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Alto Minho

Rio Minho galga margens e inunda parques em Monção

Mau tempo

em

Foto: CM Monção

O rio Minho galgou, esta terça-feira, as margens em Monção, inundando o rés-do-chão do edifício do antigo balneário termal, o que levou a Câmara a proibir o acesso automóvel aos parques das Caldas e da Lodeira, informou fonte municipal.


Contactada pela agência Lusa, fonte daquela autarquia do distrito de Viana do Castelo explicou que “a subida do nível das águas do rio Minho, causada pela chuva dos últimos dias e pelas descargas da barragem de Frieira, em Espanha, inundou o parque das Caldas, atingindo o rés-do-chão do antigo balneário termal, um edifício municipal desativado há vários anos”.

Aquela fonte acrescentou que, face “à previsão de aumento da pluviosidade para os próximos dias, o acesso automóvel ao parque das Caldas e ao parque da Lodeira está proibido por tempo indeterminado, enquanto as condições climatéricas continuaram adversas”.

Foto: CM Monção

A fonte municipal referiu que a decisão foi tomada hoje, cerca das 09:00, pelo presidente da Câmara, António Barbosa, que é também o responsável pelo serviço municipal de proteção civil.

O autarca social-democrata “esteve hoje de manhã a visitar as zonas mais sensíveis do concelho para decidir medidas de prevenção face às previsões meteorológicas para os próximos dias”.

“A Câmara Municipal de Monção aconselha a população a ter a máxima atenção nos locais próximos do rio e alerta para o perigo decorrente do agravamento das condições atmosféricas”, avisa o município, na sua página oficial no Facebook.

Foto: CM Monção

Em 2000, segundo a fonte municipal, o concelho registou as cheias mais graves dos últimos anos, com as águas do rio Minho a atingirem o novo balneário termal.

Em Ponte de Lima, o comandante dos bombeiros voluntários, hoje contactado pela Lusa, disse que as águas do Lima, “inundam parte do areal” junto ao rio, uma área utilizada para estacionamento gratuito de dezenas de viaturas e para a feira semanal.

Carlos Lima adiantou que “a subida das águas do rio Lima resulta, entre outros fatores, das últimas descargas das barragens Alto Lindoso e Touvedo, que começaram a debitar mais água para prepararem o encaixe para a chuva que se prevê a partir de amanhã (quarta-feira)”.

Foto: CM Monção

O responsável desaconselhou o estacionamento de viaturas no areal face às previsões meteorológicas para os próximos dias.

Já em Ponte da Barca, o comandante dos bombeiros, José Freitas, confirmou hoje uma subida “ligeira” do nível das águas do rio Lima, situação que ocorre há já dois dias, mas que classificou de “nada preocupante”, por ter apenas inundado o relvado que se situa junto à margem.

Para quarta-feira, o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) colocou os distritos de Viseu, Porto, Guarda, Vila Real, Viana do Castelo, Castelo Branco, Aveiro, Coimbra e Braga com aviso amarelo devido ao vento forte, com rajadas até aos 80 quilómetros por hora (km/h) no litoral e até aos 100 km/h nas terras altas e precipitação, por vezes forte.

Quanto à precipitação, o aviso começa às 15:00 nos distritos de Porto, Viana do Castelo, Aveiro, Vila Real e Braga e prolonga-se até ao fim do dia.

O aviso amarelo é o segundo menos grave de uma escala de quatro e é emitido quando as condições meteorológicas representam um “risco para determinadas atividades”.

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Viana do Castelo

Despiste corta A28 em Viana do Castelo

Acidente

em

Foto: Custódio Santos

Um despiste na A28, em Viana do Castelo, levou ao corte do trânsito no sentido Norte / Sul, na tarde desta segunda-feira, disse a O MINHO fonte do CDOS.

O acidente, envolvendo um táxi, deu-se ao quilómetro 78,2, ainda em circunstâncias por apurar.

Até ao momento, não foi possível apurar se há feridos e a gravidade dos mesmos.

O alerta foi dado às 14:42.

No local estão os Bombeiros Voluntários de Viana e os Bombeiros Sapadores de Viana com um total de 10 operacionais apoiados por três viaturas.

(em atualização)

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Alto Minho

Castelo da Pena da Rainha em Monção classificado como sítio de interesse público

Património

em

Foto: DR / Arquivo

O castelo da Pena da Rainha, também conhecido por castelo de São Martinho da Pena, em Monção, foi hoje classificado como sítio de interesse público pela sua “importância” histórica e arqueológica, segundo uma portaria publicada em Diário da República.

No documento, a secretária de Estado Adjunta e do Património Cultural, Ângela Carvalho Ferreira, sublinha que o castelo, situado no lugar de São Martinho, freguesia de Abedim, concelho de Monção, é um “testemunho notável de vivências ou factos históricos”.

A portaria realça ainda o “valor estético, técnico e material intrínseco” do monumento e a sua “importância” para a “investigação histórica ou científica”.

A classificação agora atribuída pretende travar a “diminuição ou perda da sua perenidade ou integridade”.

“Apesar da sua situação privilegiada em termos geoestratégicos na época de conquista e consolidação do território, o castelo da Pena da Rainha foi sendo progressivamente abandonado, e no início do século XVIII as pedras remanescentes da estrutura da fortificação foram usadas na obra da igreja paroquial de Abedim. No entanto, a notável singularidade do local, que conserva um elevado valor patrimonial, justifica plenamente a sua classificação”, destaca a portaria.

O castelo está “implantado no topo do maciço granítico do monte de São Martinho, o sítio arqueológico integra os vestígios de um castelo roqueiro, incluindo marcas da cerca, das estruturas rupestres habitacionais, de culto e sepulcrais, e trechos de uma antiga torre de menagem, posterior à edificação primitiva”.

O monumento “constitui um testemunho dos modelos de ocupação do território no período de transição entre o primeiro e o segundo milénio, atestados pelos indícios pré-românicos datáveis dos séculos IX e X, apresentando ainda vestígios de ocupação até ao século XIII”.

A portaria aponta ainda um conjunto de restrições de proteção, como a necessidade de elaboração de “projeto específico” e “parecer da autoridade competente” para “todas as ações de valorização” que venham a ser efetuadas no castelo.

Também “não são admitidas ações de plantação de árvores ou florestação”, bem como de “exploração de inertes”.

A portaria cria ainda uma Área de Sensibilidade Arqueológica (ASA), correspondente a todo o sítio classificado”.

“Todas as ações destinadas à conservação, como limpeza de matas e arranjo de caminhos, devem ser sujeitas a acompanhamento arqueológico por parte de arqueólogo devidamente autorizado pela tutela”, refere a portaria.

Segundo o documento, “todos os trabalhos de valorização devem ser executados mediante acompanhamento arqueológico” e a realização de estudos ou investigações no castelo “devem ser alvo de um Projeto de Investigação Plurianual em Arqueologia (PIPA), sob a responsabilidade de arqueólogo ou equipa de arqueologia”.

A classificação agora atribuída foi proposta, em 2013, pela Direção Geral do Património Cultural (DGPC) e justificada com a sua “exemplaridade e autenticidade no âmbito do património cultural português”.

Apresenta um conjunto de vestígios arqueológicos que remetem para funções “não só de defesa, mas também de caráter religioso/culto, enterramento e de habitação”.

Trata-se de um castelo que é “testemunho das características fortificações dos séculos IX e XI, da época da reconquista”.

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Alto Minho

Ponte de Lima: Igreja de S. João da Ribeira já é monumento de interesse público

Património

em

Fotos: Visitar Portugal / Divulgação

A igreja de São João da Ribeira, incluindo o património móvel integrado e o adro, no lugar da Igreja, freguesia de Ribeira, em Ponte de Lima, foi hoje classificada como monumento de interesse público.

Na classificação, segundo a portaria hoje publicada em Diário da República (DR) assinada pela secretária de Estado Adjunta e do Património Cultural, Ângela Carvalho Ferreira, é destacado o “interesse” daquele conjunto “como testemunho simbólico e religioso”.

O documento refere ainda o “valor estético, técnico e material intrínseco” da igreja, a sua “conceção arquitetónica, urbanística e paisagística, a sua extensão e ao que nela se reflete do ponto de vista da memória coletiva”.

Foto: Visitar Portugal / Divulgação

A classificação do imóvel foi iniciada em 2012, mas viria a ser arquivada pela Direção Geral do Património Cultural (DGPC) que alegou a “existência de deficiências de instrução” do processo, “consideradas insanáveis em tempo útil”.

O processo de classificação do imóvel foi reaberto em novembro de 2013 e, de acordo com o anúncio do “novo procedimento de classificação”, foi estabelecida uma zona geral de proteção de 50 metros contados a partir dos limites externos da igreja e do adro.

Foto: Visitar Portugal / Divulgação

Em setembro de 2019, a DGPC propôs ao Ministério da Cultura a classificação daquele conjunto, hoje atribuída na portaria publicada em DR.

O documento explica que a “fundação da igreja de São João da Ribeira remonta, pelo menos, a finais do século X, quando o templo foi doado ao mosteiro compostelano de Antealtares, que viria a ter um papel decisivo no desenvolvimento da localidade nos séculos seguintes”.

Foto: Visitar Portugal / Divulgação

Os “vestígios mais antigos que é hoje possível identificar remontam ao período final do românico, embora o edifício tenha sido objeto de grandes alterações na época moderna”.

Segundo a portaria, “os melhores testemunhos da obra românica consistem nas duas portas laterais, com decoração relativamente esquemática”.

Foto: Visitar Portugal / Divulgação

Existem ainda “alguns vestígios desta cronologia na planimetria do templo e na cachorrada que corre nas fachadas laterais, elementos que denunciam seguramente uma campanha bastante tardia, situável em pleno século XIII, e anacrónica em relação às fórmulas artísticas góticas então em voga”.

A fachada principal e a decoração interior “datam já dos séculos XVII e XVIII, particularmente da época barroca, na qual os principais elementos do templo foram objeto de profundas alterações destinadas a atualizar o espaço”.

Destas intervenções “resultou um acervo de notável coerência, caracterizando-se pela diversidade e qualidade artística, particularmente evidente nas obras de talha de distintos períodos e linguagens estéticas”.

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