Mário Aires, um dos reclusos libertados do Estabelecimento Prisional de Braga no âmbito das medidas de contigência contra a propagação de covid-19, regressou à cadeia por não ter onde viver.
Segundo escreve o Jornal de Notícias, o ‘coxo’, como é conhecido, beneficiava de uma licença precária de 45 dias fruto da promulgação do regime excepcional que permite libertação de presos com crimes menores e cuja pena termine em menos de dois anos.
Terá saído da cadeia com 50 euros, fruto do trabalho que realizava no estabelecimento, mas o dinheiro não chegava para assegurar um espaço para habitar durante a saída precária.
Conta o mesmo jornal que o homem, condenado por tráfico e consumo de droga, terá vivido na casa de uma irmã, na freguesia de Lomar, mas, face à falta de espaço e risco de contaminação da família da parente, com crianças, acabou por procurar outro lugar para viver.

Depois de uma semana a dormir na rua e de a PSP ter sinalizado que o recluso não se encontrava na morada que tinha dado nos serviços prisionais, o homem acabou por pedir apoio ao padre João Torres, coordenador da Pastoral Penitenciária de Braga, regressando agora à cadeia.