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Braga

Roubam carrinha em Vila Verde para furtar mota em Braga

Crime

em

Foto: DR / Arquivo

Três jovens, com idades entre os 17 e os 21 anos, foram detidos na quinta-feira ao serem apanhados em flagrante a carregar um ciclomotor roubado para uma carrinha de mercadorias, também ela roubada.

Em comunicado, o comando territorial de Braga da GNR explica que os jovens foram detidos por militares do posto de Braga “em flagrante delito”, por furto de um ciclomotor, em Gualtar.

“Os suspeitos foram surpreendidos pelos militares quando carregavam o ciclomotor furtado para dentro de um veículo ligeiro de mercadorias também este furtado, em 17 de março, no concelho de Vila Verde”, diz a guarda.

Um dos detidos já tinha sido identificado por suspeitas de ter furtado sete bicicletas, que foram entretanto recuperadas.

Os detidos foram constituídos arguidos e os factos comunicados ao Tribunal Judicial de Vila Verde.

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Braga

Bracarenses em Angola assustados com xenofobia: “Dizem que trouxemos o vírus”

Covid-19

em

Foto: Reprodução / FTI

Um grupo de trabalhadores portugueses da região de Braga estão “assustados” com uma onda crescente de xenofobia em Angola por causa do novo coronavírus. Alguns já foram ameaçados e, apesar de estarem no país há vários meses, são “olhados de lado” pelos locais, que apontam Portugal como o grande responsável pela chegada da Covid-19 a território angolano.

Em declarações a O MINHO, Manuel (nome fictício por receio de represálias) explicou que todo o grupo de trabalhadores, que faz serviços para o Estado angolano na área da construção e manutenção técnica em Luanda, estão parados em casa desde a passada sexta-feira, depois das medidas anunciadas pelo governo para travar a pandemia naquele território africano.

“Estamos com o coração nas mãos”, diz Manuel, natural de um concelho próximo à cidade de Braga, temendo o que o futuro pode trazer para os emigrantes portugueses em Angola. “Estamos fechados em casa e não podemos sair sem autorização da empresa, que nos traz comida e os bens essenciais”, explica.

“Nunca pensei viver isto, não bastava estarmos já preocupados com a família que deixámos em Portugal e agora temos de nos preocupar com o racismo que aqui se vive”, denuncia.

Também Alberto (outro nome fictício) vive nas mesmas condições de Manuel. De um concelho do distrito de Viana do Castelo, o trabalhador relata momentos de pânico quando, ainda durante a semana passada, alguns colegas de trabalho angolanos lhe apontavam o dedo por ser “da terra da peste”.

“Neste momento não convém sair de casa por causa do vírus mas também por eventuais insultos e até agressões que podemos experienciar por parte dos angolanos”, aponta.

Com os aeroportos fechados, estes portugueses cumprem contrato de vários meses em casa, desconhecendo o que poderá acontecer ao longo dos próximos dias: “Estamos com muito medo”.

Sete casos positivos e duas mortes

Angola registou no domingo as duas primeiras mortes por Covid-19. Os pacientes regressaram de Portugal em meados de março e acabaram por não resistir às complicações respiratórias provocadas pelo vírus, anunciou a ministra da Saúde angolana.

Silvia Lutucuta explicou que um cidadão de 59 anos, residente habitual em Portugal, que tinha chegado a Angola no dia 12 de março, “esteve internado nos últimos dias na clínica Girassol e teve um quadro com uma evolução muito rápida, com insuficiência respiratória”. O segundo caso, um homem de 37 anos, residente em Luanda, chegou de Lisboa a 13 de março. Ambos sofriam de outras patologias associadas.

A polícia angolana está a impedir a venda ambulante e a interditar a circulação de pessoas desde este domingo, depois de se verificar vários casos de desobediência às indicações de quarentena dadas pelo Presidente da República, na sexta-feira.

No sábado, a polícia deteve cinco pastores da Igreja Adventista do 7.º, na província de Bié, por realizarem cultos com mais de 35 pessoas.

Existem, atualmente, 1.500 cidadãos angolanos em quarentena depois de terem regressado de Portugal ao longo das últimas semanas.

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Braga

Imigrante deu 7.500 euros de sinal para comprar casa em Braga. Ficou sem o dinheiro e sem a casa

Tribunais

em

Foto: O MINHO (Arquivo)

Deu 7.500 euros de sinal para compra de um apartamento a uma imobiliária de Maximinos, propriedade da empresária Daniela Cerqueira da Costa. Mas, o espaço já tinha sido vendido. E a empresa não lhe devolve o dinheiro. E a “Daniela Costa – Mediação Imobiliária, Unipessoal, Lda” foi já condenada em Tribunal pelo crime de abuso de confiança, por ficar com o valor do sinal adiantado por clientes brasileiros que queriam comprar um apartamento. A firma não só continua a funcionar, como tem outras queixas, em investigação na PSP local.

A O MINHO, a vítima, uma mulher de nome Maria, imigrante angolana, disse que entregou o sinal há três meses à imobiliária, e que, quando o banco lhe concedeu o empréstimo para a compra da fração, foi-lhe dito que já tinha sido vendido: “propuseram-me um outro, de qualidade muito inferior, mas eu não aceitei”, afirmou. A partir de então vem exigindo a devolução do sinal: “dizem que vão contactar o meu advogado, mas nada”, lamenta.

A lesada diz que o dinheiro resulta de poupanças feitas ao longo de 15 anos de trabalho e reunido com a ajuda dos patrões: “o meu filho, de sete anos, pergunta-me pela casa nova, e eu fico a chorar”, contou

O MINHO contactou a empresa, tendo um dos funcionários, Paulo Ribeiro – que Maria diz que se lhe apresentou como solicitador – dito, em nome da proprietária, que o assunto vai ser resolvido entre os advogados”. A firma desculpa-se com o facto de o apartamento ter sido vendido pelo dono e diz que teve custos com o processo. Mas a lesada garante que até agora nenhum advogado da imobiliária a contactou nem à sua representante legal.

DUAS CONDENAÇÕES

Ao que sabemos, Daniela Costa, de 54 anos, de São Vítor, Braga, empresária de imobiliário, foi condenada em setembro de 2019 – sentença de que recorreu para a Relação de Guimarães -, pela prática de um crime de abuso de confiança agravado na pena de 320 dias de multa à taxa diária de sete euros, num total de 2.240 euros. Ficou, ainda, obrigada a restituir o sinal de 5.500 euros (com juros) aos clientes Oswaldo Correia Costa e Márcia Correia Toledo, e ainda a dar-lhes 400 euros, a cada um, por danos não patrimoniais.

A sentença do Tribunal Criminal de Braga diz que a arguida, sócia-gerente da sociedade “Daniela Costa – Mediação Imobiliária, Unipessoal, Lda”, recebeu, em 2016, o sinal daquele casal brasileiro,

Tendo-lhe sido pedido que a aquisição se enquadrasse no programa dos vistos gold, pelo que teria de ser célere. Para tal, selecionaram um imóvel na Rua Professor Machado Vilela, propriedade da Caixa Geral de Depósitos, entregaram um cheque de 2.500 euros e assinaram um contrato-promessa, no qual constava que a mediadora restituiria o cheque, caso o negócio não se fizesse.

De seguida, Daniela Costa pediu-lhe mais 5.500 euros, como “reserva”. Nem o cheque nem o valor da reserva foram devolvidos ou entregues à CGD. O cheque não chegou, no entanto, a ser descontado. Em setembro, o casal comunicou que desistia do negócio, mas a arguida, no dia 22, informou-os – diz a sentença – “de que a escritura estava agendada para dia 30, o que sabia não ser verdade”.

Proibida de exercer

O MINHO ouviu, sobre o tema, um outro mediador e um bancário: o primeiro diz que os tribunais deviam proibir a gestora de exercer a atividade, já que estão em causa as pessoas e o bom nome da profissão. Já o bancário diz que os bancos conhecem-na bem: “há quem seja burlado e opte por não fazer queixa”, frisou.

Para além da condenação por abuso de confiança, Daniela Costa fora já sentenciada em Braga, no Juízo Local Criminal, em maio de 2016, por um crime de abuso de confiança fiscal. Pagou 700 euros de multa.

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Braga

Três infetados na Misericórdia de Vila Verde

Covid-19

em

Foto: Divulgação / SCMVV

Um funcionário e dois utentes da Santa Casa da Misericórdia de Vila Verde foram confirmados como sendo portadores do novo coronavírus, que provoca a doença Covid-19, foi hoje anunciado.

Em comunicado, a instituição, gerida pelo provedor Bento Morais, adiantou que o contágio do colaborador ocorreu num período em que se encontrava a gozar férias, pelo que “não houve necessidade de tomar medidas excepcionais com a restante equipa.”

Os restantes trabalhadores – prossegue – “estão assintomáticos até hoje, e continuam a trabalhar com normalidade, tendo-se passado já 14 dias. O colaborador encontra-se em recuperação em casa”.

Nas unidades de cuidados continuados – acrescenta a Misericórdia – “há dois doentes da Unidade de Cuidados (UCCI) de média duração que, numa ida a uma consulta de especialidade ao Hospital de Braga, testaram positivo”.

“As famílias foram informadas do facto bem como os restantes utentes e seus familiares, de forma a que, caso a caso, sejam tomadas as diligências médicas necessárias”, refere a SCMVV.

“Os colaboradores que contactaram com os utentes estão em isolamento em casa, a serem acompanhados pela nossa comissão de risco e pelo SNS24, avaliando-se a evolução de sintomas. Os restantes utentes são vigiados pela equipa da UCCI Média”, assegura a instituição.

A Misericórdia salienta que os três casos foram reportados à delegação de saúde local: “sabemos que é uma situação delicada mas temos uma equipa capaz, dedicada e a trabalhar 24 horas para proteger os utentes e doentes. Temos turnos de 12 horas, sempre com a máxima segurança garantindo o seu bem-estar”.

O provedor salienta que, foi nomeada, e está a trabalhar, uma comissão de risco composta por um médico, um técnico de higiene e segurança, uma enfermeira e uma engenheira bióloga para estar na linha da frente do combate à Covid-19. A comissão é auxiliada pela restante equipa que labora em todas as unidades.

Além da equipa de Infeção e a comissão de risco, a funcionar permanentemente nos serviços, temos – afirma a concluir – “uma equipa de qualidade que vai permanentemente auditar o funcionamento dos serviços garantindo todas as normas em vigor e assegura a qualidade de todos os serviços”.

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