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Rio diz ao Tribunal que parque das Sete Fontes tem grande importância para Braga

Julgamento de ação de família dona de terrenos
Rio diz ao tribunal que parque das sete fontes tem grande importância para braga
Foto: DR

O presidente da Câmara de Braga Ricardo Rio reafirmou, na última quinta-feira, no Tribunal Cível local, a “grande importância” que o futuro parque ecomonumental das Sete Fontes tem para a esmagadora maioria dos bracarenses, sublinhando a sua mais valia em termos de lazer, de ambiente e de preservação do património histórico do antigo sistema oitocentista de abastecimento de água.

O autarca respondia a uma pergunta nesse sentido feita pelo advogado Jorge Costa, que representa a família Sampaio numa ação intentada contra a Câmara por causa dos terrenos que possui na zona. Os “Sampaio” querem que o Tribunal obrigue o Município a expropriar-lhe os 1,8 hectares que ali possui, e não aceita, “por injusto” o sistema que a Autarquia propõe, o da compra por 14, 2 euros o m2, acrescidos da possibilidade de construírem no chamado sistema de “perequação”.

Na ocasião, aquele jurista colocou uma segunda questão ao autarca, sobre o Plano de Urbanização aprovado para a zona, mas Ricardo Rio remeteu as explicações sobre os aspetos técnicos do documento, para a equipa que o elaborou.

Neste momento, o julgamento está em fase de conclusão, faltando apenas o depoimento de Hugo Pires, ex-vereador do Urbanismo – ao tempo da gestão de Mesquita Machado – o qual, como é deputado do PS na Assembleia da República, vai usar da faculdade de poder testemunhar por escrito. Logo que tal suceda, o juiz pode preparar a sentença.

Até agora foram ouvidas as testemunhas indicadas pelos autores da ação, e do lado da Câmara, intervieram, ainda, o ex-vereador do Urbanismo – nos últimos dois mandatos – Miguel Bandeira, e o diretor do Departamento de Urbanismo, Zamith Rosas, bem como vários técnicos.

Direito de construir

Além da família Sampaio, o empresário Ermelando Sequeira, da VilaMinho interpôs uma ação idêntica no mesmo Tribunal. Os dois proprietários consideram que o PDM anterior, feito ao tempo da gestão de Mesquita Machado, em 2009, – revisto em 2015 – lhes dava direito de construção, pelo que querem que o Tribunal force o Município a expropriá-los a preços de mercado.

Defendem que os “terrenos valiam 100 a 120 euros o m2, pelo que – dizem – o que a Câmara quer fazer, pagar 14,20 euros o m2, é injusto”.

O advogado da Câmara, Paulo Viana, diz o contrário, isto é, que “a revisão do PDM de 2015 é absolutamente lícita. As competências dos municípios em matéria de ordenamento do território são claras no sentido de poderem (e até deverem) propor alterações à classificação do solo, precisamente tendo por base a sua análise da evolução das realidades económica, social, cultural e ambiental”, afirma.

Para além do foro cível, ambos os proprietários interpuseram, também, ações no Tribunal Administrativo onde pedem uma indemnização, que não quantificam, ao Estado e ao Município.

 
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