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Rali de Portugal de 2019 confirmado entre 30 de maio e 02 de junho

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Foto: Divulgação / WRC

A edição de 2019 do Rali de Portugal foi hoje confirmada entre 30 de maio e 02 de junho, uma semana mais tarde do que em anos anteriores, face à entrada do Chile no Mundial.

O calendário foi ratificado na reunião do Conselho Mundial da Federação Internacional do Automóvel, que decorre durante a Assembleia Geral anual daquela entidade, na cidade russa de São Petersburgo.

A prova portuguesa será a sétima de 14 rondas do Mundial de Ralis do próximo ano, que terá mais uma prova do que nos últimos anos. O rali do Chile disputa-se de 09 a 12 de maio, duas semanas depois da prova argentina, fazendo avançar a jornada do Automóvel Clube de Portugal uma semana.

O Conselho Mundial da FIA aprovou ainda os restantes calendários mundiais. A Fórmula 1 terá 21 provas, como este ano, mas termina uma semana mais tarde, em 01 de dezembro, em Abu Dhabi.

Ao todo, Portugal tem 10 provas pontuáveis para eventos internacionais já confirmadas. Para além do Rali de Portugal, a Taça do Mundo de Carros de Turismo (WTCR) regressa ao norte do país, com Vila Real a acolher Tiago Monteiro e companhia em 07 de julho.

O Rali dos Açores, de 21 a 23 de março, abre o Campeonato Europeu de Ralis, sendo a primeira de oito provas.

Já na Taça Ibérica de Ralis, o Serras de Fafe, o Vinho Madeira e o Casinos do Algarve são os três ralis pontuáveis.

No todo-o-terreno, a Baja de Portalegre encerra a Taça do Mundo FIA de Bajas, de 24 a 26 de outubro.

No campeonato FIA Elétrico e de Novas Energias, Oeiras volta a acolher o Eco Rally, quarta de 13 provas previstas.

A Rampa Internacional da Falperra, em Braga, de 10 a 12 de maio, é a terceira ronda do Campeonato da Europa de Montanha.

O Estoril acolhe a derradeira prova do Troféu Lurani de Fórmula Junior, nos dias 12 e 13 de outubro.

Foi ainda confirmada a saída de Montalegre do calendário mundial de ralicrosse, para a entrada de Abu Dhabi. Nesta modalidade, também os Estados Unidos saíram.

No entanto, o circuito transmontano deverá acolher uma outra prova internacional, de uma nova competição europeia, a confirmar nos próximos dias.

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Guimarães

Acusados da morte de três espetadores de rali em Guimarães rejeitam culpas

Em 2014

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Foto: DR

Os diretores do Motor Clube de Guimarães recusaram hoje qualquer responsabilidade na morte de três espetadores de um rali naquele concelho, em 2014, alegando que a segurança do público era uma competência das autoridades policiais.

Da mesma forma, um mecânico também arguido no processo disse que não tem “culpa nenhuma” no despiste do carro que colheu mortalmente os espetadores, por não ter participado nas “alterações” efetuadas na viatura.

“O rali estava aprovado e licenciado por todas as entidades, tendo ficado claro que a segurança dos espetadores ficava a cargo das autoridades policiais”, disse o presidente do Motor Clube de Guimarães (MCG), no início do julgamento, no tribunal daquela comarca.

Segundo Eduardo Crespo, que era também o diretor da prova, aquelas autoridades é que decidiram o número de agentes necessários e os locais em que cada um seria colocado.

Disse ainda que as vítimas terão passado por uma zona onde estaria um agente da GNR para aceder ao local onde foram colhidos mortalmente.

A versão foi corroborada pelo então vice-presidente do MCG, João Júlio, que assegurou que os diretores do clube “não tinham qualquer poder decisório” sobre a segurança do público, porque as autoridades policiais “nunca lhes deram qualquer possibilidade”.

“Disseram que ou faziam a prova como eles queriam ou não se fazia prova nenhuma”, referiu.

O acidente registou-se em 07 de setembro de 2014, no Rali Sprint de Guimarães, quando um carro se despistou e matou uma mulher de 48 anos, o seu filho de oito e ainda um adolescente de 13.

O Ministério Público (MP) diz que o rali foi levado a cabo “em flagrante violação das normas que regem a segurança” deste tipo de corridas.

Diz ainda que o acidente foi induzido pelas alterações efetuadas ao carro que se despistou, nomeadamente o alargamento da carroçaria.

Segundo o MP, foram montados espaçadores nas jantes traseiras, as rodas ficaram mais longe da suspensão, a pressão quadriplicou, quatro parafusos rebentaram e o despiste aconteceu.

Por isso, o MP constituiu arguido um mecânico tido pela acusação como “pessoalmente responsável pela manutenção” da viatura.

O mecânico refutou aquela responsabilidade, afirmou que não teve qualquer intervenção nas alterações do carro e assegurou que se limitou a fazer uma espécie de revisão, antes da prova, por ser amigo do piloto dono da viatura.

No total, o processo conta com seis arguidos, todos acusados de três crimes de homicídio por negligência.

O rali foi organizado pelo Motor Clube de Guimarães e pela Federação Portuguesa de Automobilismo e Karting.

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Motores

JC GROUP renova patrocínio do Campeonato de Montanha em 2019

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Foto: Joaquim Gomes / O MINHO

A JC GROUP renovou esta semana o patrocínio do Campeonato de Portugal de Montanha de Automobilismo, o que segundo a organização, “permitirá manter estas provas com um excelente nível de qualidade”, referindo-se às Rampas, a primeira das quais será na Penha (Guimarães), em abril, seguindo-se a Rampa Internacional da Falperra (Braga), em maio.

Para o CEO da JC GROUP, José Correia, “em equipa que ganha não se mexe”, explicando desse modo que “será para continuar a parceria e as sinergias deste universo empresarial com a APPAM, desde logo porque o desporto automóvel tem grandes tradições também em Portugal e a modalidade da montanha é muito querida do público, está em crescendo”.

O acordo de renovação foi assinado entre José Correia e o presidente da Associação dos Pilotos Portugueses de Automóvel de Montanha (APPAM), Joaquim Teixeira, o que teve o agrado do líder da Federação Portuguesa de Automóvel e Karting (FPAK), Ni Amorim, destacando todo o apoio do grupo empresarial bracarense JC GROUP ao automobilismo.

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Carlos Bica garante que Arganil é que é a ‘catedral’ do Rali de Portugal

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Foto: DR/Arquivo

O antigo piloto português Carlos Bica aplaude o regresso do Rali de Portugal aos troços da ‘catedral’ Arganil e a estreia dos WRC nos troços da região Centro.

Carlos Bica, natural da aldeia de Celavisa, no concelho de Arganil, foi o primeiro piloto a sagrar-se campeão nacional quatro vezes consecutivas, entre 1988 e 91, e mostrou-se entusiasmado pelo regresso da competição à ‘catedral’ dos ralis em Portugal.

“Os de Fafe gostam muito de dizer que a ‘catedral’ é lá, mas, nos ralis, a ‘catedral’ de Portugal é Arganil e sempre o foi, desde o tempo do Londres – México [o rali maratona que em 1970 ligou os continentes europeu e americano]. E eu, no estrangeiro, quando digo que sou de Arganil, toda a gente fala do rali”, afirmou Carlos Bica, de 60 anos, em declarações à Lusa.

Carlos Bica assumiu a satisfação com o regresso do Rali de Portugal à zona centro: “Fiquei muito contente quando chegou a confirmação de que o rali volta a Arganil, foi muito bom o ACP [Automóvel Club de Portugal, organizador da prova], ter deslocado o rali um bocadinho mais para sul, onde tudo começou, onde as pessoas começaram a ficar fãs dos ralis e a poder recordar, pelo menos, o que se passava antigamente”.

Bica começou por ser copiloto e chegou ao volante em 1980, dividindo, até 1992, a paixão pelos automóveis com a empresa familiar de construção. Viveu mais de 20 anos no Algarve e há quatro anos regressou à zona de Lisboa.

“Conheço muitas pessoas que me dizem que não vão ao rali há muitos anos e que desde que souberam que vai voltar a Arganil estão a organizar-se para ir, como antigamente”, observou.

O Rali de Portugal ocupava os sonhos de Carlos Bica em criança, queria fazer pelo menos um acabou a fazer dez – terminou em segundo em 1986, ao volante do emblemático Lancia 037 e, em 1990, foi piloto semioficial da marca italiana. Para o antigo piloto, o regresso às classificativas de terra da zona Centro, os troços agendados para Arganil, Góis e Lousã na primeira etapa “serão novos” para todos os pilotos de topo do Mundial de ralis.

“Vai ser sempre bom porque vai ser novo para todos, dos pilotos do Mundial nenhum deve ter feito Arganil. É evidente que às vezes fazem testes, mas depois [na prova] é que se vê. Agora, também não é como no nosso tempo, que passávamos [nos troços] as vezes que quiséssemos a treinar, agora só podem passar duas vezes, uma a tirar notas e outra a confirmar. E em Arganil era preciso conhecer muito bem para se poder andar depressa, porque há coisas que parecem muito iguais e depois não são”, avisou Carlos Bica.

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