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Viana do Castelo

Relicário de Bartolomeu dos Mártires regressa à igreja de onde foi furtado em Viana

Um suspeito foi detido acusado do crime

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Foto: DR/Arquivo

O relicário de Frei Bartolomeu dos Mártires, que foi furtado há cerca de duas semanas da Igreja de São Domingos, em Viana do Castelo, regressa ao local esta sexta-feira, segundo avança o Jornal de Notícias.

A peça de arte sacra está na posse da Polícia Judiciária desde que foi recuperada três depois do furto. Um homem de 25 anos foi detido acusado do crime.

“É uma peça de culto religioso que tem de ficar exposta para veneração dos fiéis, mas vamos ter de encontrar formas mais seguras para proteger a relíquia“, afirmou Vasco Gonçalves, pároco da Igreja de São Domingos, quando o objeto foi recuperado.

O relicário, em metal dourado, “não tem grande valor comercial, mas o que contém no seu interior, a ossada do frei Bartolomeu dos Mártires, é de valor incalculável”, segundo refere o pároco.

Em 2016, o Papa Francisco autorizou a canonização do beato Bartolomeu dos Mártires sem a atribuição de um milagre, processo que ainda não culminou.

Bartolomeu dos Mártires (Lisboa, 1514; Viana do Castelo, 1590). Foto: Wikipedia

Bartolomeu dos Mártires foi declarado venerável, a 23 de março de 1845, pelo Papa Gregório XVI e beato, a 04 de novembro de 2001, por João Paulo II.

O beato nasceu em Lisboa, em maio de 1514, e entrou na Ordem Dominicana em 11 de novembro de 1528, tendo sido eleito arcebispo de Braga em 1559. Morreu em Viana do Castelo a 16 de julho de 1590.

Em Viana do Castelo ficou conhecido por ter mandado construir o Convento de Santa Cruz – depois designado de São Domingos, tal como a igreja contígua -, mas sobretudo pela sua dedicação aos pobres. Renunciou como arcebispo em 23 de fevereiro de 1582 e recolheu-se no convento que mandou construir em Viana do Castelo, onde morreu a 16 de julho de 1590.

Bartolomeu dos Mártires foi sempre apelidado pelo povo como o “arcebispo santo, pai dos pobres e dos enfermos” e insistiu, em vida, na deposição dos seus restos mortais naquele convento, numa altura em que a diocese local ainda não existia, sendo liderada por Braga.

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