Seguir o O MINHO

Braga

Rede de transportes de Terras do Bouro “operacional na sua totalidade”

Anunciou a autarquia

em

Foto: CM Terras de Bouro

A rede de transportes de Terras do Bouro “está de novo operacional na sua totalidade”, informou hoje aquela autarquia, que está a suportar “grande parte” dos custos do serviço.


Na sua página da Internet, a Câmara de Terras de Bouro esclarece que, desde quinta-feira, “através de um esforço negocial, os custos da rede de transportes em vigor” começaram a ser, “em grande parte, suportados pela autarquia, de modo a que cada terrabourense possa ter uma oferta de transportes mais alargado em função das suas necessidades”.

A autarquia acrescenta que a rede de transportes do concelho está, agora, a funcionar nos mesmos termos que estava antes do início da pandemia de covid-19.

O município lembra que “suportou na íntegra os custos com a rede essencial de transporte durante o período de estado de emergência [devido à covid-19], fase que os transportes estiveram altamente condicionados e a funcionar de forma muito reduzida”.

Entre os meses de abril a junho, a rede funcionou de “forma totalmente gratuita”, com as despesas a serem suportadas pelas autarquias no âmbito da implementação e adesão do município de Terras de Bouro ao Programa de Apoio à Redução do Tarifário dos Transportes Públicos (PART).

“Tratou-se de um esforço considerável de todas as partes no sentido de assegurar níveis mínimos de mobilidade às populações, sem serem postas em causa as condições sanitárias, permitindo o uso de transporte público em segurança em fase de pico de pandemia”, aponta a autarquia no texto.

A câmara de Terras de Bouro aponta ainda que continua em vigor o PART, destinado “à redução tarifária nos transportes públicos coletivos e ao aumento da oferta de serviços e que tem por objetivo combater as externalidades negativas associadas à mobilidade”.

Em causa estão, nomeadamente, “o congestionamento, a emissão de gases de efeito de estufa, a poluição atmosférica, o ruído, o consumo de energia e a exclusão social”.

O programa inclui o apoio de 50% do valor do transporte escolar do Ensino Secundário dos alunos que frequentem o Agrupamento de Escolas de Terras de Bouro e dos alunos que, por inexistência da oferta formativa pretendida no concelho, frequentem estabelecimento de ensino fora do concelho.

O PART quer ainda reforçar a oferta de transportes públicos nas linhas de Souto -Terras de Bouro (por Ribeira), Souto – Terras de Bouro e Rio Caldo – Ermida, reduzir 75% do valor dos passes para pessoas ativas no mercado de trabalho residentes no concelho que se deslocam em transporte público coletivo para o seu local de trabalho, dentro ou fora do concelho.

Visa, ainda, reduzir 80% do valor da carteira de 10 bilhetes pré-comprados para pessoas desempregadas e pensionistas.

Anúncio

Braga

Marca de jóias de Braga ‘ressuscita’ moda do “medalhão da avó”

Jóias

em

Foto: Divulgação / Julia Burduzha

A marca de joalharia Wonther, com sede em Braga, recuperou a tradição dos medalhões antigos que se usavam ao peito com uma fotografia de quem se amava, dando-lhe um novo ‘twist’.

Em comunicado enviado a O MINHO, a marca bracarense dá a conhecer os novos Good Vibes Locket, inspirados nos ‘medalhões da avó’, mas com pedras preciosas em lugar da tradicional fotografia.

Foto: Divulgação / Julia Burduzha

Produzido em material reciclado, como todas as peças da Wonther, tem o selo internacional de certificação de ética e de sustentabilidade, lançando assim uma nova coleção é lançada com três designs: rosa quartzo, malaquite e lápis lazúli.

“Há uma clara tendência do desejo de regresso às nossas raízes, associado à procura de uma melhor qualidade de vida. Esta coleção é um reflexo dessa procura, onde juntamos e valorizamos outros elementos da natureza: comumente conhecidos por cristais”, explica a fundadora da marca, Olga Kassian, de nacionalidade ucraniana mas a residir em Braga desde criança.

Foto: Divulgação / Julia Burduzha

Foto: Divulgação / Julia Burduzha

Foto: Divulgação / Julia Burduzha

“Esta coleção foi criada para nos lembrarmos que temos de sentir empatia por nós mesmos e que a busca do bem-estar individual é algo que devemos levar muito a sério, especialmente nos tempos que vivemos.”, acrescenta Olga Kassian.

Olga Kassian, fundadora da Wonther, veio da Ucrânia para Braga com os pais aos quatro anos. Aos 22 anos, a criadora reconhece que a marca que fundou “já recebeu reconhecimento internacional pela sua política ética e de sustentabilidade no setor”.

Lançada a 05 de novembro de 2019, a marca de jóias foi fundada por Olga depois de esta ter trabalhado em Nova Iorque quando tinha 19 anos, ao serviço de uma loja pop-up da marca de calçado Josefinas, também com sede em Braga.

Com peças entre os 35 e os 308 euros, é objetivo de Olga Kassian dar “sentimentos e emoções”, lembrando que as jóias não são só acessórios.

“Ao longo da minha vida sempre tive uma relação muito forte com aquilo que são os direitos das mulheres e acho que as joias conseguem transmitir emoções e significados muito preciosos”, disse à revista MAGG, em novembro do ano passado.

Olga Kassian. Foto: DR

Em agosto de 2020, numa entrevista dada ao jornal Observador, Olga esclarece que a sede é em Braga e que as vendas são feitas “sobretudo online”, embora conte com uma loja física no Brooklyn, em Nova Iorque. Os Estados Unidos e também Londres, no Reino Unido, são os principais mercados de venda da marca.

Recentemente, a Wonther lançou uma campanha onde desafia os cidadãos a venderem artigos em prata que já não usam, de forma a reciclar aquele material para novas peças de joalharia.

Continuar a ler

Braga

PS de Vila Verde acusa executivo de construir muros a privados “sem interesse público”

Política

em

Foto: DR

O PS de Vila Verde acusou hoje a maioria PSD do executivo autárquico de construir muros em propriedades privadas “sem qualquer interesse público” e com “ausência total” de regulamentação, acusação refutada pela autarquia.

Em comunicado enviado à Lusa, a estrutura local socialista admite que “alguns desses muros representam uma contrapartida do município para compensar a cedência de terrenos para o domínio público, nomeadamente para alargamento de vias” mas considera que “também certo é que na maioria dos casos não se vislumbra qualquer interesse público na edificação dos ditos muros”.

À Lusa, fonte da autarquia garantiu “não haver qualquer irregularidade ou interesse que não o público” nas obras visadas.

“A edificação de muros na propriedade privada às custas do município é provavelmente o tipo de obra que melhor carateriza o legado do executivo do PSD no concelho. Uns de pedra, outros de betão, uns mais compridos, outros mais largos, eles estão por todas as freguesias do concelho como uma espécie de bandeira laranja que marca o território”, acusa o PS.

Segundo os socialistas, “há características comuns a todos eles: a ausência total de um procedimento ou regulamento municipal que defina critérios objetivos para o efeito e a ocultação destas obras nas grandes opções do plano municipal bem como das rubricas do orçamento e prestação de contas”.

Para o PS, aquelas obras “ocorrem sempre envoltas em mistério e opacidade (…), uma espécie de ficheiro secreto, um mistério que faz parte do folclore municipal”.

Os socialistas exigem à maioria PSD no executivo “maior transparência” e que revele “quantos muros foram edificados durante o mandato, quais os seus custos, quais os seus fundamentos e que outros estarão, ainda, projetados”.

Confrontada com estas questões, fonte da autarquia refutou “toda e qualquer acusação” feita pelo PS.

“O único interesse que rege as obras que a câmara faz é o interesse público. Estão a ser feitas obras para melhorar as vias de comunicação em Vila Verde e estas obras surgem nesse âmbito de requalificação. Não há qualquer irregularidade em nenhum dos casos em que a autarquia teve intervenção”, garantiu.

Continuar a ler

Braga

Pena suspensa para jovem que esfaqueou colega numa esplanada em Braga

Justiça

em

Foto: DR

O Tribunal de Braga condenou hoje a três anos de prisão, com pena suspensa, um jovem que agrediu outro à facada na esplanada de um bar naquela cidade, em novembro de 2019.

Para a suspensão da pena, o arguido, de 21 anos, terá de entregar, no prazo de um ano, mil euros à Liga Portuguesa Contra o Cancro.

O arguido foi condenado por homicídio simples, na forma tentada.

O tribunal decidiu aplicar o regime especial para jovens, que implica uma redução muito considerável da moldura penal.

Os factos remontam à madrugada de 30 de novembro, na sequência de uma discussão entre o arguido e a vítima, que esta estava acompanhada por cerca de 30 amigos.

Ainda segundo o tribunal, o arguido, sentindo alguma intimidação pelo número de amigos da vítima, empunhou uma navalha com lâmina de cerca de nove centímetros de comprimento e tentou golpear no peito a vítima, mas esta conseguiu defender-se com a mão.

O arguido desferiu mais três golpes com a navalha, atingindo a vítima no peito, ombro e antebraço esquerdo.

Para o tribunal, o arguido “agiu por medo”.

“Estava ali um caldeirão que poderia explodir e o arguido sentiu-se amedrontado, o que não retira quer a culpa quer a ilicitude da conduta”, refere o acórdão.

O coletivo de juízes sublinha que o arguido sabia que podia matar e conformou-se com essa possibilidade.

A morte, acrescenta o acórdão, só não aconteceu porque a vítima se protegeu com a mão, fugiu e foi imediatamente assistida.

Para a medida da pena e respetiva suspensão, o tribunal, além da idade do arguido, ponderou ainda a inexistência de antecedentes criminais, o seu “sincero” arrependimento e a sua inserção social e familiar.

“Pensamos que é caso para dar uma nova oportunidade ao arguido e que a atenuação especial da pena de prisão contribuirá para a reintegração social do arguido”, refere o acórdão.

O tribunal sublinha que a conduta do arguido até foi “compreendida” pelo ofendido, que o perdoou em sede de julgamento.

Continuar a ler

Populares