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Rui Rio alerta que distanciamento entre PS e BE “dá jeito para as eleições”

Eleições Legislativas 2019

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Foto: DR / Arquivo

O líder do PSD alertou este domingo para o distanciamento do PS em relação ao BE, porque “dá jeito para as eleições”, notando ser uma tentativa de “limpar” a proximidade dos últimos quatro anos e eventuais aproximações futuras.

“A distância do PS que tenho notado não é nas sondagens, é a distância relativamente ao BE, que é uma coisa que custa a entender. Enquanto foi útil para o PS, o PS andou quatro anos com o BE ao colo, e o BE com o PS ao colo. Agora, como dá jeito nas eleições fazer uma demarcação do BE, [o PS] faz a demarcação. A 06 de outubro [data das legislativas], se precisar, volta a chegar-se ao BE”, criticou Rui Rio no Porto, em declarações aos jornalistas após um percurso de bicicleta e antes de uma caminhada para assinalar o Dia Europeu Sem Carros.

Questionado sobre se se trata de um distanciamento útil, o líder do PSD respondeu “obviamente”, observando que o PS, “depois de ter estado encostado à esquerda durante quatro anos, e de voltar a encostar-se se precisar, quer durante o período eleitoral afastar-se para tentar limpar esse aspeto”.

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País

Líder da Fenprof acusa Governo de “estoirar” com corpo docente em Portugal

Greve dos professores ao trabalho extraordinário

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Foto: Divulgação / Fenprof

O secretário-geral da Federação Nacional dos Professores (Fenprof) acusou hoje, em Coimbra, a tutela de “estoirar” com o corpo docente as escolas com a sobrecarga de trabalho dos professores além das 35 horas semanais.

“O corpo docente está envelhecido, desgastado, com muitos profissionais em situação de stress e de ‘burnout’ (exaustão profissional), e o que estão a fazer aos professores é para acabar de vez com o corpo docente”, disse Mário Nogueira, em conferência de imprensa, para apresentar a greve ao trabalho extraordinário a partir de hoje.

Segundo o dirigente sindical, o excesso de trabalho tem-se agravado e “podem [os governantes] reconhecer que os mais velhos deixem de ter tanto trabalho direto com os alunos, tantas aulas, mas se fizerem isso quem é que está lá para dar aulas”.

Pelas contas de Mário Nogueira, nos últimos “10 a 12 anos” registou-se uma redução do número de professores superior a 30%, enquanto o decréscimo no número de alunos foi na ordem dos 12 a 15%.

“Diria que, nesta altura, no conjunto das escolas do país e do continente talvez faltem, eventualmente, 15 mil professores, para que as escolas tivessem capacidade de responder”, estimou.

O dirigente acusa a tutela de, nos últimos anos, “tomar medidas deliberadas para reduzir o número de professores, que os docentes ao serviço, mais velhos, muitos deles com sessenta e muitos anos, hoje têm um horário que é agravado”.

“A irresponsabilidade desta gente deixou chegar isto a um ponto que é absolutamente inacreditável, porque a desvalorização dos professores, os ataques, as campanhas junto da opinião publica contra os professores naturalmente afastou os jovens e alguns menos jovens que já estavam na profissão”, enfatizou Mário Nogueira.

A greve dos professores ao trabalho extraordinário regressa hoje às escolas, sem data para terminar e com a possibilidade de comprometer as avaliações intercalares dos alunos, alertam os sindicatos que pedem o cumprimento do horário de 35 horas semanais.

Os sindicatos alegam que a construção dos horários dos professores é ilegal, por impor um acréscimo de cerca de 30% às 35 horas semanais aplicáveis à generalidade da administração pública e também especificamente aos professores, conforme estabelece o Estatuto da Carreira Docente.

Pouco depois do arranque do ano letivo, os sindicatos retomam assim uma greve que transita do ano letivo anterior e que não tem data para terminar.

Aos jornalistas, o líder da Fenprof disse que se o ministro da Educação do novo Governo for o mesmo [Tiago Brandão Rodrigues] a greve “vai manter-se até ao final do ano”.

“Esta equipa ministerial e este ministro têm sido incapazes de dar resposta aos problemas, de os enfrentar e de ter uma solução. Se mudar para alguém que esteja preocupado com os problemas e os queira resolvemos nós iremos reunir e esperar uma resposta, que se for positiva levará ao levantamento da greve”, frisou.

Mário Nogueira considerou que se o próximo Governo nomeasse o atual ministro da Educação para o cargo “seria uma afronta e uma provocação aos professores”, devido à “irresponsabilidade com que encarou estes problemas, quando já estavam identificados, e ainda os agravou”.

“Seria começar da pior forma manter na Educação alguém incapaz de quase tudo, de dialogar, de negociar, de reconhecer os problemas, de os enfrentar, pois quando eles apareciam o senhor ministro desaparecia”, disse o secretário-geral da FENPROF.

O pré-aviso de greve, que entra hoje em vigor, foi entregue ao Ministério da Educação na passada segunda-feira, por 10 estruturas sindicais, e pressupõe que os docentes possam fazer greve a trabalho extraordinário como as reuniões intercalares de avaliação dos alunos, sempre que estas sejam marcadas fora do horário semanal de 35 horas.

“Este pré-aviso de greve destina-se a garantir que o horário semanal dos docentes seja efetivamente de 35 horas e não mais, bastando, para tanto, que os professores façam greve sempre que lhes for atribuída atividade que faça exceder, em cada semana, aquele número de horas de trabalho”, explicou Mário Nogueira.

A greve incide sobre reuniões de avaliação, reuniões de preparação e coordenação de trabalho letivo, secretariado de provas de aferição e exames, ações de formação, coadjuvação de aulas ou apoio a alunos, entre outras atividades, sempre que estas sejam marcadas fora do horário de 35 horas.

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País

Espumas para isolamento criadas a partir de cortiça com impressão 3D

Universidade de Aveiro

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Foto: DR / Arquivo

Uma equipa de investigação da Universidade de Aveiro (UA) conseguiu produzir espumas para isolamento térmico, através de impressão 3D, com cortiça desperdiçada na produção de rolhas, revelou hoje fonte académica.

Segundo os investigadores, é possível produzir, de forma fácil e aproveitando a cortiça nacional, “um ótimo isolante térmico”, promovendo a economia circular.

“Sendo a cortiça um material isolante, a sua utilização na produção de espumas 3D de poliuretano, um polímero utilizado na produção de vários materiais plásticos, tem a vantagem de ajudar no isolamento, obtendo-se valores de isolamento térmico idênticos às espumas convencionais”, afirma Nuno Gama, o investigador responsável pelo projeto.

Criado no Instituto de Materiais de Aveiro (CICECO), uma das unidades de investigação daquela universidade, o material produzido com o recurso à impressão 3D “abre as portas à produção de espumas com estrutura celular na exata medida das necessidades”.

Outra das vantagens apontadas da utilização da cortiça, mais propriamente das sobras da produção de rolhas, é que aumenta a sustentabilidade e a flexibilidade das espumas, “o que pode aumentar a gama de aplicações do material”.

“Neste trabalho foi dado enfoco no isolamento térmico, mas o aumento da flexibilidade que a cortiça proporcionou pode aumentar a gama de aplicações do material, como por exemplo na absorção de vibrações ou energia sonora”, esclarece Nuno Gama, cuja equipa de projeto integra também os investigadores do CICECO Artur Ferreira e Ana Barros-Timmons.

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País

Alojamento turístico com subidas de 6,6% nos hóspedes e 2,6% nas dormidas em agosto

Instituto Nacional de Estatística

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Porto. Foto: DR / Arquivo

O setor do alojamento turístico registou em agosto aumentos homólogos de 6,6% nos hóspedes e de 2,6% nas dormidas para 3,3 milhões e 9,5 milhões, respetivamente, divulgou hoje o Instituto Nacional de Estatística (INE).

Os proveitos totais aumentaram 6,4% em agosto face ao mesmo mês de 2018, acelerando face à subida de 5,6% em julho e atingindo 630,1 milhões de euros, enquanto os proveitos de aposento (502,0 milhões de euros) cresceram 6,5%, também acima do aumento de 5,0% no mês anterior.

O rendimento médio por quarto disponível (RevPAR) foi de 84,4 euros (mais 1,5%, quando tinha crescido 0,2% no mês anterior) e o rendimento médio por quarto ocupado (ADR) também acelerou, correspondendo a 115,9 euros, uma subida de 2,5% que superou o aumento de 0,4% do mês anterior.

Em agosto de 2019, a estada média (2,88 noites) reduziu-se 3,7% (-4,4% nos residentes e -3,2% nos não residentes), enquanto a taxa líquida de ocupação (68,3%) recuou 1,9 pontos percentuais (-1,4 pontos percentuais em julho).

O mercado interno registou um crescimento superior ao dos mercados externos, contribuindo com 3,4 milhões de dormidas, num aumento de 3,2% (+3,1% em julho), tendo as dormidas dos mercados externos (peso de 64,3% em agosto) crescido 2,3% (+2,4% em julho) e atingido 6,1 milhões.

Segundo o INE, nos primeiros oito meses do ano, as dormidas aumentaram 4,0%, com contributos positivos quer dos residentes (+6,6%), quer dos não residentes (+2,9%).

O mercado britânico (18,1% do total das dormidas de não residentes em agosto) registou um aumento de 1,1% em agosto, uma evolução semelhante à verificada nos primeiros oito meses do ano (+1,2%), enquanto as dormidas de hóspedes espanhóis (17,7% do total) cresceram 4,1%, acumulando um aumento de 7,4% desde o início do ano.

Já o mercado francês (12,2% do total) registou um ligeiro decréscimo em agosto (-0,3%), tendo diminuído 2,0% no conjunto dos oito primeiros meses do ano, e as dormidas de hóspedes alemães (8,8% do total) mantiveram a tendência de quebra, recuando 8,3% em agosto e 6,6% desde o início do ano.

O INE destaca ainda os mercados norte-americano, brasileiro e irlandês (quotas de 4,6%, 4,2% e 4,1%, respetivamente), pelos crescimentos de 21,4%, 19,8% e 19,4%, respetivamente, em agosto, e de 19,3%, 14,0% e 9,5% em termos acumulados.

Desde o início do ano, aponta também o crescimento de 15,5% registado pelo mercado chinês.

As dormidas de hóspedes espanhóis (12,1% do total) cresceram 7,6% em julho, e 8,4% desde janeiro, enquanto os mercados brasileiro e norte-americano (quotas de 5,9% e 5,7%, respetivamente) aumentaram 18,3% e 10,3% em julho, contra aumentos de 13% e 19% em termos acumulados no ano.

Em agosto, registaram-se aumentos das dormidas em todas as regiões com exceção da Madeira (-4,0%), destacando-se o Norte com um crescimento de 6,8%, o Alentejo (+5,8%) e os Açores (+5,5%).

Já o Algarve concentrou 36,0% das dormidas, seguindo-se a Área Metropolitana de Lisboa (quota de 21,2%).

Desde o início do ano, o realce do INE vai para os acréscimos apresentados pelo Norte (+9,7%) e Alentejo (+8,7%).

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