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Região

Recuperação da rede hidrográfica em concelhos afetados por incêndios tem prazo até julho

Sete protocolos encerrados, 10 em execução e dois, Fafe e Castelo de Paiva, em fase de assinatura de contrato.

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Quase meia centena de municípios assinou hoje em Lisboa uma adenda a protocolos sobre recuperação fluvial em zonas afetadas por incêndios, permitindo concluir até julho trabalhos que estão atrasados.

Em abril e maio deste ano foram assinados 57 protocolos entre municípios afetados pelos incêndios do ano passado e o Fundo Ambiental, através da Agência Portuguesa do Ambiente (APA).

Num balanço posterior sobre a implementação dos protocolos, feito em Coimbra, concluiu-se que “houve atraso” e que dos 57 protocolos só 10 foram concluídos, pelo que as adendas hoje assinadas se destinaram a dar condições para completar os projetos, lembrou hoje na cerimónia o vice-presidente da APA, Pimenta Machado.

O responsável disse aos autarcas presentes que até julho do próximo ano todos os projetos devem estar concluídos.

Na quarta-feira, em comunicado, a APA já tinha anunciado a assinatura de 48 protocolos no âmbito de trabalhos de regularização fluvial, um investimento de 12 milhões de euros.

“Estas intervenções urgentes e inadiáveis de regularização fluvial decorrem de protocolos de colaboração entre a APA e os municípios de forma a garantir o escoamento nas linhas de água afetadas, remover os sedimentos e outro material nos leitos e recuperar a secção de vazão das passagens hidráulicas e pontões”, lê-se na informação divulgada pela agência.

Num balanço sobre a evolução dos trabalhos, hoje feito na sede da APA, na Administração da Região Hidrográfica (ARH) do Norte estão sete protocolos encerrados, 10 em execução e dois, Fafe e Castelo de Paiva, em fase de assinatura de contrato.

Na ARH do Centro nenhum dos 24 protocolos assinados está concluído. Sete estão em fase de execução, oito em fase de contratação e nove em fase de concurso.

Já na ARH do Tejo e Oeste, dos 14 projetos há três concluídos.

O secretário de Estado do Ambiente, Carlos Martins, salientou no final da assinatura das adendas a “elevada expetativa” que do trabalho resulte não só a recuperação fluvial, mas também mais qualidade da água e da biodiversidade.

Em abril passado, em Alijó, o ministro do Ambiente anunciava um investimento de 16,2 milhões de euros para intervir em 1.360 quilómetros da rede hidrográfica de 57 concelhos afetados pelos incêndios em 2017.

“A rede hidrográfica é fundamental na estruturação do território (…). O conjunto de ecossistemas que existem à volta desta mesma rede hidrográfica é absolutamente fundamental para estruturar o território e dar-lhe resiliência. Dito de outra forma, uma rede hidrográfica limpa, que tem nas suas margens a vegetação que é suposto ter, é mais resistente ao fogo”, disse João Pedro Matos Fernandes na altura.

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Ponte de Lima

Arquiteto de Ponte de Lima ganha dois prémios no Azerbaijão

Baku International Architecture Award

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Chalé das Três Esquinas. Foto: DR

A Tiago do Vale Arquitectos, de Ponte de Lima, acabou de ser duplamente distinguida na quarta edição do Prémio Internacional de Arquitectura de Baku, Azerbeijão.

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Ponte de Lima

Alunas de Ponte de Lima participam em concurso de robótica na Alemanha

Clube de Robótica do Agrupamento de Escolas de Freixo

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Foto: Divulgação

O Clube de Robótica do Agrupamento de Escolas de Freixo, em Ponte de Lima, foi convidado para participar na Liga de Busca e Salvamento Júnior do Robocup Euro 2019, que se realizará em Hannover, Alemanha, entre os dias 21 e 23 de junho.

O convite é resultado da prestação da equipa no Festival Nacional de Robótica 2019. O projeto traduz-se num robot capaz de efetuar seguimento de linha, com o objetivo de alcançar a área onde as vítimas simuladas devem ser detetadas e salvas, cumprindo um determinado número de tarefas/ações.

“O convite para este evento é um reconhecimento da qualidade do trabalho que os alunos do Clube de Robótica de Freixo têm desenvolvido e apresentado nas competições nacionais, podendo a participação nesta prova europeia permitir uma significativa evolução para novos projetos. Releva ainda o crescente envolvimento nos projetos, com resultados muito positivos, de alunas, contribuindo assim, para a divulgação e motivação das raparigas para o ingresso em áreas de estudo e investigação onde ainda constituem uma minoria, sendo esta equipa constituída apenas por alunas”, diz o Agrupamento de Escolas de Freixo, em comunicado.

A atividades desenvolvidas pelo Clube de Robótica de Freixo visam desenvolver trabalhos tecnológicos idealizados pelos alunos com a coordenação dos professores. Em termos globais, este projeto justifica-se pelo grande interesse por parte dos alunos e por facilitar o desenvolvimento de competências e domínios STEM, em áreas científicas e tecnológicas atuais e de relevância futura, colmatando lacunas na formação dos alunos, em particular, no domínio da literacia tecnológica.

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Região

Eixo Atlântico diz que Comunidade de Trabalho Galiza-Norte de Portugal só faz propaganda

“É tudo falso”

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Foto: DR/Arquivo

O secretário-geral do Eixo Atlântico, Xoan Mao, desafiou hoje o presidente e o vice-presidente da Comunidade de Trabalho da Galiza-Norte de Portugal a provar o que fizeram em termos de cooperação transfronteiriça, acusando-os fazer “propaganda”.

“Aquilo que foi dito é propaganda e publicidade. É tudo falso. Desafio a apresentar provas concretas de que fizeram algo. Nada se fez em matéria de combate aos incêndios, por exemplo. Nada se fez em matéria de coordenação aeroportuária, não há coordenação portuária, não há coordenação nos Caminhos de Santiago, só agora o atual conselheiro galego que foi vereador do Eixo Atlântico é que está a fazer alguma coisa. Então o que fizeram?”, afirmou em declarações à Lusa.

Para Xoan Mao, ao contrário daquilo que foi dito na segunda-feira na comemoração dos 30 anos da cooperação transfronteiriça, a cooperação na eurorregião é assegurada, neste momento, pelo Eixo Atlântico e por algumas universidades e coletivos que continuam a cooperar, já que “não há nenhuma cooperação institucional”.

Para aquele responsável, o presidente da Comissão Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDR-N), Freire de Sousa, que é vice-presidente da Comunidade de Trabalho da Galiza-Norte de Portugal e o presidente da Junta da Galiza, Alberto Nuñez Feijóo, que preside àquela entidade, são os principais responsáveis desta situação que resume o trabalho deste organismo a um “fórum de palestras”.

“A Comunidade de Trabalho [Galiza-Norte de Portugal] não reúne como reunia antes. Agora é um grupo de palestrantes, não é um fórum de decisão. Há quanto não se reúne a comunidade de trabalho e quando se reúne o que é que faz? Reúnem-se como no tempo do Braga da Cruz para discutir projetos, ou reúnem-se para fazer palestras com os seus amigos que nem fazem parte da comunidade de trabalho?”, defendeu.

Segundo Xoan Mao é “imprescindível” refundar a Comunidade de Trabalho por forma a garantir um organismo transparente, democrático e participativo, em que todos sejam parta da tomada de decisões, “coisa que agora não acontece”.

Para além disso, defendeu, “era muito importante encontrar uma sinergia entre a Galiza e o Norte de Portugal que passaria pela eleição [pelos autarcas] do presidente da Comunidade de Trabalho, tal como António Costa se comprometeu” e pelo reforço das competências da Comunidade, passando o agrupamento [Europeu de Cooperação Territorial (AECT)]a ser a secretaria executiva da Comunidade de Trabalho.

“Há muitos problemas na eurorregião e as decisões que a Comunidade de Trabalho toma não são, nem consensuais, nem transparentes. Nem do lado português, nem do lado galego. O que está a causar muitos constrangimentos”, disse.

Assim, salientou Xoan Mao, seria possível serem parte de decisões tão importante quanto o Corredor do Atlântico sobre o qual “estão a mentir por incapacidade”.

“Não há plano, fui tudo uma questão eleitoral em Espanha”, declarou, sublinhando que “isto era o que tinha de estar a fazer a Comunidade de Trabalho: conseguir que a Cimeira Ibérica aprovasse este corredor”.

O presidente da Xunta, Alberto Núñez Feijóo, reivindicou na segunda-feira uma “cooperação leal” no âmbito da eurorregião e fixou como prioridades para o período de 2021-2027, o Corredor Ferroviário Atlântico para mercadorias e a linha de alta velocidade Vigo-Porto, bem como a saída a Sul de Vigo.

Segundo o jornal espanhol “El Progresso”, na apresentação dos resultados do programa operacional cooperação transfronteiriça Galiza-Norte de Portugal (POCTEP), em Vigo, onde marcou também presença o presidente da CCDR-N, Freire de Sousa”, Feijóo destacou a as iniciativas desenvolvidas na eurorregião, no âmbito deste programa com 131 milhões de euros consolidados no período 2014-2020, resultados a que se somam os de outros programas como Iacobus, da promoção do Caminho de Santiago ou da interconexão dos serviços de emergência portugueses com o 112 galego.

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