Romance “A Quinta do Cedro” vence prémio de 6.000 euros em Viana do Castelo

Prémio Literário Luís Miguel Rocha
Foto: Joca Fotógrafos / O MINHO

O romance “A Quinta do Cedro”, de António Manuel de Melo Breda Carvalho, foi.o vencedor da terceira edição do Prémio Literário Luís Miguel Rocha, ao qual concorreram 61 trabalhos. A obra vai agora ser publicada no primeiro trimestre e o autor, natural da Mealhada, distrito de Aveiro, recebeu um prémio monetário de 6.000 euros.

Em comunicado, a Câmara de Viana do Castelo explica que o júri decidiu escolher por unanimidade o romance “A Quinta do Cedro”, apresentado com o pseudónimo Martim Cruz, “pela originalidade e consistência da trama narrativa, evocando um certo Portugal do Estado Novo até ao momento da Revolução de 1974, com apreciável poder de reconstituição de ambientes; também pelo assinalável domínio da língua portuguesa e pelas suas capacidades de expressão”. 

“No ano em que se comemoram os 50 anos do 25 de Abril, esta memória do passado e os ventos de mudança que atravessam o romance, mais do que uma simples coincidência, não deixam de ser um contributo celebrativo”, considerou o júri composto por Cândido de Oliveira Martins (Universidade Católica), Isabel Mateus (Universidade do Minho) e Cláudia Gomes (Direção Editorial da Porto Editora).

O vencedor recebeu também da Câmara de Viana do Castelo o prémio no valor de 6.000 euros e, na sua intervenção, o autor agradeceu o prémio e salientou o papel destas iniciativas para autores desconhecidos possam aparecer e tenham visibilidade.

Já o vereador da Cultura, Manuel Vitorino, citado na mesma nota, revelou que o Município tem, desta forma, uma “ação pedagógica de fomento do livro e da leitura com recurso ao nome de uma figura da literatura nacional e internacional”.

António Breda Carvalho nasceu na Mealhada, em 1960. É professor e publicou o seu primeiro livro em 1990. Autor de várias obras, incluindo estudos regionais, foi distinguido com inúmeros prémios de conto e de romance, o último dos quais o Prémio Literário Carlos de Oliveira (2018), da Câmara Municipal de Cantanhede, atribuído ao romance A Odisseia do Espírito Santo, publicado em 2019. Romances publicados: As Portas do Céu (Menção de Honra no Prémio Literário António Feliciano de Castilho, 2000); O Fotógrafo da Madeira (vencedor do Prémio Literário João Gaspar Simões, 2010); Os Azares de Valdemar Sorte Grande (Menção de Honra no Prémio Literário João Gaspar Simões, 2012); Os Filhos de Salazar, 2016; O Crime de Serrazes, 2017; Morrer na Outra Margem, 2018.

A autarquia salienta que, “desde a sua criação, o Prémio Literário Luís Miguel Rocha destina-se a galardoar uma obra inédita de ficção literária, na área do romance, que não tenha sido premiada em outro concurso”.

O desafio foi criado pela Câmara de Viana do Castelo, em parceria com a Porto Editora, para “incentivar a criatividade literária, bem como o gosto pela leitura e pela escrita, atividades essenciais ao desenvolvimento intelectual do indivíduo e cultural da região e do país”.

Simultaneamente, o prémio visa “homenagear e divulgar o escritor ‘vianense’ Luís Miguel Rocha pela sua fulgurante produção literária. Luís Miguel Rocha nasceu na cidade do Porto em 1976 e veio cedo para Viana do Castelo, onde fez os seus estudos no ensino básico e secundário. Desde jovem que dedicou em exclusivo à escrita, tendo publicado seis títulos que se encontram traduzidos em mais de 30 países”.

Uma das suas obras, “O Último Papa”, figurou no top do The New York Times e vendeu meio milhão de exemplares em todo o mundo. Na sequência de doença prolongada, Luís Miguel Rocha morreu a 26 de março de 2015, em Viana do Castelo. Postumamente, em fevereiro de 2016, foi publicado o seu livro “Curiosidades do Vaticano”.

 
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