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Portugueses ganham em média 1.326 euros mensais

Segundo o INE

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Foto: DR / Arquivo

A remuneração bruta mensal média por trabalhador aumentou 1,6% no segundo trimestre, face ao mesmo período de 2019, para 1.326 euros, mas o volume de remunerações pagas foi penalizado pela aplicação do ‘lay-off’ simplificado, segundo o INE.


Dados hoje divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) referem que, no trimestre terminado em junho de 2020 a componente regular da remuneração bruta mensal e a remuneração base aumentaram 2,6% e 3,0%, para 1.065 e 1.005 euros, respetivamente.

Em termos reais, tendo em consideração a taxa de variação do Índice de Preços do Consumidor, no mesmo período, as remunerações médias por trabalhador aumentaram 1,8% (total), 2,8% (regular) e 3,3% (base), respetivamente, sinaliza.

O INE destaca, contudo, que “a dinâmica recente das remunerações médias no trimestre terminado em junho de 2020 foi significativamente influenciada pela instituição do regime de ‘lay-off’ simplificado e, em menor grau, do apoio excecional à família”, na sequência da pandemia de covid-19.

Segundo refere, “o volume de remunerações pagas foi afetado, em particular, pela aplicação do regime de ‘lay-off’ simplificado, que resultou numa redução em 1/3 da remuneração base”: Entre as empresas que recorreram a este regime, “a variação nominal homóloga das remunerações médias total, regular e base situou-se, respetivamente, em -2,0%, -0,1% e +0,7%, enquanto no conjunto das restantes empresas se fixou em +5,5%, +5,5% e +5,6%, pela mesma ordem”, nota.

Comparando as empresas que recorreram pelo menos um mês aos regimes de ‘lay-off’ simplificado e de apoio excecional à família com as que nunca recorreram a estes regimes, o INE explica que estes dois grupos “se distinguem, antes de mais, pelo nível de remuneração bruta base mensal média por trabalhador”.

Assim, os trabalhadores do grupo de empresas que recorreram ao ‘lay-off’ registaram remunerações médias abaixo da média da economia (13,1%, em junho de 2020), enquanto os das restantes empresas receberam acima daquela média (17,9%, em junho de 2020).

“Entre março de 2018 e dezembro de 2020, o crescimento da remuneração base por trabalhador das empresas ‘lay-off’ acompanhou, em regra, o crescimento do total da economia. A partir de janeiro de 2020, a taxa de variação homóloga da remuneração base das empresas ‘lay-off’ foi-se tornando sistematicamente inferior à do total da economia (-2,3 pontos percentuais em junho de 2020)”, refere o instituto.

Por oposição, no grupo das empresas que não recorreram ao ‘lay-off’, a taxa de variação homóloga da remuneração base entre março de 2018 e dezembro de 2020 foi “sistematicamente superior à do total da economia” (em média 0,9 pontos percentuais acima do observado para o total da economia no período em análise).

Desde janeiro de 2020, porém, este grupo de empresas apresentou taxas de variação homólogas crescentes, tendo, após março de 2020, intensificado a diferença em relação ao total da economia (+2,2 pontos percentuais em abril, +2,7 pontos percentuais em maio e +2,6 pontos percentuais em junho).

Os resultados hoje divulgados pelo INE dizem respeito a cerca 4,0 milhões de postos de trabalho, correspondentes a beneficiários da Segurança Social e a subscritores da Caixa Geral de Aposentações.

Numa análise por atividade económica, verifica-se que, em junho de 2020, a remuneração total variou entre os 761 euros nas atividades de alojamento, restauração e similares, e os 3.074 euros nas atividades da eletricidade, gás, vapor, água quente e fria e ar frio.

Por dimensão de empresa, em junho a remuneração total variou entre os 791 euros nas empresas no escalão de um a quatro trabalhadores e 1.713 euros nas empresas com 500 e mais trabalhadores.

Tendo como referência o setor institucional das Administrações Públicas das Contas Nacionais, observou-se neste setor um aumento homólogo da remuneração total de 2,8%, passando de 2.073 euros em junho de 2019 para 2.132 euros em junho de 2020.

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País

Crianças imigrantes em Portugal têm risco acrescido de problemas de saúde mental

Estudo

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As crianças imigrantes de primeira geração têm um risco acrescido de problemas emocionais e comportamentais e são mais vulneráveis a perturbações de saúde mental, conclui um estudo feito com crianças estrangeiras e portuguesas da Amadora.

“Se compararmos duas crianças do mesmo sexo, que pertençam a famílias com iguais rendimentos, onde os pais têm níveis de educação idênticos, a criança imigrante de primeira geração tem uma probabilidade 2,5 vezes maior de vir a desenvolver problemas de saúde mental”, disse, em declarações à agência Lusa, Rosário Oliveira Martins, do Instituto de Medicina e Higiene Tropical (IHMT) da Universidade Nova de Lisboa.

A abordagem à saúde mental das crianças insere-se num projeto mais abrangente do IHMT que, em colaboração com os nove centros de saúde da Amadora e o Hospital Amadora Sintra, está a fazer o seguimento da saúde de 420 crianças de 4 anos, portuguesas e filhas de famílias oriundas de Cabo Verde, Brasil, Angola, Guiné-Bissau e S. Tomé e Príncipe.

Os primeiros dados, recolhidos entre junho 2019 e março de 2020, mostraram, segundo Rosário Oliveira Martins, “um padrão de desigualdades sociais e de saúde mental, com as crianças imigrantes em desvantagem”.

“Pertencem mais frequentemente a famílias de baixos rendimentos, com pais com empregos mais precários e a fazer trabalhos pouco qualificados”, afirmou a coordenadora do Doutoramento em Saúde Internacional e líder do Grupo de Investigação “Population Health, Policies and Services” do IHMT.

Os resultados mostram ainda, acrescentou, que “as crianças imigrantes, sobretudo as de 1ª geração têm um risco acrescido de ter problemas emocionais e comportamentais e como tal são mais vulneráveis a problemas de saúde mental”.

Segundo Zélia Muggli, pediatra e coordenadora do trabalho de campo do projeto, verificou-se que “as crianças imigrantes, de primeira e segunda geração, tinham mais dificuldades do foro emocional do que as crianças nascidas em Portugal e filhas de pais também nascidos em Portugal”, disse.

Tendencialmente, estas crianças não verbalizam essas dificuldades, o que poder potenciar quadros futuros de depressão e ansiedade.

“As crianças que guardam tudo, que internalizam os problemas, têm a tendência de acabar deprimidas, enquanto as que exprimem insatisfação tendem a desenvolver hiperatividade e agressividade”, apontou, por seu lado, Thierry Mertens, professor convidado do IHMT e especialista em saúde global.

“Claramente, a tendência para as crianças da imigração é de internalizar os sentimentos”, acrescentou.

Na origem do agravar dos riscos surge, segundo estes dois especialistas em saúde de crianças vulneráveis, o próprio processo migratório das famílias.

“Com este estudo, temos indicações de que o processo migratório seja em si mesmo responsável por vários traumas, surgindo o processo de integração como uma agravante desses traumas”, afirmou Thierry Mertens.

Zélia Muggli acrescentou que as crianças são expostas a “situações de stresse” relacionadas com as condições de vida no país de origem, os fatores culturais, o trajeto até ao destino e a forma como é feita a sua adaptação e a integração.

“O estudo não é muito grande, mas sugere com muita força que as determinante processo de imigração e integração, desigualdades económicas e educação são fundamentais”, complementou Thierry Mertens.

“As vivências deste período vão influenciar muito a saúde mental e o bem-estar da criança”, apontou Zélia Muggli, sublinhando a “urgência” de atuar na prevenção, envolvendo o setor da saúde – com acesso a psicólogos e pedopsiquiatras – mas também os setores social e económico.

Das crianças participantes no estudo, 80% frequentavam o ensino pré-escolar, mas eram também as crianças imigrantes de 1ª geração que mais ficavam em casa com as mães ou outros familiares.

“Muitas destas dificuldades estão relacionadas com as desvantagens que esta famílias tem a nível socioeconómico e há um padrão crescente de desigualdades económicas que pode ser agravado com a pandemia de covid-19”, acrescentou.

Uma avaliação ao impacto da pandemia de covid-19 nestas famílias, feita também pelo IHMT, concluiu que as famílias imigrantes foram mais severamente afetadas pelo vírus do que as nativas em quase todas as frentes.

Mais de dois terços das famílias imigrantes (72%) viram o seu rendimento mensal diminuir devido à perda de trabalho ou à redução do salário durante a pandemia, um valor de apenas 49% para as famílias portuguesas.

Cerca de 46% das famílias imigrantes tiveram dificuldade em assegurar o acesso ao hospital durante a pandemia, enquanto apenas 12% das famílias nativas o fizeram e 39% das famílias imigrantes adiaram o pagamento de rendas, prestações de crédito ou despesas de água, gás e eletricidade durante a pandemia, contra 23% das nativas.

As famílias imigrantes residiam também em casas mais sobrelotadas e 20% referiram não ter um espaço em casa para que os seus filhos pudessem ter aulas à distância.

“Este resultado é consistente com estudos internacionais que referem que o fecho das escolas pode criar enormes desigualdades nas crianças e exacerbar as vulnerabilidades já existentes”, apontou Rosário Oliveira Martins

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Rússia diz que também foi alvo de ataques informáticos por causa da vacina

Covid-19

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O diretor do Centro de Investigação Gamaleya, Alexander Ginzburg, informou hoje que os computadores da instituição que trabalha na primeira vacina russa contra a covid-19, a Sputnik V, foram alvo de ataques informáticos.

Numa entrevista a um canal de televisão russo, citada pela agência EFE, Ginzburg afirma que “houve ataques informáticos” e esclarece que aconteceram há uns meses, quando a vacina estava a ser desenvolvida.

“Não sou um especialista em tecnologias de informação e não posso dizer se estavam relacionados com a vacina ou não (…), mas houve tentativas de entrar nos computadores dos nossos programadores”, afirmou o dirigente.

Estas afirmações surgem dois meses depois de também o Reino Unido, os Estados Unidos da América e o Canadá terem dito que as suas investigações no âmbito da vacina contra o novo coronavírus foram pirateadas, presumivelmente por agências de inteligência russa, lembra a agência noticiosa espanhola.

Esta vacina russa foi registada em 11 de agosto e está na terceira fase de ensaios clínicos desde o início do mês.

Com a Sputnik V na última fase antes de aprovação, a Rússia tem também uma segunda vacina, desenvolvida pelo Centro Estatal de Investigação de Virologia e Biotecnologia Véktor, na segunda fase de ensaios, e que deve ser registada no dia 15 de outubro.

O país continua a registar um aumento de casos, com 7.523 novos diagnósticos nas últimas 24 horas, e soma já 1.143.571 infeções pelo novo coronavírus SARS-CoV-2 desde o início do surto.

A pandemia de covid-19 já provocou pelo menos 993.438 mortos e cerca de 32,6 milhões de casos de infeção em todo o mundo, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Em Portugal, morreram 1.944 pessoas dos 72.939 casos de infeção confirmados, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

Depois de a Europa ter sucedido à China como centro da pandemia em fevereiro, o continente americano é agora o que tem mais casos confirmados e mais mortes.

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Voluntários recolhem 19 toneladas de lixo marinho na costa portuguesa

Ambiente

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Foto: DR / Arquivo

Cerca de 19 toneladas de lixo marinho foram recolhidas durante a semana comemorativa do Dia Internacional da Limpeza Costeira, que contou com mais de 170 ações de limpeza.

Em comunicado, a Fundação Oceano Azul refere que as 70 ações de limpeza subaquática, que contaram com o envolvimento de 1.250 pessoas, limparam perto de 130 km de costa portuguesa e recolheram 19 toneladas de lixo.

Onze dessas ações de limpeza decorreram hoje em Sesimbra, no Parque Marinho Luís Saldanha, e juntaram mais de 200 mergulhadores amadores voluntários. Incluindo o ministro do Mar, Ricardo Serrão Santos, que também recolheu lixo marinho.

As ações de hoje permitiram a recolha de vários quilogramas de lixo que foi depositado a bordo do navio Santa Maria Manuela e que será contabilizado no final do dia.

O Dia Internacional da Limpeza Costeira, sempre no terceiro sábado de setembro, foi criado pela organização Ocean Conservancy e destina-se a promover a proteção dos oceanos, sendo atualmente assinalado em mais de cem países, reunindo milhões de voluntários na limpeza costeira.

Segundo a Fundação, em 2019, foram recolhidas 13 toneladas de lixo marinho em 65 ações de limpeza costeira, as quais envolveram mais de 2.300 voluntários e 100 organizações, tendo sido limpos mais de 80 quilómetros da costa portuguesa.

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