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Viana do Castelo

Resistentes do prédio Coutinho em Viana esperam que tribunal trave despejo

Providência cautelar

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Foto: DR / Arquivo

Ao terceiro dia, os nove moradores de seis frações do prédio Coutinho, em Viana do Castelo, resistem já sem água e sem gás, aguardando que o tribunal aceite a providência cautelar que interpuseram na segunda-feira para travar o despejo.

“É só isso que queremos. Que o tribunal se pronuncie sobre a providência cautelar que interpusemos na segunda-feira” para travar o despejo, afirmou hoje à Lusa Francisco Rocha, que desde segunda-feira não abandona o apartamento de três assoalhadas, no oitavo andar daquele prédio, que comprou na década de 70.

Contactada hoje pela Lusa, fonte do Tribunal Administrativo e Fiscal de Braga (TAFB) disse “ainda não haver despacho da providência cautelar que deverá ser hoje apreciada pelo juiz”.

Francisco Rocha e a mulher, de 73 e 72 anos, respetivamente, dizem que vão resistir “até à morte”.

“Não temos água desde segunda-feira, o gás foi cortado na terça-feira, cerca das 18:00, e luz ainda temos. Não tomámos banho, cheiramos mal, a comida tem chegado pela janela. Temos amigos que nos fazem chegar através de uma corda. Já comprei uma espécie de roldana para puxar uma botija de gás. Cá nos arranjaremos”, afirmou Francisco Rocha.

O morador adiantou que “quem sair do prédio não volta a entrar”.

O advogado dos moradores, Magalhães Sant’Ana, chegou ao edifício Jardim, localmente conhecido por prédio Coutinho, cerca das 10:30, para reunir com os últimos moradores.

Esta ação de despejo estava prevista cumprir-se às 09:00 de segunda-feira, na sequência de uma decisão do Tribunal Administrativo e Fiscal de Braga, de abril, que declarou improcedente a providência cautelar movida pelos moradores em março de 2018.

Na terça-feira, à Lusa, a VianaPolis informou que, “das 105 frações do prédio Coutinho, seis estão por entregar e são habitadas por nove pessoas”, estando em curso negociações com vista a um acordo com os últimos moradores.

“Continuam a decorrer contactos com os residentes no sentido de uma saída voluntária, estando a VianaPolis disponível para chegar a acordo como chegou com os proprietários de 22 frações que, na segunda-feira, entregaram voluntariamente as chaves dos apartamentos”, sustentou a fonte da sociedade que gere o programa Polis de Viana do Castelo que prevê, desde 2000, a desconstrução do imóvel de 13 andares.

A fonte da VianaPolis “apelou ao bom senso dos ocupantes das frações do edifício Jardim para que cumpram a lei e as decisões dos tribunais”.

Referiu ainda que, na segunda-feira, a “sociedade foi notificada pelo Tribunal Administrativo e Fiscal de Braga (TAFB) da ação de intimação pela defesa dos direitos, liberdades e garantias”, também movida pelo advogado dos moradores e interposta no dia 19.

“Não tendo esta notificação efeitos suspensivos, a VianaPolis irá responder ao tribunal dentro do prazo previsto”, referiu.

A fonte daquela sociedade explicou que “só podem entrar no edifício pessoas autorizadas”.

“Os moradores podem sair livremente. A entrada só com autorização da VianaPolis”, reforçou, adiantando que “a suspensão do fornecimento de água ao prédio já foi concretizada e que ainda hoje será cortado o abastecimento de gás”.

Na segunda-feira, os últimos 11 moradores no edifício recusaram entregar a chave das habitações à VianaPolis, no prazo fixado pela sociedade que gere o programa Polis, para tomar posse administrativa das últimas frações do edifício.

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Viana do Castelo

Três toneladas de bivalves apreendidas em Viana

GNR identificou um homem de 35 anos

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A Unidade de Controlo Costeiro da GNR apreendeu hoje, no concelho de Viana do Castelo, 3,23 toneladas de bivalves, com o valor estimado de 28.500 euros, anunciou hoje aquela força.

Foto: GNR

Em comunicado, a GNR refere que a apreensão ocorreu durante uma ação de fiscalização rodoviária, orientada para a verificação e controlo do transporte de pescado fresco e moluscos bivalves.

A GNR detetou um veículo de mercadorias que transportava várias espécies de bivalves, sendo que os documentos que sustentavam o transporte estavam “incorretamente preenchidos”.

Segundo a GNR, aquela situação originava falta de rastreabilidade dos bivalves e, consequentemente, a possibilidade de constituírem um perigo para a saúde pública.

Além disso, a ameijoa que seguia na viatura não possuía o tamanho mínimo legal para captura e comercialização, que é de quatro centímetros.

Na operação, a GNR identificou um homem de 35 anos, sendo elaborado o respetivo auto de notícia por contraordenação, devido ao transporte de espécies bivalves em estado imaturo e por falta de rastreabilidade.

Estas infracções são puníveis com coima máxima de 37.500 e 25.000 euros, respetivamente.

Os bivalves apreendidos aguardam por inspeção higiossanitária.

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Viana do Castelo

Deputada do CDS eleita por Viana abandona Assembleia da República “por motivos pessoais”

Ilda Araújo Novo havia sido indicada para incorporar a lista às próximas eleições legislativas

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Foto: DR

A atual deputada do CDS-PP, Ilda Araújo Novo, eleita pelo círculo eleitoral de Viana não vai concorrer nas próximas eleições legislativas.

Em comunicado, Ilda Araújo Novo diz que decidiu “renunciar à designação por razões de natureza pessoal e institucional”. Recorde-se que a Distrital do partido, liderada por Paulo Sousa, havia incluído o nome da parlamentar na lista de candidatos às próximas eleições.

“Conquanto muito honrada, e agradecendo a confiança em mim depositada, decidi renunciar à designação por razões de natureza pessoal e institucional”, acrescentando que “ão serei candidata às próximas eleições legislativas pelo círculo eleitoral de Viana do Castelo, retomando a minha vida profissional”.

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Viana do Castelo

Mulher grita durante discurso de Costa em Viana: “Não ao lítio. Vendidos. Portugal não está à venda”

Na cerimónia que assinalou a chegada do comboio elétrico à cidade

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Foto: Gentilmente cedida por "Olhar Viana do Castelo"

A PSP identificou hoje, em Viana do Castelo, uma mulher que se manifestou contra a exploração de lítio em Portugal, enquanto o primeiro-ministro discursava na cerimónia que assinalou a chegada do comboio elétrico àquela cidade.

A mulher, que passava de bicicleta no local da cerimónia, gritou “Não ao lítio. Vendidos. Portugal não está à venda”.

“Não ofendi ninguém, apenas me manifestei contra a exploração do lítio em Portugal”, referiu Nina Verde Silva, residente em Vila Praia de Âncora, concelho de Caminha.

Confessou que a sua particular preocupação é a eventual exploração de lítio na Serra d’Arga.

“Mas sou contra a exploração tanto na Serra d’Arga como em qualquer outro ponto do país. Porque, como disse, Portugal não está à venda”, acrescentou.

No início do mês, numa audição parlamentar na Comissão de Economia, Inovação e Obras Públicas, o ministro do Ambiente e da Transição Energética disse ter sido decidido retirar do concurso para a prospeção de lítio os sítios da Rede Natura 2000.

“Já é público o que vou dizer. Na análise e discussão que está a ser feita pelas autarquias vamos retirar também os Sítios da Rede Natura 2000, que é exatamente a Serra d’Arga”, afirmou João Pedro Matos Fernandes na resposta à interpelação da deputada do PSD Liliana Silva, eleita pelo distrito de Viana do Castelo.

FOTOGALERIA [Olhar Viana do Castelo]: Viana em festa para receber comboio elétrico

Ponte de Lima, Viana do Castelo e Caminha iniciaram um projeto intermunicipal, intitulado “Da Serra d’Arga à Foz do Âncora”, que pretende alcançar a classificação da Serra d’Arga como Área Protegida, como forma de travar aquele projeto de prospeção de minerais.

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