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Futebol

Rúben ‘tomba-gigantes’: “Para vencer Porto e Benfica é preciso mais que uma estrelinha”

Declarações após o Benfica-Braga (0-1), na 21.ª jornada da I Liga, temporada 2019/2020

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Foto: Divulgação / SC Braga

Declarações após o jogo Benfica – SC Braga (0-1) da 21.ª jornada da I Liga portuguesa de futebol:

Rúben Amorim (Treinador do SC Braga): “Para vencer as equipas como o FC Porto e o Benfica é preciso mais que uma estrelinha. Foi um grande jogo. O Benfica tentou explorar os espaços nas nossas costas. Vencemos na Luz e no Dragão com uma bola parada. Gostaria de destacar a capacidade do SC Braga que soube sofrer quando tinha de sofrer.

O que o SC Braga quer jogo a jogo é manter o lugar e melhorar. Isto pode mudar de um momento para o outro. Nenhuma grande equipa se faz de bons momentos. Vive também de maus momentos.

Tentámos explorar os espaços. Na segunda parte tivemos vários momentos em que, com a posse de bola, estávamos em superioridade. Tentámos fazer a nossa parte. O Benfica fez um grande jogo. Só dá mais destaque à vitória do Braga.

Com Sá Pinto o Braga não perdeu um único jogo na Liga Europa. As vitórias dão-nos confiança. Vamos preparar-nos para o jogo de quinta-feira [com os escoceses do Rangers, para a primeira mão dos dezasseis avos de final da Liga Europa] e depois com o Vitória de Setúbal.

Um clube para ser candidato ao título precisa de mais que bons jogadores. Seria importante manter estes jogadores dois ou três anos.

Tenho sempre a urgência de trabalhar passo a passo. A minha ambição passa por vencer o próximo jogo. É mais difícil orientar uma equipa e não poder levantar-me do banco. Se o tiver de fazer faço-o.

O Raul Silva não teve a melhor atitude [no final do jogo foi provocar os adeptos do Benfica e foi admoestado com o segundo cartão amarelo e foi expulso].

Penso que vai ser um bom jogo com o Rangers. Estamos preparados para o jogo de quinta-feira”.

Bruno Lage (Treinador do Benfica): “Não é a questão de correr bem ou menos bem. Já tivemos jogos em que chegámos aqui e olhámos para o nosso jogo com a equipa mais equilibrada e com um bom resultado. Hoje conseguimos um bom jogo. Não conseguimos marcar. O Sporting de Braga marcou um golo de canto. Também vale. E ficou assim. Soubemos sempre encontrar os espaços para jogar e ter o controlo do jogo. Criámos várias oportunidades de golo. É de lamentar não ter ganhado o jogo. Tivemos várias oportunidades.

A equipa teve consistente e segura em termos ofensivos e defensivos. É isso que nos dá o equilíbrio para sermos uma grande equipa. É isso que tiramos de positivo neste jogo.

Não me passou pela cabeça perder os sete pontos de vantagem. Há duas coisas importantes no nosso percurso. É importante a nossa qualidade de jogo e esta pressão de ter uma margem de um ponto de avanço, eventualmente. O ano passado fizemos isso na parte final do campeonato. O importante é aquilo que a equipa faz em cada jogo e deixar tudo para trás, sem pensar em consequências. Queremos vencer os jogos. Queremos olhar para frente e chegar ao final do campeonato e sermos campeões.

Não tenho memória, além do golo, uma oportunidade de golo do Sporting de Braga até aos 70 minutos. Tivemos um conjunto de oportunidades. Vi isso hoje. É isso que temos de levar de um jogo para outro.

Há uma grande diferença entre as grandes equipas e as outras equipas. É uma grande responsabilidade representar este clube e, independentemente dos resultados, no jogo seguinte tem de estar no topo.

Estou completamente tranquilo. Triste por ter perdido. Tudo o que fizermos dentro do campo é do nosso proveito e dependemos apenas de nós.

A equipa não fez um bom jogo com o Famalicão e seguimos em frente na Taça de Portugal. Hoje a nossa equipa teve esta resposta. É um mau momento em termos de resultados, mas não em termos de exibição.

O Cervi tem feito um trabalho fantástico e estava a fazer. Tinha de tirar um dos médios para colocar Seferovic para colocar dois avançados para empurrar a linha defensiva do Sporting de Braga para podermos chegar ao golo.

Toda e qualquer responsabilidade dos resultados é do treinador. Os adeptos que apõem a equipa. Ponham a pressão no treinador e apõem a equipa para que os jogadores sejam felizes em campo”.

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Futebol

“Nenhum jogo vale mais do que uma vida”

FIFA

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Foto: DR / Arquivo

O presidente da FIFA, Gianni Infantino, reforçou hoje a ideia de que “nenhum jogo vale mais do que uma vida” e considerou que “seria mais do que irresponsável obrigar as competições a recomeçar” face à pandemia da covid-19.

“Nenhum jogo, nenhuma competição, nenhuma liga vale mais do que uma única vida humana. Todos no mundo deveriam ter isto bem claro. Seria mais do que irresponsável obrigar as competições a recomeçar, se as coisas não estiverem 100% seguras. Se tivermos de esperar um pouco mais, temos de o fazer. É melhor esperar um pouco mais do que correr riscos”, afirmou Infantino, em entrevista ao site brasileiro UOL.

O líder da FIFA reforçou, assim, uma opinião que já tinha emitido durante um congresso da Confederação Sul-Americana de Futebol (CONMEBOL), salientando que a principal prioridade deve ser “a saúde” e, depois, “ajudar a comunidade futebolística” a fazer face ao “impacto financeiro desta crise, que terá repercussões enormes”.

“Por isso, ouçamos o que as autoridades sanitárias têm a dizer. Ouçamos os peritos. Vamos trabalhar em estreita colaboração com eles e seguir sempre as suas orientações e conselhos”, vincou o italo-suíço.

No final de março, a FIFA revelou possuir uma reserva financeira de 1.400 milhões de euros e anunciou a intenção de ajudar todo o futebol o mundial, estando a ponderar a criação de um fundo económico de apoio a clubes e ligas, para ajudar a minimizar os efeitos provocados pela pandemia da covid-19.

Quase todos os países suspenderam as competições por tempo indeterminado, devido à propagação do novo coronavírus, sendo que as exceções são a Bielorrússia, o Tajiquistão, a Nicaráguia e o Burundi, onde os campeonatos continuam a decorrer.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já infetou mais de 1,5 milhões de pessoas em todo o mundo, das quais morreram quase 89 mil. Dos casos de infeção, mais de 312 mil são considerados curados.

Depois de surgir na China, em dezembro, o surto espalhou-se por todo o mundo, o que levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a declarar uma situação de pandemia.

Em Portugal, segundo o balanço feito hoje pela Direção-Geral da Saúde, registaram-se 409 mortes e 13.956 casos de infeções confirmadas. Dos infetados, 1.173 estão internados, 241 dos quais em unidades de cuidados intensivos, e há 205 doentes que já recuperaram.

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Desporto

Gil Vicente assume interesse em renovar com Vítor Oliveira

Covid-19

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Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO

O Gil Vicente equaciona renovar o contrato com o treinador Vítor Oliveira, mas as negociações só avançarão quando a permanência na I Liga de futebol estiver consumada, assumiu hoje o diretor desportivo Tiago Lenho.

“Ao atingirmos os nossos objetivos, obviamente não seríamos inteligentes se não houvesse esse passo. Temos de reconhecer o seu trabalho e tudo o que ele já nos deu enquanto ser humano, pelo que fará todo o sentido convidarmos o ‘mister’ a renovar”, afirmou o dirigente, numa videoconferência promovida pelos minhotos nas redes sociais.

Lembrando que Vítor Oliveira assina contratos de uma época, Tiago Lenho sublinha a “força e impacto” que o experiente técnico aportou à formação de Barcelos, nona colocada a 10 jornadas do fim, com 30 pontos, 14 acima da zona de descida, numa altura em que o campeonato está suspenso por tempo indefinido devido à pandemia da covid-19.

“Tem gerido assim a sua carreira e com os bons resultados que se conhecem. É uma conversa que vamos certamente ter quando a manutenção for efetivada, até porque será do interesse do Gil Vicente continuar com alguém que cumpre os seus objetivos. Não apontamos já metas pontuais para isso, até porque o ‘mister’ também não o faz”, referiu.

O diretor desportivo considerou que Vítor Oliveira teve um papel “importante” no regresso “perfeitamente tranquilo” dos minhotos à I Liga, após uma reintegração administrativa a partir do Campeonato de Portugal, na sequência do ‘caso Mateus’, já que o discurso “assertivo e correto” do técnico permitiu gerir as expectativas além dos resultados.

“É uma pessoa reconhecida no futebol português e respeitada por todos. Quando fala sobre algo, todos o assumem como verdade. A sua experiência foi fundamental num plantel novo, em que 85% dos jogadores não conhecia a realidade do futebol português. O treinador manteve a equipa crente do seu valor e é excedível nisso”, valorizou.

O Gil Vicente “abordou mais de 40 jogadores” no verão até chegar aos 23 reforços com que assinalou o regresso à elite, mas Tiago Lenho espera que esta “revolução” não seja repetida na preparação da próxima temporada, até porque o projeto dos barcelenses deixou de ser “totalmente desconhecido” e tem adquirido “outro tipo de credibilidade”.

“É normal que haja entradas e saídas, mas já temos 15 jogadores com contrato para 2020/21 e uma base que não havia há um ano. Dos que terminam contrato, esperamos que dois ou três continuem. Também estamos a aproveitar esta fase em casa para ver muita coisa, analisar jogadores e colocar hipóteses em cima da mesa”, notou.

Para já, os pupilos de Vítor Oliveira mantêm-se em casa, com planos de treino individuais, enquanto o futebol português trabalha “no sentido de se voltar a jogar”, e o responsável até delineou “cenários otimistas” para o regresso da competição, cujos princípios serão adaptados à evolução do novo coronavírus e às recomendações das autoridades sanitárias.

“É difícil prever, porque isto é algo desconhecido para todos. Acredito fortemente que vamos voltar a jogar, porque o futebol faz-nos falta e é importante que se jogue por razões económicas. Há esse objetivo claro por parte de todas as entidades, que só acontecerá se a pandemia evoluir de forma positiva e for possível fazê-lo em segurança”, afiançou.

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Desporto

Onze adeptos banidos de recintos desportivos em março

Violência no desporto

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Foto: Divulgação / PSP

A Autoridade para a Prevenção e Combate à Violência no Desporto (APCVD) decidiu impedir 11 adeptos de acederem a recintos desportivos em março, de acordo com o relatório de atividade divulgado hoje.

Num mês em que a atividade desportiva foi totalmente suspensa, devido à pandemia de covid-19, a APCVD concluiu 112 casos, de um total de 674 desde a sua criação, em julho de 2019.

Além da atividade desportiva, também a celeridade da ação da APCVD foi afetada pelo estado de emergência que vigora em Portugal desde 19 de março e que suspendeu os prazos dos processos de contraordenação em curso.

Com as decisões de março, aumentam para 58 o número de adeptos sujeitos a medidas de interdição a recintos desportivos, metade dos quais punidos como sanção acessória e outra como medida cautelar, entre as 357 condenações aplicadas pela APCVD, nos oito meses de atividade.

O recurso a material pirotécnico e a prática de atos ou incitamento à violência, racismo ou xenofobia são os ilícitos mais recorrentes nos processos decididos em março.

Segundo este documento, entre 01 e 31 de março, ocorreram ainda 35 condenações com multa, das quais 15 ainda aguardam trânsito em julgado, nove admoestações e seis foram alvo de impugnação judicial.

Durante este mesmo período, 62 processos foram arquivados, tendo cinco deles sido remetidos para o Ministério Público (MP), por constituírem crime, enquanto os restantes foram encerrados por falta de identificação dos infratores (29), falta de provas (18) ou por outros motivos (10).

No total, a APCVD já encaminhou 84 processos para o MP.

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