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Guerra na Ucrânia

Residentes de Mariupol levados à força para a Rússia, dizem ucranianos

13 milhões de ucranianos necessitam de assistência humanitária

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Foto: Arquivo

A câmara municipal de Mariupol denunciou hoje que os residentes desta cidade do leste da Ucrânia estão a ser levados contra a sua vontade para a Rússia.

“Os ocupantes estão a forçar as pessoas a irem para a Rússia. Na semana passada, vários milhares de moradores de Mariupol foram levados para o território russo”, lê-se num comunicado da câmara.

Os separatistas apoiados pela Rússia, no leste da Ucrânia, disseram hoje que 2.973 pessoas foram retiradas de Mariupol desde 05 de março, incluindo 541 nas últimas 24 horas.

Na sua declaração, a câmara municipal de Mariupol também alegou que telemóveis e documentos das pessoas levadas à força para a Rússia foram inspecionados por tropas russas, antes de enviar os moradores de Mariupol para “cidades remotas” daquele país.

A cidade sitiada de Mariupol, que tem sofrido episódios de bombardeio pesado das forças russas, está sem alimentos, água e energia.

A Rússia lançou em 24 de fevereiro uma ofensiva militar na Ucrânia que causou pelo menos 902 mortos e 1.459 feridos entre a população civil, incluindo mais de 170 crianças, e provocou a fuga de mais de 10 milhões de pessoas, entre as quais mais de 3,3 milhões para os países vizinhos, indicam os mais recentes dados da ONU.

Segundo as Nações Unidas, cerca de 13 milhões de pessoas necessitam de assistência humanitária na Ucrânia.

A invasão russa foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que respondeu com o envio de armamento para a Ucrânia e o reforço de sanções económicas e políticas a Moscovo.

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