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Recolher obrigatório a partir das 13:00 para mais de oito milhões de portugueses

Covid-19

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Foto: O MINHO

Mais de oito milhões de portugueses, residentes em 191 concelhos, estão este fim de semana sujeitos ao recolher obrigatório a partir das 13:00, decretado pelo Governo no âmbito do estado de emergência devido à pandemia de covid-19.


A proibição de circulação no sábado e no domingo entre as 13:00 e as 05:00 já tinha sido aplicada no último fim de semana, mas abrangeu apenas 114 concelhos com risco elevado de transmissão do novo coronavírus.

Contudo, como a lista dos territórios com risco elevado de transmissão da covid-19 foi revista pelo Governo, outros 77 concelhos passaram a estar abrangidos pelas medidas do estado de emergência, nomeadamente o recolher obrigatório durante a semana, entre as 23:00 e as 05:00, e ao fim de semana, entre as 13:00 e as 05:00.

Entre os 18 concelhos capitais de distrito em Portugal continental, Leiria é o único que se mantém fora da lista, em que continuaram a estar identificados com risco elevado Viana do Castelo, Braga, Vila Real, Bragança, Porto, Guarda, Aveiro, Castelo Branco, Santarém, Lisboa, Setúbal e Beja e foram incluídos Viseu, Coimbra, Portalegre, Évora e Faro.

Reavaliada a cada 15 dias pelo Governo, a lista é definida de acordo com o critério geral do Centro Europeu de Prevenção e Controlo das Doenças (ECDC) de “mais de 240 casos por 100 mil habitantes nos últimos 14 dias”, e considerando a proximidade com um outro concelho nessa situação e a exceção para surtos localizados em municípios de baixa densidade.

O grupo de territórios abrangidos, que continua a incluir todos os concelhos das áreas metropolitanas de Lisboa e do Porto, pode ser consultado em https://covid19estamoson.gov.pt/novas-medidas-para-concelhos-de-risco-elevado/.

Segundo contas da Lusa a partir de dados oficiais, as restrições ao fim de semana abrangem um total de 8.445.007 pessoas, 86,3% da população residente no continente.

De acordo com as plataformas Eyedata e Pordata, a partir das estimativas mais recentes do Instituto Nacional de Estatística, de fora ficam apenas 13,7% da população que reside em 87 concelhos de Portugal Continenal.

Segundo as estimativas do INE, vivem nos 278 municípios do continente 9.789.403 habitantes.

Na sexta-feira, durante a discussão no parlamento do decreto presidencial para a prorrogação do estado de emergência em Portugal continental até 08 de dezembro, o ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita, admitiu que o número de concelhos com elevado risco de contágio irá aumentar, ultrapassado as duas centenas.

Também na sexta-feira, o Conselho de Ministros esteve reunido para aprovar as medidas no âmbito da prorrogação do estado de emergência, que serão anunciadas hoje.

Além do recolher obrigatório a partir das 13:00 ao fim de semana, o Governo estabeleceu que a abertura do comércio só pode acontecer a partir das 08:00, com encerramento às 13:00, exceto para farmácias, clínicas e consultórios, estabelecimentos de venda de bens alimentares até 200 metros quadrados com porta para a rua e bombas de gasolina, entre outros casos.

Durante o fim de semana, a partir das 13:00, a restauração nestes concelhos só pode funcionar para entrega ao domicílio.

A proibição de circulação na via pública prevê um conjunto de 13 exceções de deslocações autorizadas, entre as quais o desempenho de funções profissionais como profissionais de saúde e agentes de proteção civil, a obtenção de cuidados de saúde, idas a estabelecimentos de venda de produtos alimentares e de higiene, assistência de pessoas vulneráveis, exercício da liberdade de imprensa e passeios pedonais de curta duração.

Além do recolher obrigatório, os concelhos com risco elevado de transmissão da covid-19 têm em vigor o dever de permanência no domicílio, a obrigatoriedade do teletrabalho, o encerramento dos estabelecimentos de comércio até às 22:00 e dos restaurantes até às 22:30, e a proibição de eventos e celebrações com mais de cinco pessoas, salvo se pertencerem ao mesmo agregado familiar.

Estas medidas especiais estão em vigor até às 23:59 do dia 23 de novembro.

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País

Covid-19: Mais 73 mortos, 4.788 infetados e 3.540 recuperados no país

Covid-19

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Foto: O MINHO / Arquivo

Portugal regista hoje mais 73 mortos e 4.788 novos infetados com covid-19, segundo o boletim epidemiológico divulgado pela DGS.

3.091 dos novos casos são no Norte do país.

Há ainda a registar mais 3.540 recuperados nas últimas 24 horas.

No total acumulado, o país regista 3.897 mortos. 260.758 casos confirmados de infeção e 177.919 recuperados desde o início da pandemia.

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Orcas juvenis podem estar na origem de incidentes com embarcações em Portugal e Espanha

Mar

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Foto: DR

Um grupo de três orcas juvenis pode ser responsável por incidentes com embarcações ocorridos ao longo das costas portuguesa e espanhola desde o verão, disseram à Lusa especialistas em cetáceos.

“Conseguimos identificar três indivíduos, todos juvenis, que podem estar numa atitude de jogo. Os barcos atraem os animais, que lhes tocam, conseguindo reações e mesmo mover a embarcação, o que é curioso para elas”, afirmou a bióloga marinha Rute Esteban.

Com doutoramento em orcas (Orcinus orca) em Gibraltar, a especialista espanhola disse haver “relatos antigos” de animais que “entraram em contacto com barcos”, mas a diferença agora, é “tratar-se de um comportamento repetitivo”.

Os encontros iniciaram-se no verão e há cerca de 30 relatos em quase toda a costa atlântica ibérica, desde Gibraltar (a sul) até à Corunha (a norte), tendo o último sido registado na madrugada de 14 novembro ao largo de Sines, quando uma embarcação com três tripulantes a bordo teve de ser rebocada pela Polícia Marítima após um grupo de orcas ter danificado o leme, quando navegava a 30 milhas náuticas (cerca de 55 quilómetros) da costa.

Rute Esteban sublinhou que o leme “é dos elementos mais frágeis dos barcos”, ficando facilmente danificado, e que apenas com a recolha de imagens com qualidade se pode perceber o que realmente se passou debaixo de água.

O biólogo Francisco Martinho faz uma comparação do comportamento das orcas jovens com “os cães que perseguem os carros”, por isso, a recomendação é “parar o motor, baixar velas, o que acaba com a ‘perseguição’”. Uma recomendação feita também pela Autoridade Marítima Nacional.

Segundo o biólogo, imagens “com alguma qualidade” obtidas na zona da Galiza, permitiram identificar e batizar os três exemplares: duas mais ativas, a “Branca” e a “Negra” – que apresenta “um corte monumental na cabeça” – e a “Cinzenta”, que “aparenta ser mais velha, agindo como mero cúmplice”. Francisco Martinho adiantou que não foi possível aferir “a idade, nem a procedência” dos três animais, acreditando-se que poderão fazer parte de um dos grupos de Gibraltar.

Élio Vicente, responsável pelo Porto de Abrigo do Zoomarine, disse à Lusa que os incidentes registados “não se tratam de um comportamento de predação” e lembrou que o “biosonar” destes animais “lhes permite saber perfeitamente que o objeto não é alimento”.

Para o biólogo marinho, a hipótese de se tratar de uma “reação negativa”, uma vez que alguns destes animais podem ter sido “abalroados por embarcações” quando estavam à superfície, “é muito pouco provável”.

Os encontros entre orcas e embarcações motivaram a criação de um grupo informal de biólogos e estudiosos de cetáceos de diferentes grupos de investigação que procuram trocar informações e encontrar uma explicação para estes incidentes.

Sara Magalhães, proprietária de uma empresa de observação de cetáceo e um dos membros do grupo, referiu a existência de “cinco famílias” de orcas “já bem conhecidas” que se alimentam de atum em Gibraltar, porta de entrada anual para a desova dos atuns no Mar Mediterrânico. A migração do seu principal alimento torna a zona um “sítio espetacular” para as orcas se alimentarem, seguindo depois os cardumes ao longo da costa atlântica, adiantou a bióloga.

Apesar de serem populações “bem estudadas”, não há certezas sobre a proveniência dos três indivíduos que os especialistas pensam serem os responsáveis pelos incidentes com embarcações.

Sara Magalhães disse terem existido incidentes em 2018 e 2019 na zona de Sagres com “duas crias que se enredaram em cabos” de sinalização das linhas de covos (armadilhas de pesca) e que tiveram de ser resgatadas por estarem em risco de afogamento, o que pode indicar um “comportamento de grande curiosidade”.

Élio Vicente reforçou a necessidade de “continuar a acompanhar” os relatos e obter imagens que permitam ver “a fluidez do comportamento, a aproximação e a forma como os diferentes animais se organizam na interação com o leme” ou outras estruturas das embarcações.

No caso de um possível encontro, o especialista recomenda “precaução, evitar interações negativas, avisar as autoridades, não entrar dentro de água e minimizar ao máximo a motivação dos animais para continuar as interações, adotando uma atitude o mais passiva possível”, para reduzir ao máximo os estímulos sonoros e visuais que possam suscitar a curiosidade dos animais concluiu.

As orcas, mamíferos da família dos golfinhos, atingem, quando adultas, tamanhos entre os cinco e os oito metros de comprimento e são animais sociais com estruturas familiares muito coesas.

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Pandemia matou mais de 1,3 milhões de pessoas no mundo

Covid-19

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Foto: DR

A pandemia de covid-19 matou, pelo menos, 1.381.915 pessoas no mundo, desde que foi relatado o início da doença na China, no final de dezembro de 2019, segundo um balanço da AFP de hoje, a partir de fontes oficiais.

O balanço da Agência France Press (AFP) até hoje, às 11:00, contabiliza mais de 58.165.460 casos de infeção em todo o mundo, oficialmente diagnosticados desde o início da propagação – que a Organização Mundial de Saúde (OMS) veio a assumir como pandemia – e, destes, pelo menos, 37.053.500 já são considerados curados.

O número de casos diagnosticados, no entanto, reflete apenas uma fração do número real de infeções. Alguns países testam apenas os casos graves, outros priorizam o teste para rastreamento e muitos países pobres têm capacidade limitada de testes.

No sábado, 9.021 novos óbitos e 580.396 novos casos foram registados em todo o mundo. Os países que contabilizaram o maior número de novas mortes nos seus relatórios mais recentes foram os Estados unidos da América (EUA) com 1.503 novas mortes, a Itália (692) e o México (550).

Os EUA são o país mais afetado em mortes e infeções, com 255.905 óbitos e 12.090.469 casos, de acordo com a contagem da Universidade Johns Hopkins. Pelo menos, 4.529.700 pessoas foram declaradas curadas.

Depois dos EUA, os países mais afetados são o Brasil (168.989 mortes e 6.052.786 casos), a Índia (133.227 óbitos e 9.095.806 infeções, o México (101.373 mortes e 1.032.688 casos) e o Reino Unido (54.626 óbitos e 1.493.383 casos).

Entre os países mais atingidos, a Bélgica é a que regista o maior número de mortes em relação à sua população, com 134 óbitos por 100.000 habitantes, seguida pelo Peru (108), Espanha (91) e Argentina (82).

A China (excluindo os territórios de Hong Kong e Macau) contabilizou oficialmente um total de 86.431 casos (17 novos entre sábado e domingo), incluindo 4.634 mortes e 81.481 recuperações.

Até às 11:00 GMT de hoje, a América Latina e as Caraíbas totalizavam 433.865 mortes e 12.431.882 casos, a Europa 369.144 mortes e 16.253.491 casos e os EUA e o Canadá totalizavam 267.302 mortes e 12.414.386 casos, a Ásia 187.681 óbitos e 11.869.395 infeções, o Médio oriente 73.549 mortes e 3.106.525 casos, África 49.433 mortes e 2.059.651 infeções e a Oceânia 941 óbitos e 30.131 casos.

Esta avaliação foi realizada a partir de dados recolhidos pelas delegações da AFP junto das autoridades nacionais competentes e das informações da OMS. Devido a correções feitas pelas autoridades ou divulgação tardia de dados, os números do aumento de 24 horas podem não corresponder exatamente aos publicados no dia anterior.

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