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Futebol

Sá Pinto quer sexta vitória seguida do Braga diante de um Boavista “aguerrido”

Nona jornada da I Liga

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Foto: Youtube

Ricardo Sá Pinto disse esperar um Boavista “aguerrido” e “difícil de bater”, na quinta-feira, na nona jornada da I Liga de futebol, mas frisou a vontade de o Sporting de Braga somar a sexta vitória consecutiva.

O Boavista não vence para o campeonato há dois meses (1-0, fora, ao Belenenses, em 30 de agosto), mas é também a única equipa que ainda não perdeu na I Liga, pelo que o técnico dos minhotos disse esperar um adversário “difícil de bater, que não marca muitos golos, mas também sofre muito poucos”.

“Prevejo um jogo difícil, por um lado uns a não quererem perder e outros a quererem continuar a ganhar”, disse o técnico do Sporting de Braga.

Os bracarenses, nonos classificados, com 11 pontos, visitam o Boavista, sexto com 12, na quinta-feira, a partir das 20:15, no Estádio do Bessa, no Porto.

“O Boavista já bateu o pé a grandes equipas e, em casa, faz um jogo ainda mais difícil pelo apoio dos adeptos, o ambiente que criam, torna-se uma equipa aguerrida, que luta muito, prevejo um jogo muito difícil nesse aspeto. Não é o estilo de jogo que queremos jogar e tudo vamos fazer para ter o controlo do jogo, mas temos de nos adaptar às circunstâncias”, sublinhou o técnico, na antevisão à partida.

Ricardo Sá Pinto elogiou alguns jogadores ‘axadrezados’, como Heriberto, Marlon e Yusupha, mas frisou que o Sporting de Braga “vem numa sequência de vitórias [cinco em todas as frentes] e quer continuar a ganhar e a subir na I Liga”.

No final da vitória sobre o Santa Clara, na segunda-feira (2-0), Sá Pinto notou que o Braga não foi tão consistente na qualidade de jogo e, questionado sobre se é isso ou a falta de eficácia que o preocupa mais, disse estar muito satisfeito com a equipa.

“A mim não me está a preocupar nada, nos últimos nove jogos levámos sete vitórias, cinco delas consecutivas, estou muito satisfeito e orgulhoso com os jogadores e quero é que eles continuem nesta linha. Não fomos tão regulares na gestão posse da bola, também por causa do adversário, o terreno estava mais pesado porque choveu, mudámos também de sistema, mas o importante é ganhar e, se pudermos conciliar jogar bem e ganhar, fantástico”, reconheceu.

O treinador não quis revelar se vai fazer alterações na equipa, tendo em conta o ciclo apertado de jogos em várias competições, frisando que o planeamento está feito.

“Já entrámos em mais um ciclo difícil em termos fisiológicos, deste jogo para o jogo com o Famalicão [no domingo] temos dois dias, o que não é normal pela sequência toda que tivemos. Se, no início, estávamos com pouca carga podíamos suportar, agora é cada mais difícil pelo acumular de tudo, mais os terrenos e o tempo que não ajudam, mas tenho um plantel com várias opções, jogadores que não têm jogado tanto e que querem ajudar e, quando chegar a altura deles, espero que correspondam”, rematou.

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Futebol

“Foi uma vitória justa”

Declarações dos treinadores no FC Famalicão-FC Porto (2-1)

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Foto: DR / Arquivo

Declarações na flash-interview da Sport TV, após o jogo Famalicão-FC Porto (2-1), da 25.ª jornada da I Liga portuguesa de futebol, disputado hoje no Estádio Municipal de Famalicão:

João Pedro Sousa (treinador do Famalicão): “Fomos uma equipa corajosa. Foi um jogo extremamente difícil e já esperávamos um FC Porto fortíssimo, como aconteceu. Mesmo assim, não alterámos a forma como atacamos.

Com o tempo fomos conseguindo chegar a zonas que pretendíamos para marcar. Conseguimos, forçámos o erro do FC Porto e conseguimos controlar o FC Porto. Não abalámos com o 1-1 e mantivemos a postura. Depois, numa jogada muito bonita, fizemos o 2-1.

Foi uma vitória justa, pelo que corremos e lutámos, perante um FC Porto que nos criou muitos problemas e muito complexos.

Não tivemos medo de impor o nosso jogo quando tivemos a bola. É assim que sabemos jogar e competir, e é assim que vamos fazer até final da época.

Reconheço que era uma incógnita [a vertente física dos jogadores], porque [a paragem] foi uma situação totalmente nova. Mas os jogadores mostraram que são grandes profissionais e jogaram os 90 minutos a um nível muito elevado.

[Candidatura à Europa] Vamos fazer os nove jogos que faltam com esta identidade e vamos lutar pela vitória em todos eles.”

Pedro Gonçalves (jogador do Famalicão): “Foi um jogo diferente, sem adeptos, mas eles sempre nos apoiaram. [A vitória] Foi uma inspiração para eles.

Fizemos tudo o que o mister nos pediu. Tentámos ter a bola e chegar o mais rápido possível à baliza adversária.

Vamos continuar a jogar jogo a jogo. Nestas nove jornadas que faltam vamos tentar ganhar todos os jogos.”

Sérgio Conceição (treinador do FC Porto): “Nos dados estatísticos, fomos superiores em tudo, mas os jogos não se ganham com estatísticas. Ganham-se com uma equipa com mentalidade de campeã.

Falhando as oportunidades que falhámos e, mesmo a controlar o jogo, não podemos baixar a cabeça e jogar mais com o coração do que com a cabeça. Quisemos o empate, conseguimos, fomos à procura da vitória e, no momento seguinte, sofremos o segundo golo.

Esperava mais. Assumo o que aconteceu em campo. Se queremos ser campeões, temos de dar mais do que demos hoje, sobretudo em termos de concentração competitiva, porque basta uma desconcentração para deitar tudo a perder.

Com três avançados poderosos na frente e estando empatados, poderíamos ter utilizado mais os nossos avançados de outra forma. Aliás, foi dessa forma que conseguimos criar aquele lance do Aboubakar, que, depois de ver nas imagens, tenho a certeza que é penálti.

Temos de ser mais fortes dentro e fora do campo, e vamos ter de lutar conta tudo e contra todos.

Não estamos habituados a perder, nem ficamos bem quando perdemos. Temos já de pensar em trabalhar amanhã e ganhar os nove jogos que faltam no campeonato.”

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Futebol

‘Mágico’ Famalicão vence FC Porto

E sobe ao quinto lugar da Liga

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Foto: Twitter

O FC Famalicão venceu esta quarta-feira, o FC Porto, por 2-1, em jogo a contar para a 25.ª jornada da I Liga.

Após quase três meses de paragem, devido à covid-19, os famalicenses marcaram por Fábio Martins (48), após um erro de Marchesín, e Pedro Gonçalves (78), com o golo de Corona (74) a não evitar a segunda derrota como visitante dos ‘dragões’.

Em relação ao último jogo João Pedro Sousa fez quatro alterações, com as saídas de Vaná, emprestado pelo FC Porto, Gustavo Assunção, lesionado, Paulinho e Walterson, entrando Defendi, Rúben Lameiras, Centelles e Fábio Martins.

Já Sérgio Conceição foi forçado a três alterações, com as entradas de Pepe, Manafá e Luis Diaz para os lugares do lesionado Marcano, do castigado Alex Telles e de Nakajima, que não está a treinar com a equipa.

No regresso à competição, o FC Porto entrou melhor na partida, tendo sido a primeira parte do encontro jogada quase sempre no meio-campo famalicense, mas, apesar de ter tido mais e melhores oportunidades, pecou na finalização.

Aos nove minutos, após um cruzamento de Sérgio Oliveira, Corona apareceu solto, sem oposição, mas rematou contra Racic.

Na resposta do Famalicão, Marchesín afastou mal bola, Diogo Gonçalves aproveitou o lance e rematou de primeira, mas acabou por atirar por cima da baliza.

Com o jogar a ser disputado a um ritmo elevado, o FC Porto teve mais uma vez a oportunidade de inaugurar o marcador, depois de Corona, muito oportuno, a isolar Marega, que rematou para uma grande defesa com o pé de Defendi.

À entrada para a segunda parte, aos 48 minutos, o Famalicão colocou-se na frente do marcador, após um erro do guarda-redes Marchesín, que recebeu uma bola de Manafá, mas colocou-a nos pés de Fábio Martins, que apenas teve de rematar para a baliza deserta.

Com um jogo mais nervoso e menos coeso, os portistas sentiram uma maior dificuldade em chegar à baliza de Defendi. Fruto desse mesmo nervosismo, aos 58 minutos, o treinador adjunto do FC Porto, Vítor Bruno, foi expulso do banco.

Mesmo assim, os ‘dragões’ mantiveram a pressão, tendo Sérgio Conceição feito, nesta altura, ajustes na equipa, fazendo entrar Zé Luís para o lugar de Danilo.

O golo do empate acabou por surgir aos 74 minutos por intermédio de Corona. Sérgio Oliveira fez um passe irrepreensível para o mexicano, que, com espaço ao segundo poste, rematou de pé esquerdo, não dando qualquer hipótese de defesa a Defendi.

Quatro minutos depois, o Famalicão voltou a colocar-se na frente, desta feita com um golo de Pedro Gonçalves. No seguimento de uma excelente jogada individual, à entrada da área, o médio do Famalicão rematou colocado junto ao poste direito da baliza de Marchesín.

Até ao final, O FC Porto tentou minimizar a situação, no entanto, não conseguiu voltar a criar perigo.

Com esta vitória, o Famalicão sobe ao quinto lugar da liga, somando 40 pontos. Por outro lado, com a derrota, os portistas mantêm a liderança da I Liga, que podem perder na quinta-feira, caso o Benfica vença em casa o Tondela.

Ficha de Jogo

Jogo disputado no Estádio Municipal de Famalicão.

Famalicão – FC Porto, 2-1.

Ao intervalo: 0-0.

Marcadores:

1-0, Fábio Martins, 48.

1-1, Corona, 74.

2-1, Pedro Gonçalves, 78.

Equipas:

– Famalicão: Defendi, Ivo Pinto, Nehuén Pérez, Roderick, Centelles (Walterson, 80), Racic, Pedro Gonçalves, Diogo Gonçalves, Lameiras (Patrick William, 62), Fábio Martins (Guga, 75) e Toni Martínez.

(Suplentes: Gabriel, Guga, Walterson, Ofori, Riccieli, Anderson e Patrick William).

Treinador: João Pedro Sousa.

– FC Porto: Marchesín, Corona, Pepe, Mbemba, Manafá, Otávio, Danilo (Zé Luís, 73), Sérgio Oliveira, Luis Díaz, Marega e Soares (Aboubakar, 82).

(Suplentes: Diogo Costa, Diogo Leite, Aboubakar, Uribe, Zé Luís, Fábio Vieira e Vítor Ferreira).

Árbitro: Nuno Almeida (AF Algarve).

Ação disciplinar: cartão amarelo para Nehuén Pérez (4), Toni Martínez (39), Otávio (45+2), Centelles (63), Defendi (89).

Assistência: Jogo realizado à porta fechada devido à pandemia de covid-19.

(notícia atualizada às 00h07)

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Futebol

“Neste momento as equipas não têm ritmo e hoje viu-se isso”

I Liga

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Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO (Arquivo)

Declarações dos treinadores do Portimonense e do Gil Vicente após o jogo da 25.ª jornada da I Liga portuguesa de futebol, disputado em Portimão, que terminou com a vitória dos algarvios por 1-0:

Vítor Oliveira (Treinador do Gil Vicente): “Um jogo com duas partes absolutamente distintas. Uma primeira parte em que fomos melhores, ocupámos bem o espaço, circulámos, conseguimos sair e fomos à área do adversário com relativa facilidade, mas não tivemos critério no último terço do terreno, com decisões que não foram as melhores.

Acabámos por desperdiçar algumas situações em que tivemos superioridade sobre o adversário e poderíamos ter tido melhor aproveitamento.

Na segunda parte o jogo estava morno nos primeiros cinco minutos e acabamos por sofrer um golo e a partir daí deixamos de existir.

Fizemos uma exibição que me parece preocupante relativamente àquilo que nós pretendíamos.

O Gil Vicente ainda precisa de pontos, precisa de os conquistar e tem de os conquistar o mais rapidamente possível.

A nossa segunda parte foi completamente desanimadora. Neste momento, nós não sabemos aquilatar com um critério bem definido o que as equipas valem. Nós ficamos na dúvida.

Este campeonato vai ser extremamente difícil para muita gente, incluindo a equipa do Gil Vicente.

Não sabemos muito bem o que vai acontecer e, pelo menos, nestes primeiros três/quatro jogos as surpresas vão-se suceder com alguma facilidade.

Neste momento as equipas não têm ritmo e hoje viu-se isso, com 25 minutos com muito pouca qualidade”.

Paulo Sérgio (Treinador do Portimonense): “Foram duas equipas que em função da classificação que têm, apresentaram estratégias diferentes na partida.

O Portimonense a controlar e a comandar o jogo, penso, que na maior parte do tempo, e o Gil Vicente sempre muito perigoso a tentar meter velocidade na frente, a tentar jogar nas nossas costas.

O objetivo era não cometar erros, mas ainda assim cometemos alguns, mas que o Gil Vicente não aproveitou.

Temos um golo de ‘bandeira’, mas também temos umas quatro ou cinco boas situações, mas não fomos eficazes na finalização.

Foi um jogo difícil para ambas as equipas depois desta paragem, e os dois treinadores estavam expectantes para ver qual a real resposta dos conjuntos.

Foi um jogo frio porque não tem público, um ambiente diferente, mas, graças a Deus, o Portimonense somou os três pontos e conseguiu manter a baliza inviolável.

Demos um passo importante para alcançarmos o nosso objetivo”.

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