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Rota Final: Ex-presidente da Câmara de Armamar surpreendido por ser arguido

Hernâni Almeida

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Foto: DR/Arquivo

O ex-presidente da Câmara de Armamar, Hernâni Almeida, disse hoje ter ficado surpreendido por ter sido constituído arguido no âmbito da operação “Rota Final” e garantiu ter “a consciência plenamente tranquila”.

Em declarações à agência Lusa, Hernâni Almeida afirmou não perceber porque foi envolvido neste processo, fazendo votos de que a verdade se esclareça.

“Respeito a justiça, os tribunais e as investigações, acho que são positivas, mas agora vamos aguardar com serenidade que tudo se esclareça”, frisou.

As autoridades constituíram cinco arguidos no âmbito da operação “Rota Final”, entre eles o antigo presidente da Câmara Municipal da Guarda Álvaro Amaro, recém-eleito eurodeputado, disse hoje à Lusa fonte policial.

Na quarta-feira, uma nota publicada na página da internet da Procuradoria-Geral Distrital de Coimbra (PGDC) dava conta de que quatro pessoas, entre ex-autarcas, funcionários de autarquias e de uma empresa de transportes, tinham sido constituídas arguidas neste inquérito, que investiga um alegado esquema fraudulento de viciação de procedimentos de contratação pública.

Segundo a fonte policial, uma quinta pessoa, que se encontrava no estrangeiro, chegou na quarta-feira a Portugal e também foi depois constituída arguida.

Vários órgãos de comunicação social noticiam hoje que os ex-presidentes das câmaras de Lamego e de Armamar (Francisco Lopes e Hernâni Almeida, respetivamente), um funcionário da câmara de Lamego e um administrador do Grupo Transdev são os outros quatro arguidos.

A Lusa tentou, mas sem sucesso, falar com o ex-presidente da Câmara de Lamego, Francisco Lopes.

Na quarta-feira, a Polícia Judiciária (PJ) realizou buscas a 18 câmaras municipais do Norte e Centro de Portugal, sendo a operadora de transportes públicos Transdev também uma das visadas.

A nota da PGDC explica que a “investigação visa esclarecer os termos em que o Grupo Transdev obteve contratos e compensações financeiras com autarquias das zonas Norte e Centro do país”.

“Em causa estão indícios de tráfico de influência, participação económica e corrupção, entre outros crimes. O inquérito encontra-se em segredo de justiça e as investigações prosseguem na Polícia Judiciária”, acrescenta a nota da PGDC.

Entre as 18 câmaras municipais alvo de buscas encontram-se nove governadas pelo PSD: Almeida, Armamar, Braga, Fundão, Guarda, Oleiros, Sertã, Pinhel e Tarouca.

Sete municípios têm presidência socialista: Belmonte, Barcelos, Cinfães, Lamego, Moimenta da Beira, Oliveira de Azeméis e Soure.

A Câmara de Oliveira do Bairro é dirigida por um autarca do CDS-PP e a de Águeda por um eleito de um movimento independente.

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País

Costa antecipa que com ou sem estado de emergência medidas vão ser prolongadas

Covid-19

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Foto: DR / Arquivo

O primeiro-ministro, António Costa, antecipou hoje que, com ou sem estado de emergência e devido ao “sucesso em baixar o pico da pandemia” da covid-19, vai ser preciso prolongar as medidas que têm vindo a ser adotadas.

Em declarações aos jornalistas na nova unidade de apoio hospitalar à pandemia da covid-19 da câmara e da universidade de Lisboa, na cidade universitária, António Costa afirmou que o Presidente da República “tomará esta semana a iniciativa de renovar ou não o estado de emergência”, dando nessa altura o Governo a sua opinião a Marcelo Rebelo de Sousa, e depois haverá “uma decisão da Assembleia da República”.

“Creio que, sem fazer futurologia, que o que é expectável é que, sabendo nós que temos tido sucesso felizmente em baixar o pico desta pandemia – ou seja, o momento em que o maior número de pessoas estará infetado -, mas ao mesmo tempo prolongando a duração desta pandemia, isto significa que vamos ter que prolongar também as medidas que têm vindo a ser adotadas, com estado de emergência ou sem estado de emergência”, antecipou.

Em relação às festividades que se aproximam, o primeiro-ministro deixou claro que “vai ter que ser mesmo uma Páscoa diferente” e que as “pessoas não podem ir à terra”, nem podem ir ao Algarve, não podendo as famílias celebrar esta quadra festiva “todas reunidas”. É um sacrifício “essencial para nos salvarmos a todos”, sublinhou António Costa.

“A melhor forma de estarmos juntos neste momento é estarmos mesmo separados”, frisou.

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País

“O país vai entrar no mês mais crítico desta pandemia”

Covid-19

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Foto: Twitter / Arquivo

O primeiro-ministro, António Costa, avisou hoje que Portugal “vai entrar no mês mais crítico desta pandemia” da covid-19 e por isso é necessário que se prepare para esta fase.

António Costa falava aos jornalistas na nova unidade de apoio hospitalar da Câmara e da Universidade de Lisboa, no complexo de piscinas do Estádio Universitário, depois de ter visitado também as obras de recuperação do antigo Hospital Militar de Belém, em Lisboa, que se destinam a instalar o novo centro de apoio militar para o combate à pandemia de covid-19.

“O país vai entrar no mês mais crítico desta pandemia e é por isso é fundamental que nos preparemos para este mês que vamos ter pela frente”, avisou.

Segundo o primeiro-ministro, os hospitais portugueses “têm vindo a dar resposta às necessidades” e estão a ser feitos todos os esforços para que “continuem a dar resposta”, mas caso a pandemia evolua “como está projetado” é fundamental ter estas unidades de retaguarda.

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Covid-19: 140 mortos e 6.408 infetados no país

Covid-19

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Foto: DGS

Portugal regista hoje 140 mortes associadas à covid-19, mais 21 do que no domingo, e 6.408 infetados (mais 446), segundo o boletim epidemiológico divulgado pela Direção-Geral da Saúde (DGS).

Fonte: DGS

(em atualização)

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