Regeneração urbana do Centro Histórico de Braga com novas regras

Privilégio ao restauro sobre a construção e proibição de vãos exteriores entre as alterações
Foto: Divulgação / CM Braga

A alteração do Código Regulamentar do Município de Braga, nomeadamente no que se refere à salvaguarda e reabilitação do Centro Histórico e do património inventariado,já é uma realidade.

Segundo o vereador Miguel Bandeira esta alteração procura responder aos novos desafios do crescimento turístico, procura de alojamento, dinâmica económica e da necessidade de introduzir a mobilidade nas acções de reabilitação.

“O Centro Histórico tem vivido, nos últimos tempos, uma elevada dinâmica de revitalização e valorização patrimonial. Surge como espaço muito estimulante para a promoção imobiliária, potenciando a regeneração urbana e a reanimação do centro da Cidade, que devem ser desenvolvidas com respeito pelo património herdado, que tem uma forte vertente de bem comum”, salientou o vereador.

Assim, a alteração às normas constantes do título III da parte B do Código Regulamentar “vem acentuar a intenção de salvaguarda e reabilitação do Centro Histórico, mantendo a sua autenticidade, em simultâneo com o acompanhamento dos desígnios ambientais que estamos obrigados”.

“Não se pretende a descaracterização dos edifícios, aceitando-se as mínimas alterações interiores para adaptação ao uso e às condições actuais de conforto e segurança, privilegiando-se o restauro sobre a reconstrução”, explicou Miguel Bandeira, adiantando ainda que “uma das alterações propostas incide sobre o alargamento de determinadas condicionantes e orientações aos imóveis inventariados como património cultural do Concelho”.

A sustentabilidade ambiental é um dos eixos que orienta esta alteração. O objectivo passa pela não autorização da criação ou alteração de vãos exteriores nas suas dimensões e configuração, incluindo os que se destinam a entradas de garagem, em especial nas ruas situadas dentro do perímetro das muralhas medieval e romana.

 
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