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Braga

Rodrigues & Névoa estão a separar-se, mas vão continuar “amigos como sempre”

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Manuel Rodrigues e Domingos Névoa. Foto: DR

Domingos Névoa e Manuel Rodrigues, do Grupo Rodrigues & Névoa, sediado em Braga, estão já a separar-se dos negócios, através de “negociações pacíficas”, confirmaram a O MINHO fontes ligadas ao negócio entre os compadres e sócios “inseparáveis” há décadas.

Apesar da separação formal das suas participações em negócios conjuntos, os empresários minhotos continuam “amigos como sempre”, segundo O MINHO apurou junto de fontes ligadas a ambos, que não querem comentar publicamente o assunto, desde que por volta do ano de 2015 começaram a fazer contas, de modo a assegurar uma “transição pacífica”.

Embora não se conheçam publicamente os números do universo empresarial que foi agora dividido, há três anos o próprio Domingos Névoa revelou, em comunicado, “possuir mais de 40 empresas e deter direta e indiretamente participações sociais que gerem cerca de 1,4 mil milhões de euros, tendo também ao meu cargo mais de 2.500 empregos diretos”.

Num vídeo partilhado na plataforma “Vímeo”, há dois anos, o grupo diz ainda que “estiveram intimamente ligada à fase do “boom” de construção civil em Braga, nos anos 80. Urbanizaram e construíram, ao longo dos anos, mais de 6 mil frações destinadas a habitação, comércio e serviços e 1500 lotes destinados a construção em propriedade horizontal e/ou propriedade individual”.

O facto de tratar-se reconhecidamente de um sólido grupo empresarial e de ter sempre os “compromissos cumpridos com a Autoridade Tributária e a Segurança Social” são os dois motivos de orgulho, patenteados pelos dois sócios, entre os quais há grande cumplicidade.

Manuel Rodrigues, co-fundador do grupo “Rodrigues e Névoa”. Foto: O MINHO

Domingos Gonçalves Névoa e Manuel Rodrigues Sá Serino têm conseguido estes meses a fio proceder à separação de bens, o que depois de uma cumplicidade de cerca de 40 anos consecutivos, foi agora ditado pela “segunda geração”, isto é, os filhos de ambos, tendo o primeiro um filho e duas filhas e já o segundo um filho, mantendo todos “boas relações”.

Domingos Névoa, co-fundador do grupo “Rodrigues e Névoa”. Foto: O MINHO

Domingos Névoa, originário de Rio Caldo, concelho de Terras de Bouro, e Manuel Rodrigues, natural de Tebosa, estiveram emigrados em França e dedicam-se, desde então, a negócios da construção civil, ramo alimentar, parques de estacionamento e automóveis, entre outras atividades, continuando a residir em duas moradias paredes-meias, em Braga.

Quando decidiram-se construir as moradias geminadas, terão lançado ao ar uma moeda a fim de sortear quem iria ocupar cada uma das duas residências, na freguesia de Nogueiró.

Notícia atualizada às 8h37.

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Braga

Turista em estado grave após queda no Gerês

Cascatas do Tahiti

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Foto: O MINHO

Um homem, com 51 anos, sofreu ferimentos graves na sequência de uma queda em cascatas do Gerês, ao final da manhã deste sábado, em Vilar da Veiga, concelho de Terras de Bouro, disse a O MINHO fonte envolvida no socorro.

No local, conhecido por albergar as famosas Cascatas do Tahiti, estiveram socorristas da delegação de Rio Caldo da Cruz Vermelha Portuguesa, acompanhados por elementos dos Bombeiros de Terras de Bouro.

A vítima, residente em Lisboa, caiu num pequeno lago (poço natural) depois de ter escorregado e caído de uma altura de seis metros.

Ao que apuramos, a vítima, em estado de hipotermia, sofreu ferimentos a nível do crânio.

Foi transportado para o Hospital de Braga.

O alerta foi dado cerca das 12:00 horas.

A GNR do Gerês registou a ocorrência.

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Braga

Roubam 400 mil euros em assaltos à mão armada em Braga e no Porto

Crime

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Foto: DR / Arquivo

A Polícia Judiciária anunciou hoje a detenção de quatro homens, com idades entre os 31 e os 50 anos, pela prática de 10 crimes de roubo com recurso a armas de fogo, em concelhos do Porto e de Braga.

Em comunicado, a PJ esclarece que os suspeitos “apropriaram-se de cerca de 400 mil euros” e que os factos ocorreram entre março de 2019 e esta sexta-feira, quando foram detidos.

“Os detidos atuaram sempre com grande violência sobre as vítimas, com recurso a armas de fogo, que não hesitavam usar, tendo, em mais de uma ocasião, feito diversos disparos”, sublinha a PJ.

Seis desses crimes consistiram em assaltos a carrinhas e pessoas que procediam ao abastecimento de numerário em caixas multibanco.

“Num desses assaltos os arguidos não lograram apropriar-se de qualquer quantia, porém, nos outros cinco, conseguiram sempre os seus intentos”, refere.

Os restantes crimes consistiram em abordagens, no exterior dos bancos, a cidadãos que ali se deslocavam para depositar dinheiro.

O último assalto, na sexta-feira, “consumou-se na Senhora da Hora, concelho de Matosinhos, tendo os arguidos sido detidos poucos momentos depois, ainda na posse da quantia de 30 mil euros, que tinham acabado de roubar à vítima, e de uma arma de fogo”, esclarece.

Segundo a PJ, a três destes arguidos competia-lhes fazer a abordagem das vítimas, enquanto o outro se dedicava às tarefas de vigilância.

Buscas realizadas durante o dia de sexta-feira permitiram recuperar mais de 15 mil euros em numerário, proveniente de anteriores assaltos, roupa usada pelos arguidos e outros elementos de prova. Foram também apreendidos seis automóveis utilizados nos diversos assaltos.

Três dos detidos têm antecedentes criminais e todos vão ser presentes a primeiro interrogatório judicial e aplicação das adequadas medidas de coação.

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Braga

Fábrica Confiança vai ser vendida por 3,6 milhões para dar lugar a cerca de 300 quartos

Assembleia Municipal de Braga aprovou a venda

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Foto: DR / Arquivo

A Assembleia Municipal de Braga aprovou, na sexta-feira, a venda da antiga saboaria e perfumaria Confiança, mas com os votos contra do PS, CDU e Bloco de Esquerda, que defendem que o edifício devia continuar na esfera pública.

A proposta de venda, em hasta pública, mereceu 42 votos a favor, 25 contra e quatro abstenções.

Na sessão, marcaram presença elementos da Plataforma Salvar a Fábrica Confiança, que, após conhecidos os resultados da votação, exibiram cartazes com as caras dos vereadores da maioria PSD/CDS/PPM, com a palavra “vendido” em cada um deles.

Segundo o presidente da Câmara, Ricardo Rio, a hasta pública terá lugar em meados de fevereiro, tendo como valor base 3,6 milhões de euros.

O comprador terá, obrigatoriamente, de transformar o edifício numa residência universitária, que poderá albergar cerca de 300 quartos.

A volumetria do edifício principal terá de ser mantida.

Hoje, na Assembleia Municipal, o deputado do PS Pedro Sousa chegou a desafiar a Câmara para promover um referendo sobre o futuro a dar ao edifício, mas Ricardo Rio respondeu que esse escrutínio já foi feito nas últimas eleições autárquicas, em que o seu programa já previa a alienação da Confiança.

Para o PS, a venda configura “um excelente negócio” para o privado que comprar, já que pagará, em 2020, o mesmo valor que a Câmara pagou em 2012 quando adquiriu a Confiança.

Lembrando que Ricardo Rio, em 2012, quando estava na oposição, votou a favor da compra da Confiança pelo município, o PS usou também um vídeo em que o autarca, em 2013, defendia a utilização do edifício para fins culturais.

Os socialistas disseram ainda que o argumento da residência universitária é um “embuste”, sublinhando que, “quando muito”, o que poderá ali nascer será “uma residência para universitários”, a preços proibitivos.

Questionou também como é que uma cidade que se quer afirmar como Capital Europeia da Cultura em 2027 “pode desperdiçar um espaço como a Confiança”.

Pelo mesmo diapasão afinou a CDU que, pela voz da deputada Bárbara Barros, criticou a alienação “do último reduto da memória industrial” da cidade.

“O que hoje aqui ficará claro, com esta votação, mais do que a venda da fábrica Confiança, é quem se vende e quem não se deixa comprar”, referiu a deputada comunista.

O Bloco de Esquerda, pelos deputados Alexandra Vieira e António Lima, aludiu a um “negócio da China” para o comprador e garantiu que irá até “onde for necessário” para manter a Confiança na esfera pública.

O PSD, através de Joaquim Barbosa, lembrou que a alienação do edifício estava prevista no programa eleitoral de Ricardo Rio, em 2017, e vincou que a requalificação do imóvel tem a “aprovação total” do Ministério da Cultura.

O edifício está em processo de classificação.

Joaquim Barbosa aludiu ainda à importância da residência universitária para combater o défice de alojamento estudantil na cidade e defendeu que “a concorrência faz baixar os custos”.

O presidente da Câmara disse que a alienação do imóvel para a construção de uma residência universitária vai permitir, desde logo, a reabilitação do edifício, um desiderato que o município não está em condições de assegurar, por falta de financiamento.

“Não é preciso salvar o que este projeto já salva”, referiu, lembrando que haverá um espaço com cerca de 500 metros quadrados para um museu evocativo da memória da fábrica..

O autarca aludiu ainda ao objetivo de regeneração urbana daquela área da cidade e à “necessidade premente” de mais alojamento para estudantes na cidade.

“Em 2017, com a alienação da Confiança no nosso programa, conseguimos mais 5.000 votos do que nas eleições anteriores, somámos quase 50 mil votos”, sublinhou Rio.

Cláudia Sil, da Plataforma Salvar a Fábrica Confiança, disse que a venda do edifício será “um erro histórico” e garantiu que a luta pela manutenção do edifício na esfera pública irá continuar.

Segundo aquela ativista, o que está previsto para o local não são residências universitárias mas sim “apartamentos de luxo”.

A fábrica Confiança foi desenhada por José da Costa Vilaça e inaugurado em 1921, tendo produzido perfumes e sabonetes até 2005.

Em 2012, foi adquirida pela Câmara, então presidida pelo socialista Mesquita Machado.

Chegou a ser aberto um concurso de ideias para o edifício, mas entretanto em 2013 a Câmara mudou de mãos e em setembro de 2018 a nova maioria PSD/CDS-PP/PPM votou pela venda, alegando que, por falta de fundos disponíveis para a reabilitação, o edifício se apresenta em “estado de degradação visível e progressiva”.

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