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Guimarães

Requalificação do edifício Jordão e Garagem Avenida em Guimarães arrancou hoje

11,5 milhões de investimento e um ano e meio de prazo de conclusão

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Foto: CM Guimarães

As obras de requalificação do edifício Jordão e Garagem Avenida, em Guimarães, arrancaram hoje, com o objetivo de ali instalar a Escola de Música e Escola de Artes Performativas e Visuais, adiantou a autarquia vimaranense.

Em comunicado enviado hoje, a Câmara Municipal de Guimarães aponta que a obra representa um investimento de 11,5 milhões de euros e que o prazo de execução previsto é de um ano e meio.

“O edifício do Teatro Jordão está na memória dos vimaranenses e completará ainda a reabilitação de Couros, que queremos enquadrar no âmbito do Património Mundial da Humanidade, sendo um novo espaço do conhecimento”, refere no texto o presidente da autarquia, destacando a “preocupação em manter a memória do edificado”.

A autarquia explica que o projeto contempla um auditório de 400 lugares, a nova Escola de Música da Academia Valentim Moreira de Sá (Conservatório de Guimarães) e ainda espaços dedicados ao curso de Artes Performativas e Visuais da Universidade do Minho, conferindo uma “nova vida ao edifício com 80 anos”.

Domingos Bragança realça ainda que “o exterior do edifício será preservado e o seu interior será mantido até ao limite do que for possível, sem colocar em causa a sua função de escola de música, das artes performativas e das artes visuais, tendo sempre presente o enquadramento deste projeto nos fundos europeus”.

A obra, esclarece o texto, é apoiada por fundos da União Europeia (Fundo Europeu do Desenvolvimento Regional), ao abrigo do programa Norte 2020, no valor de 9,8 milhões de euros.

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Guimarães

Mais pequenos podem “curtir Ciência no verão” em Guimarães

As actividades têm um custo associado: seis euros por dia ou 25 euros por semana

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Foto: DR

Construir máquinas que fazem desenhos, criar “super slimes” ou ser um mini-chef são algumas das atividades que as crianças com idades entre os 6 e os 12 anos, podem fazer no “Curtir Ciência no verão”, um programa elaborado pelo Centro de Ciência Viva de Guimarães para o mês de Julho.

Outra das propostas é uma oficina que alia ciência e literatura e que consiste na apresentação encenada do conto inédito “A Cidade dos Elementos”, intercalada com várias atividades experimentais ligadas à Química.

A edição deste ano arranca no dia 01 de julho com a oficina “A Ciência do Jogo”, que inclui a oferta de um pequeno jogo produzido nas impressoras 3D do Curtir Ciência.

A segunda semana abre com a apresentação do conto inédito “A Cidade dos Elementos”, cujas personagens são os Elementos Químicos da Tabela Periódica. O programa encerra com o “Quiz de Ciência”, que põe à prova os conhecimentos dos participantes através da realização de experiências práticas.

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Guimarães

Homem detido por alegado tráfico de droga em Guimarães

Suspeito de 54 anos

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Foto: DR/Arquivo

A PSP anunciou hoje a detenção, em Guimarães, de um homem de 54 anos, por suspeita de tráfico de estupefacientes.

Em comunicado, a PSP refere que a detenção ocorreu na noite de sábado, tendo o suspeito sido intercetado na posse de heroína suficiente para 19 doses, cocaína suficiente para seis e haxixe suficiente para oito, além de 0,61 gramas de liamba.

A droga foi apreendida e o detido notificado para comparecer nos Serviços do Ministério Público junto do Tribunal Judicial de Vila Nova de Famalicão.

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Guimarães

Relação agrava pena de subcomissário que agrediu adeptos do Benfica em Guimarães

Caso ocorreu em 2015

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O subcomissário Filipe Silva. Foto: O MINHO/Arquivo

O Tribunal da Relação de Guimarães agravou para três anos e meio a pena de prisão, suspensa na sua execução, de um subcomissário da PSP por agressão a dois adeptos do Benfica naquela cidade, em maio de 2015.

Em nota hoje publicada no seu site, a Procuradoria-Geral Distrital do Porto refere que em primeira instância o arguido, Filipe Silva, tinha sido condenado a três anos de prisão, com pena suspensa, resultando o agravamento de um recurso interposto pelo Ministério Público.

A defesa do arguido também recorreu, pedindo a absolvição, mas este recurso foi indeferido.

O arguido foi condenado por dois crimes de ofensa à integridade física qualificada, relativos às agressões, e dois crimes de falsificação de documento e dois crimes de denegação de justiça e prevaricação, por alegadamente ter feito constar factualidade falsa no auto de notícia.

Terá ainda de pagar, em conjunto com o Estado, uma indemnização de 7.000 euros às vítimas, pai e filho, por danos não patrimoniais.

Para a condenação, o tribunal teve em conta o “elevado” grau de ilicitude da atuação do arguido, as lesões que provocou às vítimas, as elevadas exigências de prevenção geral em relação ao crime de ofensas à integridade física e o facto de o arguido não ter manifestado arrependimento.

Os factos remontam a 17 de maio de 2015, logo após o final do jogo entre o Vitória Sport Club e o Sport Lisboa e Benfica, no exterior do Estádio D. Afonso Henriques, em Guimarães.

O tribunal considerou que uma das vítimas dirigiu “impropérios” a Filipe Silva e que este lhe “desferiu bastonadas”, atingindo-a ainda com uma joelhada nas costas.

Além disso, o arguido agrediu o pai daquele adepto com “dois socos no rosto”.

Para o tribunal, em ambos os casos o arguido utilizou “de forma excessiva” os meios coercivos de que dispunha, “no âmbito dos poderes funcionais que lhe foram legalmente conferidos para o exercício da função policial”.

Agiu, assim, “com grave abuso de autoridade, valendo-se da posição superior de autoridade em que estava investido para consumar a agressão, bem sabendo da especial censurabilidade da sua conduta”, segundo a decisão judicial.

Ainda segundo o tribunal, o arguido elaborou um auto de notícia e um relatório com dados que “não correspondiam à verdade, assim pretendendo justificar a conduta em que incorrera”.

No auto de notícia, o subcomissário escreveu que o adepto mais novo resistiu a uma ordem de detenção e cuspiu-o, ameaçou-o e injuriou-o.

Foram anexadas fotos de um rasgão no polo da farda, alegadamente provocado pelos adeptos.

No recurso interposto para a Relação, a defesa de Filipe Silva alega que o adepto filho injuriou o subcomissário e resistiu a várias tentativas de detenção, pelo que o arguido teve necessidade de desferir “impactos” com os bastões que detinha, para o imobilizar.

O recurso refere ainda que o adepto pai agarrou Filipe Silva pelas costas, rasgando-lhe o uniforme e provocando-lhe escoriações na zona das axilas, pelo que o arguido lhe desferiu dois socos para se libertar do “ataque”, num quadro de “legítima defesa”.

Sublinha que os dois adeptos tiveram um comportamento “ofensivo e ilícito, sempre em crescendo” e que o subcomissário sentiu “forte receio e pânico”, chegando a temer pela própria vida, já que nas imediações estavam cerca de 5.000 adeptos e se registava “um clima de clara confrontação com as autoridades”.

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