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Região

Há mais militantes do PSD em Barcelos do que em todo o distrito de Viana – ranking

Números oficiais divulgados pelo partido

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Sede do PSD/Barcelos. Foto: O MINHO

A dois meses das eleições diretas no PSD, há hoje perto de 17.000 militantes com quotas em dia, que podem ser pagas até 22 de dezembro, de acordo com informação disponibilizada ‘online’ pelo partido.


Tal como tinha sido anunciado na semana passada pelo secretário-geral adjunto do PSD Hugo Carneiro, o partido disponibilizou, na terça-feira, na Internet informação detalhada por distrito e concelho sobre o pagamento das quotas pelos militantes, que irá sendo atualizada até ao fecho dos cadernos eleitorais.

No separador “PSD ao segundo”, dentro do ‘microsite’ dedicado às diretas e ao Congresso em www.psd.pt, pelas 20:05 eram 16.812 os militantes com quota válida no mês da eleição, janeiro de 2020.

No ‘site’, são também apresentados, por distrital e secção, o número de militantes ativos do PSD (que tenham pago pelo menos uma quota nos últimos dois anos), que totalizavam 106.328, à hora consultada pela Lusa.

Militantes ativos no distrito de Braga (Novembro, 2019). Fonte: PSD

Em militantes ativos, é a distrital do Porto a maior, com 16.404, seguida de Lisboa Área Metropolitana (12.758), Braga, (11.481), Açores (10.794), Madeira (10.301) e Aveiro (8.905).

No Minho, Barcelos lidera com 2882 militantes, mais do que todo o distrito de Viana do Castelo (2801).

Militantes ativos no distrito de Viana do Castelo (Novembro, 2019). Fonte: PSD

“Esta informação é absolutamente inédita nos partidos”, destacou à Lusa Hugo Carneiro, salientando que a informação será atualizada em permanência, por distrital e secção.

Por distrital, o maior número de quotas já pagas registava-se em Lisboa Área Metropolitana (onde houve eleições no passado sábado), com 3.579 militantes em condições de votar, correspondentes a 21% do total, seguindo-se o Porto, com 2.878 (17%), Braga, com 1.422 (8,5%), Aveiro, com 1.372 (8%) e Leiria, com 1.066 (6%).

As restantes distritais registavam menos de 1.000 militantes com as quotas válidas para votar, sendo as estruturas da Europa, Açores, Madeira e Fora da Europa as que tinham menos militantes nessas condições – 16, 15, 9 e apenas um militante, respetivamente.

No ‘site’, é também disponibilizado o número de pedidos de referência (que permite a cada militante pagar a sua quota) por mensagem escrita de telemóvel, quase dez mil ao fim do dia de hoje, bem como o número de processos aprovados pela aplicação móvel do partido, 1.395.

As novas regras de pagamento de quotas no PSD – aprovadas em julho – determinam que os militantes recebem, por via postal ou eletrónica, uma referência de multibanco aleatória e apenas com validade de 90 dias – para novo pedido é preciso enviar um comprovativo de residência -, enquanto antes a referência para pagamento de quotas correspondia ao número de militante, antecedido de zeros.

Do lado da direção, o presidente do PSD, Rui Rio, tem insistido que as novas regras visam impedir “vigarices” como as que considera terem acontecido no passado – até na sua eleição -, e apenas se mostra disponível para “aperfeiçoar” o sistema para facilitar o pagamento aos militantes com dificuldades em pagar a sua própria quota.

De apoiantes das outras candidaturas, chegam críticas de que se está a dificultar tanto o pagamento que se irá reduzir em muito o universo eleitoral de militantes em condições de votar na próxima eleição.

Na sexta-feira, o Conselho Nacional do PSD foi dominado pelo tema do pagamento de quotas, com a Mesa deste órgão a recusar apreciar uma proposta dos apoiantes do candidato à liderança Luís Montenegro para que todos os militantes pudessem votar independentemente de terem ou não quotas em dia, por considerarem que a mesma que violava os estatutos do partido.

De acordo com o regulamento aprovado na sexta-feira, 16 de dezembro será a data limite para pagamentos de quotas por vale postal (só permitido a militantes com mais de 60 anos) e 22 de dezembro o prazo final para os restantes meios de pagamento.

Nas últimas diretas do PSD, em 13 de janeiro de 2018, votaram 44.254 militantes, de um universo de 70.835 com as quotas em dia no fecho dos cadernos eleitorais (15 de dezembro).

As eleições diretas no PSD realizam-se em 11 de janeiro e o Congresso entre 07 e 09 de fevereiro, em Viana do Castelo.

Até agora, são candidatos à liderança do PSD o presidente Rui Rio, o antigo líder parlamentar Luís Montenegro e o vice-presidente da Câmara Municipal de Cascais, Miguel Pinto Luz.

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Braga

Filha denuncia “donativo” de 10 mil euros em 2018 para aceitar idosa num lar de Braga

Corrupção

em

Foto: O MINHO (Arquivo)

A filha de uma utente do lar de idosos da Irmandade de Santa Cruz, em Braga, denunciou hoje que em 2018 teve de pagar um “donativo” de 10 mil euro por uma vaga, contrariando uma acusação do Ministério Público.

O Ministério Público (MP) acusou um ex-provedor daquela irmandade de “solicitar ou exigir” o pagamento de quantias monetárias para a admissão de utentes para o lar de idosos, mas indicava que este procedimento terminou em 2017, após a entrada do novo provedor.

Em fevereiro de 2018, porém, e segundo contou à Lusa Maria Pereira Reis, a irmandade pediu-lhe um donativo de 10 mil euros como contrapartida de vaga para a admissão da mãe no lar.

“A diretora técnica disse-me que havia vaga para a minha mãe, na condição de aceitar as condições deles. E as condições passavam por fazer um donativo de 10 mil euros, alegadamente destinada a melhorar a qualidade dos serviços prestados”, afirmou.

A Lusa teve acesso ao recibo emitido pela irmandade, que dá conta de um “donativo” de 10.001,54 euros.

Outra condição era o pagamento de uma mensalidade de 700 euros.

A filha manifestou-se convencida de que o seu não deverá ser “nem pouco mais ou menos um caso único”.

Lar supervisionado pela Arquidiocese de Braga cobrava até 40 mil euros por vaga

Adiantou que a família se prepara para avançar com uma queixa no Ministério Público contra a irmandade, por alegados “atropelos constantes” à lei.

Segundo a acusação, a que a Lusa teve acesso, a Irmandade é igualmente arguida no processo.

O MP imputa a ambos os arguidos um crime de corrupção passiva no setor privado.

A acusação diz que a partir de 2017, e já com o atual provedor, a diretora técnica deixou de sugerir a entrega de quaisquer quantias, porque o novo responsável “deixou também de emitir ordens nesse sentido”.

A Lusa tentou ouvir o atual provedor, Luís Rufo, mas sem sucesso até ao momento.

No processo que envolve o anterior provedor, o Ministério Público diz que, com a “exigência” de donativos, a irmandade atuou “à revelia de todos os imperativos legais”.

Aponta o caso de 12 utentes, que terão pago entre 7.500 e 40 mil euros para garantirem um lugar no lar.

Com essa “atividade criminosa”, acrescenta a acusação, a irmandade conseguiu uma vantagem patrimonial de 297.500 euros, valor que o Ministério Público quer que o ex-provedor e a irmandade sejam condenados a pagar ao Estado.

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Barcelos

Violenta colisão corta estrada Famalicão-Póvoa e faz um ferido

EN 206

em

Foto: José Fischer Cruz no grupo de Facebook "Moina na Estrada"

Uma pessoa sofreu ferimentos na sequência de uma colisão entre duas viaturas ligeiras ao final da tarde desta quinta-feira, na EN 206, que liga Famalicão à Póvoa de Varzim.

O sinistro ocorreu num cruzamento na freguesia de Negreiros, concelho de Barcelos, provocando o corte da estrada.

Para o local acorreram meios dos Bombeiros de Viatodos e da Cruz Vermelha de Macieira de Rates.

Mais pessoas ficaram feridas na sequência do acidente mas recusaram transporte hospitalar.

A vítima foi transportada pela ambulância INEM dos Bombeiros de Viatodos para o Hospital de Povoa de Varzim.

A GNR registou a ocorrência.

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Braga

Vítimas de assalto ao Santander de Braga lamentam perda de jóias de valor sentimental

Crime

em

Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO (Arquivo)

O Tribunal de Braga ouviu, hoje, vários dos assistentes no processo, concretamente pessoas que tinham dinheiro e joias nos cofres alegadamente assaltados, em 2018, por um gangue no banco Santander, em Braga.

O Ministério Público calcula que, só do banco três dos dez arguidos levaram 2,6 milhões em dinheiro e 400 peças de 52 cofres. Ao todo, quatro milhões.

Os lesados pormenorizaram ao coletivo de juízes quais os valores em causa e a sua proveniência, e o sentimento de perda que sentiram aquando do furto e que ainda sentem hoje, já que, em vários casos, havia recordações de família com dezenas de anos, de “inestimável valor sentimental”. “Algo insubstituível e que ainda hoje lhes causa “mágoa”.

Os dez arguidos estão acusados de terem assaltado o banco Santander, na dependência da Avenida Central, em Braga, e várias vivendas na região minhota.

Na semana passada, o Tribunal concluiu a audição das vítimas de assaltos, os militares do NIC (Núcleo de Investigação Criminal) da GNR, que coordenaram o inquérito policial.

As audiências, que decorrem no pavilhão desportivo de Maximinos, foram, agora, abertas ao público, o que não sucedeu nas últimas três sessões.

Em julgamento, estão nove homens – quatro em prisão preventiva e um em domiciliária – e uma mulher, por assaltos ao Santander e a dez vivendas.

Eles estão acusados de associação criminosa e furto qualificado, e a mulher, companheira de um deles, apenas por furto. O grupo está acusado pelo MP de furtar 4,7 milhões, em dinheiro e bens, (sem contabilizar a moeda estrangeira), em dez assaltos a casas e ao Santander, em Braga, Ponte de Lima, Arcos de Valdevez e Viana do Castelo.

Entre os lesados, com casas assaltadas e carros furtados, estão o empresário Domingos Névoa, o cantor limiano Delfim Júnior, e o médico e antigo atleta do SC Braga, Romeu Maia. A investigação foi da GNR e da PJ/Porto.

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