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Reversão do despacho para exploração de lítio em Montalegre seria “crime”

Diz o secretário de Estado, João Galamba

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Foto: Twitter / Arquivo

O secretário de Estado da Energia, João Galamba, disse, esta quarta-feira, que “teria cometido um crime” se tivesse revertido o despacho que aprovou a concessão da pesquisa e exploração de lítio em Montalegre, conforme lhe foi pedido.

O secretário de Estado Adjunto e da Energia falava na falava na Comissão de Ambiente, Energia e Ordenamento do Território, na Assembleia da República, numa audição a pedido de vários grupos parlamentares.

“Não se pode interromper um processo administrativo que decorre nos termos da lei, porque alguém diz que ‘há marosca'”, defendeu o governante.

“O que foi pedido [a reversão do despacho] era uma ilegalidade. Se eu tivesse revertido o despacho aí sim teria cometido um crime”, acrescentou, esclarecendo que, nesse caso, estaria a substituir-se a um juiz.

O contrato de concessão de exploração de lítio no concelho de Montalegre, assinado entre o Governo e a Lusorecursos Portugal Lithium, tem estado envolto em polémica e uma das razões apontadas é o facto de a empresa ter sido constituída três dias antes da assinatura do contrato.

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Feira do Fumeiro é em Montalegre

Volume de negócios de 3,1 milhões de euros

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Foto: DR / Arquivo

A Feira do Fumeiro de Montalegre está de regresso a partir desta quinta-feira, até ao próximo domingo, num certame que prima pela variedade de enchidos produzidos no Norte do país.

A edição de 2019 da Feira do Fumeiro de Montalegre foi alvo de um estudo de avaliação da marca, desenvolvido pelo Núcleo de Investigação do ISAG – European Business School (NIDISAG).

O permitiu perceber que 82% dos visitantes gastaram em produtos de fumeiro uma média diária de 92,14 euros, foi hoje anunciado.

“Contas feitas, foi gerado, no recinto da feira, um volume de negócios de 3,1 milhões de euros, um valor que foi mais além no impacto global na região (alojamento, deslocações, compras e atividades complementares), avaliado em 5,7 milhões de euros”, escreve o ISAG.

O estudo comprovou o verdadeiro polo de atração que o evento constitui naquela que é a única região portuguesa classificada como património agrícola mundial, já que 92% dos visitantes afirmaram deslocar-se de propósito para a feira.

De referir que 81,4% dos visitantes chegaram de outros concelhos que não Montalegre e 4,9% do estrangeiro (com França, Espanha e Suíça a destacarem-se).

A importância dada aos produtos da região, cuja diferenciação atrai cada vez mais não só o consumidor individual, mas também os profissionais de restaurantes e hotéis, ficou bem patente nos resultados de 2019.

A “qualidade do fumeiro” e a “reputação da feira” foram os mais valorizados entre os motivos para a visita.

Quando questionados sobre o local preferencial para adquirir produtos de fumeiro, 29,5% indicaram a compra direta ao produtor e 24% as feiras tradicionais, mostrando clara confiança e interesse nos produtos e vendas locais.

“Nesta edição, vamos aplicar novamente centenas de inquéritos no recinto da Feira do Fumeiro de Montalegre para avaliar o dinamismo do evento em diferentes vertentes”, explica a professora Ana Borges, do NIDISAG.

“Perceber o perfil do visitante, qual o seu nível de satisfação, o que compra, quanto gasta e de que forma reconhece a marca Fumeiro de Montalegre serão alguns dos aspetos avaliados, permitindo perceber a importância da Feira na economia e turismo da região”, acrescenta.

A edição de 2020 (23 a 26 de janeiro) será a segunda vez consecutiva em que a instituição de ensino superior politécnico do Porto vai aplicar este estudo, numa parceira com a Associação de Produtores de Fumeiro da Terra Fria Barrosã.

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Montalegre quer incentivar à natalidade e lutar contra o despovoamento

Projeto “Olhares pela Maternidade”

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Foto: DR

A Câmara de Montalegre envolveu as famílias no projeto “Olhares pela Maternidade” que visa incentivar a natalidade e anunciou um apoio mensal de 50 euros a atribuir a todas as crianças até aos 3 anos.

“Quisemos assinalar esta necessidade de abanar um pouco a comunidade e dizer claramente que o município está sensível e preocupado com o problema do despovoamento, da natalidade, e sobretudo que este problema só pode ser resolvido pelos casais”, afirmou hoje o vice-presidente da Câmara de Montalegre, David Teixeira.

O “Olhares pela Maternidade” envolve as famílias, o município e o Centro de Saúde de Montalegre, através da médica Sandra Alves.

O projeto tem três grandes objetivos: o olhar pela demografia e natalidade, a promoção turística do concelho e a conceção de uma ferramenta de consulta sobre a vigilância da gravidez de baixo risco em cuidados de saúde primários.

“Viver nesta região de fronteira, longe das grandes cidades, tem também, na questão da gravidez, um risco acrescido pelo tempo que as mães demoram a chegar a Vila Real ou a Braga”, referiu o autarca.

No âmbito da iniciativa, está patente no edifício da câmara uma exposição de fotografias de recém-nascidos e ainda de barrigas de grávidas pintadas com ícones do concelho, como o castelo, uma bruxa, a ponte da Misarela, o parapente ou o rali. As fotografias foram também transpostas para um calendário.

Daniela Morgado, advogada de 28 anos, está grávida de sete meses e foi uma das participantes do projeto que diz que quer “alertar para a baixa natalidade”.

“Portugal tem uma taxa de natalidade reduzida, mas as zonas do Interior muito mais. De certa forma, o projeto quis alertar para essa situação e incentivar futuros casais a terem filhos. Também é uma forma de dizer que é bom viver em Montalegre. Não sou daqui, mas sinto-me tão bem aqui como me sinto em casa”, salientou.

Com cerca de 11.000 habitantes, este concelho do distrito de Vila Real regista uma média de 40 nascimentos por ano.

Tânia Afonso, 26 anos, mãe de uma menina recém-nascida e de outro menino, salientou que a participação no projeto foi “uma experiência diferente”, que gostou “muito”.

O “Olhares pela Maternidade” quer também fortalecer a identidade dos barrosões.

Tânia Afonso disse que gosta de viver em Montalegre. “É uma vida mais calma aqui. Não temos tanta confusão, tanto trânsito. Vou com eles a todo lado, não temos o problema de estacionamento. É calmo e gostamos dessa tranquilidade”, frisou.

O município anunciou também um “cheque maternidade” de 50 euros, por mês, que será atribuído durante os primeiros três anos, a todos os casais que tiverem filhos. A autarquia prevê aplicar 75 mil euros nesta medida.

Este apoio exige que as faturas apresentadas resultem de gastos realizados no concelho e que os casais também ali residam.

David Teixeira destacou que as duas vertentes deste financiamento são “garantir que a economia local funciona e garantir que os bebés, as crianças, têm as melhores condições”.

“Sem dúvida que é muito bom. É lógico que não se deve pensar em ter filhos só por causa dos benefícios, mas sem dúvida que é uma ajuda preciosa para qualquer casal ter esse apoio por parte do município”, salientou Daniela Morgado.

Tânia Afonso acrescentou que, neste momento, “toda a ajuda é bem-vinda”. “Usam fralda os dois e temos algumas despesas. A ajuda da câmara veio mesmo a calhar”, referiu.

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Morre de ataque cardíaco enquanto batia na mulher em Vila do Conde

Mulher ficou em estado grave

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Foto: O MINHO (Arquivo)

Um homem de 69 anos morreu esta quarta-feira, vítima de paragem cardiorrespiratória, em Labruge, concelho de Vila do Conde, no distrito do Porto, quando agredia a mulher com um ferro, disse à Lusa fonte da GNR.

Segundo fonte das relações públicas do Comando da GNR do Porto, a mulher, de 73 anos, sofreu fraturas graves e foi transportada para o Hospital Pedro Hispano, em Matosinhos.

A fonte disse desconhecer a relação de parentesco entre os dois, mas a agressão e consequente morte do agressor ocorreu no interior de uma casa.

As circunstâncias do caso estão a ser investigadas pela Polícia Judiciária.

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