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Rio recusa alinhar em “escalada gratuita de violência verbal” com Costa

PSD

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Foto: Divulgação / PSD (Arquivo)

O presidente do PSD considerou hoje que não deve responder às palavras do primeiro-ministro, António Costa (PS), que o acusou de não ter “pensamento nenhum” sobre qualquer matéria, justificando que “entrar nesta escalada gratuita” é “degradar o diálogo democrático”.

“Ao contrário do que me pedem, acho que não devo responder. Entrar nesta escalada gratuita de violência verbal é degradar o diálogo democrático e dificultar a governabilidade do país”, escreveu o líder social-democrata, Rui Rio, na sua página na rede social Twitter.

“Acima dos nossos ímpetos tem de estar o interesse nacional. É o que eu penso!”, acrescentou o líder social-democrata.

Em entrevista ao jornal Público, divulgada na edição de hoje, o primeiro-ministro e secretário-geral do PS afirmou que Rui Rio “não tem pensamento nenhum ou, se o tem, esconde-o”, acusando o PSD de usar “uma estratégia de guerrilha” para enfraquecer o Governo.

Rui Rio “não tem pensamento nenhum – ou se o tem esconde-o – sobre qualquer matéria de fundo da sociedade portuguesa”, disse o líder do PS, acusando o PSD de ter resolvido “adotar a estratégia da guerrilha”.

No âmbito do ciclo de dez entrevistas “Portugal… e agora?”, António Costa foi convidado para falar sobre o futuro, mas acabou por recordar episódios do passado mais recente, tais como os bastidores das recentes negociações para a continuação da “geringonça” com o Bloco de Esquerda e PCP.

Sobre estes dois partidos, Costa considerou estarem “numa incerteza de definição estratégica”.

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País

Governo declara prioritário apoio à produção de álcool para hospitais

Covid-19

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Foto: DR

O Ministério da Agricultura declarou hoje ser prioritário o pagamento de apoios à produção de álcool para uso hospitalar e farmacêutico, face à covid-19, esperando ainda que os destiladores encaminhem os ‘stocks’ para aumentar a oferta.

“Devido aos efeitos da pandemia covid-19 na saúde pública, a ministra da Agricultura, Maria do Céu Albuquerque, declarou como prioritários os pagamentos de apoios à produção de álcool para fins hospitalares e farmacêuticos, no âmbito dos pagamentos à desnaturação proveniente dos produtos vinícolas”, indicou, em comunicado, o Governo.

Conforme sublinhou o executivo, estas medida têm em vista dar resposta à “escassez de álcool nos serviços de saúde, sem prejuízo do apoio económico à indústria vitivinícola”.

O Ministério da Agricultura espera ainda que os destiladores encaminhem os ‘stocks’, estimados em cerca de 500 mil litros, de forma a aumentar a oferta de álcool para fins hospitalares e farmacêuticos.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já infetou mais de 727 mil pessoas em todo o mundo, das quais morreram perto de 35 mil.

Dos casos de infeção, pelo menos 142.300 são considerados curados.

Em Portugal, segundo o balanço feito hoje pela Direção-Geral da Saúde, registaram-se 140 mortes, mais 21 do que na véspera (+17,6%), e 6.408 casos de infeções confirmadas, o que representa um aumento de 446 em relação a domingo (+7,5%).

Dos infetados, 571 estão internados, 164 dos quais em unidades de cuidados intensivos, e há 43 doentes que já recuperaram.

Portugal, onde os primeiros casos confirmados foram registados no dia 2 de março, encontra-se em estado de emergência desde as 00:00 de 19 de março e até às 23:59 de 2 de abril.

Além disso, o Governo declarou no dia 17 o estado de calamidade pública para o concelho de Ovar.

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País

Universidade de Lisboa vai fabricar cerca de 1.000 testes por dia

Covid-19

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Foto: Ilustrativa

A Universidade de Lisboa vai estar a fabricar diariamente cerca de 1.000 testes para o novo coronavírus até ao final da semana, anunciou hoje o reitor daquela instituição.

“Desde hoje o Instituto de Medicina Molecular (IMM) da Universidade de Lisboa está a começar a fazer 300 testes por dia, a Faculdade de Farmácia está também a fazer 300 testes por dia a partir de amanhã [terça-feira], o Instituto Superior Técnico (IST) ainda esta semana poderá fazer 400 testes por dia”, precisou António Cruz Serra, durante a apresentação da nova unidade de apoio hospitalar da Câmara e da Universidade de Lisboa, na Cidade Universitária.

Até ao final da semana, e entre os esforços das três instituições, a Universidade de Lisboa vai estar em condições de fabricar cerca de 1.000 testes por dia para o novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, um número que o reitor acredita poder aumentar futuramente.

Segundo António Cruz Serra, prevê-se que “quer no IMM quer na Faculdade de Farmácia este número de testes possa escalar na próxima semana praticamente para o dobro”, ou seja, 600 testes fabricados diariamente em cada uma das instituições.

A confirmarem-se estas previsões, a Universidade de Lisboa vai conseguir fabricar diariamente cerca 1.600 testes para o novo coronavírus, mais de 11 mil a cada semana se os laboratórios funcionarem todos os dias.

Durante a apresentação da nova unidade de apoio hospitalar, instalada no complexo de piscinas do Estádio Universitário, em Lisboa, António Cruz Serra anunciou ainda que a confeção de refeições para os pacientes e profissionais que estejam na unidade será garantida pelos serviços da Cantina Universitária.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já infetou mais de 727 mil pessoas em todo o mundo, das quais morreram perto de 35 mil.

Em Portugal, segundo o balanço feito hoje pela Direção-Geral da Saúde, registaram-se 140 mortes, mais 21 do que na véspera (+17,6%), e 6.408 casos de infeções confirmadas, o que representa um aumento de 446 em relação a domingo (+7,5%).

Dos infetados, 571 estão internados, 164 dos quais em unidades de cuidados intensivos, e há 43 doentes que já recuperaram.

Portugal, onde os primeiros casos confirmados foram registados no dia 2 de março, encontra-se em estado de emergência desde as 00:00 de 19 de março e até às 23:59 de 2 de abril.

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Grupo Fosun traz da China um milhão de máscaras e 200 mil testes

Covid-19

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Foto: Ilustrativa / DR

O grupo Fosun vai entregar no imediato 700 mil máscaras e 200 mil testes para despiste da covid-19 ao Serviço Nacional de Saúde (SNS), enviados diretamente da China num avião proveniente de Xangai, foi hoje anunciado.

“O grupo Fosun mandou diretamente da China cerca de 138 metros cúbicos de equipamentos, onde se incluem um milhão de máscaras para uso pelos profissionais de saúde, das quais 700 mil serão entregues de forma imediata ao SNS, que os adquiriu, bem como 200 mil testes desenvolvidos pelo departamento médico da Fosun, a Fosun Pharma, que têm certificação CE”, refere a companhia em comunicado.

Segundo adianta, este primeiro avião proveniente de Xangai “transporta também equipamentos de proteção individual para profissionais de saúde que serão doados ao Estado português pelo grupo Fosun, bem como testes de despiste da covid-19, com o apoio da Luz Saúde, do Millennium bcp e da Fidelidade”.

“Com este donativo a Fosun reafirma, assim, o seu compromisso estratégico com Portugal” e o empenho “em contribuir para prevenir e controlar esta epidemia no contexto internacional”, refere a empresa, salientando que, “perante a enorme escassez de equipamentos médicos, a logística tornou-se no mais complexo dos problemas que os Estados têm de ultrapassar para combater a propagação deste vírus”.

Segundo recorda, no âmbito da segunda fase das suas operações contra a pandemia de covid-19, desde 22 de março que a Fosun tem vindo a distribuir equipamentos de proteção médica “para ajudar na luta dos países com rápido surto epidémico, nomeadamente Itália, Japão, Coreia do Sul, Índia, Reino Unido, França e, agora, Portugal”.

“Como empresa global com raízes na China, esperamos poder fazer a nossa parte para ajudar o mundo a vencer a luta contra o novo coronavírus o mais rápido possível”, sustenta.

Citado no comunicado, o presidente da Fosun International recorda que “a Fosun desenvolve a sua presença há muitos anos em Portugal”, país que se tornou na sua “segunda cidade natal”.

“No momento da epidemia, a Fosun juntou-se às empresas do grupo em Portugal para manter uma estreita comunicação com o Governo português para fornecer um apoio total à luta local contra a epidemia”, refere Guo Guangchang.

Por sua vez, Jorge Magalhães Correia, ‘global partner’ do grupo Fosun, diz que “as participadas do grupo Fosun em Portugal têm trabalhado de forma muito próxima com as autoridades de saúde portuguesas e estarão sempre disponíveis para aprofundar esta colaboração em proveito de todos os portugueses”.

“Em nome do grupo Fosun quero agradecer ao Governo a forma eficiente como permitiu agilizar esta operação e agradeço também à Groundforce, à ANA Aeroportos e aos seus colaboradores as facilidades operacionais disponibilizadas”, refere, agradecendo ainda à TAP por “ter acautelado em tempo recorde todos os requisitos legais e regulamentares para a realização, em total segurança, desta operação via Xangai, um destino para o qual nunca voou”.

Cotada desde 2007 no índice principal da Bolsa de Valores de Hong Kong (00656:HK), a Fosun International Limited foi fundada em 1992 por cinco estudantes da Universidade de Fudan e opera em três linhas de negócio: saúde, felicidade e património.

Um novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já infetou mais de 667.000 pessoas em todo o mundo, das quais morreram mais de 31.000.

Portugal, onde os primeiros casos confirmados foram registados no dia 02 de março, encontra-se em estado de emergência desde as 00:00 de 19 de março e até às 23:59 de 02 de abril. O decreto do governo do estado de emergência entrou em vigor às 00:00 do dia 21 de março.

O país regista 140 mortes associadas à covid-19 e 6.408 infetados, segundo o boletim epidemiológico de hoje da Direção-Geral da Saúde (DGS).

Notícia atualizada Às 16h05. Corrigiu valor dos metros cúbicos de equipamentos transportados, que são cerca de 138, e não cerca de 180, como anteriormente estava escrito.

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