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Viana do Castelo

Reportagem. “Sempre em Frente” agradece proteção e peixe na rede à Senhora d’Agonia

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Foto: palangreiro.blogspot.com (2011)

O barco “Sempre em Frente” tem, este ano, o “orgulho” de levar ao mar o andor de Nossa Senhora d’Agonia para “agradecer” à padroeira a proteção a cada saída para a faina.

“Para qualquer pescador, é um orgulho e uma emoção especial levar o andor de Nossa Senhora. É a nossa padroeira. É nela que pensamos, sempre, que o barco se faz ao mar”, referiu hoje à Lusa o mestre da embarcação Ricardo Guia.

Além da segurança contra ventos e marés, as preces a “Nossa Senhora” ajudam a garantir o sustento das “bocas” que seguem a bordo do “Sempre em Frente”.

“Pedimos-lhe que nos dê muito peixinho. Tenho sete homens a viver do meu barco. Sete famílias que dependem do quinhão de cada dia de faina”, referiu.

Filho e neto de pescadores, Ricardo admite já ter pensado em “largar” a pesca, mas recuou: “Aos 41 anos de idade, já é um pouco tarde para mudar de vida”, desabafou, conformado com “os dias que correm melhor” e que compensam “os piores”, estes confortados pela devoção à Senhora d’Agonia.

“O Sempre em Frente é o barco da ribeira de Viana que mais vezes levou andores ao mar”, atirou. “Há 25 anos que levamos andores ao mar”, acrescentou orgulhoso. Como mestre, é a segunda vez que vai cumprir a missão e garante que o faz, “sempre, com uma grande emoção”.

“Todos os anos os pescadores oferecem-se para levar os andores, mas só leva a padroeira quem já tiver percorrido os quatro santos que acompanham a Senhora da Agonia”, explicou.

Além da Senhora da Agonia, são ainda transportadas na procissão as imagens da Senhora de Monserrate, de São Pedro e da Senhora dos Mares.

Este ano, vai também o andor de Nossa Senhora do Minho e o de Frei Bartolomeu dos Mártires que, desde 2015, passou a integrar a procissão.

Considerado um dos números mais emblemáticos da Romaria d’Agonia, a procissão ao mar e ao rio cumpre-se há 50 anos, sempre a 20 de agosto, desde 1968. Já o culto à padroeira dos pescadores tem a sua primeira referência escrita em 1744.

A solenidade do número religioso obrigou o “Sempre em Frente” a retocar a pintura. Com mais de 15 metros de comprimento, a embarcação está “pintada de fresco” e, na véspera da procissão, dia 19 à noite, vai ser “engalanado com flores, redes e outras artes de pesca”.

“É um momento em que família e amigos se juntam para embelezar o barco”, acrescentou.

Na segunda-feira, dia 20, as margens do rio Lima enchem-se. São milhares de pessoas concentradas para ver e saudar a procissão, envolvendo mais de uma centena de embarcações de pesca e de recreio.

No regresso a terra, os pescadores transportam os andores de novo à igreja situado no Campo da Agonia, passando pelas ruas da ribeira onde, durante a madrugada, foram confecionados, manualmente, os típicos tapetes de sal.

A confeção dos desenhos, gravados em cinco ruas e uma alameda, com mais de 30 toneladas de sal colorido, realiza-se sempre na noite anterior ao dia da padroeira, feriado municipal, mobilizando centenas de pessoas, sobretudo moradores daquela zona da cidade.

A preparação começa meses antes da festa, mas a “noite dos tapetes”, como é localmente conhecida, atrai milhares de forasteiros que se perdem pelas tasquinhas da ribeira, animadas durante toda a madrugada com concertinas e cantares ao desafio.

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Viana do Castelo

Procissão voltou a ir ao mar em Viana do Castelo

Romaria d’Agonia

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Foto: DR

Os barcos tradicionais voltaram a sair para as águas da costa de Viana do Castelo em mais uma edição da Procissão ao mar, inserida na Romaria d’Agonia, festas típicas do concelho de Viana do Castelo.

Foto: Romaria d’Agonia

Foto: Romaria d’Agonia

Foto: Romaria d’Agonia

Foto: Romaria d’Agonia

Foto: Romaria d’Agonia

Foto: Romaria d’Agonia

Foto: Romaria d’Agonia

Foto: Romaria d’Agonia

Foto: Romaria d’Agonia

Foto: Romaria d’Agonia

Foto: Romaria d’Agonia

Foto: Romaria d’Agonia

Estas festividades remontam a 1772, em honra da padroeira dos pescadores, Senhora da Agonia. Desde sempre, a ela acorreram homens do mar vindos do litoral português e também da Galiza. São declaradas como feriado municipal, encerrando a dia 20.

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Viana do Castelo

Tapetes de sal dão cor a ruas de Viana no último dia da Romaria d’Agonia

FOTOGALERIA

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Fotos: Facebook de Romaria d'Agonia

Após uma noite longa de trabalho, Viana do Castelo acordou, esta terça-feira, vestida de sal, com os tapetes a colorirem várias ruas, no último dia da Romaria d’Agonia.

O ouro e o poema “Havemos de ir a Viana” inspiram o tapete em honra da Senhora d’ Agonia que os moradores na rua principal da ribeira criaram de ontem para hoje.

No total, segundo números da VianaFestas, entidade que organiza a Romaria d’ Agonia, são utilizadas mais de 30 toneladas de sal na confeção dos tapetes.

Foto: Facebook de Romaria d’Agonia

Foto: Facebook de Romaria d’Agonia

Foto: Facebook de Romaria d’Agonia

Foto: Facebook de Romaria d’Agonia

Foto: Facebook de Romaria d’Agonia

Foto: Facebook de Romaria d’Agonia

Foto: Facebook de Romaria d’Agonia

Foto: Facebook de Romaria d’Agonia

Foto: Facebook de Romaria d’Agonia

Foto: Facebook de Romaria d’Agonia

Foto: Facebook de Romaria d’Agonia

Foto: Facebook de Romaria d’Agonia

Foto: Facebook de Romaria d’Agonia

Foto: Facebook de Romaria d’Agonia

Foto: Facebook de Romaria d’Agonia

Foto: Facebook de Romaria d’Agonia

Foto: Facebook de Romaria d’Agonia

Foto: Facebook de Romaria d’Agonia

Foto: Facebook de Romaria d’Agonia

Foto: Facebook de Romaria d’Agonia

Foto: Facebook de Romaria d’Agonia

Foto: Facebook de Romaria d’Agonia

Foto: Facebook de Romaria d’Agonia

Foto: Facebook de Romaria d’Agonia

Foto: Facebook de Romaria d’Agonia

Foto: Facebook de Romaria d’Agonia

Foto: Facebook de Romaria d’Agonia

Foto: Facebook de Romaria d’Agonia

Foto: Facebook de Romaria d’Agonia

Foto: Facebook de Romaria d’Agonia

Foto: Facebook de Romaria d’Agonia

Foto: Facebook de Romaria d’Agonia

Foto: Facebook de Romaria d’Agonia

Como manda a tradição, é por estes tapetes que o andor da Senhora d’ Agonia irá passar no regresso da também típica procissão ao mar e ao rio.

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Viana do Castelo

Vinte e oito pescadores de Viana do Castelo recebem 500 mil euros por parque eólico

Compensação financeira

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Foto: retirada do cartaz "Seminário - A Economia do Mar" (CEVAL) / Arquivo

O presidente da Câmara de Viana do Castelo informou hoje ter sido decidida uma compensação financeira de meio milhão de euros às 28 embarcações de pesca local diretamente afetadas pela instalação de um parque eólico ao largo do concelho.

O socialista José Maria Costa, que falava aos jornalistas no final da segunda reunião hoje realizada com uma delegação de pescadores, disse que, dos 500 mil euros, 400 vão ser suportados pela Rede Elétrica Nacional (REN) e os restantes 100 mil euros pela EDP renováveis.

Inicialmente a EDP Renováveis disponibilizou uma verba de 200 mil euros para compensar essas embarcações, mas os pescadores não aceitaram aquele valor e chegaram a equacionar não participar, na terça-feira, na procissão ao mar em honra da Senhora d’Agonia. O protesto ficou hoje sem efeito após o acordo alcançado.

Em causa está o Windfloat Atlantic (WFA), um projeto de uma central eólica ‘offshore’ (no mar), em Viana do Castelo, orçado em 125 milhões de euros, coordenado pela EDP, através da EDP Renováveis.

As 28 embarcações de pesca local serão diretamente afetadas pela interdição da pesca na envolvente (0,5 quilómetros de cada lado) do cabo submarino, com cerca de 17 quilómetros de extensão, que vai ligar o parque eólico flutuante à rede, instalada em Viana do Castelo.

“Penso que é uma boa notícia. Conseguimos ter uma compensação justa para os pescadores face aos impedimentos que vão ter no futuro”, afirmou José Maria Costa, que sublinhou a “colaboração” das secretarias de Estado das Pescas e da Energia.

O porta-voz dos 28 pescadores, António Coimbra, disse que “dentro do possível foi um acordo satisfatório para todos”.

António Coimbra garantiu que o protesto inicialmente previsto para a procissão ao mar fica sem efeito e que as 28 embarcações de pesca local vão participar na homenagem à padroeira.

“Vamos participar. Essa posição de força [de ausência na procissão] foi tomada não de livre vontade, mas de certa maneira empurraram-nos para isso. A única maneira de chamar a atenção das autoridades políticas deste país é a demonstração de força”, acrescentou.

Além da compensação financeira, António Coimbra revelou que o acordo hoje alcançado inclui “futuras regalias”, que não quis especificar.

Já José Maria Costa disse tratar-se de “melhorias relacionadas com a atividade dos pescadores, no porto de pesca”, tendo sido identificadas “algumas situações pontuais” que irá tentar, “até final do ano, resolver com a administração portuária”.

O representante legal dos pescadores, o advogado Pedro Meira realçou “o papel decisivo do presidente da Câmara”

“Um papel de mediador, discreto. Conseguiu que as partes chegaram a bom porto. Foi fundamental, essencial”, destacou Pedro Meira.

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