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País

Rui Rio admite que a sua liderança estará em jogo, mas recusa colocar fasquia

Eleições Legislativas 2019

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Foto: Divulgação / PSD

O presidente do PSD, Rui Rio, admitiu esta quinta-feira que a sua liderança estará em jogo nas legislativas de 06 de outubro, mas recusou traçar uma fasquia do que seria um resultado inaceitável para o partido.

“Depende. Se quiser olhar para estas sondagens que vão saindo, quase que parece que se tivesse 20% era uma vitória fabulosa, dizem que isto vai tudo desaparecer… Obviamente que 20% era muito mau, mas o resultado que, antes de 06 de outubro, o PSD e o PS têm de definir para si é a vitória”, defendeu, em entrevista à Antena 1.

Instado a dizer qual o resultado abaixo do qual o PSD não pode ficar, respondeu: “Sinceramente, não pensei nisso, claro que há de haver uma fasquia abaixo do qual é muito mau, e acima do qual é muito bom”.

Na fase final da entrevista, conduzida pela jornalista Natália Carvalho, o líder do PSD foi questionado se a sua liderança estará em jogo nas próximas legislativas.

“Claro, isso joga-se sempre, se o PSD tivesse um resultado baixíssimo, o que é que uma pessoa fica lá a fazer? Em cada resultado eleitoral, seja qual for, joga-se sempre o futuro de cada líder partidário, em qualquer parte do mundo”, afirmou.-

Sobre a oposição interna, Rui Rio defendeu que “não está assim tão calada como isso”, mas acredita ter a maioria do partido consigo.

“O partido comigo eu tenho, os militantes e o grosso das estruturas eu tenho. Agora, se me perguntar se tenho todos, todos, muito unidos, e ninguém me está a tentar fazer a cama? Eu era hipócrita se dissesse que não é verdade, agora a esmagadora maioria está empenhada em que o PSD tenha um bom resultado”, considerou.

O líder do PSD voltou a não se comprometer em cumprir o mandato de deputado até ao fim – dizendo que se candidatou à presidência do partido “para ser primeiro-ministro” – e explicou a que se referia quando falou da “corte”.

“A corte não é a cidade de Lisboa (…) A corte é aquilo que está ali em volta do poder e usufrui do poder, é uma coisa muito pequenina que por acaso está em Lisboa”, afirmou, considerando que nessa expressão pode incluir, em parte, o parlamento, jornalistas e “algum poder económico”.

À Antena 1, o líder do PSD procurou explicar alguns temas que têm sido alvo de críticas públicas do secretário-geral do PS, António Costa, em concreto na área das infraestruturas.

Sobre a localização do futuro aeroporto, Rio admitiu que “tudo indica que deve ser no Montijo”, considerando que o PSD apenas diz que “poderá ser avisado” reapreciar a solução de Alcochete se houver “problemas inultrapassáveis” ou “muito caros” quanto ao local já escolhido pelo Governo.

”O que o Governo diz é: vai ser aqui. Mas se vai ser aqui, então pergunto para que é o estudo de impacto ambiental, para quê a discussão pública?”, questionou.

O líder do PSD recusou ainda que o partido tenha defendido, no seu programa, a criação de um TGV entre Porto e Lisboa, mas sim “uma linha uniforme de alta velocidade que reduzisse a distância” entre as duas cidades, até por razões ambientais.

Rio manifestou concordância com a decisão do anterior Governo, liderado pelo social-democrata Pedro Passos Coelho, em suspender o projeto de TGV do seu antecessor, o socialista José Sócrates.

“O país com a situação em que estava podia lá fazer esse investimento (…) Então vai chamar a ‘troika’ e quer fazer o TGV?”, disse.

O líder do PSD rejeitou ainda que pretenda que os idosos trabalhem até mais tarde, salientando que tal é apresentado no programa do PSD apenas como “uma opção”, que implicaria também trabalhar menos antes da idade oficial de reforma.

“O que eu digo é a pessoa pode optar – tomara eu que fosse possível comigo – a partir dos 61 ou 62 anos trabalhar em ‘part time’. E depois, em vez de se reformar aos 66, reformava-se, dois ou três anos mais tarde, seria uma opção. Olhe, seria a minha”, assegurou.

Na entrevista, Rio reiterou a sua defesa de compromissos alargados – “não olho para a política como se olha para os clubes de futebol” – e a intenção de, se houver uma maioria parlamentar à direita, construir uma solução com o CDS-PP.

Com os restantes partidos na área do centro-direita, admite que teria de “pensar duas vezes”: “Depende dos partidos, do que defendem”.

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País

Debate Costa – Rio visto por 2,66 milhões de espetadores na SIC,TVI e RTP1

Eleições Legislativas 2019

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Imagem via RTP 3

O debate entre Rui Rio e António Costa, transmitido na segunda-feira em simultâneo pela SIC, TVI e RTP1 foi visto por 2,66 milhões de espetadores, segundo dados da GFK/CAEM esta terça-feira divulgados.

Segundo os dados fornecidos pelo Grupo Impresa, em média, cerca de 2,66 milhões de pessoas viram o único frente a frente televisivo entre os líderes do PS e PSD, de um total de 4,793 milhões de pessoas que estavam a ver televisão à mesma hora.

O debate foi liderado pela SIC no universo dos canais generalistas, com 22,3% de ‘share’ e 11,3% de audiência média, o que corresponde a 1,067 milhões de espetadores.

A TVI obteve 17,3% ‘share’, o que corresponde a uma audiência média de 8,2% ou cerca de 774 mil espetadores.

A RTP1, com um ‘share’ de 16,2%, registou cerca de 829 mil pessoas durante o debate televisivo (8,8% de audiência média).

As eleições legislativas realizam-se em 06 de outubro. Concorrem a esta eleição, a 16.ª em democracia, um número recorde de forças políticas – 20 partidos e uma coligação.

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PCTP/MRPP critica PCP e BE por terem votado todos orçamentos do PS

Eleições Legislativas 2019

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Foto: Facebook de PCTP/MRPP

O PCTP/MRPP critica o PCP e o Bloco de Esquerda por terem apoiado o Governo de António Costa e votado a favor de todos os orçamentos do Estado que apenas permitiram o pagamento da dívida e redução do défice.

Em entrevista à agência Lusa, a propósito das eleições legislativas de 6 de outubro, a cabeça de lista pelo círculo de Lisboa do PCTP/MRPP, Maria Cidália Guerreiro, fez “uma avaliação negativa” da maioria parlamentar de esquerda que suporta o Governo do PS, a chamada ‘geringonça’.

“Não correspondeu de facto às necessidades e ao que era expectável. Só existiu porque teve o apoio, neste caso, do PCP e do Bloco, que acabaram por votar a favor de todos os orçamentos”, lembrou.

A candidata considerou que o PCP e o BE viabilizaram “a existência, permanência e continuidade de um Governo que não deu resposta às questões essenciais”, mas que “apenas conseguiu responder aos compromissos internacionais” e que esteve “essencialmente vocacionado e direcionado para pagar uma dívida”.

“Foram quatro anos em que o principal objetivo foi pagar uma dívida que é impagável e que foi tentar reduzir o défice, que são imposições da União Europeia”, afirmou, sublinhando que uma “das primeiras medidas” do PCTP/MRPP “é a saída” de Portugal da União Europeia, do Euro e, “naturalmente, o não pagamento de uma dívida, que está a retirar toda a soberania” económica, monetária e bancária.

Para a cabeça de lista por Lisboa, não “é apenas” da responsabilidade do PS as consequências desta governação, mas de todos aqueles que a viabilizaram e fizeram esta aliança.

“Não podemos esquecer que não foi o PS que ganhou as eleições. Portanto, isto formou-se com a vontade de chegar ao poder e não para resolver os problemas. Os problemas essenciais não estão resolvidos”, sustentou.

Maria Cidália Guerreiro criticou também os órgãos de comunicação social por estarem “sistematicamente” a passar a ideia de que o Partido Socialista vai obter uma maioria absoluta a 6 de outubro, apelando para que os eleitores votem depois de fazer uma reflexão sobre os últimos quatro anos.

A candidata considerou que “não existiu um investimento público” nos principais setores, nomeadamente saúde, habitação e trabalho.

Nesse sentido, o PCTP/MRPP defendeu alterações ao Código de Trabalho e o alargamento das 35 horas semanais no setor privado e, na área da habitação, a revogação da lei das rendas, que está “a levar aos despejos e à especulação imobiliária”, bem como a municipalização dos solos.

Propondo “uma reforma na saúde” para que seja acessível para todos, a candidata frisa que deve ficar definido “a proibição de cativações na saúde”.

Caso o PCTP/MRPP consiga chegar à Assembleia da República, Maria Cidália Guerreiro promete “uma voz liberta de acordos, compromissos e jogos de poder”, prometendo “desmontar e denunciar todos os aspetos que no fundo não deixam que o país avance”.

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Rui Rangel declara-se impossibilitado de julgar recurso no âmbito da Operação Marquês

Tribunais

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Imagem via RTP 3

O juiz Rui Rangel declarou-se esta terça-feira impossibilitado de julgar um recurso que lhe tinha sido sorteado no âmbito do processo Operação Marquês e solicitou que o caso seja distribuído a outro magistrado do Tribunal da Relação de Lisboa.

Segundo um despacho assinado pelo juiz desembargador, a que a Lusa teve acesso, Rui Rangel afirma ter constatado que o recurso que lhe tinha sido distribuído em 09 de setembro era referente a um apenso do processo principal da Operação Marquês e recorda que o Supremo Tribunal de Justiça (STJ) já tinha determinado em 2017 o seu impedimento em analisar recursos no âmbito deste caso.

“Está, assim, determinado por decisão transitada em julgado a impossibilidade da minha intervenção, como juiz, no processo que agora me foi presente, pelo que o processo deverá de imediato ser objeto de nova distribuição”, afirma Rangel, acrescentando que “a tramitação do requerimento do Ministério Público (MP), por inútil, encontra-se prejudicado”.

O MP apresentou na sexta-feira um requerimento a pedir a recusa do juiz Rui Rangel, no seguimento da distribuição de um recurso no Tribunal da Relação de Lisboa, no âmbito do processo Operação Marquês.

O requerimento de recusa foi justificado pela Procuradoria-Geral da República “por considerar existir motivo sério e grave, adequado a gerar desconfiança sobre a imparcialidade do magistrado judicial”.

Em 22 de fevereiro de 2017, O MP pediu o afastamento de Rui Rangel da apreciação de um recurso interposto pelo arguido José Sócrates “por considerar existir motivo sério e grave, adequado a gerar desconfiança sobre a imparcialidade do magistrado judicial” e o STJ decidiu afastar o desembargador da análise de qualquer recurso do processo.

No pedido de afastamento então interposto, o MP alegou que as afirmações e considerações feitas pelo juiz num programa de televisão da TVI, em junho de 2015, nomeadamente sobre a recusa do antigo primeiro-ministro José Sócrates em aceitar a pulseira eletrónica, em substituição da prisão preventiva, violaram o dever de reserva.

O MP alegou ainda que, “embora sem óbvia relevância criminal”, existia “um conhecimento pessoal” entre Rui Rangel e José Sócrates, sublinhando que, em setembro de 2014, esta relação “justificava a marcação de um almoço entre os dois”.

Um dos recursos atribuídos na semana passada ao juiz do Tribunal da Relação de Lisboa prende-se com processo ‘O Negativo’, que envolve a empresa farmacêutica Octapharma e que resultou da extração de uma certidão da Operação Marquês.

Embora tenha havido separação do caso Octapharma dos autos da Operação Marquês, o número de ambos os processos mantém-se, divergindo nas letras.

Rui Rangel é um dos arguidos no processo Operação Lex por suspeitas de corrupção e tráfico de influências, tendo estado suspenso preventivamente das funções no Tribunal da Relação de Lisboa.

O ex-presidente da multinacional farmacêutica Paula Lalanda de Castro chegou a ser arguido na Operação Marquês, por factos relacionados com a contratação do antigo primeiro-ministro José Sócrates para consultor daquela empresa, mas o processo foi separado.

No processo Octapharma, investigam-se suspeitas de obtenção pela empresa uma posição de monopólio no fornecimento de plasma humano inativado e de uma posição de domínio no fornecimento de hemoderivados a diversas instituições e serviços que integram o Serviço Nacional de Saúde (SNS).

O Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP) recorreu para o Tribunal da Relação de Lisboa depois de o juiz de instrução Ivo Rosa ter negado a junção aos autos de mails apreendidos nas buscas realizadas à farmacêutica no âmbito da Operação Marquês.

Rui Rangel será ouvido em 03 de outubro no processo disciplinar instaurado no âmbito do inquérito Operação Lex e a sua ex-mulher, a desembargadora Fátima Galante, também arguida no mesmo processo, já prestou declarações.

Os processos disciplinares deram origem à suspensão preventiva de funções dos dois arguidos pelo tempo previsto, que no caso de Rui Rangel regressou à 9.ª secção criminal do Tribunal da Relação de Lisboa no início de agosto depois de ter sido suspenso em 09 de novembro de 2018.

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