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Ricardo Gomes brilha na Falperra e sobe ao pódio do Campeonato da Europa FIA de Montanha

Piloto bracarense correu em casa, num fim de semana especial

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O piloto bracarense Ricardo Gomes esteve em destaque na 40.ª Rampa Internacional da Falperra, levando o Mitsubishi Lancer Evo X da Macominho Sport ao 2.º lugar do Campeonato da Europa FIA de Montanha de Grupo N e a novo pódio nos Turismos 1 do Campeonato de Portugal de Montanha.


Num fim de semana especial, que voltou a atrair centenas de milhares de pessoas ao emblemático traçado da Falperra, o experiente piloto brilhou ao mais alto nível na prova do Campeonato da Europa de Montanha, ao conseguir colocar o Lancer Evo X na luta pela vitória do Grupo N na competição FIA, apesar de ter um carro mais pesado e menos potente do que o Mitsubishi do piloto italiano que venceu esta categoria.

Após ter sido o mais rápido em duas das sessões de treinos no sábado, Ricardo Gomes mostrou que tinha andamento para discutir os primeiros lugares por entre um pelotão com vários pilotos que disputam a totalidade do calendário do Europeu. Nas subidas de prova, a diferença técnica para a concorrência ficou à vista mas Ricardo Gomes conseguiu, ainda assim, garantir um notável pódio na prova internacional e também o 2.º lugar nos Turismos 1 do CPM, a escassos 0,183s da vitória.

Foto: Divulgação

“É um momento muito especial na minha carreira. Conseguir um pódio no Europeu FIA na rampa da minha cidade, num evento com tanta história e com esta enorme moldura humana, é algo que nunca vou esquecer”, afirmou Ricardo Gomes, que tinha regressado à Montanha com uma vitória nos Turismos 1 na Rampa da Penha. “Sabemos que o nosso carro é cerca de 100 kg mais pesado e menos potente do que o carro do piloto italiano, mas estas são as regras do Campeonato e foi com estas armas que demos o nosso melhor ao longo de todo o fim de semana. O resultado final é muito positivo e além disso foi um evento onde maximizámos o retorno dos nossos patrocinadores, em particular da Acrescentar, a quem eu agradeço pelo apoio e por toda a interação que estabelecemos com o fantástico público da Falperra”, concluiu o piloto de Braga.

Foto: Divulgação

O Campeonato de Portugal de Montanha vai agora rumar a Santa Marta de Penaguião, para disputar a Rampa de Santa Marta, nos dias 15 e 16 de junho.

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Miguel Oliveira promovido à equipa oficial da KTM em 2021

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Foto: DR / Arquivo

O piloto português Miguel Oliveira vai representar a equipa oficial do construtor KTM na categoria de MotoGP do Mundial de velocidade de motociclismo de 2021, anunciou hoje a marca austríaca.

Apesar de o campeonato de 2020 ainda não ter começado – o arranque está previsto para 19 de julho, em Espanha -, devido à pandemia de covid-19, a movimentação no mercado foi criada pela saída do espanhol Pol Espargaró da equipa oficial da KTM para a Honda, no final desta temporada.

“A KTM tem o prazer de anunciar que vai confiar nas capacidades do [sul-africano] Brad Binder e de Miguel Oliveira para representarem a Red Bull KTM Factory Racing em 2021”, anunciou a marca austríaca, em comunicado.

Os dois pilotos foram companheiros de equipa nas categorias inferiores, de Moto2 e Moto3, voltando agora a encontrar-se na categoria rainha do motociclismo de velocidade.

No mesmo comunicado, é confirmada, ainda, a contratação do italiano Danilo Petrucci, que deixará a Ducati no final do ano e será integrado na estrutura satélite da KTM, a equipa Tech3, onde milita atualmente Miguel Oliveira.

“Oliveira impressionou com as nove corridas em que amealhou pontos e com um resultado dentro dos oito primeiros no GP da Áustria, na época de estreia em MotoGP, em 2019″, explica a KTM.

O piloto português manifestou-se “verdadeiramente feliz com esta oportunidade que a KTM” lhe proporcionou para os próximos dois anos: “Sinto que confiam em mim para mostrar o meu valor enquanto piloto”, observou Miguel Oliveira.

“Desde o primeiro dia dei o meu melhor para o desenvolvimento da mota e acreditei no seu potencial para alcançar bons resultados e é isso que queremos conseguir no futuro”, disse ainda o piloto luso, que considera esta promoção “uma grande oportunidade”.

No entanto, Miguel Oliveira lembrou que ainda é preciso concentrar-se “na temporada de 2020”.

O piloto português vai cumprir em 2020 a segunda época em MotoGP, depois de ter sido 17.º classificado em 2019, com um total de 33 pontos.

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Nacional de supercrosse cancelado, motocrosse pode regressar em setembro

Covid-19

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Foto: DR / Arquivo

O campeonato nacional de supercrosse de 2020 foi cancelado, devido à pandemia de covid-19, mas a Federação de Motociclismo de Portugal (FMP) pretende retomar o nacional de motocrosse a partir de setembro, anunciou hoje o organismo federativo.

“Com cinco eventos originalmente agendados para julho e agosto e sendo improvável poder acolher público por força das restrições impostas pela Direção-Geral da Saúde (DGS), a Comissão de Motocrosse da FMP, em conjunto com os clubes organizadores, decidiram cancelar o campeonato nacional de supercrosse 2020”, informa a federação.

O presidente da Comissão de Motocrosse da FMP, Rodrigo Castro, admitiu que se tratou de “uma decisão difícil, mas por todos considerada como a mais acertada”, permitindo aos responsáveis pela modalidade em Portugal começar a preparar o regresso da especialidade em 2021.

“Ao mesmo tempo, e igualmente de acordo com os clubes organizadores e promotores, a FMP pretende reatar o campeonato nacional de motocrosse, bem como os campeonatos regionais de motocrosse a partir de setembro, que foram interrompidos devido à pandemia de covid-19”, adianta o organismo.

Rodrigo Castro comprometeu-se a “realizar o campeonato de motocrosse com todas as condições” de segurança, apesar de ter manifestado a “esperança de poder ter público [a assistir às provas], pois só assim as corridas fazem sentido”.

Após a declaração de pandemia, em 11 de março, as competições desportivas de quase todas as modalidades foram disputadas sem público, suspensas, adiadas – Jogos Olímpicos Tóquio2020, Euro2020 e Copa América – ou mesmo canceladas.

A pandemia de covid-19 já provocou mais de 477 mil mortos e infetou mais de 9,2 milhões de pessoas em 196 países e territórios, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Portugal contabiliza pelo menos 1.540 mortos associados à covid-19 em 39.737 casos confirmados de infeção, segundo o último boletim da DGS.

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Autódromo de Portimão tem todas as condições sanitárias para receber a F1

“É um processo complexo, complicado e difícil”

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Foto: DR / Arquivo

As condições sanitárias para a realização de uma prova de Fórmula 1 em Portimão estão todas reunidas, disse à agência Lusa o administrador do Autódromo Internacional do Algarve (AIA), num desejado regresso da modalidade a Portugal.

“Estamos a trabalhar afincadamente na garantia da Fórmula 1 (F1) para Portugal. É um processo complexo, complicado e difícil. Neste momento, estamos a tentar dar todos os passos necessários e pensamos que até meados da próxima semana a situação deve estar resolvida”, revelou à Lusa Paulo Pinheiro.

O responsável revela que na 24H Endurance disputada em 12, 13 e 14 de junho, foi possível comprovar que “todos os procedimentos que pretendem demonstrar à F1 são passiveis de ser implementados no Autódromo e correram bem. Toda a gente a respeitar as regras”.

Diretor da Fórmula 1 admite que Portimão pode acolher prova este ano

Paulo Pinheiro destacou que o regresso da F1 seria “o maior evento que Portugal já teve desde o Euro2004″, já que é o que tem “mais mediatismo e impacto económico a nível mundial” em toda a sua envolvência e seria “um marco histórico”.

No entanto, alertou que a logística e organização de uma prova “desta dimensão” envolve custos “que dificilmente podem ser suportados apenas pelo circuito”.

Num evento desta magnitude a segurança “é importante”, destacou, por isso “todos os participantes são testados diariamente” e qualquer caso que ocorra “pode ser isolado rapidamente”. As escuderias trabalham em cada carro “com uma equipa independente”, existindo “um seccionamento muito grande que evita que haja a propagação”.

Em relação ao público, a intenção é ir dos “30 a 60% da capacidade do circuito, respeitando as regras de distanciamento e de acesso às bancadas”, como acontece num restaurante, avançou Paulo Pinheiro, que se mostrou disponível para “adaptar os procedimentos que a Direção-Geral da Saúde entender”, defendendo que “é fundamental que o evento tenha público, dentro do limite que é aceitável”.

Administrador assinala “vontade” da F1 em utilizar autódromo de Portimão

Um decisão positiva por parte da organização implica uma repavimentação da pista, para que esteja “imaculada para a prova”, mas que pode servir também para que o circuito “possa continuar a ser uma alternativa para a F1”, adiantou.

Depois de ter estado encerrado “entre abril e meio de junho” devido à pandemia de covid-19, o AIA já começou a receber treinos de “alguns pilotos de MotoGP”, estando aos poucos a regressar à sua atividade normal, mas longe “da ocupação habitual”. Até ao final do ano é esperada uma taxa de ocupação “simpática”, mas “nada comparada” com o que havia anteriormente, avançou o administrador.

O circuito algarvio regista habitualmente, entre setembro e meio de dezembro, ”100% de ocupação”, mas este ano foi necessário “um esforço para atingir os 70%”, captando eventos diferentes.

O surgimento de um surto de covid-19 nos últimos dias em Lagos, a poucos quilómetros do AIA, não perturba Paulo Pinheiro, em relação à possível vinda da F1 em final de setembro ou outubro, mas espera que sirva de alerta.

“Temos de refletir na nossa postura e atitude e voltar a ter uma correção nas normas de utilização da máscara e no distanciamento social no dia-a-dia. Depois de uma paragem de três meses custa-nos que por uma irresponsabilidade de alguns tenhamos de passar por uma situação similar”, defendeu.

O responsável pelo AIA, realçou que “se Portugal está hoje numa situação para receber a F1” foi porque “os portugueses se comportaram maravilhosamente” nesse período, “fazendo muito mais do que era exigido” e por isso o “sucesso no combate à covid”.

“É retomar essa postura, mas com regras e respeito por todos”, conclui.

O início do Mundial de F1 estava previsto para o dia 15 de março, na Austrália, mas a prova foi cancelada devido à covid-19. A competição arranca em 05 de julho com oito corridas na Europa, entre julho e setembro, esperando a organização divulgar nas próximas semanas o calendário alargado, que deve ter um total de 15 a 18 corridas até dezembro.

Para já, as primeiras corridas não terão público nas bancadas, mas mantém-se a esperança de que nos próximos meses a situação permita o regresso dos adeptos.

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