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Rui Rio diz que o Governo “deixou degradar o Serviço Nacional de Saúde”

Presidente do PSD aponta “situação muito má” do SNS

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Foto: Divulgação / PSD

O presidente do PSD, Rui Rio, defendeu que o Governo socialista “deixou degradar o Serviço Nacional de Saúde”, criticando uma ministra que “liga pouco ou nada aos profissionais que no dia-a-dia contactam com os problemas”.

“Manda o bom senso que a ministra da Saúde ouça os profissionais. E o que é notório é que a ministra talvez ouça, mas ouvir ou não ouvir, não traz efeito prático nenhum. Liga pouco ou nada aos profissionais que no dia-a-dia contactam com os problemas. A gestão dos recursos humanos, diz-nos a Ordem dos Médicos, é quase inexistente. Este Governo, desde que tomou posse, deixou degradar o Serviço Nacional de Saúde”, disse Rui Rio.

O líder do PSD, que falava aos jornalistas no Porto após uma reunião na Ordem dos Médicos em véspera de eleições internas no partido em que não teve agenda como candidato, disse que lhe “foram apontados graves erros de gestão”, isto para além do “subfinanciamento na Saúde”.

“Temos muito desperdício. É possível fazer muito mais. É possível fazer muito melhor. A qualidade é um elemento importante para reduzir o desperdício. E outro patamar, para melhorarmos, é que Portugal tem de produzir mais, temos de ter um Produto Interno Bruto maior”, disse o presidente dos sociais-democratas.

Numa intervenção na qual se escusou a comentar a disputa eleitoral interna no PSD, bem como palavras do seu adversário, Luís Montenegro, Rui Rio disse que “não é coincidência” ter ido à Ordem do Médicos e ter ido a uma Unidade de Saúde Familiar em Lisboa porque, acrescentou, “apesar de estar em eleições internas e ter de despender muito tempo com isso”, não deixa de ser presidente do PSD.

“E tenho de atender aos principais problemas do país e a saúde é efetivamente, desde que este Governo tomou posse, um dos mais, se não o mais grave problema e sobre o qual o Governo tem mostrado mais ineficácia. Vim perguntar qual a opinião da Ordem dos Médicos sobre como resolver em Portugal uma situação que é muito má”, referiu Rui Rio.

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Movimentos entregam carta aberta a António Costa contra a prospeção de lítio

Protesto

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Foto: Roman Kutzowitz

Uma carta aberta sobre a prospeção e mineração de lítio em Portugal foi entregue, este sábado, a um elemento do Governo, que a recebeu em nome do primeiro-ministro António Costa, anunciou hoje o Movimento SOS Serra d’Arga.

A abertura da feira do queijo de Seia serviu de pretexto para a entrega do documento, assinado por 18 movimentos cívicos das regiões Norte e Centro afetadas pela eventual prospeção e exploração de lítio.

De acordo com o movimento do Alto Minho, a carta “surge na sequência de um pedido de transparência entregue ao Ministério do Ambiente e da Ação Climática no dia 10 de fevereiro que pediu a abertura ao público das visitas às autarquias afetadas que tinham como objetivo apresentar a regulamentação da nova lei da mineração”. Os movimentos ficaram, até à data, sem resposta direta do Ministério.

A carta aberta, que foi entregue ao secretário do Estado da Agricultura e do Desenvolvimento Rural, Nuno Russo, realça o “pedido urgente de estabelecer transparência e participação pública”, exigindo a publicação da existente proposta do Decreto Lei.

Para além do pedido de transparência os movimentos também declaram a sua oposição à retirada de poder decisório às autarquias locais prevista no Decreto Lei, “numa altura em que se promove a transferência de competências para as autarquias em tantas matérias”.

Os Movimentos reconhecem “a urgência da descarbonização da economia e do desenvolvimento de estratégias para mitigação das mudanças climáticas“ mas não consideram que as propostas de mineração “representem um contributo válido para o desenvolvimento sustentável do nosso território.

“Ao contrário, acreditamos que serão causa de declínio económico e de agravamento da emigração. Estamos convencidos que as nossas regiões podem antes ser pioneiras de um desenvolvimento genuinamente sustentável e exigimos dos nossos representantes políticos uma visão de longo prazo para os nossos territórios rurais e de montanha”, apontam.

A carta foi entregue pelos movimentos locais Movimento ContraMineração Beira Serra e Movimento Cidadãos por Uma Estrela Viva, em representação dos restantes movimentos e associações anti-lítio a nível nacional.

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Autoridades estão a fazer tudo para transferir português infetado com Covid-19 para unidade hospitalar

Coronavírus

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Foto: DR / Arquivo

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, afastou hoje a possibilidade de fazer regressar ao país o português infetado com o novo coronavirus, e defendeu que as autoridades devem continuar a pressionar para encontrar uma solução.

“Aparentemente o que se diz é que primeiro é preciso ter a noção exata da situação e tem de ser no Japão. Trazê-lo para Portugal podia ser uma temeridade para ele. Não vale a pena correr esse risco”, disse o Chefe de Estado, à margem de uma visita aos caretos de Podence, em Trás-os-Montes.

Para o Presidente da República, as autoridades portuguesas têm de “pressionar como têm feito permanentemente com diligências que permitam não apenas ir conhecendo melhor a situação como, se possível, tratar de uma eventual transferência para uma unidade hospitalar”.

Marcelo Rebelo de Sousa defendeu que a transferência para um hospital “seria naturalmente preferível porque é lá que se podem fazer análises, que noutros sítios é mais difícil”.

O Presidente disse que falou com a mulher do português doente no navio cruzeiro, e que ela compreendia “a situação em que não faz sentido nenhum trazer o marido para Portugal”.

“Sabe-se que tem de se respeitar o diálogo com as autoridades japonesas para uma eventual transferência para um hospital”, sublinhou.

Marcelo Rebelo de Sousa relatou que a mulher tinha, entretanto, recebido informação da ministra da Saúde de que, terminada a noite no Japão, se tentaria fazer uma avaliação da situação para apurar se de facto haverá condições para a transferência para uma unidade hospitalar.

O Presidente indicou ainda que houve também contacto com o comandante do navio, e disse que compreende que a situação “deve ser muito complicada”, com tantos casos tão diferentes.

Marcelo Rebelo de Sousa referiu ainda que as autoridades portuguesas estão a fazer os contactos todos para resolver os problemas apontados pelo português.

“Vamos ver como é que se gere, não é muito fácil. A situação é talvez das mais complicadas, um navio com tanta gente, uma unidade autónoma acostada a um território de um Estado que também tem de fazer a gestão do que se passa”, frisou.

O Presidente assegurou ainda que Portugal não tem “notícia de mais nenhum caso até ao presente”.

As autoridade japonesas confirmaram hoje que o português Adriano Maranhão, canalizador no navio Diamond Princess, atracado no porto de Yokohama, no Japão, deu teste positivo ao coronavírus Covid-19.

O coronavírus Covid-19 surgiu em dezembro em Hubei, no centro da China, país onde estão registados, a nível continental, 76.936 casos, 2.442 dos quais mortais.

O segundo país mais afetado é o Japão, com 769 casos (quatro dos quais mortais), incluindo pelo menos 364 no cruzeiro Diamond Princess, onde, no sábado, foi detetada a infeção de um cidadãos português.

Segue-se a Coreia do Sul, com 556 casos, cinco dos quais mortais.

Itália surge em quarto lugar dos países e territórios com mais casos, registando 132 casos de infeção por Covid-19, dois deles mortais.

A lista prossegue com Singapura (89 casos), Hong Kong (69, dois mortais), Irão (43 casos, 8 mortais), Estados Unidos e Tailândia, ambos com 35 casos, Taiwan (26 casos, uma morte),Austrália (23), Malásia (22), Alemanha e Vietname (16 cada um), França (12, um mortal), Emirados Árabes Unidos (11), Macau (10).

Abaixo dos 10 casos registados surgem o Reino Unido e o Canadá com 9, Filipinas e Índia com 3, Rússia e Espanha com 2 e Líbano, Israel, Bélgica, Nepal, Sri Lanka, Suécia, Camboja, Finlândia e Egito com um caso cada.

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Escolhidos os primeiros quatro finalistas do Festival da Canção

Festival da Canção

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Foto: DR / Arquivo

As canções “Passe-Partout” (Tiago Nacarato/Bárbara Tinoco), “Medo de Sentir” (Marta Carvalho/Elisa), “Gerbera Amarela do Sul” (Filipe Sambado) e “Movimento” (Throes+The Shine) foram escolhidas no sábado como primeiras quatro finalistas do Festival RTP da Canção.

Pela primeira vez, o anúncio dos quatro primeiros finalistas foi feito de forma aleatória e as pontuações só serão conhecidas depois da final da 54.ª edição do festival.

Na segunda semifinal, marcada para 29 de fevereiro, também nos estúdios da RTP em Lisboa, competem outras oito canções, de entre as quais serão escolhidas as restantes quatro canções que disputarão a final onde será decidida a canção representante de Portugal no 65.º Festival Eurovisão da Canção, que vai decorrer em maio na Holanda.

Nas semifinais, o peso das votações será repartido entre os espectadores e um júri cujos elementos foram escolhidos pela RTP e do qual fazem parte os cantores Anabela, Conan Osiris, Héber Marques, Miguel Ângelo, a ‘rapper’ Capicua, a radialista Isilda Sanches e o jornalista Rui Miguel Abreu.

Na final, as votações do júri serão feitas por representantes de sete regiões de Portugal Continental e ilhas.

Em caso de empate, nas semifinais prevalece a escolha do júri e, na final, a do público.

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