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Região

Saiba onde vão estar os radares da PSP nos últimos dias de maio

“Quem o avisa…” é o mote deixado pela PSP todos os meses

em

Foto: DR/Arquivo

A PSP informa que, até final do mês de maio, irá efetuar ações de fiscalização rodoviária – RADAR nos seguintes locais:


BRAGA
22-mai-20 22H00 Av. António Macedo – Braga
27-mai-20 09H00 Circular Urbana, Guimarães
27-mai-20 10H00 Av. Frei Bartolomeu dos Mártires – Braga
28-mai-20 14H30 Variante EN 14 – V.N. de Famalicão

Viana do Castelo
22-mai-20 21H00 Av. 25 de Abril – Viana do Castelo
29-mai-20 10H00 Av. do Meio – Areosa – Viana do Castelo

AÇORES
20-mai-20 14H45 Av. Natália Correia
20-mai-20 17H00 Estrada Regional, Caminho do Meio, freguesia de Almoxarife, concelho de Horta – Ilha do Faial
21-mai-20 14H45 Eixo Sul (junto ao Centro de Saúde)
24-mai-20 06H45 Calhetas – Rabo de Peixe
25-mai-20 14H45 Eixo Sul – junto viaduto da Av. Natália Correia
26-mai-20 13H00 ER Negrito, S. Mateus e Grota do Vale, S. Bento – Angra do Heroísmo
26-mai-20 14H45 Eixo Sul (Bomba de Combustível Galp)
29-mai-20 07H00 Porto Judeu de Cima, Porto Judeu e Rochão da Cruz, S. Sebastião – Angra do Heroísmo

AVEIRO
20-mai-20 09H00 Av. da Liberdade – São João da Madeira
20-mai-20 15H00 Rua Dr. Eduardo Vaz – Santa Maria da Feira
26-mai-20 09H00 EN 109.4 – Espinho
26-mai-20 15H00 EN 109 km 35.5 – Ovar
27-mai-20 09H00 Rua da Circunvalação – Santa Maria da Feira
27-mai-20 15H00 Rua das Águas – São João da Madeira

BEJA

27-mai-20 09H00 Av. Salgueiro Maia – Beja

BRAGANÇA
20-mai-20 14H00 Av. das Cantarias – Bragança

CASTELO BRANCO
20-mai-20 08H00 Alameda Europa – Covilhã
25-mai-20 16H00 AV. Infante D. Henrique – Covilhã
27-mai-20 14H00 Av. de Espanha – Castelo Branco

COIMBRA
22-mai-20 10H00 Av. Inês de Castro
27-mai-20 15H00 Av. Fernando Namora

ÉVORA
25-mai-20 16H30 CM 1094 – Estrada do Bairro de Almeirim – Évora
28-mai-20 09H30 EN 18. ao Gil – Estremoz

FARO
20-mai-20 08H30 Av. Heróis 1808 – Olhão
21-mai-20 16H00 EN 125
26-mai-20 09H00 Av. V 6 – Portimão
26-mai-20 09H00 Av. de Castro Marim – Vila Real de Santo António
28-mai-20 10H00 Sítio do Moleão – Lagos
29-mai-20 09H00 Av. V 6 – Portimão
29-mai-20 09H00 Rua da Cruz Vermelha – Tavira

GUARDA
20-mai-20 14H00 Via de Cintura Externa da Guarda – Guarda
26-mai-20 08H00 Via de Cintura Externa da Guarda – Guarda

LEIRIA
20-mai-20 09H00 EN 356-1 Km 5,600 – Leiria
21-mai-20 09H00 Rua Costa Veiga – Alcobaça
27-mai-20 09H00 EN 113 Km 8,000 – Leiria
28-mai-20 09H00 Estrada da Garcia – Marinha Grande
28-mai-20 09H00 EN 242 – Nazaré

LISBOA
23-mai-20 08H00 Campo Grande – Lisboa
24-mai-20 08H00 Ponte 25 de Abril – Almada
25-mai-20 09H00 Estrada dos Salgados – Amadora
26-mai-20 09H00 Av. Marginal – Estoril
27-mai-20 09H00 Estrada Regional 374 – Malhapão – Loures
27-mai-20 14H00 Rua da Liberdade – Pontinha (dois sentidos)
28-mai-20 08H30 EN 10, Km 125.3, em Alhandra, sentido Alverca/Sobralinho
29-mai-20 08H00 Av. da República – Oeiras (sentido Oeste/Este)
29-mai-20 14H00 EN 249-3 – Porto Salvo ( Sentido Norte/Sul)
29-mai-20 14H00 Av. Condes de Carnide – Lisboa

MADEIRA
24-mai-20 19H00 ER 222 – Canhas e VE3 Km 3,8 Lugar de Baixo – Ponta do Sol
26-mai-20 13H00 VR 1 Km 9,4 Este/Oeste – Câmara de Lobos
28-mai-20 14H00 Rua 5 de Outubro e Av. Mário Soares

PORTALEGRE
21-mai-20 16H00 Av. de Badajoz

PORTO
20-mai-20 08H00 Estrada da Circunvalação – 15443 – Porto
22-mai-20 08H00 Rua Gomes Amorim – Póvoa de varzim
26-mai-20 08H00 Estrada Municipal Nº556 – Santo Tirso
27-mai-20 14H00 Av. Eng.º Duarte Pacheco – Baguim do Monte
29-mai-20 14H00 Estrada da Circunvalaçã0 – 10036 – Matosinhos

SANTARÉM
25-mai-20 08H00 EN 3 – Calçadinha – Santarém
28-mai-20 08H30 Rua Serpa Pinto – Cartaxo
29-mai-20 08H00 Circular Urbana N/S – Santarém

SETÚBAL
20-mai-20 10H00 EN 10.3 – Barreiro
22-mai-20 08H00 Av. Arsenal do Alfeite – Almada
22-mai-20 08H00 Circular Externa – Montijo
25-mai-20 15H00 EN 10.3 – Barreiro
26-mai-20 09H00 Estrada de Santas- Setúbal
26-mai-20 10H00 Av. do Mar – Verdizela – Corroios
28-mai-20 08H00 Circular Externa – Montijo
29-mai-20 08H00 Av. Arsenal do Alfeite – Almada

VILA REAL
25-mai-20 09H00 Av. Doutor Mário Soares – Chaves
25-mai-20 14H00 Av. da Europa – Vila Real

VISEU
21-mai-20 08H00 Av. Dom Egas Moniz – Lamego
21-mai-20 08H00 Av. Alexandre Alves – Viseu
28-mai-20 08H00 Estrada de Nelas – Viseu

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Barcelos

De Barcelos a Oxford, o percurso de sucesso de Susana Campos-Martins

Investigadora ‘veste a camisola’ da UMinho

em

Susana Campos-Martins no Nuffield College, Oxford. Foto: cedida a O MINHO

Sempre quis ser cientista ou professora. Na infância, em Macieira de Rates, Barcelos, onde nasceu há 31 anos, passava os dias a fazer experiências científicas (“para mim eram experiências, para a minha mãe eram pesadelos de desarrumação e destruição”, brinca).


Uma carreira académica de sucesso na área da Economia, ‘vestindo a camisola’ da Universidade do Minho (UM), levou Susana Campos-Martins, em 2019, para a Universidade de Oxford. “Foi como ter recebido a minha carta de aceitação para Hogwarts”, ilustra.

Recentemente, publicou no Financial Times um artigo, em co-autoria com David F. Hendry, sobre o impacto da declaração de pandemia pela OMS (Organização Mundial de Saúde) nos mercados financeiros.

“Tivesse a OMS anunciado a pandemia mais cedo, como alguns defendem, poderia ter sido um falso alarme e resultado numa desnecessária disrupção dos mercados”, conclui o estudo.

A mais nova de sete irmãos

Nascida em 1988, na freguesia de Macieira de Rates, no concelho de Barcelos, Susana Campos-Martins é a mais nova de sete irmãos. “Nos dias que correm parece inconcebível ter-se sete filhos, mas os meus pais fizeram um trabalho maravilhoso”, realça a O MINHO.

A família é o seu porto de abrigo, mesmo à distância, e sempre que pode, apesar de estar a trabalhar no Reino Unido, regressa à terra natal.

“Tenho uma família que amo e que todos os dias me faz sentir como se estivesse em casa, apesar de estar a viver em Oxford. Adoro viajar e faço-o com grande frequência, mas não há como ter a segurança de pertencer a algum lugar no mundo. E é para lá que sempre volto”, aponta a investigadora que, desde pequena, “queria ser professora ou cientista”.

“Passava o dia a fazer experiências científicas (para mim eram experiências, para a minha mãe eram pesadelos de desarrumação e destruição). Aprender, investigar e lecionar fizeram e fazem parte de um processo natural para mim”, assinala.

“Vesti a camisa da Universidade do Minho e não a tirei mais”

Susana Campos-Martins fez a escola primária e o segundo ciclo em Macieira de Rates. No 7.º ano mudou-se para a Escola Secundária de Barcelinhos, onde estudou ciências e tecnologias até ao 12º ano.

Em 2006, entrou no curso de Economia na Escola de Economia e Gestão da UM. “Vesti a camisola da universidade e não a tirei mais”, enfatiza. Na academia minhota completou o Mestrado e Doutoramento na mesma área de estudo.

Defesa da Tese de Doutoramento na EEG-UMinho, em Braga. Foto cedida a O MINHO

“O primeiro contacto com investigação foi no último ano da Licenciatura e como docente convidada no último ano do Mestrado. Gostei tanto de investigar e lecionar que até hoje é o que faço e mais gosto de fazer”, destaca.

A tese de Doutoramento de Susana Campos-Martins centrou-se em “modelos econométricos de volatilidade não estacionária e de co-movimentos entre volatilidades”.

Nessa fase, participou em vários eventos internacionais onde conheceu investigadores de todo o mundo na área de Economia e teve a oportunidade de visitar a Universidade de Londres e a Universidade de Florença.
No último ano do Doutoramento, o professor e investigador Robert F. Engle, vencedor do Prémio Nobel de Economia em 2003, convidou-a para visitar a Universidade de Nova Iorque, nos Estados Unidos da América, e colaborar com ele num novo projeto.

“Ambos queríamos desenvolver um novo modelo de co-movimentos nas volatilidades de ativos financeiros e daí surgiu o modelo de volatilidade geopolítica que estamos a desenvolver. Esta colaboração é, sem dúvida, um dos pontos mais altos da minha carreira académica”, refere a investigadora, acrescentando que “o encorajamento da [sua] orientadora, Cristina Amado, e o apoio da Escola de Economia e Gestão foram determinantes para o [seu] sucesso”.

“Estou-lhes muito grata por isso”, reforça.

Oxford “foi como ter recebido a carta de aceitação para Hogwarts”

No final de 2018, Susana Campos-Martins estava ainda em Nova Iorque, a terminar o Doutoramento e a submeter candidaturas para ofertas de trabalho. Uma dessas candidaturas foi para uma posição como investigador de pós-doutoramento no Nuffield College da Universidade de Oxford.

“Seria então para trabalhar em Econometria e Alterações Climáticas com o David Hendry. Convidou-me para uma entrevista por videochamada e deve ter gostado porque uns dias depois recebi a oferta de trabalho”, lembra, recorrendo ao universo dos livros mágicos de Harry Potter para explicar o que sentiu.

“Para mim foi como ter recebido finalmente a minha carta de aceitação para Hogwarts. A Universidade de Oxford e a própria cidade têm um ambiente fantástico: jovem, dinâmico, estimulante e cativante”, descreve.

Artigo publicado no Financial Times

No dia 21 de maio, a académica barcelense publicou no Financial Times um artigo sobre o impacto da declaração de pandemia da covid-19 pela OMS nos mercados financeiros.

“Verificámos que para um painel de 32 índices de dívida soberana à volta do mundo, dois dos maiores choques geopolíticos nas volatilidades da amostra (1989-2020) ocorreram nos dias 9 e 12 de março do presente ano”, começa por explicar, acrescentando que “o primeiro corresponde à imposição do confinamento obrigatório em Itália e o segundo acontece no seguimento do anúncio da pandemia pela OMS na tarde (hora local) do dia 11 de março e do discurso do Presidente Donald Trump a partir da Sala Oval no final da tarde (hora local)”.

“Em ambos os casos, as volatilidades das rendibilidades dos índices de dívida soberana estiveram todas muito acima da média, o que significa um vasto impacto nos mercados financeiros”, regista.

Susana Campos-Martins em Nova Iorque. Foto cedida a O MINHO

“É interessante e até intrigante ver que as recomendações da OMS anteriores à declaração da pandemia foram, em geral, ignoradas tantos pelos governos como pelos mercados financeiros. Daí que a OMS tenha justificado a declaração de pandemia com não apenas níveis alarmantes de propagação do vírus mas também inação. Apenas a declaração da pandemia parece ter tido um vasto impacto nos mercados a nível global de acordo com o nosso modelo”, analisa o estudo, concluindo que se a pandemia tivesse sido declarada “mais cedo, como alguns defendem, poderia ter sido um falso alarme e resultado numa desnecessária disrupção dos mercados”.

“Decisões a tomar pela OMS desta dimensão e natureza geopolítica merecem consideração cuidada e cautela”, acentua.

Contração da economia pós-pandemia é certa, falta saber a magnitude e duração

Questionada por O MINHO se já é possível prever o impacto da pandemia na economia mundial, Susana Campos-Martins antecipa que, “apesar de a contração ser certa, a sua magnitude e duração são ainda muito incertas”.

“Ainda que outras crises, como a crise financeira global de 2008, tenham permitido aos economistas aprender e melhorar os seus modelos macroeconómicos de previsão e o impacto de medidas de política menos convencionais, este é um período de grande incerteza”, avalia.

“Já verificámos uma contração da economia global. Se pensarmos, por exemplo, na diminuição drástica do número de voos ou nos países onde o turismo representa uma fração importante do seu rendimento, logo percebemos o impacto na economia global. É de esperar um abrandamento dos fluxos de pessoas, comércio e capitais. Mas note-se que a pandemia veio apenas impulsionar a desglobalização que já acontecia devido a choques geopolíticos como o referendo que aprovou a saída do Reino Unido da União Europeia ou as guerras comerciais entre países como os Estados Unidos e a China”, considera a investigadora, que está também a colaborar com Robert Engle, na Universidade de Nova Iorque, no modelo de volatilidade geopolítica que serviu de base para a publicação no Financial Times.

Com Robert Engle, Prémio Nobel da Economia em 2003, na Universidade da Califórnia, em San Diego. Foto cedida a O MINHO

“Por volatilidade geopolítica entendemos movimentos simultâneos e de forte correlação nas rendibilidades de um grande número de ativos financeiros decorrentes de eventos geopolíticos. Brevemente o nosso índice de volatilidade geopolítica estará disponível online e será atualizado diariamente no website do Instituto da Volatilidade”, afirma.

Na Universidade de Oxford está a trabalhar em Econometria para as Alterações Climáticas com o grupo Climate Econometrics no Nuffield College.

“Este projeto tem como objetivo desenvolver modelos e ferramentas que nos ajudem a perceber o impacto da atividade humana nas alterações climáticas e vice-versa. Em particular, estou a investigar com o David Hendry como notícias sobre alterações climáticas afetam as volatilidades das rendibilidades de ações das maiores empresas de petróleo e gás no mundo. Notícias relacionadas com alterações climáticas fazem mover as rendibilidades destes ativos, o que significa que os investidores estão já a reagir ao risco de transição para economias mais limpas e, portanto, menos dependentes de combustíveis fósseis”, conclui.

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Aqui Perto

Motociclista despista-se e morre atropelado por camião na A28

Óbito

em

Foto: DR

Um motociclista morreu num acidente com um camião, na A28, na zona de Vila do Conde, esta sexta-feira de madrugada.


Contactada pela Lusa, fonte do Destacamento de Trânsito da GNR do Porto disse que o motociclista se despistou, tendo sido atropelado pelo camião.

O cadáver foi transportado para o Instituto de Medicina Legal do Porto.

O acidente, que ocorreu cerca das 2.40 horas, na zona de Vila do Conde, obrigou ao corte parcial da via, no sentido Norte/Sul, mas a situação já se encontra normalizada.

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Região

Trabalhadores da Cultura enchem Aliados para contestar falta de apoio e precariedade

“Precariedade que dura há anos”

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Ovídio de Sousa Vieira, programador do Teatro Diogo Bernardes, em Ponte de Lima. Foto: Facebook

Centenas de trabalhadores do setor da Cultura juntaram-se hoje na Avenida dos Aliados, no Porto, para contestar a “falta de apoios e medidas” para o setor e a necessidade de se travar uma “precariedade que dura há anos”.


“Olha a Cultura, olha a Cultura que está na rua para lutar, porque não tem, porque lhe falta orçamento para a salvar” e “Queremos voltar, precisamos de voltar, nunca calados” foram alguns dos apelos feitos por várias centenas de trabalhadores, que hoje ocuparam a Avenida dos Aliados.

Em uníssono, profissionais do circo, teatros, bibliotecas, museus, casas de espetáculo e companhias juntaram-se para contestar “a precariedade sistémica que dura há anos no setor”, garantiu à Lusa Gonçalo Gregório, membro do Sindicato dos Trabalhadores de Espetáculos, do Audiovisual e dos Musicos (Cena-STE).

“Estamos na semana em que supostamente reabriram as salas de espetáculo, mas a maior parte delas não reabriu com programação normal. Isto não significa que as companhias começaram a trabalhar, não significa que os músicos começaram a trabalhar. Isto não é representativo de um retomar da atividade”, referiu, adiantando que o grande problema é “a forma como o Governo vê a cultura”.

“Este é mais um daqueles momentos em que a cultura perde trabalhadores para outras tarefas, que garantem financiamento, direitos laborais e condições de vida e assim se perdem grandes figuras da cultura”, lamentou Gonçalo Gregório.

No chão da Avenida dos Aliados, pequenas bolas vermelhas ditavam a distância social que guias, produtores, técnicos de sala, artistas de teatro, artistas de circo, assistentes de sala, estudantes e tantos outros profissionais mantinham entre si.

Exigindo “medidas de emergência”, “medidas estruturais” e “medidas de apoio ao setor”, vários foram os apelos feitos por associações de profissionais para que a “Cultura não fique para trás e não morra”.

Inês Maia, uma das representantes do Manifesto em Defesa da Cultura e produtora de co coletivo de teatro Pé de Cabra, afirmou que é fundamental usar-se a pandemia da covid-19 “para se refletir sobre a necessidade de medidas estruturais e da situação do setor”.

“Esta crise veio tornar mais emergente a emergência do setor. Já era uma situação precária há décadas e, com esta crise, foi tudo posto a nulo”, salientou Inês Maia.

“Um país sem cultura é só um país porque tem fronteiras” e “Saldo bancário: 3,60 cêntimos” eram alguns dos cartazes que ganhavam espaço numa Avenida dos Aliados que parecia pequena para tantos profissionais do setor.

Vasco Gomes, diretor artístico da companhia Erva Daninha, veio acompanhado da família. A sua filha, Melissa, de 7 anos, ao peito trazia um cartaz, onde se lia: “Artista também tem família”.

“Isto é a nossa vida, que levamos com seriedade, dedicação e todas as condicionantes que precisamos para fazer um trabalho digno, mas temos uma família, temos de pagar contas e temos direito a isso”, salientou Vasco Gomes, acrescentando que a pandemia “revelou” fraquezas do setor “há muito denunciadas”.

Também Marlene Ribeiro, acrobata no circo Flic Flac, marcou presença na manifestação. Há três meses que estão sem trabalhar e sem “qualquer apoio”.

“Tem sido muito difícil. Nós queremos que nos deixem trabalhar, precisamos de trabalhar. É muito complicado viver assim”, confessou à Lusa, adiantando que apenas a Câmara Municipal de Viana do Castelo tem ajudado a companhia composta por 20 profissionais.

“Deram ordem para abrir os espetáculos, mas agora dependemos do licenciamento dos municípios. Se não nos passarem o licenciamento continuamos sem trabalhar”, afirmou a jovem que “nasceu no circo e vive do circo”.

Se nesta manifestação, muitos trabalhadores reivindicavam diretos laborais, como o estatuto do artista, outros tantos reivindicavam “um futuro”, como é o caso de Margarida Queirós.

Estudante na Escola Superior de Teatro e Cinema (ESTC), em Lisboa, mas natural do Porto, Margarida Queirós juntou-se às centenas de colegas do setor para “lutar pelo presente e pelo futuro”.

“O maior problema não é estar a estudar, mas, na verdade, para que é que eu estou a estudar. Estamos todos no mesmo barco, tal como eu, estão todos a lutar para termos um futuro melhor”, concluiu.

A manifestação nacional “Parados, Nunca Calados”, que se realiza simultaneamente em Faro e Lisboa, foi promovida pelo Manifesto em Defesa da Cultura e pelo Cena-STE.

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