street Dance Comercial – Rafaela Martins e Marco Martins – Medalha de Ouro
– “Orange is the new black” – Sénior grupo grande Street Dance – Coreografia David San – Medalha de Ouro
– “Love” – Sénior grupo grande Comercial – Coreografia David San – Medalha de Ouro
– “Tigers Groove” – Infantil grupo grande Street Dance – Coreografia David San – Medalha de Ouro
– “Bills” – Infantil grupo grande Comercia – Coreografia David San – Medalha de Ouro

– “Panic” – Junior Solo Street Dance – Bruno Castro – Medalha de Prata
– “Turistas” – Infantil Dueto/Trio Street Dance – Ana Margarida, Bárbara Fernandes , Ines Silva- Medalha de Prata
– “Peaky Blinders” – Junior Dueto/Trio Street Dance – Bruno Castro, Diana Moreira, Leonor Mota- Medalha de Prata
– “Annie” – Dueto/Trio Show Jazz e Show Dance – Beatriz Fernandes, Ines Mendes, Leonor Mota- Medalha de Prata
– “Old is cool” – Infantil Pequeno Grupo Street Dance – Coreografia Ana Reis- Medalha de Prata

– “Happy” – Junior Comercial – Diana Moreira – Medalha de Bronze
– “Level Up” – Infantil Comercial – Sara Novais – Medalha de Bronze
– “Do It Right” – Infantil Dueto/Trio Show Dance – Sara Novais e Matilde Martins – Medalha de Bronze
– “Lucky You” – Sénior Dueto/Trio Street Dance – Beatriz Fernandes e Cláudia Ribeiro – Medalha de Bronze
– “Candy Man” – Infantil Pequeno Grupo Jazz e Show Dance – Coreografia de Susana Barros – Medalha de Bronze
– “ Is It Scary” – Junior Grupo Grande Street Dance- Coreografia de David San – Medalha de Bronze

Backstage

Júnior Grupos Pequenos Jazz & Showdance – coreografia “At the Jazz Club” de Rosália Passinhas – Medalha de Ouro

Children Solo Boys Contemporary – Gonçalo Gomes com coreografia “When I’m Laid on Earth” de Júlio Cerdeira – Medalha de Ouro

Júnior Grupos Grandes Jazz – coreografia “Dancin’ Man” de Rosália Passinhas – Medalha de Prata

Children Duet Lyrical and Contemporary – Emília Davico e Gonçalo Gomes com coreografia “Dueto” de Luís Martins e Rosália Passinhas – Medalha de Prata

Júnior Acro – Inês Lozano com coreografia “Queen of My Castle” de Rosália Passinhas – Medalha de Bronze

Children Solo Boys Jazz – Gonçalo Gomes com Newsies – Medalha de Bronze

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Futebol

SC Braga eliminado da Liga Europa

Afastado pelo Rangers

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Foto: Divulgação / SC Braga

O SC Braga perdeu hoje com o Rangers, 1-0, e foi eliminado nos 16 avos de final da Liga Europa de futebol, num jogo em que foi incapaz de mostrar argumentos para se impor.

O único golo da partida surgiu aos 61 minutos, com Kent a concluir uma das várias oportunidades de que o Rangers dispôs, inclusivamente uma grande penalidade defendida por Matheus no final da primeira parte.

Os minhotos fizeram a pior exibição da ‘era’ Rúben Amorim, mostrando-se sem ideias para contrariar um adversário muito coeso e combativo, mas que, na primeira mão, foi inferior e dominado pelo Braga durante grande parte do jogo.

Nesse jogo em Glasgow, na passada quinta-feira, o SC Braga esteve a ganhar por 2-0 até meio da segunda parte, mas permitiu a reviravolta no marcador em apenas 15 minutos (derrota por 3-2).

O Rangers de Steven Gerard parece ter aprendido a lição e não deu espaço a jogadores fundamentais na construção do jogo ‘arsenalista’, como Fransérgio e Trincão.

Sem Wallace, lesionado, e Bruno Wilson (não inscrito), Rúben Amorim fez regressar à equipa Raul Silva, Esgaio, Palhinha, Fransérgio, Trincão e Paulinho, enquanto no Rangers a grande baixa foi o avançado colombiano Morelos, castigado.

O SC Braga iniciou o jogo pressionante, a defender muito longe da sua baliza e a tentar chegar ao golo. O risco era assumido e a equipa escocesa fez por explorá-lo: aos 09 minutos, Kent fugiu por entre os centrais bracarenses e isolou Kamberi que, com tudo para marcar, atirou contra Matheus.

Os homens da frente do Rangers podem não ser os mais virtuosos tecnicamente, mas são exímios na entrega e desgaste da defesa contrária e, quando a isso se alia algum nervosismo da defesa contrária, está feito o ‘caldo’ de lances perigosos.

Aos 20 minutos, uma má abordagem de Raul Silva permitiu a Hagi roubar-lhe a bola, o romeno passou depois por David Carmo e serviu Kent que fez a bola rasar o poste direito de Matheus.

O Braga respondeu aos 26 minutos: Trincão criou espaço na esquerda onde apareceu Sequeira a cruzar com conta, peso e medida para um cabeceamento de Paulinho, que obrigou McGregor a defesa para canto.

Pouco depois, novamente Sequeira a centrar, Paulinho fez o primeiro desvio e a bola ainda embateu em Fransérgio e quase traía MacGregor (30).

No último lance antes do intervalo, o tal lance do penálti defendido por Matheus: Raúl Silva cortou a bola com a mão após um canto e, na grande penalidade respetiva, o guardião brasileiro fez uma grande defesa, com a mão esquerda, ao remate forte de Hagi (45+1).

Rúben Amorim fez entrar João Novais após o intervalo para o lugar de Palhinha e, aos 53 minutos, lançou Galeno tirando Raúl Silva, mas sem quaisquer efeitos e foi mesmo o Rangers o primeiro a criar perigo, com Kent a atirar por cima (55).

Contudo, seis minutos depois, o avançado inglês não perdoou quando surgiu isolado na cara de Matheus e fez o único golo da partida.

Rúben Amorim apostou tudo ao tirar o central David Carmo e a meter o avançado Abel Ruiz (64), mas a equipa não conseguia ligar uma jogada com princípio, meio e fim.

Aos 71 minutos, Paulinho, de cabeça, após centro de João Novais, desperdiçou a melhor ocasião dos bracarenses que, até ao final, não mais ameaçaram com semelhante perigo a baliza escocesa.

Os ‘arsenalistas’, que precisavam de recuperar da derrota por 3-2 sofrida no jogo da primeira mão, não conseguiram inverter o rumo da eliminatória e falham o acesso aos oitavos de final da competição.

Ficha de Jogo

Jogo no Estádio Municipal de Braga.

SC Braga – Rangers, 0-1.

Ao intervalo: 0-0.

Marcadores:

0-1, Ryan Kent, 61 minutos.

Equipas:

– SC Braga: Matheus, Bruno Viana, David Carmo (Abel Ruiz, 64), Raúl Silva (Galeno, 53), Esgaio, Palhinha (João Novais, 46), Fransérgio, Sequeira, Trincão, Ricardo Horta e Paulinho.

(Suplentes: Tiago Sá, Vítor Tormena, André Horta, João Novais, Galeno, Rui Fonte e Abel Ruiz).

Treinador: Rúben Amorim.

– Rangers: Allan McGregor, James Tavernier, Connor Goldson, George Edmundson, Borna Barisic, Steven Davis, Scott Arfield, Ryan Jack, Ianis Hagi (Joe Aribo, 72), Ryan Kent e Florian Kamberi (Sheyi Ojo, 78).

(Suplentes: Wes Foderingham, Nicola Katic, Glen Kamara, Joe Aribo, Andy Halliday, Sheyi Ojo e Greg Stewart).

Treinador: Steven Gerrard.

Árbitro: Andreas Ekberg (Suécia).

Ação disciplinar: cartão amarelo para David Carmo (47), Florian Kamberi (73), Esgaio (89) e Abel Ruiz (90+4).

Assistência: 18.113 espetadores.

(notícia atualizada às 19h22)

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Futebol

Jogador do Gerês suspenso 18 meses pela AF Braga: “Não matei ninguém”

Disciplina

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Foto: DR

Marco Gonçalves, futebolista do GD Gerês, foi suspenso durante 18 meses pela Associação de Futebol (AF) de Braga na sequência de comportamento agressivo para com um árbitro.

O jovem futebolista de 22 anos está acusado pela associação que tutela o futebol no distrito de ter partido a cana do nariz do árbitro que apitou o jogo entre o GD Gerês e o Serzedelo, a contar para a 13.ª jornada do Campeonato Distrital Seniores 1ª divisão – Série B, em janeiro último.

Apesar de o relatório da associação que determinou o castigo indicar que o juiz da partida foi agredido pelo jogador, o mesmo nega qualquer agressão ao árbitro, e diz apenas ter-se “encostado” num momento “mais acalorado” do jogo.

Em declarações a O MINHO, Marco mostra-se revoltado com o castigo: “Nada fiz a não ser encostar-me ao árbitro e apanho 18 meses de castigo”.

A situação ocorreu pouco depois dos 80 minutos de jogo, quando o lateral direito do Gerês, já com um amarelo no jogo, fez uma falta no meio campo, acabando por receber a segunda cartolina e ordem de expulsão por acumulação de cartões.

“Contestei o segundo amarelo e a única coisa que fiz foi encostar-me ao árbitro na altura dos protestos, não lhe bati, não dei cabeçada, não o esmurrei e muito menos lhe parti o nariz””, expõe.

Marco blinda-se no relatório da GNR, a que O MINHO teve acesso, e que registou essa ocorrência como “um encosto não significativo”.

O jogador já foi ouvido na sede da AF Braga para aplicação de castigo, mas alega não poder ter-se defendido. “Levei testemunhas mas não quiseram saber, já estava definido que me iriam castigar”, diz.

Embora tivesse sido apontado como um exemplo de disciplina, por ter registado apenas cinco cartões em onze anos de AF Braga, este foi um dos castigos mais pesados a que se assistiram nos últimos anos.

“Parti-lhe o nariz aos 83 minutos e ele nada disse, ficou em campo até final?”, questiona o jogador agora suspenso. “Admito que merecia um castigo por lhe ter tocado, mas nunca 18 meses”, contrapõe.

“É totalmente irrazoável que eu lhe tivesse partido o nariz sem que ele não tivesse esboçado qualquer reação e continuasse em jogo normalmente, estivesse com a GNR que o acompanhou para os balneários e em momento algum disse à GNR que eu lhe parti o nariz, é óbvio que isto é mentira”, argumenta.

O jovem, natural de Vieira do Minho, já apresentou recurso, na passada sexta-feira. “Tive de pagar 400 euros ao advogado para recorrer, embora seja um valor alto, faço-o porque não é verdade aquilo de que me acusam e vou levar isto até às últimas para provar que não parti nada ao árbitro”, aduz.

“Eu vou pela verdade… Se realmente lhe tivesse partido a cana, a multa de 18 meses seria justa e eu tinha de estar caladinho, mas não o fiz, por isso não me vou calar”, vinca, apelando ainda à AF Braga que tenha “consideração” pela carreira exemplar que teve ao longo da última década.

O MINHO tentou ouvir a AF Braga sobre esta matéria, mas tal não foi possível ao longo dos últimos dias.

Já o Núcleo de Árbitros de Futebol de Braga havia manifestado publicamente a solidariedade para com David Alves, árbitro da partida, de apenas 20 anos.

Em comunicado, o núcleo falou em “agressão bárbara” e inibidora relativamente à opção do árbitro prosseguir carreira e que “a justiça deve atuar” para bem do “respeito e fair-play“ no desporto.

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