Renda mediana de novos contratos de arrendamento sobe 10,6% no 4.º trimestre de 2022

Economia
Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO / Arquivo (2021)

A renda mediana dos novos contratos de arrendamento aumentou 10,6% no quarto trimestre de 2022, para 6,91 euros por metro quadrado, registando a variação homóloga mais elevada desde o segundo trimestre de 2021, divulgou hoje o INE.

Segundo os dados do Instituto Nacional de Estatística (INE), de outubro a dezembro do ano passado foram celebrados 22.628 novos contratos de arrendamento, menos 3,3% do que no mesmo trimestre de 2021.

Em cadeia, face ao trimestre anterior, a renda mediana do último trimestre de 2022 aumentou 5,3%.

No período em análise, o número de novos contratos de arrendamento foi 3,3% menor do que o registado no mesmo trimestre de 2021 (23.394 novos contratos) e 6,5% inferior ao do trimestre anterior.

Face ao trimestre anterior, a renda mediana aumentou em 19 das 25 sub-regiões NUTS III, tendo decrescido nas sub-regiões do Alentejo Litoral (-13,4%), Alto Alentejo (-9,0%), Douro (-3,3%), Alto Tâmega (-2,9%), Alentejo Central (-0,5%) e Região Autónoma da Madeira (-0,1%).

O maior acréscimo foi registado na Região Autónoma dos Açores (+26,1%), seguindo-se, com valores acima de 10%, a Beira Baixa (+15,0%) e Tâmega e Sousa (+11,2%). A renda mediana nas áreas metropolitanas de Lisboa (+2,5%) e Porto (+4,2%) também aumentou.

De acordo com o INE, o valor das rendas situou-se acima do valor nacional nas sub-regiões Área Metropolitana de Lisboa (10,38 euros por metro quadrado (€/m2)), Algarve (8,06 €/m2), Área Metropolitana do Porto (7,62 €/m2) e Região Autónoma da Madeira (7,54 €/m2).

Tal como em anteriores trimestres, Terras de Trás-os-Montes (2,69 €/m2) registou a menor renda mediana por m2 de novos contratos de arrendamento.

Já face ao período homólogo, a renda mediana aumentou em todas as sub-regiões NUTS III, destacando-se, com crescimentos superiores a 20%, Terras de Trás-os-Montes (+26,9%), Baixo Alentejo (+22,7%), Médio Tejo (+22,6%) e Viseu Dão Lafões (+21,1%).

“No quarto trimestre de 2022, todas as sub-regiões com valores medianos de rendas superiores ao nacional – Área Metropolitana de Lisboa, Algarve, Área Metropolitana do Porto e Região Autónoma da Madeira – registaram variações homólogas superiores à observada para o conjunto do país”, detalha o INE.

Analisando os 24 municípios com mais de 100 mil habitantes, de outubro a dezembro a renda mediana por m2 de novos contratos de arrendamento aumentou nos 24 municípios com mais de 100 mil habitantes. Deste conjunto, destacaram-se, com crescimentos homólogos superiores a 20%, três municípios da Área Metropolitana de Lisboa: Oeiras (+23,9%), Lisboa (+22,4%) e Cascais (+21,0%).

O INE salienta ainda, por apresentarem, simultaneamente, taxas de variação homóloga da renda mediana por m2 e do número de novos contratos de arrendamento superiores às do país, os municípios de Cascais (+21,0% e -1,9%), Seixal (+18,1% e +2,5%), Setúbal (+15,0% e +7,1%), Sintra (+12,4% e -2,0%) e Almada (+10,7% e -3,0%), Maia (+10,8% e -2,0%), Guimarães (+15,1% e +4,7%) e Funchal (+12,8% e +19,8%).

Por outro lado, Gondomar (+10,3% e -10,8%), Odivelas (+6,2% e -11,9%) e Loures (+9,4% e -9,3%) e Leiria (+10,3% e -7,7%) apresentaram variações homólogas da renda mediana e do número de novos contratos de arrendamento inferiores às do país.

Nas áreas metropolitanas de Lisboa e Porto, e tal como em trimestres anteriores, todos os municípios com mais de 100 mil habitantes, com exceção de Santa Maria da Feira (5,08 €/m2) e Gondomar (6,62 €/m2), registaram rendas medianas superiores à nacional, mas variações homólogas diferenciadas.

Assim, deste conjunto de municípios das áreas metropolitanas, o INE destaca, com valores de rendas superiores ao do país e taxas de crescimento homólogo das rendas de novos contratos de arrendamento inferiores à referência nacional, Odivelas (9,44 €/m2 e +6,2%), Loures (9,09 €/m2 e +9,4%) e Vila Franca de Xira (7,95 €/m2 e +6,0%), todos da Área Metropolitana de Lisboa.

Tal como a maioria dos municípios das áreas metropolitanas, o Funchal (8,93 €/m2 e +12,8%) também apresentou renda mediana e variação homóloga superiores às nacionais.

Analisando os resultados dos últimos 12 meses terminados no segundo semestre de 2022, verifica-se que 37 municípios apresentaram rendas acima do valor nacional (6,52 €/m2).

Lisboa apresentou o valor mais elevado (12,88 €/m2), destacando-se ainda, com valores superiores a 8,00 €/m2: Cascais (12,58 €/m2), Oeiras (11,36 €/m2), Porto (9,98 €/m2), Almada (9,49 €/m2), Amadora (9,48 €/m2), Matosinhos (9,03 €/m2), Odivelas (9,00 €/m2), Lagos (8,66 €/m2), Loures (8,54 €/m2), Funchal (8,43 €/m2), Loulé (8,33 €/m2), Albufeira (8,22 €/m2), Seixal (8,07 €/m2), Sintra (8,06 €/m2) e Tavira (8,04 €/m2).

“O padrão territorial das rendas por m2 de novos contratos de arrendamento destacava, com valores superiores ao do país, todos os municípios da Área Metropolitana de Lisboa, do Algarve (10 em 14 com informação disponível) e da Área Metropolitana do Porto (5 em 17). Nas restantes NUTS III, assinalam-se, com rendas superiores ao valor nacional, os municípios do Funchal (8,43 €/m2), de Sines (7,63 €/m2) e de Aveiro (6,88 €/m2)”, nota o INE.

Segundo acrescenta, o município de Lisboa registou o maior número de contratos de arrendamento do país, 9.956 novos contratos celebrados nos últimos 12 meses, mais 4,3% que no período homólogo. Assinala-se ainda, com um número de novos contratos superior a 2.500, o Porto (4.575), Sintra (3.149) e Vila Nova de Gaia (2.894).

 
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