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Braga

Regadio comunitário para servir 150 agricultores de Vila Verde, Braga e Barcelos

Estado investe 8,7 milhões de euros

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Veiga de Cabanelas. Foto: Fernando André Silva / O MINHO

Agricultores de Vila Verde, Braga e Barcelos preparam-se para beneficiar de um investimento de 8,7 milhões de euros canalizados para a construção de um sistema de aproveitamento hidroagrícola (regadio) na planície aluvial (veiga) de Cabanelas.

O local, de formação geológica plana, estende-se por mais de 300 hectares junto ao rio Cávado, em Vila Verde, e é um oásis plano de terreno fértil que poderá mudar paradigmas na economia agrícola, tipicamente de minifúndio, da região de Braga.

Vista aérea parcial da veiga de Cabanelas em filme promocional. Fonte: YouTube de Team Braga

Fernando Xavier, porta-voz da Junta de Agricultores de Cabanelas, estima que são cerca de 150 os proprietários de terrenos e agricultores que vão poder usufruir do sistema de rega comunitário, que estará em funcionamento 24 horas por dia durante todos os dias do ano, a partir de março de 2020.

A execução da obra, paga pelo Ministério da Agricultura, decorre a 60%, estando já construídas as encanações subterrâneas e os hidrantes (bocas de água), onde os agricultores podem conectar mangueiras para regar as colheitas.

Fernando Xavier aponta novos caminhos para a agricultura em Braga. Foto: Fernando André Silva / O MINHO

“Depois de entrar em funcionamento, não será necessário andar com os próprios meios a retirar água do rio ou dos poços” – Fernando Xavier

Até então, os agricultores com terrenos junto ao rio utilizavam meios próprios, como sistemas de bombagem, para canalizar a água até às parcelas de terreno.

Já os agricultores com parcelas mais afastadas da zona fluvial desistiam de vários tipos de cultivo dada a escassez de água

Parcelas de terreno estão divididas por estradas com quarteirões ao longo de 350 hectares. Foto: Fernando André Silva / O MINHO

Mudança nas culturas

É previsto que esta obra permita um reaproveitamento de diferentes culturas, assim como economia de custos e tempo, beneficiando os agricultores.

Mais de 50% das parcelas são cultivadas apenas durante alguns meses, como o caso do milho, azevém, centeio e trigo. A água corrente pode trazer mais frutas, legumes, cogumelos e flores ao perímetro no restante período do ano.

Fernando Xavier estima uma poupança de custos aos agricultores, assim como poupança de tempo, para além de evitar desperdício ambiental. “Com este aproveitamento podemos calcular a água necessária para cada tipo de cultura”.

Um oásis a 14 quilómetros de Braga

O agricultor aponta a zona como única no Norte: “Isto é um oásis a 14 quilómetros de Braga e Barcelos e a poucos mais de Viana e Porto. Temos ainda a EN 205 a passar aqui e em breve devem avançar com um nó à autoestrada a poucos quilómetros”.

Fernando Xavier é o rosto dos agricultores da veiga de Cabanelas. Foto: Fernando André Silva / O MINHO

Para além dos acessos viários, destaca outras valências deste novo projeto, como a incrementação de sistemas de drenagem eficazes e a renovação de toda a rede viária no interior do perímetro.

8,7 milhões de euros

Segundo o Ministério da Agricultura, aquando da assinatura da consignação do projeto, orçado em 8,7 milhões de euros, está incluído no Plano Nacional de Regadios, onde “trata-se de recuperar estruturas que se encontram degradadas, nas quais não foi feito qualquer investimento de melhoria ao longo de décadas e nas quais importa investir”.

Plano Nacional de Regadios. Fonte: Ministério da Agricultura

O mesmo organismo considera “urgente promover o uso eficiente do recurso água e a constituição de reservas para enfrentar tempos de escassez”, indicando que este investimento “é plenamente justificado e vai ao encontro dos anseios dos pequenos agricultores”.

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Braga

Processo de tráfico de droga com 16 arguidos julgado em gimnodesportivo em Braga

Covid-19

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Foto: Ilustrativa / DR

Um julgamento de tráfico de droga com 16 arguidos vai decorrer, a partir de 03 de junho, no pavilhão gimnodesportivo de Maximinos, em Braga, pelo facto de o tribunal local não dispor das condições necessárias para o distanciamento social.

Sete dos arguidos estão em prisão preventiva desde finais de maio de 2019.

Estão acusados de, isolada e/ou conjuntamente, se dedicarem à aquisição e venda de canábis, heroína, cocaína e MDMA, mediante contrapartida monetária ou outra, para consumo direto ou revenda.

O tráfico ocorreria a partir das habitações dos arguidos e em diversos locais dos concelhos de Amares, Braga, Vila Verde, Póvoa de Lanhoso, Terras do Bouro, Vila do Conde, Póvoa de Varzim, Vila Nova de Famalicão e Porto.

A esmagadora maioria tinha residência em Amares e Braga, havendo também um de Oeiras, outro de Vila do Conde e outro do Porto.

A Escola Secundária de Amares seria um dos locais do tráfico, sendo ainda referenciados, no mesmo concelho, vários outros pontos, como um estabelecimento comercial, um ginásio e um café.

Nove dos arguidos foram detidos, em finais de maio de 2019, pela GNR, após uma investigação que decorria há 14 meses.

As detenções ocorreram em Braga, Amares, Porto e Vila do Conde, no cumprimento de 19 mandados de busca.

A operação resultou na apreensão de 2.654 doses de haxixe e 100 de cocaína, além de 4.647 euros.

Foram ainda apreendidos 13 telemóveis, cinco veículos, seis munições, quatro ‘tablets’ e quatro computadores.

O Ministério Público arrolou um total de 161 testemunhas, entre militares da GNR e consumidores que terão comprado droga aos arguidos.

Todos os arguidos respondem por tráfico de substâncias estupefacientes, havendo um que está também acusado de um crime de detenção de arma proibida e outro de três crimes de condução sem habilitação legal.

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Braga

Espetáculo para crianças no Parque da Ponte em Braga

Teatro infantil

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Foto: Divulgação

A Câmara de Braga promove no domingo, no anfiteatro do Parque da Ponte, um espetáculo de teatro cómico, com restrição do número de espetadores e com distanciamento social assegurado, anunciou hoje o município.

Haverá duas sessões, uma às 10:00 e outra às 18:00, sendo que cada uma delas não poderá contar com mais de 50 espetadores.

Os lugares sentados no anfiteatro serão distanciados entre famílias.

O espetáculo, denominado “A Comédia Muda – A Ilusão das Cores”, pretende assinalar o Dia Mundial da Criança, que se comemora na segunda-feira.

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Braga

Braga prepara nanotecnologia para detetar rapidamente infeções de covid-19

Covid-19

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Foto: DR / Arquivo

Portugal e Espanha querem juntar esforços na resposta global à pandemia de covid-19 e uma das respostas poderá ser usar nanotecnologia para detetar mais rapidamente infeções pelo novo coronavírus, afirmaram hoje os ministros da ciência ibéricos.

Numa conferência realizada no Laboratório Internacional Ibérico de Nanotecnologia (INL), em Braga, transmitida pela Internet, o ministro português da Ciência e Ensino Superior, Manuel Heitor, afirmou que os dois países estão “prontos e são capazes de contribuir com soluções” quer no diagnóstico, nas terapias e vacinas.

Manuel Heitor apontou o INL como uma das frentes desta colaboração, enquanto o seu homólogo espanhol da Ciência e Inovação, Pedro Duque, afirmou que este laboratório deverá começar a trabalhar com o Instituto Catalão de Nanotecnologia para desenvolver sensores capazes de detetar a covid-19.

“Ainda nos falta tecnologia para ter um método rápido de detetar se alguém tem ou não o vírus. Os testes que temos atualmente ainda dependem de soluções muito complexas”, referiu, reiterando que Portugal e Espanha já aprenderam que “são melhores juntos” e que a colaboração científica entre os dois países deverá alargar-se mais na área da medicina.

Manuel Heitor considerou que nos últimos 20 anos, o investimento na ciência na Europa esteve praticamente estagnado e que a pandemia veio mostrar que “é preciso investir e o que a ciência pode conseguir”.

Agora é a altura de ativismo da comunidade científica para “comunicar melhor” as suas capacidades, uma vez que as pessoas estão mais abertas a ouvir e esperam da ciência soluções para o que mais afetou e afeta as suas vidas.

“Vivemos numa sociedade de risco, não há risco zero e os cientistas têm que o mostrar”, referiu.

O governante português afirmou também que com a pandemia, se apresentou uma “oportunidade única” para fundações privadas, governos e empresas, entidades com processos de tomada de decisão muito diferentes, trabalharem juntas na resposta global à covid-19.

A nível global, segundo um balanço da agência de notícias AFP, a pandemia de covid-19 já provocou mais de 346 mil mortos e infetou mais de 5,5 milhões de pessoas em 196 países e territórios.

Quase 2,2 milhões de doentes foram considerados curados.

Em Portugal, morreram 1.342 pessoas das 31.007 confirmadas como infetadas, e há 18.096 casos recuperados, de acordo com a Direção-Geral da Saúde.

Os Estados Unidos são o país com mais mortos (98.223) e mais casos de infeção confirmados (mais de 1,6 milhões).

Seguem-se o Reino Unido (37.048 mortos, mais de 265 mil casos), Itália (32.877 mortos, mais de 230 mil casos), França (28.457 mortos, cerca de 183 mil casos) e Espanha (27.117 mortos, mais de 236 mil casos).

O Brasil, com mais de 23 mil mortos e 374 mil casos, é o segundo país do mundo em número de infeções, enquanto a Rússia, que contabiliza 3.807 mortos, é o terceiro, com mais de 362 mil.

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