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Rails salvam espetadores na Rampa da Falperra

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Um vídeo partilhado no YouTube mostra o despiste do piloto David Dedek, ao volante de um Alfa Romeo 147, na “curva da morte” da Rampa da Falperra, durante o Campeonato da Europa de Montanha, que decorreu este fim de semana em Braga.

Os rails de proteção salvaram dezenas de espetadores.

Foto: Joaquim Gomes / O MINHO

Foto: Joaquim Gomes / O MINHO

Foto: Joaquim Gomes / O MINHO

O piloto italiano Simone Faggioli, ao volante de Norma M20 FC, ganhou este domingo na sua especialidade a 39ª Rampa Internacional da Falperra, batendo o recorde absoluto de seis vitórias na prova rainha portuguesa

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Bracarense José Correia melhor piloto português em Itália

Na região de Perugia.

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Foi ao volante do seu Nissan Nismo que o bracarense José Correia venceu. Foto: Joaquim Gomes/O MINHO

O bracarense José Correia foi o melhor entre os sete pilotos portugueses, que este fim de com destaque para outros seis corredores, quatro minhotos, nomeadamente Manuel Correia (segundo), Pedro Marques (quinto) e Sérgio Nogueira (sexto) entre lusos.

José Correia, pilotando o seu Nissan GTR Nismo GT3, conquistou a média de 1’41.17, logo a seguir a um trio de italianos, Lucio Peruggini, Marco Iacoangeli e Luca Gaetani, a tripular os três, respetivamente, Ferrari 458 GT3, BMW Z4 GT e Ferrari 458 Itália GT3.

Manuel Correia foi o segundo melhor classificado entre a equipa portuguesa, que a nível de equipa obteve o 13º lugar, naquela que constituiu a estreia lusa em termos coletivos ao nesta prova internacional de automobilismo de montanha, que se realiza pela terceira vez, mas em que o conjunto português se estreou entre 20 equipas com tradição na modalidade.

No sábado, dia de treinos, Manuel Correia teve o melhor tempo entre os sete portugueses, com Pedro Marques a confirmar também o seu bom momento de forma e Sérgio Nogueira a surpreender igualmente pela positiva, piloto cada vez mais ráido e objetivo nas estradas.

Já os transmontanos Luís Nunes e Joaquim Teixeira classificaram em quarto e quinto, enquanto o beirão Pedro Coelho Saraiva ficou pelo sétimo lugar, mas no plano coletivo teve melhor prestação, contribuindo decisivamente para o 13º lugar da equipa portuguesa.

Esta competição, que se disputa de dois em dois anos, concentra os principais pilotos de montanha do mundo, na região de Perugia, com o conjunto luxemburguês Luxemburgo a ganhar, logo seguido pelas equipas italiana e eslovena, sempre muito atentes às subidas, na cidade medieval de Gubbio, sendo os portugueses capitaneados por Nuno Guimarães.

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Grupo Portugal Hillclimb FANS apoia este fim de semana pilotos portugueses em Itália

Quatro pilotos bracarenses participam na prova.

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Foto: ZOOM MOTORSPORT/ANTÓNIO SILVA

O grupo Portugal Hillclimb FANS estará a apoiar este fim de semana, em Itália, os sete pilotos portugueses que participam na FIA Hill Climb Masters, entre os quais quatro bracarenses, José Correia, Manuel Correia, Pedro Marques e Sérgio Nogueira, além dos transmontanos Joaquim Teixeira e Luís Nunes, bem como beirão Pedro Coelho Saraiva.

Depois de terem já apoiado pilotos portugueses por duas vezes além-fronteiras, uma em França e a outra em Tenerife, este grupo de amigos e fãs da montanha que começou no Minho irá apoiar os SETE pilotos portugueses a participar na prova FIA Hill Climb Masters a decorrer o fim-de-semana, na cidade de Gubbio, da região de Perugia, em Itália.

Segundo disse a O MINHO Rui Ramoa, um dos membros do grupo “tudo começou com a nossa paixão pelas rampas, que vem desde muito novos e já há mais de 30 anos que acompanhamos as provas de montanha, o que tem muito a ver com a Rampa da Falperra”.

Rui Ramoa explicou que “por sermos quase todos naturais de Braga e as casas onde então alguns vivíamos, ainda em solteiros, ficar a pouco mais de meio quilómetros da Rampa Internacional da Falperra, contribuiu para o entusiasmo por automobilismo de montanha”.

“Em 2013 começamos a acompanhar o Campeonato de Portugal de Montanha na íntegra, primeiro era eu, sozinho, depois juntou-se mais um, mais tarde veio a Falperra de 2014 e juntaram-se logo mais dois ou três e rapidamente começamos a ser seis, depois oito, mais tarde doze pessoas a acompanhar as provas, sejam onde forem como o clima que estiver”.

Ainda de acordo com Rui Ramoa, “em 2016 criamos uma página no facebook, a Portugal Hillclimb FANS, a propósito de trocar informação entre todos os fãs, pilotos, mecânicos, equipas, jornalistas, repórteres-fotográficos, enfim, todos aqueles que de alguma forma são apaixonados e que vivem para esta modalidade, que é o automobilismo de montanha”.

“Começamos por partilhar informação, fazer ‘diretos’ das provas para que alguns fãs que não podem, por diversos motivos, deslocar-se às provas do Campeonato de Portugal de Montanha poderem acompanhar um pouco e viver o ambiente da montanha, que é único”.

Colaboração com os pilotos

A partir daí, “esse trabalho deu alguma visibilidade ao nosso grupo e no final do ano de 2017 então o piloto Joaquim Teixeira, enquanto presidente da Associação Portuguesa dos Pilotos de Automóveis de Montanha (APPAM), em nome do promotor do Campeonato de Portugal de Montanha, convidou o nosso grupo a participar na organização das provas com alguma tarefas invisíveis aos olhos de quem não está lá”, como revelou Rui Ramoa.

“Primeiro tivemos muito receio em aceitar a responsabilidade, porque é um campeonato onde ‘rolam’ muitos milhares, senão milhões, de euros, mas aceitamos e julgo que com êxito ajudamos todos os organizadores, não só nas missões que nos foram confiadas pelo promotor, como até noutras tarefas que os organizadores nos pediam pontualmente, sendo que as coisas foram correndo bem, cada vez melhor, disse aquele entusiasta da montanha.

Da Penha à Falperra

“Na primeira prova do campeonato, a da Penha, correu tudo normalmente, mas veio de seguida a Falperra e aí os trabalhos foram redobrados com o Clube a pedir-nos ajuda para uma mão cheia de tarefas e apoios que eram necessários”, referiu igualmente Rui Ramoa.

“Junto com os responsáveis diretos, fizemos um trabalho incansável, tendo como único ponto negativo nessa prova o facto de nos terem roubado algumas lonas publicitárias do promotor, o que é lamentável, mas ultrapassamos tudo isso, tendo em conta que tudo era mais importante, a começar pela promoção contínua da modalidade de montanha”, disse. “Seguiram-se outras seis provas e fizemos muitos amigos em todas elas, tentamos ajudar todos os pilotos, organizadores, enfim, todos os que podíamos ajudar dentro das nossas limitações e fomos também auxiliados por todos os organizadores, com destaque para o Clube Automóvel da Régua, que foi fantástico na forma como nos acolheu, numa opinião unânime dentro do nosso grupo”, como Rui Ramoa fez questão de salientar a O MINHO.

A prova agora em Itália

Entretanto, face à proximidade da prova bienal deste fim de semana, em Itália, “em julho combinamos entre o nosso grupo de amigos ir a Gubbio ver o Masters ainda sem sabermos quem iriam ser os pilotos portugueses presentes, queríamos apoiar”, explicou Rui Ramoa.

“Rapidamente juntamos logo 21 amigos para ir apoiar fosse quem fosse e desfrutar deste evento e esse momento chegou agora, estando todos preparadíssimos para avançar, rumo a Itália nesta madrugada, de quinta para sexta feira, numa aventura que já promete muito”, destacou Rui Ramoa, acrescentando que “desta vez são mais pilotos e também serão mais os fãs a acompanhar, numa comitiva que irá ascender a mais de seis dezenas de pessoas”.

A finalizar, Rui Ramoa não deixou de salientar que “o grupo Portugal Hill Climb FANS promete muita festa em Itália não só no auxílio aos pilotos portugueses, mas como já vem sendo habitual, com o apoio a todos os pilotos, independentemente da sua nacionalidade”.

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Paulo Gonçalves “satisfeito” com o último teste antes do Dakar

Para além do motard de Esposende, outros portugueses participaram no Rali de Marrocos, como foi o caso do mediático treinador de futebol André Villas Boas.

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O português Paulo Gonçalves (Honda) terminou hoje a participação no rali de Marrocos na quinta posição da geral das motas, naquela que foi a última prova antes da edição 2019 do Dakar.

O piloto de Esposende concluiu a derradeira etapa da prova, com 198 quilómetros desenhados entre Erfoud e Fès, a 2.00 minutos do vencedor, o norte-americano Ricky Brabec (Honda).

Com este resultado, Gonçalves foi, também, o quinto da classificação final, a 49.14 minutos do primeiro, o australiano Toby Price (KTM), que assim se sagrou campeão mundial de todo-o-terreno, com 91 pontos.

Já o português da Honda, concluiu o Mundial na quarta posição, a 21 pontos de Price.

“A última etapa foi boa para mim. Foi uma boa forma de terminar o rali e finalizar a temporada antes do Dakar. Estou muito satisfeito, até porque já não terminava esta prova há três anos. Estamos no bom caminho. Ainda temos três meses de preparação pela frente. Estamos motivados para chegar ao Dakar na melhor forma possível”, disse à agência Lusa Paulo Gonçalves.

O outro português em prova, Mário Patrão (KTM), cruzou a meta no 12.º lugar da especial, sendo 11.º da geral, a 2:20.34 horas do vencedor.

Nos SSV, a última etapa foi para outro português, Miguel Jordão, que, navegado pelo brasileiro Lourival Roldan (CanAm), bateu toda a concorrência, gastando 3:04.44 horas para cumprir os dois setores seletivos, de 128 e 70 quilómetros, deixando o segundo, o também português Mário Ferreira (CanAm), a 4.40 minutos.

André Villas Boas, que faz dupla com Gonçalo Magalhães, num CanAm, foi o sexto, a 12.21 minutos. Luís Portela de Morais/David Megre foram oitavos e Filipe Ramos/Francisco Esperto ficaram no 11.º posto.

Na geral, Luís Portela de Morais subiu ao degrau mais baixo de um pódio, dominado pelo russo Sergei Kariakin (CanAm), terminando a 1:25.52 horas do primeiro.

“Não houve um dia em que não tivéssemos problemas. Hoje, o traçado era muito pedregoso. Na ligação entre as especiais, entrou no modo segurança e conseguimos trazê-lo assim até ao fim. Melhor estreia era impossível”, comentou o também jogador de râguebi.

André Villas Boas foi sexto, a 8:54.36 horas, seguido de Filipe Ramos, a 15:26.03 horas.

Miguel Jordão foi o 10.º, a 73:07.18 horas, fruto de algumas penalizações. Mário Ferreira foi o 12.º, já com quase 100 horas de atraso (98:31.34 horas).

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