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Braga

Rodagem do filme sobre António Variações esta semana em Amares

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Foto: Joaquim Gomes / O MINHO

A rodagem do filme acerca de António Variações começa esta semana, na sua terra natal, a freguesia de Fiscal, em Amares, segundo foi anunciado hoje, na Câmara Municipal de Amares, na presença do ator Sérgio Praia, que interpreta a personagem da multifacetada figura amarense, António Ribeiro (Variações), cantor, barbeiro e acima de tudo agitador.

O presidente da Câmara Municipal de Amares, Manuel Moreira, não escondia o orgulho de finalmente acolher toda a equipa de filmagens, ao lado de Sérgio Praia (já caraterizado como António Variações), do seu realizador João Maia e do produtor, Fernando Vendrell.

Vídeo: Joaquim Gomes/ O MINHO

Isidro Araújo, vice-presidente da Câmara Municipal de Amares, responsável pelo Pelouro da Cultura, é natural da freguesia de Carrazedo, a única localidade do concelho de Amares onde António Variações atuou, também esteve na apresentação das filmagens, bem como Augusto Macedo, o presidente da Junta de Freguesia de Fiscal, terra onde nasceu António Variações, que tem um busto à entrada desta mesma freguesia banhada pelo Rio Homem.

A boa receção das gentes amarenses a toda a equipa de filmagens foi destacada pelo ator, realizador e produtor, sendo que o próprio intérprete, Sérgio Praia, tem um percurso entre a sua vida real, algo análoga à de António Variações, no que tem de autodidata e de cedo ter partido de um meio mais pequeno para uma grande cidade.

Estória do filme

Foi revelada já a sinopse do filme, que está a despertar grande interesse a nível nacional, sendo dos filmes mais aguardados para exibição prevista a partir do próximo ano de 2019.

António Variações é o artista português mais popular do momento. Tem mais de 100 espetáculos marcados para o Verão, o seu primeiro disco Anjo da Guarda é um fenómeno de vendas e acaba de fazer o seu concerto mais apetecido: na Aula Magna e sendo a primeira parte de Amália Rodrigues, o seu maior ídolo.

Foto: Joaquim Gomes /O MINHO

Foto: Joaquim Gomes /O MINHO

Foto: Joaquim Gomes /O MINHO

Foto: Joaquim Gomes /O MINHO

Foto: Joaquim Gomes /O MINHO

António Rodrigues Ribeiro é o quarto filho de uma numerosa família de gente do campo, da aldeia de Fiscal, no Minho, perto de Braga.

Aqui ouve pela primeira vez a voz de Amália Rodrigues e tudo se transforma. A sua voz tem um poder inebriante no pequeno António e em todos os que a ouvem. A música é mais que as classes sociais e as barreiras culturais, ultrapassa tudo. Basta cantar a música e as palavras certas.

Com 12 anos, António parte para Lisboa e vinte anos depois António é barbeiro em Amesterdão e compõe canções com a ajuda de um órgão Casio comprado em segunda mão e um gravador portátil onde vai gravando o que compõe. Atrás de si traz uma vida de viagens; de Lisboa para Luanda, onde foi radiotelegrafista durante a guerra.

E no regresso a Lisboa, pouco mais fez do que esperar, até poder sair do país e ir para Londres. Enquanto espera conhece uma das pessoas mais importantes da sua vida, Fernando Ataíde.

António vai para Londres, mas volta depois para Lisboa, onde começa uma relação com Ataíde, que na altura é sócio do Salão Ayer, o mais famoso cabeleireiro de Lisboa. António começa a trabalhar no Ayer, mas o ambiente snob oprime-o e António parte abruptamente para Amesterdão onde decide ficar.

O que falta a António

Adora a cidade e todo o ambiente cultural. António quer fazer parte desse mundo, identifica-se com ele, mas a barreira da língua é demasiado grande para as suas canções triunfarem. Falta algo a António; falta a sua forma de expressão.

Em 1977 regressa a Portugal para o enterro do pai e decide tentar fazer alguma coisa com as suas canções.
Rapidamente consegue um contrato com a Valentim de Carvalho, mas a editora tem demasiados artistas e não sabe o que fazer a António nem o que fazer com a sua música ou onde encaixá-la. António tem que esperar.

Foto: Joaquim Gomes /O MINHO

O filme centra-se neste período. António não consegue esperar e começa às suas custas a tentar construir uma carreira. Desde anúncios nos jornais, a músicos amadores, António não desiste nunca. Embora a sua carreira de sucesso tenha tido apenas ano e meio António torna-se “um artista de Lisboa” muito antes disso.

Durante os cinco anos que passaram até se tornar famoso, António foi um anónimo, mas era também o menos anónimo, de Lisboa. A sua forma de vestir, a sua barbearia de charme, que, entretanto, inaugura, a sua procura pelo espetáculo, tornam-no numa personagem que na movida da noite, todos sabem quem é.

O que não sabem é que longe das luzes, António vai ensaiando com músicos amadores as músicas que ainda hoje, todos sabemos de cor.

O regresso de António a Lisboa, cria-lhe um novo conflito que o consome, paralelo à sua saga como músico. Ataíde que ficara desolado com a sua partida intempestiva, casou-se com Rosa Maria e juntamente com os colegas do Ayer e a sua mulher abre a discoteca mais conhecida da época, o Trumps.

António acaba por conhecê-los e por ser uma personagem tão fora do comum começa a frequentar assiduamente a discoteca, acabando por fazer lá o seu primeiro espetáculo, a convite de Ataíde. Um concerto que quem viu, diz que nunca mais viu nada assim. Esse espetáculo que marca o início da sua carreira artística, marca também o fim do casamento de Ataíde. Este decide voltar para António. Mas António está agora acostumado à vida solitária.

Compõe pela noite dentro, e passa a vida em ensaios e sessões de gravação. Pouco depois fica famoso e desaparece pelo país a cantar. Ataíde desiste e fica sozinho. Três anos depois desse mítico concerto, no início de 1984, António procura Ataíde. Está diferente, mais velho, mais magro, mais calmo. António está a gravar o seu último disco e quer dedicá-lo a Ataíde.

Nos últimos dois meses de vida, António leva Ataíde à sua terra natal. Quando finalmente cai na cama, é com Ataíde que passa a última semana antes de ir para o hospital. Ataíde sabe qual é a doença de António. No cabeleireiro já se falava dessa doença mortal que atormentava a comunidade homossexual. Ataíde não diz a António o que é que ele tem. Guarda essa informação, por uma semana com António. Morrerá um ano depois com sida.

O filme termina num corredor de hospital; a voz de António sai de uma casa de banho. As pessoas, vão juntando-se à porta para ouvirem António e o seu pequeno Casio, enquanto compõe Quero Viver.

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Braga

Designer de moda vizelense, Luís Carvalho, nomeado para prémio francês

Vencedores conhecidos em junho

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Foto: DR

Os designers de moda portugueses Susana Bettencourt e Luís Carvalho estão entre os premiados das oito edições do OpenMyMed selecionados para a edição de 2019, que celebra os 30 anos da Maison Méditerranéenne dês Métiers de la Mode (MMMM).

“Este ano, a MMMM modificou o programa para valorizar a nova vaga de criadores mediterrâneos, vencedores do concurso Prémio OpenMyMed desde 2010. Um júri composto pelo conselho de administração da MMMM selecionou 30 jovens vencedores, que participarão entre 26 e 29 de junho num programa a eles dedicado”, lê-se no site da francesa MMMM.

Os nomes de Susana Bettencourt (uma das vencedoras na 7.ª edição, em 2017) e de Luís Carvalho (vencedor na 8.ª edição, no ano passado) surgem na lista divulgada pela MMMM.

O prémio OPENMYMED, atribuído anualmente desde 2010, tem como missão “apoiar os jovens vencedores em três setores fundamentais para estabelecerem as suas marcas: estratégia, comunicação e comercialização”.

Os vencedores são escolhidos por um júri composto por profissionais da área da moda.

Luís Carvalho, que nasceu em 1987 em Vizela, licenciou-se em Design de Moda e Têxtil no Instituto Politécnico de Castelo Branco e trabalhou como assistente nos ateliês de Filipe Faísca e de Ricardo Preto.

Em 2013, estreou-se na ModaLisboa onde, desde então, tem apresentado as suas coleções duas vezes por ano.

Em 2016, foi distinguido com o prémio GQ Men of The Year, na categoria de Designer de Moda e, em 2017, conquistou o Globo de Ouro de Melhor Estilista.

Susana Bettencourt, de 34 anos, é natural de Lisboa, mas passou parte da infância e adolescência nos Açores. Viveu em Londres durante dez anos, onde fez uma licenciatura na escola de artes Central Saint Martins e um mestrado na London College of Fashion.

A designer de moda aprendeu em criança técnicas de artes açorianas, como o croché, a renda de bilros, a malha de tricô, a escama de peixe e o bordado a ouro, que aplica nas peças que cria.

As coleções de Susana Bettencourt já chamaram a atenção de artistas internacionais como Rita Ora, Alexander Burke e Lady Gaga.

Em 2011 estreou-se no Portugal Fashion, onde apresenta habitualmente coleções.

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Vila Verde

Homem morre em despiste em Vila Verde

Em Cabanelas

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Foto: O MINHO / Arquivo

Um homem de 77 anos, natural da freguesia de Cervães, morreu ao início da tarde deste domingo, na sequência de um despiste, na zona junto à Churrascaria Pimpão, na freguesia de Cabanelas, em Vila Verde. O alerta foi dado pelas 12:38.

Abel Pereira, terá, alegadamente, sofrido, uma paragem cardiorrespiratória, quando seguia ao volante. O carro entrou em despiste e embateu num muro de uma moradia não tendo provocado mais nenhuma vítima.

Os Bombeiros de Vila Verde estiveram no local com uma viatura de desencarceramento e uma ambulância. A GNR de Prado tomou conta da ocorrência.

Notícia atualizada às 16h19.

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Braga

Comedouros e regulamento para alimentar animais de rua são as propostas do ‘Braga para Todos’

Movimento já tinha proposto a esterilização dos animais

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Foto: DR

O movimento político Braga para Todos veio a público sugerir a instalação de comedouros nos locais onde estão sinalizadas colónias de animais.

“O objetivo é os animais terem um local abrigado para comer, principalmente no inverno, e também ser possível os ativistas alimentarem os animais sem deixar a via pública suja”, referem em comunicado.

Outro dos pedidos do Movimento prende-se com a criação de um regulamento que permita a alimentação de animais de rua por parte dos bracarenses.

“Já elogiamos publicamente e não temos qualquer problema em fazê-lo sobre os esforços do presidente da Cãmara em cumprir a lei referente aos animais. Braga é sem dúvida uma cidade muito mais amiga dos animais do que era antes das nossas lutas”, reconhece Elda Fernandes.

Recorde-se que uma das sugestões do Movimento, a esterilização dos animais, foi acolhida pelo Município.

“Os nossos animais saem esterilizados do CRO, vacinados contra infecto contagiosas, contra a raiva com microship, temos um programa CED com uma verba que é das mais altas a nível nacional e uma ambulância que está a correr muito bem a nível de socorro a animais acidentados”, refere ainda a responsável.

No entanto, “achamos que falta a cidade mostrar este cuidado para com os animais na rua, porque as colónias legalmente só podem ser alimentadas pelas associações e a ração seca é colocada no chão ou em utensílios de cozinha o que não transparece uma cidade limpa e amiga dos animais”.

É por isso, que sugerem a concretização das duas medidas: um regulamento que permita que os ativistas alimentem os animais de rua e pequenos comedouros com proteção da chuva para colocar a comida.

Elda Fernandes do Braga para Todos, acredita que “estas duas medidas extra serão uma mais-valia às políticas implementadas no último ano”.

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