Seguir o O MINHO

Região

Distritos de Braga e Viana sob aviso amarelo

em

Quinze distritos de Portugal continental, dentre os quais Braga e Viana do Castelo, vão estar até sexta-feira sob aviso amarelo devido à agitação marítima, vento forte, precipitação e queda de neve, segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).


De acordo com o Instituto, os distritos de Viana do Castelo, Braga, Porto, Aveiro, Coimbra, Leiria, Lisboa, Setúbal, Beja e Faro vão estar até sexta-feira sob aviso amarelo devido à previsão de agitação marítima, com ondas de noroeste com 04 a 05 metros. 

Por causa da previsão de vento forte de sudoeste com rajadas até 80 quilómetros por hora, podendo atingir os 100 nas terras altas, o IPMA colocou sob aviso amarelo os distritos de Viana do Castelo, Bragança, Viseu, Porto, Guarda, Vila Real, Aveiro e Braga a partir da noite de quinta-feira e até à manhã de sexta-feira.

O IPMA colocou também os distritos de Bragança, Viseu, Porto, Guarda, Vila Real, Viana do Castelo, Leiria, Castelo Branco, Aveiro, Coimbra e Braga devido à previsão de períodos de chuva temporariamente forte passando a aguaceiros que podem ser de granizo e acompanhados de trovoada.

Este aviso de chuva vai ter início às 03:00 de sexta-feira e termina às 12:00 de sábado.

O Instituto emitiu ainda aviso amarelo para os distritos da Guarda, Viseu e Vila Real devido à previsão de queda de neve acima de 1.400 metros de altitude descendo gradualmente para regiões abaixo de 1.000 metros a partir das 03:00 de sexta-feira prolongando-se até ao final deste dia.

O aviso amarelo é emitido pelo IPMA sempre que há situação de risco para determinadas atividades dependentes da situação meteorológica.

O IPMA prevê para quinta-feira nas regiões do norte e centro do continente céu geralmente muito nublado, períodos de chuva fraca ou chuvisco, sendo por vezes moderada no Minho e Douro Litoral.

Está também previsto vento fraco a moderado do quadrante oeste, tornando-se moderado a forte de sudoeste no litoral a norte do Cabo Carvoeiro para o final do dia, com rajadas até 70 quilómetros por hora no Minho.

Nas terras altas prevê-se vento moderado a forte de sudoeste, tornando-se forte, com rajadas até 90 quilómetros por hora, para o final do dia.

A previsão aponta ainda para uma pequena descida da temperatura mínima nas regiões do interior e neblina ou nevoeiro matinal.

No sul prevê-se céu geralmente muito nublado, com abertas no Algarve, possibilidade de ocorrência de períodos de chuva fraca ou chuvisco no Alto Alentejo e no litoral oeste, vento em geral fraco do quadrante oeste, sendo moderado a forte nas terras altas e neblina ou nevoeiro matinal.

Quanto às temperaturas, as mínimas vão oscilar entre os 05 (Guarda) e os 13 graus Celsius (Lisboa, Porto e Coimbra) e as máximas entre 12 (Viseu, Guarda e Portalegre) e os 20 graus (Faro).

Anúncio

Barcelos

De Barcelos à Islândia para guiar turistas e tirar incríveis fotografias de baleias

Rui Duarte é licenciado em Biologia e Geologia pela Universidade do Minho

em

Foto: Rui Duarte

Licenciado em Biologia e Geologia pela Universidade do Minho (UM), Rui Duarte encontrou na fotografia uma escapatória para não ficar preso entre paredes. Conjugando as diferentes áreas, esteve entre julho e setembro na Islândia a trabalhar como guia da natureza e vida selvagem e na mala trouxe belíssimas fotografias de baleias.

A fotografia apareceu a Rui Duarte no último ano da faculdade quando estava “desmotivado com o curso”, que o parecia condenar a “rato de laboratório”. “Não escolhi o curso para ficar preso num único espaço”, aponta jovem da freguesia de Rio Covo Santa Eugénia.

Membrana peitoral de baleia. Foto: Rui Duarte

Foto: Rui Duarte

Foto: Rui Duarte

Foto: Rui Duarte

Praticante de judo, tinha um professor daquela modalidade, Nuno Gonçalves, que “já fotograva há bastante tempo” e, por causa dessa atividade, fazia viagens. E na cabeça de Rui Duarte fez-se um clique: “Se eu conseguir conciliar os dois mundos, talvez tenha aqui um bom passaporte para ir além-fronteiras. Comecei a estudar essa arte [fotografia] e adorei”.

Autodidata, o jovem barcelense, também treinador de judo, devorou tutoriais e livros de mestres da fotografia e aproveita as oportunidades em estâncias de turismo para registar a natureza e vida animal.

Neste caso, a proposta surgiu em fevereiro, mas a pandemia colocou tudo em causa, porque não havia turistas. “Chegaram a mandar-me mensagem: estamos sem turistas, portanto vais ter que aguardar para o próximo ano. Fiquei muito desmotivado”, conta o barcelense. Mas, entretanto, como a Islândia era considerado um país seguro, a afluência de turistas aumentou e Rui Duarte foi chamado. “No final de julho fizeram-me a proposta para ir, fiz as malas e mandei-me”.

Foto: Rui Duarte

Foto: Rui Duarte

Foto: Rui Duarte

Foto: Rui Duarte

Foto: Rui Duarte

Foto: Rui Duarte

Foto: Rui Duarte

Foto: Rui Duarte

Ficou em Husavik até inícios de setembro, quando o país voltou a endurecer as medidas contra a propagação da covid-19, com a imposição de quarentena obrigatória para quem chegasse ao país, o que afastou os turistas e provocou um “acentuado decréscimo das viagens”. “No turista, no party”, graceja.

Como guia de natureza e vida selvagem, Rui Duarte acompanha os turistas, garante que todos cumprem as normas de segurança e dá informação sobre os animais. Leva sempre a máquina consigo no barco.

“As baleias tornam-se previsíveis, porque vêm à superfície, respiram e vão lá abaixo comer. Quando elas vão lá abaixo para comer, partilho informação com os turistas, quando estão cá em cima deixámo-los usufruir do momento para fotografarem e filmarem”, conta. E é nesse momento que também ele aproveita para disparar.

Foto: Rui Duarte

Foto: Rui Duarte

Foto: Rui Duarte

Foto: Rui Duarte

Foto: Rui Duarte

Foto: Rui Duarte

A baía de Skaljfandi, com 15 km de diâmetro e oito milhas náuticas, é “impecável para as baleias se alimentarem”, pelo que não é preciso afastar-se muito da casta para as encontrar. As baleias impressionam “pelo tamanho, pela beleza, pelo respirar, que é mesmo estrondoso”, aponta Rui Duarte, que também gosta de fotografar golfinhos (“mas são mais difíceis, são muito rápidos”).

“Cria-se ali uma conexão muito intensa, é isso que tento captar em cada frame para dentro da câmara”, refere o jovem de Barcelos, adiantando que está em contactos com “algumas entidades” para tentar dar uma forma física às fotografias que captou na Islândia e também a enviá-las para “várias plataformas online” para as divulgar.

Os planos futuros passam por acompanhar as baleias nas áreas de reprodução nos trópicos, “para ver as diferenças de comportamentos e também aprender um bocado mais sobre os rituais de acasalamento”. “Estas zonas frias são as áreas de alimentação. As baleias no final do outono, início de inverno, começam a migrar para os trópicos, onde as águas são mais quentes”, assinala. Assim, Cidade do México, Califórnia, Havai, Cabo Verde ou República Dominicana são destinos ambicionados. É preciso a covid-19 deixar.

Foto: Rui Duarte

Foto: Rui Duarte

Orca. Foto: Rui Duarte

Esta não foi a primeira aventura em mar de Rui Duarte. O jovem de 26 anos em 2018 acompanhou a safra do atum nos açores. “Foi o ponto de partida, o primeiro trabalho a sério. Era um bocado diferente, porque não era lidar com clientes, era lidar com trabalhadores, pescadores, mas funcionou tudo bem”, considera o barcelense que, desde o último ano de universidade, em 2015, não larga a máquina fotográfica.

No ano passado, esteve numa empresa de observação de baleias e golfinhos em Sagres, que também lhe proporcionou um “bom portfólio” e acabou por funcionar como rampa de lançamento para a Islândia.

 

Ver esta publicação no Instagram

 

The North Atlantic Humpback whale (Megaptera novaeangliae) has a unique feature! In latin Megaptera means big-flipper and it refers to the pectoral fin which is about 1/3 of their body size. In all other oceans this flipper is black in the upper part, and white in the lower part. But the individuals from the North Atlantic have their pectoral fins completely white which is definitely really helpful for anyone watching whales and struggling to predict when their’re about to dive. The Angel of the ocean will open their “wings” and paddle to the front to gain speed, allowing even in overcast days to clearly notice the contrast in the water, right before raising the fluke and propel themselves to the depths of the ocean!

Uma publicação partilhada por Rui Duarte (@putchism_) a

Tendo a natureza como principal objeto, Rui Duarte espera que as suas fotografias passem a mensagem de que não nos podemos desligar dela: “Está tudo demasiado conectado para nós nos desvirtualizarmos da natureza. Muita gente, durante o período de quarentena, procurou refúgio na natureza e é super importante entender esta conexão. Não estamos no topo, temos inteligência e ideias para estar no topo, mas não somos os reis da selva. Adorava que as pessoas percebessem isso e abraçassem mais a natureza e vivessem mais de acordo com ela. É esse o meu mote quando fotografo e gostava de poder influenciar as pessoas nesse sentido”.

Continuar a ler

Ave

Famalicão: Manuel Teixeira morreu a poucos dias de completar 101 anos

Óbito

em

Foto: JF Castelões

Manuel Teixeira, a pessoa mais velha da freguesia de Castelões, em Famalicão, faleceu esta segunda-feira, a poucos dias de celebrar 101 anos de vida.

Manuel Teixeira completaria 101 anos, no dia 9de outubro, próximo sábado.

Na sua página de Facebook, a Junta de Castelões apresenta “as mais sentidas condolências a toda a família enlutada”.

Famalicão: Manuel Teixeira faz 100 anos e mantém-se lúcido e independente

No ano passado, o centenário de Manuel Teixeira, celebrado no Centro Social de Castelões, decorreu com direito a missa e a receber as felicitações por parte do presidente da Câmara de Famalicão.

Continuar a ler

Alto Minho

Morreu antiga vereadora da Câmara de Monção

Óbito

em

Foto: CM Monção

Morreu a professora e antiga vereadora da Câmara de Monção Maria Amélia da Ponte Pires Novo. O funeral realiza-se terça-feira, pelas 11:00, na Igreja Paroquial de Mazedo.

Em comunicado, o município “apresenta sinceras e profundas condolências ao marido, Carlos, à filha, Mariana, e restante família, enviando-lhes uma palavra de amizade, força e coragem neste momento doloroso”.

Além da sua profissão como professora, tendo lecionado muitos monçanenses, Maria Amélia da Ponte Pires Novo exerceu funções políticas como vereadora em regime de permanência nas presidências de Armindo Guedes da Ponte (1991/1993 e 1993/1997) e como vereadora da oposição na Presidência de José Emílio Moreira (1997/2001).

Na publicação da página do Município de Monção multiplicam-se as mensagens de pesar e consternação, muitas de antigos alunos que recordam “um ser humano excecional”.

Continuar a ler

Populares