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Futebol

Ricardo Soares mantém princípios da época passada focado na evolução do Moreirense

I Liga

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Foto: DR

O treinador Ricardo Soares admitiu hoje esperar um Moreirense à imagem da última época, apesar das mudanças notadas antes da receção ao Farense, no domingo, em jogo da ronda inaugural da I Liga de futebol.


“Saíram sete jogadores que normalmente faziam parte das escolhas e entraram outros atletas. Apresentámos uma boa organização na pré-época, superior ao normal para esta fase, fruto dos jogadores que já cá estavam. Temos muito a melhorar e cada dia é importante para o crescimento coletivo”, apontou o técnico, em conferência de imprensa.

Os ‘cónegos’ projetam a sétima temporada consecutiva na elite com renovadas esperanças de uma caminhada pacata e ambiciosa, após as duas melhores classificações de sempre, tendo enfrentado um defeso “com especificidades e a fugir ao padrão”, em função da pandemia de covid-19, que veio acrescentar ânsia de competir.

“Tivemos menos tempo, mas um grande sentido de responsabilidade em representar o Moreirense, que habituou as pessoas a fazer bons campeonatos nos últimos anos. O grupo está com enorme vontade de ir a jogo, até pelos fatores que são conhecidos. A pandemia afeta-nos a todos e o futebol é uma libertação para os jogadores”, observou.

A temporada arranca ainda sem adeptos nas bancadas, numa decisão tomada “para o bem comum”, embora contrariando a “beleza do futebol”, trazendo à vila de Moreira de Cónegos o recém-promovido Farense, que assistiu em abril ao cancelamento antecipado da última edição da II Liga e foi dos primeiros clubes a iniciar a preparação de 2020/21.

“Por acaso, contratámos jogadores que estavam há muito tempo parados. O Farense teve muito tempo parado, mas treina há muito mais tempo do que nós e isso pode ser uma desvantagem. Há sempre dificuldades para as equipas imporem o seu estilo no primeiro jogo, mas acredito que a equipa esteja preparada”, afiançou Ricardo Soares.

Diante de um adversário “extremamente organizado”, assente no “​​​​​​​aproveitamento da transição ofensiva e das bolas paradas”, o treinador do Moreirense pretende “vincar uma identidade de forma afirmativa e competente”, sabendo que o plantel “ainda não está no seu melhor” e necessita de adquirir no mercado “competitividade interna superior”.

“O ponto negativo da pré-época é que os jogadores tenham chegado tarde e ainda aguardarmos por outros. O futebol hoje é assim para todos os clubes e não é diferente para nós. Temos de ser moderados, pacientes e não trazer jogadores por trazer. Sei que a direção está atenta e a tentar dotar a equipa de maior competência no futuro”, finalizou.

Ricardo Soares terá de colmatar as ausências dos lesionados Kewin, Sori Mané, Derik Lacerda e Yan e de Nahuel Ferraresi, suspenso por dois jogos, após ter sido expulso na última partida cumprida ao serviço do FC Porto B na temporada anterior.

Moreirense e Farense estreiam-se em 2020/21 no domingo, às 18:30, no Estádio Comendador Joaquim de Almeida Freitas, em Moreira de Cónegos, em partida da ronda inaugural da I Liga, que será arbitrada por João Bento, da associação de Santarém.

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Futebol

Liga diz que todos os clubes profissionais cumpriram obrigações salariais

Futebol

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Foto: DR / Arquivo

As sociedades desportivas que compõem o quadro das competições profissionais de futebol cumpriram as obrigações salariais nos prazos regulamentados, informou hoje, em comunicado, a Liga Portuguesa de Futebol Profissional.

O cumprimento de vários critérios financeiros, entre os quais a inexistência de dívidas a funcionários e à Autoridade Tributaria e Segurança Social, são pressupostos essenciais para que os clubes possam disputar as duas competições profissionais de futebol existentes em Portugal (I e II ligas).

No final de julho, o Desportivo das Aves e o Vitória de Setúbal foram impedidos de se inscreverem nas competições profissionais, por terem infringido pressupostos legais e critérios financeiros, tendo sido relegados para o terceiro escalão.

Em causa esteve o incumprimento das normas relativas à “inexistência de dívidas a sociedades desportivas, jogadores, treinadores e funcionários”, à “regularidade da situação contributiva perante a Autoridade Tributária e a Segurança Social” e o “compromisso de entrega das contas”.

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Futebol

Liga dá “nota muito positiva” ao Santa Clara – Gil Vicente

I Liga

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Foto: DR

A presença de 873 pessoas no jogo Santa Clara-Gil Vicente (0-0), da terceira jornada da I Liga de futebol, disputado no sábado, nos Açores, representou um teste inicial “muito positivo” com vista ao regresso gradual de público aos estádios.

“Aquele momento da entrada das equipas com o público a aplaudir deu um arrepio para quem lá esteve. O futebol só é verdadeiramente um espetáculo se tiver o público e os aplausos que merece”, vincou Sónia Carneiro, diretora-executiva da Liga Portuguesa de Futebol Profissional (LPFP), em conferência de imprensa.

O primeiro teste com público no futebol profissional em Portugal foi viabilizado pela Direção Regional de Saúde dos Açores, que limitou o preenchimento das bancadas a 10% da lotação total do Estádio de São Miguel, em Ponta Delgada, mediante uma série de restrições devido à pandemia de covid-19.

“Os parques de estacionamento foram vistoriados com um controlo muito rigoroso das forças de segurança e as portas do estádio abriram duas horas antes para evitar a aglomeração de adeptos. Tivemos 10 setores abertos, seis entradas e sete saídas, além de sinaléticas muito visíveis no chão para orientar as pessoas”, descreveu.

Cada interveniente dentro e fora das quatro linhas mediu a temperatura corporal à entrada do estádio, embora “ninguém tenha sido mandado para casa, aquilo que estava previsto caso fosse necessário”, ao passo que o ‘speaker’ foi um “pivot importante”​​​​​​​ para apelar às pessoas que “​​​​​​​se mantivessem o maior tempo possível no seu lugar”.​​​​​​​

“Essa figura também foi relevante no final do jogo, quando explicou como seria efetuada a saída bancada a bancada e alertou para as regras que teriam de ser implementadas em cada setor”, acrescentou Sónia Carneiro, enumerando medidas que serão replicadas pela Liga de clubes na quinta-feira, no embate entre Académico de Viseu e Académica.

A partida em atraso da ronda inaugural da II Liga permitirá a entrada de 409 espetadores, face à lotação máxima de 4.090 lugares sentados no Estádio do Fontelo, em Viseu, que abrirá cinco portas distintas quando faltar uma hora e meia para o apito inicial, aprazado para as 15:00, procurando dispersar os adeptos por duas bancadas centrais.​​​

​​​​​​​O relatório da LPFP sobre a presença de público no Santa Clara-Gil Vicente foi elaborado hoje, em conjunto com a Direção-Geral da Saúde (DGS) e a Secretaria de Estado da Juventude e do Desporto, num balanço que será repetido na segunda-feira acerca da organização logística do jogo Académico de Viseu-Académica.

“Estamos muito otimistas e tudo o que nos chegou das autoridades sanitárias e do Governo Regional dos Açores foi manifestamente positivo. Esperamos que o próximo teste assim seja e que nos permita avançar para a primeira meta, que é ter 30% da ocupação dos estádios, respeitando sempre a situação epidemiológica”, concluiu.​​​​​​​

O regresso dos adeptos no território continental acontece hoje, às 19:45, com o jogo particular entre as seleções de Portugal e Espanha, no Estádio José Alvalade, em Lisboa, que será assistido por 2.500 pessoas, de acordo com o limite máximo de 5% da lotação do recinto.

Outro teste irá decorrer em 14 de outubro, também no recinto do Sporting, com o aumento para 10% da capacidade, equivalente a quase 5.000 pessoas, no embate da equipa das ‘quinas’ frente à Suécia, relativo à Liga A da Liga das Nações.

O derradeiro ensaio será efetuado no dia seguinte, no encontro entre Feirense e Desportivo de Chaves, que também estava inserido na primeira jornada da II Liga e foi adiado, devido à existência de casos de infeção por covid-19 nos dois plantéis.

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Futebol

Baraye regressa ao Gil Vicente por empréstimo do Parma

Mercado de transferências

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Foto: DR

O extremo Yves Baraye vai jogar no Gil Vicente, da I Liga portuguesa de futebol, até ao final da época 2020/21, novamente por empréstimo dos italianos do Parma, tal como na época passada, anunciou hoje o clube minhoto.

“Benvindo de volta à fortaleza gilista, Baraye”, lê-se na página oficial do Gil Vicente na rede social Facebook, que informa ainda que o acordo tem validade por um ano.

O extremo senegalês, de 28 anos, apontou três golos em 28 partidas oficiais durante a temporada 2018/19, que valeu um 10.º lugar no campeonato aos barcelenses.

Formado nos franceses do Marselha e nos italianos da Udinese, Baraye realizou toda a carreira como profissional no país transalpino antes de rumar ao Gil Vicente, tendo representado Lumezzane, Juve Stabia, Torres Cálcio, Parma, equipa em que se destacou 21 golos em 33 jogos na época 2015/16, na Série D (quarto escalão), e no Pádua.

O extremo é o 15.º reforço dos ‘galos’ para a temporada 2020/21, depois do guarda-redes Daniel Fuzato, dos defesas Joel Pereira, Souleymane Aw, Diogo Silva, Talocha e Tim Hall, dos médios Kanya Fujimoto, Leandrinho, Guilherme Mantuan e Lucas Mineiro e dos avançados Antoine Léautey, Boubacar Hanne, Miullen e Renan Oliveira.

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