Seguir o O MINHO

Desporto

Rui Silva, de Guimarães, convicto na “força” da seleção de andebol nos Jogos Olímpicos

Tóquio2020

em

Foto: DR / Arquivo

A seleção de andebol está cada vez mais habituada a competir nos principais eventos internacionais, admitiu hoje o central Rui Silva, quando resta uma semana para a estreia dos ‘heróis do mar’ nos Jogos Olímpicos Tóquio2020.

“Estamos mais fortes. É algo que temos feito nos últimos anos. Cada vez que adquirimos mais jogos internacionais e de alto nível, também se proporciona uma equipa a fortalecer-se em termos táticos, técnicos e emocionais”, avaliou o andebolista do FC Porto, na conferência de imprensa de divulgação dos 17 convocados para o torneio olímpico.

Depois de ter reduzido os pré-eleitos para 19, com a saída de André José, do ABC, na terça-feira, o selecionador Paulo Jorge Pereira descartou o lateral-esquerdo Gilberto Duarte, que falhou o Euro2020 por lesão, e o lateral-direito Diogo Silva da lista final.

“Estamos ansiosos por chegar a Tóquio. Infelizmente, estas questões relacionadas com a covid-19 fazem com que as coisas sejam ainda mais difíceis, porque dependemos do resultado de um teste e isso pode impedir alguém de ir à maior competição de sempre e ao sonho que todos tivemos e muitos achavam impossível de atingir”, reconheceu.

Portugal parte no sábado para a capital do Japão, via aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa, e chegará no dia seguinte, após 16 horas de viagem, tendo já efetuado ao longo desta semana uma adaptação aos horários do país que acolhe os Jogos Olímpicos.

“Acho que todas as seleções europeias vão sentir um pouco esta questão do ‘jet lag’. Aquelas que melhor se adaptarem e prepararem para isso certamente vão apresentar melhores resultados físicos. Tendo em conta a carga de jogos, acabará por sobressair quem estiver melhor”, frisou Rui Silva, que se sagrou campeão nacional pelo FC Porto.

A seleção de andebol masculino vai ser a primeira representante portuguesa em competições olímpicas oficiais de modalidades de pavilhão, na sequência de uma vitória tangencial em março sobre a vice-campeã olímpica França (29-28), em Montpellier, decidida com um golo nos últimos segundos do jogo do central natural de Guimarães.

No Grupo B, a equipa das ‘quinas’ vai defrontar Egito (24 de julho), Bahrain (26), Suécia (28), Dinamarca (30) e Japão (01 de agosto), no Ginásio Nacional Yoyogi, em Tóquio, sendo que os quatro primeiros colocados qualificam-se para a ronda eliminatória.

“O primeiro jogo acaba por ser sempre importante nestas provas. O Egito é uma seleção fortíssima e tem provado isso ao longo dos anos. É uma seleção que está habituada a grandes competições e a estar presente em Jogos Olímpicos, mas acreditamos que podemos fazer um bom jogo e ganhar. Só a partir daí pensaremos no Bahrain”, concluiu.

Portugal vai estar representado por 92 atletas, de 17 modalidades, nos Jogos Olímpicos Tóquio2020, que vão ser disputados entre 23 de julho e 08 de agosto, depois do adiamento por um ano, devido à pandemia de covid-19.

Populares