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Desporto

Rio2016. Fernando Pimenta com “pés assentes na terra” quer atingir finais

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O português Fernando Pimenta, bicampeão Europeu de canoagem, assegura estar com “os pés assentes na terra” nas vésperas dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, devido ao elevado nível competitivo, definindo como “primeiro passo atingir as finais”.

Fernando Pimenta realça que “a canoagem encontra-se com um nível competitivo muito alto” e considera que, à partida para a competição, “não existe um medalhado virtual”.

“São bastantes atletas com possibilidades de atingir as medalhas e de ganhar. Temos de ter os pés assentes na terra”, adverte o canoísta luso, recusando o rótulo de favorito na prova de K1 1.000 metros.

Fernando Pimenta, de 26 anos, está cumprir um estágio de três semanas numa unidade hoteleira situada junto à albufeira da barragem do Maranhão, no concelho de Avis, distrito de Portalegre.

Acompanhado pelo treinador, Hélio Lucas, o atleta ultima a sua preparação para os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, que começam no próximo dia 05 de agosto, com dois treinos diários nas águas da albufeira e trabalho específico no ginásio do hotel.

Nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, Pimenta vai competir em K1 1.000 metros e K4 1.000 metros, formando equipa com João Ribeiro, Emanuel Silva e David Fernandes.

O canoísta admite que os seus resultados no Campeonato da Europa – campeão em K1 1.000 e 5.000 metros – são importantes para as aspirações no Brasil, mas avisa que, nos Jogos Olímpicos, os atletas “voltam todos à linha de partida e os mais rápidos são aqueles que vão subir ao pódio”.

“Na canoagem, tanto podemos estar lá na luta pelo pódio, como ficar fora do pódio ou perto de ficar fora da final”, por causa do nível competitivo, que “é muito alto”, sublinha, indicando que “o primeiro passo é atingir as finais”.

Fernando Pimenta reconhece que, a este nível, os bons desempenhos são conseguidos “por pormenores”, salientando que “noites tranquilas antes da competição, descansar bem e estar bem em termos emocionais são os principais fatores que podem decidir entre conseguir uma medalha ou não”.

Quanto à estratégia que vai adotar nas provas do Rio2016, o canoísta português diz que “não há muito por inventar” e que “a tática está mais do que definida”.

“Melhor do que [a tática] no Europeu não houve. Ou seja, tenho de fazer a minha prova, manter-me concentrado na largada, conseguir ter uma boa ponta inicial e, depois, tentar aguentar ao máximo a parte final”, revela.

Quatro anos depois de ter conquistado nos Jogos Olímpicos Londres2012 a medalha de prata nos K2 1.000 metros, com Emanuel Silva, o atleta afirma que “já muita coisa mudou” na canoagem nacional e na sua carreira desportiva.

“A canoagem está num bom caminho”, frisa, dando como exemplo a presença de oito atletas da modalidade no Rio de Janeiro, “a maior delegação da canoagem portuguesa que alguma vez esteve nos Jogos Olímpicos”.

Já a nível individual, lembra que conquistou “mais 30 medalhas internacionais” e conseguiu “adquirir mais experiência e ritmo competitivo”, atributos que, na sua opinião, “são muito importantes” para as futuras provas.

O canoísta Fernando Pimenta sagrou-se bicampeão europeu de canoagem, juntando o título de K1 5.000 metros ao de K1 1.000 metros, no Campeonato da Europa, disputado no passado mês de junho, em Moscovo, Rússia.

 

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Futebol

Salvador e Varandas ‘pegaram-se’ e só a polícia os separou

Taça da Liga

Imagem: Sport TV

Os presidentes de Braga e Sporting envolveram-se num ‘bate-boca’ no final da partida que deu o título da Taça da Liga aos ‘leões’, este sábado, em Leiria.

De acordo com a rádio Antena 1, os dois presidentes estiveram “pegados” no final da partida, trocando acusações “severas”, envolvendo ainda Rui Casaca. Segundo a mesma fonte, foi necessária a intervenção da polícia para colocar ‘ponto final’ na discussão entre dirigentes.

Na conferência de imprensa, Salvador (que substituiu Carvalhal) desvalorizou o que se passou na tribuna, dizendo apenas que “é preciso saber ganhar”.

As quezílias entre os dois presidentes tem vindo a ser uma constante ao longo das últimas épocas. Transferências de jogadores e treinador por pagar e acusações em público não ajudaram ao ‘clima’ entre os dirigentes.

 

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Futebol

SC Braga perde final da Taça da Liga

Taça da Liga

O SC Braga perdeu hoje a oportunidade de conquistar a Taça da Liga pela terceira vez, ao perder a final com o Sporting, por 1-0.

Num terreno muito complicado, devido ao mau tempo, o lateral direito espanhol Pedro Porto marcou, aos 41 minutos, o golo dos comandados de Rúben Amorim, que tinha arrebatado a prova na época passada ao comando dos ‘arsenalistas’.

No ‘ranking’ da prova, os ‘leões’, que já tinham vencido em 2017/18 e 2018/19 e perdido as finais de 2007/08 e 2008/09, sempre nos penáltis, isolam-se no segundo lugar, com três cetros, contra a dois do SC Braga. Lidera o Benfica, com sete.

O Braga apresentou-se com o mesmo ‘onze’ que derrotou o Benfica, na quinta-feira, ainda sem Paulinho, remetido ao banco de suplentes, com Abel Ruiz no centro do ataque.

Com um relvado pesado, devido à chuva intensa, a primeira parte do jogo foi exigente fisicamente, dividida a meio-campo, fruto de passes imperfeitos e um sem número de duelos duros, muitos deles faltosos.

O Sporting foi o primeiro a ameaçar a baliza adversária, logo aos três minutos, com um remate de fora da área de João Mário, tendo o Braga respondido, aos seis, com um livre de Sequeira, da esquerda, para um corte incompleto de Feddal e um ressalto em Coates, que acabou por sobrar para Adán.

A chuva ofuscava a qualidade técnica e os lançamentos longos pareciam ser a opção mais eficaz para ‘alimentar’ os ataques, como ocorreu aos 26 minutos, por duas vezes, pela direita, com cruzamentos de Ricardo Esgaio para a área ‘leonina’, o primeiro sem que Abel Ruiz conseguisse finalizar e, depois, o segundo, para um desvio de Adán para canto.

Aos 33 minutos, os treinadores das duas equipas foram expulsos pelo árbitro Tiago Martins, por indicação do assistente André Campos, depois de um lance em que o lateral Sequeira carregou em falta Tiago Tomás.

Foi já com Carlos Carvalhal e Rúben Amorim na bancada, cuja expulsão, reincidente, o deve afastar dos próximos jogos, nomeadamente do dérbi com o Benfica, que o Sporting chegou à vantagem, aos 41 minutos.

Novamente, um passe longo, na cobrança de uma falta ainda no meio-campo do Sporting, de Gonçalo Inácio, que, juntamente com a simulação de Tiago Tomás, surpreendeu Sequeira e David Carmo, permitindo a entrada do lateral Pedro Porro, que bateu Matheus, com um remate forte e cruzado.

O Sporting terminou a primeira parte por cima, com Pedro Gonçalves, a solo, a fintar a defensiva ‘arsenalista’, mas a concluir a jogada com um remate fraco, para as mãos do guarda-redes.

Na segunda parte, já sem chuva, mas ainda com o relvado ensopado, o Sporting até podia ter ampliado a vantagem, aos 65 minutos, mas Matheus defendeu o remate de Pedro Gonçalves, que aproveitou a reposição de Adán, beneficiando de um corte imperfeito de Al Musrati para ficar na ‘cara’ do guarda-redes bracarense.

Até ao fim, assistiu-se à resistência do Sporting à reação bracarense, muito dinamizada pela entrada em jogo de Iuri Medeiros, que rendeu Castro e se colou à ala direita, desviando Ricardo Horta para o centro, permitindo ‘tiros’ ao antigo extremo ‘leonino’, aos 65 e 69 minutos.

Paulinho, que foi aposta para a segunda parte, substituindo Ruiz, tal como, no lado contrário, Nuno Santos, para o lugar de Jovane, superiorizou-se à defensiva ‘verde e branca’, após passe de Ricardo Horta, mas acertou, com estrondo, na trave, aos 71.

Já nos últimos 10 minutos, Al Musrati, com um remate ao lado, e, novamente Iuri Medeiros, num lance em que Ricardo Esgaio ainda introduziu a bola na baliza ‘leonina’, mas estava em posição irregular, mantinham as esperanças minhotas, enquanto, Sporar não conseguiu melhor do que acertar no guarda-redes bracarense, na sequência de um passe de Matheus Nunes.

A insistência do Sporting de Braga remeteu, ainda mais, o Sporting para a sua defensiva, mas não conseguiu melhor do que um ‘tiro’ de João Novais, aos 90+7 minutos, para uma defesa ‘apertada’ de Adán, já depois de Pedro Gonçalves ter sido expulso, com cartão vermelho direto.

Na sua quinta final, o Sporting somou o terceiro triunfo na competição, e o estatuto criado pela Liga de clubes de ‘campeão de inverno’, pela terceira vez, a primeira sem recurso ao desempate através de grandes penalidades, depois das conquistas de 2017/18 e 2018/19.

Rúben Amorim voltou a erguer o troféu, depois de o ter conquistado na época passada, então ao comando do SC Braga.

Ficha de Jogo

Jogo no Estádio Dr. Magalhães Pessoa, em Leiria.

Sporting – SC Braga, 1-0.

Ao intervalo: 1-0.

Marcador:

1-0, Pedro Porro, 41 minutos.

Equipas:

– Sporting: Adán, Gonçalo Inácio (Luís Neto, 89), Coates, Feddal, Pedro Porro, Palhinha, João Mário (Matheus Nunes, 68), Nuno Mendes, Pedro Gonçalves, Jovane Cabral (Nuno Santos, 46) e Tiago Tomás (Sporar, 59).

(Suplentes: Luís Maximiano, Matheus Nunes, Sporar, Nuno Santos, Neto, Gonzalo Plata, Borja, Antunes e Daniel Bragança).

Treinador: Rúben Amorim.

– SC Braga: Matheus, Ricardo Esgaio, Tormena, David Carmo, Sequeira, Al Musrati, Castro (Iuri Medeiros, 62), Ricardo Horta, Fransérgio (João Novais, 73), Galeno e Abel Ruiz (Paulinho, 46).

(Suplentes: Tiago Sá, Rolando, Raul Silva, João Novais, Piazon, André Horta, Iuri Medeiros, Schettine e Paulinho).

Treinador: Carlos Carvalhal.

Árbitro: Tiago Martins (AF Lisboa).

Ação disciplinar: Cartão amarelo para Jovane Cabral (24), Sequeira (32), Nuno Mendes (76), Pedro Porro (81), Matheus Nunes (88), Al Musrati (90+4), Pedro Gonçalves (90+5) e Luís Neto (90+6). Cartão vermelho direto para Pedro Gonçalves (90+6). Cartão vermelho direto para o treinador do Sporting, Rúben Amorim (33), e o treinador do Sporting de Braga, Carlos Carvalhal (33).

Assistência: Jogo realizado à porta fechada devido à pandemia de covid-19.

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Desporto

Tenista João Sousa falha Open da Austrália após ter estado infetado

Atleta de Guimarães

O tenista vimaranense João Sousa vai falhar o Open da Austrália depois de ter estado infetado com o novo coronavírus, por determinação das autoridades australianas, anunciou hoje o tenista português.

“É com muita tristeza que vos dou a conhecer que não poderei viajar para a Austrália este ano. Testei positivo ao covid-19 na véspera da minha viagem e desde então tenho estado em confinamento e em contacto com a organização do Australian Open na procura de uma solução que acabou por não acontecer”, começa por explicar o número um português na sua conta na rede social Instagram.

Apesar de já estar “a testar negativo e sem sintomas”, João Sousa não pode entrar na Austrália, devido às “medidas estritas” decretadas pelo governo daquele país para combater a pandemia de covid-19.

“Depois de uma boa pré-temporada e de trabalho duro, estou naturalmente muito triste pelo facto de não poder competir na Austrália, onde tenho ótimas memórias e sabendo que a Federação Australiana e o [ATP] Tour fizeram um esforço enorme para nos dar a oportunidade de competir nesse fantástico torneio”, prossegue o 92.º jogador do ‘ranking’ ATP.

O vimaranense, de 31 anos, conclui a publicação com um agradecimento aos seguidores, pela “confiança e apoio constante”, e com a promessa de vê-los “em breve em campo”.

O Open da Austrália de 2021 seria o primeiro ‘Grand Slam’ da história a contar com a presença de três portugueses no quadro principal masculino, algo que já não irá acontecer devido à ausência de João Sousa, que se perspetivava já há vários dias, uma vez que o jogador ainda não tinha viajado para aquele país, onde teria de cumprir uma quarentena antes do início do ‘major’, em 08 de fevereiro.

A representação lusa ficará assim a cargo de Pedro Sousa (107.º) e Frederico Silva (182.º), que está a cumprir isolamento até ao final do mês num quarto de hotel em Melbourne, após ter viajado num voo em que foram detetados, a posteriori, casos de covid-19.

O número um português não falhava um ‘Grand Slam’ desde Roland Garros 2011, tendo marcado presença em 37 consecutivos, e o quadro principal de um ‘major’ desde o Open dos Estados Unidos em 2013.

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