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Motores

Rali de Portugal: Presidente do ACP admite ‘Street Stage’ no Porto em 2020

Em 2017 a superespecial teve lugar em Braga

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Foto: Divulgação (2018)

O presidente do ACP admitiu hoje possibilidade da cidade do Porto voltar a receber, em 2020, a ‘Street Stage’ do Rali de Portugal, tal como aconteceu em 2018.

Num balanço à edição deste ano da prova, Carlos Barbosa mostrou-se confiante que o Estado português continuará a apoiar a realização do rali em 2020, e que se tal acontecer, a cidade ‘Invicta’ voltará a receber a superespecial urbana.

“Temos de ver se há os apoios do Estado e do Turismo para continuar a haver rali, porque sem isso é impensável fazer esta prova, pois não temos capacidade financeira nem patrocinadores para tal. Mas se tudo correr bem, e espero que sim, o Porto terá a ‘Street Stage'”, afirmou Carlos Barbosa, em declarações à RTP.

Certo para o presidente do ACP é que o Rali de Portugal continuará implementado na zona norte e centro do país, afastando um regresso da prova ao Algarve.

“Está fora de questão o rali sair do Norte. Enquanto estiver no campeonato do mundo não voltará ao sul. Está implementado nesta região e no Centro, e aqui vai ficar”, assegurou.

Sobre o regresso, este ano, à zona centro, com as especiais em Arganil, Góis e Lousã, Carlos Barbosa falou “numa aposta ganha”.

“Foi um sucesso o regresso a estas velhas etapas do Rali de Portugal. Estavam milhares de pessoas em todos os troços, foi uma aposta ganha termos ido para o centro”, apontou.

Na vertente desportiva, o presidente do ACP considerou que este foi um “rali duro, excitante e bem disputado, onde os três primeiros só se decidiram nos últimos quilómetros”, deixando um elogio ao comportamento do público.

“Estou muito contente por tudo ter corrido lindamente. Não houve um único problema com o público, que se portou de forma maravilhosa. Em alguns troços tivemos ainda mais gente que o ano passado. Só em Fafe os números da GNR dizem que estariam mais de 140 mil pessoas”, partilhou.

Mesmo não tendo os números do impacto económico da edição deste ano, o líder do ACP recordou as cifras de 2018, para falar do Rali de Portugal como “o maior evento desportivo e turístico do país”.

“No ano passado, o rali trouxe 60 milhões de euros em estadias e refeições, 25 milhões para o Estado e IVA e 140 milhões de retorno mediático para Portugal”, enumerou o dirigente.

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Desporto

Piloto holandês em estado crítico após queda no Rali Dakar

O português Mário Patrão foi o primeiro a prestar assistência

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Foto: DR

O piloto holandês Edwin Straver (KTM) ficou, esta quinta-feira, em estado crítico depois de sofrer uma queda no decurso da 11.ª das 12 etapas do Rali Dakar de todo-o-terreno, na Arábia Saudita.

O piloto português Mário Patrão (KTM) foi o primeiro a parar e a chamar ajuda para auxiliar Edwin Straver.

Vencedor da categoria Original by Motul em 2019, para amadores, o motard holandês foi encontrado inanimado ao quilómetro 120 dos 379 previstos.

“Estava a ir no meu ritmo e ao quilómetro 120, enquanto estava a tentar encontrar um waypoint [ponto de passagem obrigatória], vi um piloto caído, chamei de imediato a equipa médica e estive a prestar auxílio até à sua chegada. Senti a pulsação no pescoço dele assim que me aproximei, mas, de repente, deixei de sentir”, contou o piloto de Seia no final da tirada.

Edwin Straver esteve em paragem cardíaca durante dez minutos antes de ser reanimado pelos médicos da prova, que, entretanto, chegaram ao local.

“Foram os 10 minutos mais longos da minha vida”, confessou Mário Patrão, que só saiu “quando o entubaram e o levaram”.

O piloto holandês foi transportado de helicóptero para o hospital, onde lhe foi detetada uma vértebra partida.

O seu estado é considerado crítico.

“Percebi que era muito grave. Ainda tinha pela frente 250 quilómetros de especial para fazer, mas estava psicologicamente arrasado com o que tinha acabado de suceder, e o meu corpo não queria avançar. Subi para a moto sem saber como estaria o Edwin. Felizmente consegui terminar e chegar ao bivouac“, concluiu Mário Patrão, que foi o 42.º esta quinta-feira, classificação que deverá ser corrigida depois de retirado o tempo em que esteve parado a prestar assistência ao concorrente holandês.

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Desporto

Palmarés do piloto Paulo Gonçalves

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Palmarés do piloto Paulo Gonçalves, falecido hoje durante a sétima de 12 etapas do Rali Dakar de todo-o-terreno, na sequência de uma queda.

Ao longo de uma carreira de 30 anos, o piloto de 40 anos, natural de Esposende, conquistou 24 títulos nacionais em diversas disciplinas do motociclismo (motocrosse, enduro e supercrosse).

Conta ainda com duas nomeações para “Atleta Masculino do Ano” pela Confederação do Desporto de Portugal. Em 2016, o IPDJ – Instituto Português do Desporto e da Juventude atribui-lhe o Prémio de Ética no Desporto por ter parado durante uma das etapas do Dakar2016, quando liderava a corrida, para ajudar o austríaco Mathias Walkner, que tinha caído.

Palmarés desportivo:

2019

– Abandono à 5.ª etapa do Rali Dakar Perú

2017

– 6.º classificado no Rali Dakar Paraguai Bolívia Argentina

2016

– Abandono à 11.ª etapa do Rali Dakar Argentina Bolívia (Vitória 1 Etapa)

2015

– 3.º classificado Campeonato do Mundo de Ralis Todo-o-Terreno

– 2.º classificado no Rali Dakar Argentina Bolívia Chile

2014

– Vice-Campeão do Mundo de Ralis Todo-o-Terreno

– Abandono à 5.ª etapa do Rali Dakar Argentina Bolívia Chile

2013

– Campeão do Mundo de Ralis Todo-o-Terreno

– 10.º classificado no Rali Dakar Peru Argentina Chile

2012

– 3.º classificado Campeonato do Mundo de Ralis Todo-o-Terreno

– 26.º classificado Rali Dakar Argentina Chile Peru

2011

– Campeão de Cross-Country na Alemanha

2010

– Campeão Nacional Todo-Terreno TT3

– Vice-Campeão Nacional de Cross-Country

2009

– 10.º classificado na geral do Rali Argentina Chile

– 2.º classificado na classe 450cc do Rali Argentina Chile

– 1.º classificado na classe Super Produção do Rali Argentina Chile

2008

– Campeão Nacional de Motocross Elite

– Campeão Nacional de Supercross 450cc

2007

– Campeão Nacional de Supercross SX1

– Campeão Nacional de Supercross Elite

– 23.º classificado no Rali Lisboa Dakar

2006

– 25.º classificado no Rali Lisboa Dakar

– Vice-Campeão Nacional de Supercross SX2

– Campeão Nacional de Motocross MX2

2005

– Campeão Nacional de Enduro 450cc

– Vice-Campeão Nacional de Enduro Absoluto

– Medalha de Ouro nos “Six Days of Enduro”

2004

– Campeão Nacional de Enduro 250cc – 2 Tempos

– Vice-Campeão Nacional de Enduro Absoluto

– Medalha de Ouro nos “Six Days of Enduro”

2003

– Campeão Nacional de Enduro + 250cc – 4 Tempos

2002

– Campeão Nacional de Motocross 250cc

– Campeão Nacional de Motocross Absoluto

– Campeão Nacional de Supercross

– Campeão Nacional de Enduro 4 Tempos

– Vice-Campeão do Mundo de Enduro Juniores

– Medalha de Ouro nos “Six Days of Enduro”

– Vice-Campeão Nacional de Enduro Absoluto

2001

– Campeão Nacional de Motocross 250cc

– Campeão Nacional de Motocross Absoluto

2000

– Campeão Nacional de Motocross 250cc

– Campeão Nacional de Motocross Absoluto

– Vice-Campeão da Europa de Motocross 250cc

– 3.º classificado no Campeonato Nacional de Supercross

1999

– Campeão Nacional de Motocross 250cc

1998

– Campeão Nacional de Motocross 250cc

– Campeão Nacional de Supercross

– 3.º Classificado no Campeonato da Europa de Motocross

1997

– Campeão Nacional de Motocross 125cc Sub-18

– Campeão Nacional de Motocross 125cc Open

– Campeão Nacional de Supercross

– Vice-Campeão Nacional de Motocross 250cc

1993

– Campeão Nacional de Motocross 80cc

1991

– Início na Competição

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Desporto

Três das melhores equipas do mundo apontadas ao Rali Serras de Fafe

Prova decorre em fevereiro

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Foto: DR / Arquivo

Três equipas presentes no Mundial de Ralis (WRC), nomeadamente a Hyundai, Toyota e M-Sport, podem vir a marcar presença na próxima edição do Rali Serras de Fafe, que conta para o Campeonato de Portugal de Ralis 2020.

O anúncio é feito pela publicação especializada em desportos motorizados, Autosport, dando conta de que esta novidade poderá ser uma realidade já na edição 33 do rali fafense, que decorre em fevereiro.

Segundo a Autosport, esta entrada é permitida na sequência da alteração levada a cabo no regulamento do Campeonato de Portugal de Ralis 2020, que no seu ponto 4.2.2. diz que “Concorrentes do FIA / WRC da categoria RC1 (Rally Cars 1 – WRC) serão admitidos nos eventos do CPR não sendo elegíveis para a obtenção de pontos absolutos e/ou pontos extra, e/ou entrarem na classificação final do rali nem os seus tempos serem publicamente anunciados”.

Este rali pontua para o Campeonato de Portugal de Ralis (CPR), European Rally Trophy (ERT), Iberian Rally Trophy (IRT) e ainda para a Taça FPAK de Ralis de Terra.

A prova de abertura, na edição de 2019, contou com 59 inscritos, o maior número de sempre, que poderá ser superado em 2020.

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