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Alto Minho

Requalificação de escola, em Valença, custará 3,2 milhões e fica pronta no próximo ano letivo

EB 2,3/Secundária de Valença

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Foto: jf-vcca.pt / DR

A requalificação da escola EB 2,3/Secundária de Valença, num investimento de 3,2 milhões de euros a “primeira grande intervenção” naquele edifício em mais de 30 anos, estará pronta e ao serviço da comunidade escolar já no próximo ano letivo.

Em comunicado, hoje, a autarquia da segunda cidade do distrito de Viana do Castelo acrescentou tratar-se da “segunda maior empreitada de obras públicas lançada, em Valença pelo município, depois Escola Superior de Ciências Empresariais (ESCE), DO Instituto Politécnico de Viana do Castelo (IPVC).

A obra é suportada financeiramente pela Câmara Municipal de Valença, com apoios do Norte 2020, através do Plano de Desenvolvimento de Coesão Territorial do Alto Minho e do Governo.

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Viana do Castelo

BE questiona sobre descargas poluentes em monumento natural em Viana do Castelo

Poluição

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Foto: DR / Arquivo

O Bloco de Esquerda (BE) questionou o Governo sobre “sucessivas descargas poluentes” na Ribeira de Anha, na freguesia Vila Nova de Anha, classificada como monumento natural pela Câmara de Viana do Castelo.

Numa pergunta dirigida ao ministro do Ambiente e da Ação Climática, Matos Fernandes, hoje enviada à Lusa, a deputada Maria Manuel Rola pretende saber “se o Governo tem conhecimento das recorrentes descargas para a ribeira”, denunciadas pela população que diz que “os peixes têm morrido e que a ribeira não tem vida”.

“A própria Junta de Freguesia de Vila Nova de Anha admite ser um problema antigo e grave”, refere a deputada do BE que recorda que que aquela ribeira, “classificada como monumento natural pelo município de Viana do Castelo, conserva o resto de uma praia de seixos do último interglaciar, com idade absoluta próxima de 125 mil anos”.

“Este registo é, até ao momento, o único deste género na costa do Alto Minho”, sublinha a deputada.

Na pergunta dirigida ao Ministério do Ambiente e da Ação Climática, Maria Manuel Rola, adianta que “este monumento natural também regista testemunhos das plataformas costeiras do último interglaciar, que estão neste local cerca de um metro abaixo das congéneres a norte do Rio Lima e em resultado de uma falha geológica com atividade recente (movimento vertical de 0,008 mm/ano) e sobre a qual o rio Lima se instalou”.

“Ocorrem também neste monumento natural geoformas costeiras como sapas e marmitas, do penúltimo interglaciar (idade absoluta aproximada de 245 mil anos) e salinas de idade pré-romana”, reforça.

Para o BE trata-se de “uma situação inadmissível que dura há demasiado tempo e parece estar sem fim à vista”.

“As populações estão, e com razão, cada vez mais indignadas com a frequência e magnitude destes atentados ambientais, sem que pareça haver uma ação eficaz das autoridades, da Agência Portuguesa do Ambiente (APA), da Administração da Região Hidrográfica do Norte (ARHN) e das autarquias, principalmente da Câmara de Viana do Castelo, concelho do troço do rio onde se têm verificado estas descargas, sem atuação eficaz para que estes atentados ambientais não se repitam e consequentemente sem que os autores sejam devidamente responsabilizados”, lê-se no documento.

A deputada do BE quer saber os resultados das inspeções feitas na ribeira e que medidas vai o Governo adotar para solucionar o problema.

Contactado pela Lusa, o vereador do Ambiente da Câmara de Viana do Castelo, Ricardo Carvalhido, disse que o município “encetou e tem em curso todas as diligências ao seu alcance para identificação dos emissários, nomeadamente ações de fiscalização e ensaios físico-químicos, em articulação com a Agência Portuguesa do Ambiente (APA) e a Águas do Alto Minho(AdAM).

Ricardo Carvalhido admitiu que a autarquia “tem sido confrontada, nos últimos meses, com episódios de descargas de efluentes de origem desconhecida, mas com características poluentes, em duas das suas ribeiras mais importantes – a de Anha, em Vila Nova de Anha e a de São Vicente, na Meadela”.

“Estas ribeiras são elementos biofísicos fundamentais e são estruturantes da zona húmida das Caldeiras de D. Prior (onde se desenvolve o Parque Ecológico Urbano), e do Monumento Natural da Ribeira de Anha, áreas que compõem a Rede Municipal de Ciência nas dimensões da conservação da natureza e da promoção da educação e literacia”, enfatizou, referindo “a importância nevrálgica destas ribeiras para as várias agendas de desenvolvimento em curso”.

Questionada pela Lusa, a empresa Águas do Norte informou que “as descargas verificadas na ribeira de Anha, não foram provocadas por qualquer infraestrutura que esteja a ser gerida pela concessionária do sistema multimunicipal de abastecimento de água e de saneamento do Norte de Portugal”.

“Após a avaliação técnica efetuada no local, foi comprovado que as ocorrências em causa foram provocadas por descargas clandestinas, pelo que a Águas do Norte é completamente alheia à mesma”, reforça a empresa.

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Alto Minho

Embarcação de recreio espanhola sofre golpe de mar e vira junto a ilha em Caminha

Acidente

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Foto: Divulgação / Polícia Marítima

Um barco de recreio espanhol sofreu hoje um golpe de mar, virou e encalhou na areia junto à ilha da Ínsua, em Caminha, mas os dois tripulantes não sofreram ferimentos informou a capitania local.

Em comunicado enviado à imprensa, a capitania de Caminha explicou que o acidente ocorreu cerca das 07:05, sendo que o alerta foi dado ao comando local da Polícia Marítima de Caminha, pelo proprietário da embarcação.

Após o acidente, “os dois tripulantes de nacionalidade espanhola que se encontravam na embarcação a pescar, conseguiram chegar a terra sem sofrerem ferimentos e sem necessidade de assistência médica”.

A capitania de Caminha realizou “uma vistoria técnica constatando estarem reunidas condições para a embarcação acidentada poder ser retirada do local e ser rebocada para os estaleiros El Pasaxe, em Espanha”.

O reboque da embarcação “foi acompanhada por uma embarcação da Polícia Marítima, com dois agentes, no sentido de salvaguardar a segurança da operação”.

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Alto Minho

Ponte de Lima investe mais 500 mil euros na erradicação de espécies invasoras do rio Lima

Ambiente

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Foto: Divulgação

A Câmara de Ponte de Lima vai investir mais 500 mil euros em dois projetos para, a partir de junho, erradicar espécies exóticas que invadem as margens e as águas do rio Lima, informou hoje fonte autárquica.

“Estas espécies estão a invadir e a ocupar toda a área útil do rio, constituindo um problema, desde logo, para as outras espécies aquáticas que ficam com o seu espaço reduzido, provocando a deterioração da qualidade da água. Há ainda o impacto na fauna, sobretudo ao nível das espécies de peixes, e um impedimento ao normal desenvolvimento de atividades turísticas e até desportivas no leito do rio. É um obstáculo à prática da canoagem ou apenas para um simples banho no rio”, explicou hoje à Lusa o chefe da unidade de recursos naturais e rurais daquela autarquia.

Gonçalo Rodrigues explicou que um dos projetos, no valor de 456 mil euros, vai permitir “fazer um trabalho que nunca tinha sido feito ao nível da erradicação de espécies exóticas invasoras aquáticas, no leito do rio Lima”.

Para esta ação, a empreitada foi lançada a concurso público na sexta-feira.

“A zona mais infestada por espécies como, por exemplo, a pinheirinha ou a elódea-comum está identificada entre o açude e o viaduto da autoestrada A3. Não sendo um problema recente, notámos que ultimamente o problema estava a provocar um conjunto de impactos indesejáveis no plano de água entre o açude e o viaduto da A3, sendo que a limpeza vai estender-se até ao limite dos concelhos de Ponte da Barca e Arcos de Valdevez”, especificou.

Já outra ação, que representa um investimento de cerca de 60 mil euros, pretende dar continuidade ao trabalho que vem sendo desenvolvido, em parceria com a Agência Portuguesa do Ambiente (APA), para controlo e erradicação de espécies exóticas invasoras terrestres (acácias e austrálias, entre outras) nas margens do rio Lima, classificado como Sítio de Importância Comunitária (SIC).

“Juntando todos os projetos que temos vindo a realizar para combater as espécies terrestres o investimento está muito próximo do valor do que vamos investir agora para erradicar as invasoras aquáticas”, destacou.

O projeto permitirá ainda “ampliar a área intervencionada até à totalidade da extensão do SIC Rio Lima, inserida nos limites administrativos do concelho de Ponte de Lima”.

Ambos os projetos, financiados por fundos do Programa Operacional Sustentabilidade e Eficiência no Uso de Recursos (POSEUR) e meios do município, vão decorrer a partir de junho e até outubro, tal como determina um parecer do Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF).

As ações, “validadas pela Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDR-N), vão ainda permitir avaliar a eficácia dos métodos aplicados e do impacto real ou potencial sobre espécies e ‘habitats’, bem como definir as condições para a realização de ações de controlo de continuidade e criar/adotar soluções inovadoras de monitorização de espécies exóticas invasoras com vista à prevenção e deteção precoce de focos de dispersão destas espécies no SIC Rio Lima”.

A candidatura “integra, também, a realização de atividades sensibilização dos diversos públicos-alvo e divulgação da problemática das espécies exóticas invasoras”.

O rio Lima nasce a 975 metros de altitude, na província de Ourense, na Galiza. Entra no Alto Minho, próximo do Lindoso e de Soajo, e passa por Ponte da Barca e Ponte de Lima, desaguando no oceano Atlântico, em Viana do Castelo, após percorrer um total de 135 quilómetros.

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