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Rota com 200 quilómetros liga cinco concelhos da Peneda-Gerês em 2018

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Foto: DR/Arquivo

Uma rota pedestre com a extensão de 200 quilómetros vai ligar, a partir de junho de 2018, os cinco concelhos do Parque Nacional da Peneda-Gerês (PNPG), num investimento de quase 300 mil euros, disse esta terça-feira a promotora do projeto.

Em declarações à agência Lusa, a administradora delegada da Adere/Peneda-Gerês (Associação de Desenvolvimento de Desenvolvimento Regional), Sónia Almeida, explicou que apesar de a conclusão da “Grande Rota do PNPG” estar prevista para 31 de dezembro do próximo ano, em junho “já estará marcada e sinalizada para poder ser percorrida por visitantes e turistas”.

“A ideia de projeto nasceu da necessidade sentida há já alguns anos de voltar a ser criado um percurso (chegou a existir em tempos), implementado pelos serviços do PNPG, que permitisse percorrer, a pé, todo o território“, explicou a responsável da Adere Peneda Gerês, entidade responsável pelo projeto, candidatado aos fundos do Norte 2020.

O PNPG foi criado em 1971 e é a única área protegida no país com a classificação de parque nacional. Localiza -se no noroeste de Portugal, abrangendo o território de cinco municípios: Melgaço, Arcos de Valdevez e Ponte da Barca (distrito de Viana do Castelo), Terras de Bouro (Braga) e Montalegre (Vila Real).

Segundo Sónia Almeida, que falava a propósito da primeira de cinco sessões de apresentação pública do projeto, realizada em Melgaço, o objetivo “é melhorar as condições de visita no único parque nacional do país, adequando os interesses do desenvolvimento turístico do território com os princípios basilares da preservação e conservação da natureza“.

A implementação da rota “está a ser articulado com os conselhos diretivos dos baldios, com os municípios de Melgaço, Arcos de Valdevez, Ponte da Barca, Terras de Bouro e Montalegre, bem como com o Instituto de Conservação da Natureza e Florestas (ICNF).

Além da criação da rota, o projeto contempla a definição e implementação de um plano de sinalização, de um regulamento de utilização, a valorização de outros trilhos complementares e o desenvolvimento de uma plataforma ‘online’ para divulgação, promoção e comunicação da “Grande Rota”.

A apresentação do projeto decorreu na Porta de Lamas de Mouro, em Melgaço, uma das cinco portas de entrada no PNPG.

Sónia Almeida explicou que serão realizadas mais quatros sessões “abertas à discussão criando assim oportunidade para que a população residente, as empresas e entidades locais possam apresentar os seus contributos”.

Para o presidente de Melgaço, Manoel Batista, aquele projeto “vem alavancar um património existente nos cinco concelhos, criando um novo produto que permite aos visitantes a realização de caminhadas pela totalidade do território”.

“É um produto turístico muito importante para toda a região e, no caso particular de Melgaço, vem ao encontro da aposta séria que temos feito no turismo. O plano estratégico que apresentámos em julho assenta no turismo de natureza. Em 2018, iremos desenvolver um conjunto de ações de divulgação do destino de natureza mais radical de Portugal, sobretudo nos países do norte da Europa e nos EUA”, afirmou.

Com uma área de mais de 70.000 hectares, o PNPG encerra “uma diversidade biológica destacada, uma riqueza específica elevada e um número significativo de espécies endémicas“, realçou.

Destaca-se ainda “pela extensão e pela diversidade de ‘habitats’ naturais”, evidenciando-se “as matas climáticas de carvalhos, associadas ao azevinho, ao medronheiro, ao teixo e ao sobreiro”.

Constitui, juntamente com o Parque Natural da Baixa Limia/Serra do Xurés, na Galiza, o Parque Transfronteiriço Gerês-Xurés e, em conjunto com esse parque natural espanhol, integra, desde 2009, a Reserva Mundial da Biosfera.

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Guimarães

Dança contemporânea regressa a Guimarães com o GUIdance em fevereiro

No Centro Cultural Vila Flor.

em

O GUIdance – Festival Internacional de Dança Contemporânea regressa a Guimarães de 07 a 17 de fevereiro, com uma edição que tem como “grande característica” estreias absolutas, e espetáculos “especialmente para a família”.

Apresentado esta quinta-feira, o programa da nona edição daquele festival inclui 11 espetáculos, dos quais seis vão ser apresentados ao público pela primeira vez, com destaque para o novo trabalho de Vitor Hugo Pontes e para a estreia da banda Mão Morta no evento.

Com “a marca de origem portuguesa” a marcar “presença em peso”, o cartaz do GUIdance conta com nomes como Jonas & Lander, Miguel Moreira (Útero), Sara Anjo, Maurícia | Neves, Ainhoa Vidal, Joana von Mayer Trindade & Hugo Calhim Cristovão.

“Todos nós, quando o pano levantar, vamos ver algo novo pela primeira vez. Esta é grande característica da 9.ª edição”, salientou o diretor artístico do GUIdance, Rui Torrinha.

Foto: Divulgação

O evento abre a 07 de fevereiro com “Drama”, no Centro Cultural Vila Flor (CCVF), de Vitor Hugo Pontes, que prolonga, nesta nova criação, o trabalho laboratorial de procura de uma nova linguagem artística, situada algures entre a palavra e o movimento, partindo da peça seminal de Luigi Pirandello “Seis Personagens à Procura de Um Autor”.

No segundo dia do GUIdance entram em cena, na Black Box da Fábrica ASA, os Mão Morta, que dão assim resposta a um “desafio” e, juntamente com a coreógrafa Inês Jacques, apresentam um “projeto inédito” que junta os seis músicos da banda a seis de bailarinos para apresentarem “uma desconstrução do espetáculo de música e de dança”, a que deram o nome de “No Fim Era o Frio”.

No dia nove, sábado, “a dança tem 3 vidas”, começando com “Um Ponto que Dança”, espetáculo-oficina de Sara Anjo, a partir do livro com o mesmo nome que a artista escreveu, com ilustrações de Martina Manyà.

Segue-se a estreia absoluta de “anesthetize”, de Maurícia | Neves, coreógrafa e performer, mas também autora de instalações e música, que fez nascer uma peça para três corpos femininos. O último espetáculo do dia será pela companhia Wang Ramirez, que se estreia em Portugal com “EVERYNESS”, peça que traz para o palco o tema das relações humanas, seja a amizade ou o amor romântico.

Dia 13, a “segunda ronda de espetáculos” abre, tal como a primeira, com uma peça de Victor Hugo Pontes, que volta a trazer a cena a peça que estreou no CCVF em 2011, “Fuga Sem Fim, numa remontagem encomendada pelo GUIdance 2019.

No dia seguinte, 14 de fevereiro, mais uma estreia absoluta marca o programa: o espetáculo “Fraternidade I + II”, da autoria de Miguel Moreira, protagonizado pela companhia Útero, com cocriação e interpretação partilhada por Cláudia Serpa Soares, Francisco Camacho, Luís Guerra, Maria Fonseca, Miguel Moreira, Romeu Runa, Sara Garcia e Shadowmen.

Domingo, Jonas&Lander (Jonas Lopes e Lander Patrick) viajam até à Black Box da Fábrica ASA para revelar o seu “Lento e Largo”, um trabalho fabricado no Centro de Criação de Candoso, local onde em residência artística, em que os robôs que dançam são um dos elementos que contribuem para o que chamam de “poética da alucinação”.

O GUIdance encerra no dia 17, com vários espetáculos: “Oceano”, criado por Ainhoa Vidal, para “fazer sonhar” crianças dos seis meses aos 2 anos e “Dos Suicidados – O Vício de Humilhar a Imortalidade”, de Joana von Mayer Trindade & Hugo Calhim Cristovão (outra estreia).

O festival fecha “em grande forma” com a Michael Clark Company e “to a simple, rock ‘n’ roll’ song.” pela primeira vez em Portugal, uma peça em três atos que presta homenagem a três das fontes de inspiração musical do autor (Erik Satie, Patti Smith e David Bowie).

A organização promete ainda “as essenciais” atividades paralelas que agregarão público, artistas, escolas e pensadores, havendo assim ‘masterclasses’ (08 e 15 fevereiro), “uma experiência única de trabalho criativo que permite a bailarinos e alunos de dança de nível avançado um contacto privilegiado com alguns dos mais conceituados criadores internacionais da dança contemporânea”.

Em 2019, as ‘masterclasses’ vão ter orientação das companhias Wang Ramirez e Michael Clark, havendo também debates (09 e 16 fevereiro), oficinas para famílias orientadas por Ángela Diaz Quintela (10 e 17 fevereiro) e ainda encontros que levarão Adolfo Luxúria Canibal e Victor Hugo Pontes às escolas do concelho de Guimarães (5 e 11 fevereiro), para partilharem os seus percursos, experiência de vida e as suas visões artísticas em contexto de sala de aula.

Os bilhetes já se encontram disponíveis, com o preço a variar entre os dois e os dez euros, havendo ainda a possibilidade de adquirir diferentes assinaturas para o festival que permitem assistir a quatro ou cinco espetáculos à escolha, pelo valor de 20, 25 ou 30 euros.

O programa completo do GUIdance pode ser consultado em www.ccvf.pt.

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Braga

M1lhão sai no distrito de Braga

em

Foto: DR

O código vencedor do concurso 50/2018 do M1lhão, sorteado hoje, é KJB 38.916.

O prémio, no valor de um milhão de euros, saiu a um apostador no distrito de Braga.

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Braga

Chuva “apaga” Fogueira de Natal e leva Bolo-Rei Gigante para outro local em Braga

Programação “Braga é Natal” 2018.

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Foto: Divulgação / CM Braga

A Fogueira de Natal, iniciativa integrada na programação “Braga É Natal” que estava marcada para este sábado, não irá, afinal, realizar-se, devido à previsão de chuva, informou hoje a autarquia.

Já o Bolo-Rei Gigante, em que será confecionado e oferecido um bolo-rei com 150 metros e distribuídos 150 litros de favaios, irá decorrer no Claustro da Rua do Castelo, às 22:00 horas, e não no local inicialmente previsto, pela mesma razão.

Fonte: Weather.com

A restante programação do ‘Braga É Natal’, nomeadamente os espectáculos previstos para a Tenda e para o Palco da Avenida Central, mantém-se.

A programação do “Braga É Natal 2018” pode ser consultada em http://goo.gl/NVAWL2.

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