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Alto Minho

Restaurante de hotel em Caminha fecha e manda seis pessoas para o desemprego

Sindicato contesta

em

Foto: Hotel Meira

O Sindicato de Hotelaria, Turismo e Restaurantes do Norte denunciou hoje que o Hotel Meira, em Vila Praia de Âncora, Caminha, tenciona despedir seis trabalhadores e encerrar o seu restaurante, alegando quebra na faturação devido à covid-19.


“Nestes últimos anos o restaurante tem dado lucro, sempre deu lucro. A pandemia de covid-19 é uma questão circunstancial. Se forem cumpridas todas as medidas decretadas pela Direção-Geral da Saúde (DGS) não inviabiliza que o restaurante continue a funcionar. Não há motivo nenhum para a empresa fazer este despedimento coletivo”, afirmou hoje Nuno Coelho.

Contactado pela Lusa, Nuno Coelho, do Sindicato dos Trabalhadores da Indústria de Hotelaria, Turismo, Restaurantes e Similares do Norte, adiantou que “foi o restaurante que deu nome ao hotel” localizado naquela freguesia de Caminha, no distrito de Viana do Castelo.

“Não é um restaurante só para os hóspedes do hotel, é um restaurante que está aberto ao público”, sustentou, adiantando que a “intenção” de encerramento do espaço e de despedimento dos seis dos seus 31 funcionários da unidade hoteleira foi transmitida pela administração, numa reunião com os delegados sindicais.

Em resposta escrita a um pedido de esclarecimento enviado pela agência Lusa, a administração do Hotel Meira informou que “o desempenho económico negativo do restaurante é estrutural, tendo sido significativamente agravado pela crise pandémica da covid-19”.

“Manter o restaurante Meira em funcionamento, no seu modelo atual, compromete a viabilidade económica da empresa, já que tem sido o alojamento a compensar os resultados negativos acumulados do restaurante”, sustenta a administração.

No esclarecimento à Lusa, a administração daquela unidade hoteleira garantiu ainda “que, do ponto de vista legal, estão a ser cumpridos todos os procedimentos e negociações com os trabalhadores em causa”.

Na nota hoje enviada às redações, o sindicato do setor afirmou que “o motivo alegado pela empresa não é legal”.

“É temporário e circunstancial”, refere a estrutura sindical, referindo “opor-se ao despedimento coletivo e pedindo a sua suspensão”.

Segundo o sindicato, “o hotel tem muitas reservas de grupos e clientes individuais com serviço de meia pensão e que o restaurante é fundamental para o futuro do hotel”.

“Sem restaurante o hotel pode correr sérios riscos. Há 85 anos, a empresa era constituída pelo seu restaurante com pensão. Foi o restaurante e o seu serviço esmerado que permitiram a transformação da antiga pensão num moderno hotel. Por isso, ao longo destes anos, o restaurante sempre foi fundamental para a viabilização desta empresa familiar”, sustenta o sindicato.

O sindicato acrescenta que “na reunião de informação e negociação, o perito da comissão sindical alertou que o encerramento do restaurante pode pôr em causa o futuro do hotel, chamando a atenção que a empresa recorreu ao ‘lay-off’, recebeu apoios do Estado”.

“Contudo, a administração do Hotel Meira, como tem o despedimento coletivo como facto consumado, como quer despedir à força seis trabalhadores, ainda que para o fazer tenha de encerrar um restaurante que lhe deu nome e dá vida à empresa há 85 anos, não quer saber dos formalismos, motivos, fundamentos ou critérios. Quer resolver rápido e à força, esquecendo-se das consequências sociais dos seus atos”, acrescenta a nota.

O sindicato disse ainda ter “requerido informação complementar para aferir dos fundamentos, motivos e critérios alegados pela empresa”, para um despedimento coletivo que considerou não ter “pés nem cabeça”.

A pandemia de covid-19 provocou pelo menos 1.360.914 mortos resultantes de mais de 56,8 milhões de casos de infeção em todo o mundo, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Em Portugal, morreram 3.701 pessoas dos 243.009 casos de infeção confirmados, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

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Viana do Castelo

Hospital de Viana do Castelo com taxa de ocupação de 90% para doentes covid

Covid-19

Foto: DR

O hospital de Viana do Castelo “ajustou a capacidade de resposta ao aumento de casos de infeção pelo vírus SARS-Cov-2 e aumentou, em uma semana, o número de camas para internamento de 35 para 116, revelou hoje o administrador.

“Neste momento, temos atribuídas 116 camas para internamento de doentes com covid-19, fora as 25 camas da Unidade de Cuidados Intensivos, sendo que, no total, a taxa de ocupação rondará os 90%”, afirmou, em declarações à agência Lusa, o presidente do conselho de administração da Unidade Local de Saúde do Alto Minho (ULSAM), Franklim Ramos.

“Não estamos numa situação de crise, caótica, mas estamos com bastantes doentes, reflexo do aumento substantivo da epidemia. Estamos a responder adequadamente. Estamos sempre a reajustar em função das necessidades e não temos a capacidade esgotada”, sublinhou.

O responsável apelou à “confiança da população”, garantindo que a ULSAM “está a responder, ajustando com cuidado, gerindo bem os recursos disponíveis, por ser necessário atenção aos doentes que não estão infetados, mas sofrem outras doenças”.

“O que pedimos à população é que cumpra as normas emanadas pela Direção-Geral da Saúde (DGS). Que cumpra o confinamento geral, que tenha cuidado com a etiqueta respiratória, o distanciamento, que use a máscara. Isso é que é importante, porque esses comportamentos ajudam a reduzir o número de casos ativos e podem aliviar a pressão sobre o hospital”, alertou.

O responsável realçou que, “em termos hospitalares, o serviço de urgência tem respondido adequadamente, e os doentes que carecem de internamento têm sido internados”.

Franklim Ramos manifestou ainda “grande admiração” pelos profissionais de saúde da ULSAM que, “apesar da situação ser difícil, têm ajudado a administração, contribuindo para que o hospital seja capaz de responder à situação atual”.

“Todos os profissionais de saúde da ULSAM têm sido excecionais. A população do Alto Minho pode estar orgulhosa dos seus profissionais de saúde que têm sido extraordinários. Toda a gente tem colaborado de uma forma inexcedível para responder às necessidades que se vão colocando”, destacou.

O presidente do concelho de administração da ULSAM adiantou que a Estrutura de Apoio de Retaguarda (EAR), instalada no centro cultural de Viana do Castelo para receber utentes de lares e doentes com covid-19, tem, atualmente, 15 pessoas internadas.

“A ULSAM, em articulação com a DGS, iniciou no dia 06, numa unidade Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados (RNCCI) de Ponte da Barca, o processo de vacinação de utentes residentes em lares do distrito de Viana do Castelo, destacou ainda.

O administrador especificou que “a planificação do processo de vacinação dos utentes residentes em lares aponta para a necessidade de, aproximadamente, 4.800 administrações, entre utentes e profissionais”.

Adiantou que “a continuidade do processo está dependente de orientações da DGS, estando neste momento indicados mais cinco concelhos” do distrito de Viana do Castelo.

A ULSAM é constituída por dois hospitais: o de Santa Luzia, em Viana do Castelo, e o Conde de Bertiandos, em Ponte de Lima.

Integra ainda 12 centros de saúde, uma unidade de saúde pública e duas de convalescença, e serve uma população residente superior a 244 mil pessoas dos 10 concelhos do distrito de Viana do Castelo e algumas populações vizinhas do distrito de Braga.

Em todas aquelas estruturas trabalham mais de 2.500 profissionais, entre eles, cerca de 500 médicos e mais de 800 enfermeiros.

A pandemia de covid-19 provocou pelo menos 1.994.833 mortos resultantes de mais de 93 milhões de casos de infeção em todo o mundo, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Em Portugal, morreram 8.543 pessoas dos 528.469 casos de infeção confirmados, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

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Alto Minho

Alto Minho com 5,3 milhões para apoiar micro e pequenas empresa

Economia

Foto: CM Viana do Castelo (Arquivo)

A Comunidade Intermunicipal (CIM) do Alto Minho anunciou hoje um envelope financeiro de 5,34 milhões de euros para apoiar projetos de micro e pequenas empresas que podem gerar até 12 milhões de euros de investimento no território.

“O Alto Minho tem disponíveis, a fundo perdido, para apoiar as micro e pequenas empresas da região, 5,34 milhões de euros. O financiamento dos projetos poderá oscilar entre os 30 e os 60%, o que significa que os 5,34 milhões vão resultar num investimento direto global, entre comparticipação elegível e capital próprio de cada empresa que vai concorreu, entre 10 e os 12 milhões de euros”, afirmou hoje, em conferencia de imprensa, o presidente da CIM do Alto Minho, José Maria Costa.

Em causa está o programa de Apoio à Produção Nacional (PAPN), com uma dotação global de 5,34 milhões de euros do FEDER (Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional).

O socialista, que também preside à Câmara de Viana do Castelo, falava aos jornalistas através de videoconferência para anunciar o lançamento de sete avisos de concurso àquele programa para os setores industrial e do turismo.

“Este programa vai ser gerido diretamente pela CIM do Alto Minho. Temos este envelope de 5,34 milhões de euros para apoiar micro e pequenas empresas. A avaliação das candidaturas será feita pela CIM do Alto Minho”, garantiu.

“O financiamento dos projetos poderá oscilar entre os 30 e os 60%. Vai depender muito da mais-valia dos projetos. O que significa que os 5,34 milhões vão resultar num investimento direto global, entre investimento elegível e investimento próprio da ordem dos 10 a 12 milhões de euros”, especificou.

Os avisos já foram abertos, sendo que as candidaturas podem ser formalizadas através de formulário eletrónico no Balcão 2020, até 26 de fevereiro.

“O nosso interesse é que estes 5,4 milhões de euros, que vão ser colocados à disposição do território, sejam todos tomados através de bons projetos. É uma oportunidade importante para as micro e pequenas empresas apostarem na capacitação, transformação dos processos de comercialização, melhorar ferramentas digitais, visto que este formato tem cada vez tem mais expressão, e na internacionalização”, sustentou.

A qualificação dos agentes de animação turística e das agências de viagem do Alto Minho, é um dos sete avisos hoje lançados, com uma dotação financeira de 198 mil euros, até ao montante máximo de 100 mil euros por projeto.

A qualificação das lojas com história, de lojas tradição e de lojas produção territorial, cuja dotação orçamental é de 210 mil euros, até ao montante máximo de 60 mil euros por projeto.

Um terceiro aviso prende-se com a qualificação dos restaurantes típicos e que prevê apoios de 870 mil euros, até ao montante máximo de 235 mil euros por projeto.

A promoção do artesanato do Alto Minho dispõe de uma dotação financeira de 85 mil euros, até ao montante máximo de 25 mil euros por projeto e com um investimento mínimo, excecional, superior a cinco mil euros.

A qualificação da produção industrial associada aos recursos endógenos do Alto Minho absorve a maior fatia, com 2.786.000 euros, para apoio até ao montante máximo de 235 mil euros, por projeto.

Os dois últimos avisos são relativos à qualificação da oferta de alojamento de turismo de excelência, com uma dotação de 450 mil euros, até ao montante máximo de 235 mil euros por projeto, e à produção territorial do Alto Minho, com 840 mil euros, sendo elegíveis projetos até ao montante máximo de 235 mil euros.

“A taxa de incentivo máxima a conceder à totalidade dos avisos é de 40% para os investimentos localizados em territórios do interior e de 30% para investimentos nos restantes territórios, a que acresce uma majoração de 10 ou 20 pontos percentuais em função do sector empresarial a que se refere a candidatura”, especificou o autarca.

A CIM do Alto Minho vai apresentar o programa de incentivos, no dia 22, numa sessão de esclarecimento ‘online’, e promover a sua divulgação através das associações comerciais, industriais e outras entidades da região.

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Viana do Castelo

Viatura cai à água junto à zona portuária de Viana do Castelo

No rio Lima

Foto: Divulgação / AMN

Uma viatura destravada e sem ocupantes caiu esta quinta-feira à agua do rio Lima, na zona portuária de Viana do Castelo.

O alerta foi dado cerca das 16:00 horas para a queda junto à rampa nas proximidades do edifício do comando local da Polícia Marítima.

Na sequência do incidente, tripulantes da Estação Salva-vidas entraram dentro de água para prestar auxílio, evitando, com a colaboração de uma embarcação de pesca, que a viatura continuasse a submergir.

De acordo com fonte da Autoridade Marítima Nacional (AMN), o alerta foi recebido “através de um popular que se apercebeu da ocorrência”.

Fonte: AMN

Fonte: AMN

Fonte: AMN

“Alertou de imediato os elementos desta estação, que se deslocaram para o local e entraram dentro de água para verificar se se encontrava alguém dentro da viatura”, refere nota da AMN.

“Os elementos da Estação Salva-vidas constataram que não havia nenhuma pessoa dentro do carro, tendo passado um cabo de reboque na parte de trás da viatura e, com a colaboração de uma embarcação pesca, impedido que esta continuasse a submergir”, continua o documento.

Foi depois retirado o carro da água, rebocando-o com recurso a uma viatura.

A Polícia Marítima registou a ocorrência.

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