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Alto Minho

Quintas de Melgaço Alvarinho 2019 premiado com “medalha de ouro” no Japão

Sakura Japan Women’s Wine Awards

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Foto: Divulgação / Ilustrativa

O vinho Quintas de Melgaço Alvarinho 2019 foi distinguido com Medalha de Ouro na sétima edição do concurso Sakura Japan Women’s Wine Awards, no Japão, competição vínica que tem a particularidade de o júri ser composto exclusivamente por mulheres especialistas.

Na prova cega, que decorreu em janeiro, em Tóquio, foram avaliados mais de quatro mil vinhos, provenientes de 29 países.

Imagem: Facebook de Quintas de Melgaço

Para além daquele vinho alvarinho de Melgaço, foram premiados outros 36 produtores portugueses.

Cerca de metade dos vinhos participantes recebeu distinções, tendo sido atribuídas 256 medalhas de duplo ouro, 957 de ouro e 836 de prata.

Os vinhos premiados estarão em exposição na feira Foodex Japan, certame no qual serão entregues aos premiados, a 10 de março, as respetivas medalhas.

 

 

 

 

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Alto Minho

Covid-19: Criada linha telefónica médica gratuita exclusiva para Paredes de Coura

Coronavírus

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Foto: Ilustrativa

A Câmara de Paredes de Coura anunciou hoje a criação de uma linha telefónica médica “exclusiva” para a população do concelho devido à pandemia de covid-19, numa parceria com a Escola de Medicina da Universidade do Minho.

“O objetivo é que todos tenham acesso ao P5, uma plataforma de medicina digital constituída por médicos e enfermeiros das mais diversas especialidades. Os courenses que não tenham acesso a computadores ou ‘smartphones’ têm agora a possibilidade de serem atendidos” referiu o presidente da Câmara de Paredes de Coura, Vítor Paulo Pereira, citado na nota hoje enviada às redações.

Para o autarca daquele concelho do distrito de Viana do Castelo, a linha “poderá ser um primeiro auxílio para as pessoas que estão preocupadas com a covid-19 ou outra doença que precisem de acompanhamento, num contexto de ansiedade e com receio de deslocações aos centros de saúde”.

A plataforma digital P5, “até agora apenas disponível em www.p5.pt/registo-paredes-de-coura, está também acessível através do número de telefone 253 144 420 – opção 3 (exclusiva para Paredes de Coura), permitindo o esclarecimento de dúvidas de saúde ao nível da prevenção, orientação e pode inclusive servir de pré triagem à infeção por COVID-19, antes do recurso à linha oficial do SNS24 (808 24 24 24), evitando a sobrecarga dos serviços”, especifica a nota.

Segundo o município “trata-se de um projeto de medicina digital único ao nível da União Europeia”.

“A assistência médica digital será o futuro. É regulada, segura, eficiente, cómoda para as pessoas e retira pressão sobre os serviços médicos, um dos problemas que todos enfrentamos na atualidade. Esta ajuda médica é um privilégio que muitos gostariam de ter. Por isso, espero que os courenses a valorizem”, salientou Vítor Paulo Pereira.

O autarca socialista disse ser “fundamental que cada um tenha um comportamento responsável”.

“Todos temos medo, é natural e até desejável, mas precisamos de confiar no trabalho dos profissionais de saúde e em todos os que desempenham, neste momento, funções essenciais para servir a comunidade. Estamos todos no terreno e a trabalhar incansavelmente para minimizar o impacto desta pandemia. Cada um terá de fazer o seu trabalho, proteger-se, proteger a comunidade e ficar em casa”, acrescentou.

Em Paredes de Coura, a autarquia, “em articulação com a Unidade de saúde do Alto Minho (ULSAM), já preparou estruturas de apoio aos cuidados de saúde, devidamente equipadas, que garantam até 100 camas para retaguarda das Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS) de lares ou para isolamento de pessoas que não tenham condições em suas casas”.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já infetou mais de um milhão de pessoas em todo o mundo, das quais morreram perto de 54 mil.

Em Portugal, segundo o balanço feito hoje pela Direção-Geral da Saúde, registaram-se 246 mortes, mais 37 do que na véspera (+17,7%), e 9.886 casos de infeções confirmadas, o que representa um aumento de 852 em relação a quinta-feira (+9,4%).

Dos infetados, 1.058 estão internados, 245 dos quais em unidades de cuidados intensivos, e há 68 doentes que já recuperaram.

Portugal, onde os primeiros casos confirmados foram registados no dia 02 de março, mantém-se em estado de emergência desde as 00:00 de 19 de março e até ao final do dia 17 de abril, depois do prolongamento aprovado na quinta-feira na Assembleia da República.

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Alto Minho

Cabritos para a Páscoa por vender acumulam prejuízos a casal de Arcos de Valdevez

Covid-19

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Foto: DR / Ilustrativa

Alexandre e Rosa Fernandes tinham 150 cabritos de leite encomendados por restaurantes de todo o Alto Minho para a Páscoa, mas o surto de covid-19 trocou às voltas à tradição e os prejuízos começaram a aparecer.

“Tinha 150 cabritos de leite, de raça bravia, prontos a sair. Com cinco a seis quilogramas, o peso que os restaurantes pedem. Desistiram todos porque tiveram de fechar portas. Já perdi cerca de 10 mil euros e não vai ficar por aqui”, lamentou o pastor.

Criador há vinte anos, Alexandre não hesita: “É a pior crise que já vivi, de longe. Nunca vi tal coisa. Nunca passei por tantas dificuldades financeiras como agora. Precisamos de escoar o produto e não há qualquer hipótese”.

O casal da freguesia de Vale, em Arcos de Valdevez, com 45 e 36 anos, têm “na maior exploração do distrito de Viana do Castelo, 350 cabeças e 200 cabritos de leite, de raça bravia”.

A Páscoa, muito celebrada no Alto Minho, e o Natal, são os pontos altos do negócio familiar que, este ano, por causa da pandemia de covid-19, está a enfrentar “uma diminuição drástica de procura”.

“Vou ficar quase com 95% da criação que tinha para a Páscoa. Agora vai ser complicado para as vender, mesmo a nível particular, porque não há tanta procura e a que há é a baixo custo”, lamentou.

Os animais ficam na exploração e os custos com a alimentação engrossam, diariamente, os encargos do negócio de Alexandre e Rosa.

“Gastamos tanto com a alimentação dos animais e chega a altura de sermos ressarcidos do nosso trabalho e não temos a quem vender. Por dia são entre 40 a 50 euros para a ração e o feno, e ainda levo os animais à serra para pastar”, observou.

Preocupado, o casal não vê outra fonte de rendimento para “apoiar” os projetos dos dois filhos, sobretudo da “mais velha” prestes a entrar no ensino superior.

“Neste momento temos de ponderar. Já falamos com ela, com calma, porque ela queria muito entrar para a universidade, mas é preciso dinheiro e se continuar assim não poderemos apoiá-la este ano. Isto é mesmo assim”, atirou.

O pastor, que “não é homem de virar a cara à luta”, confessa que, “desta vez está difícil” enfrentar o futuro com “otimismo”, ainda mais com o projeto que a mulher candidatou a fundos comunitários para aumentar a produção”.

“O projeto de 120 mil euros foi aprovado e está assinado. Prevê a ampliação da exploração, a partir de 09 de setembro, para as cerca de 600 cabeças. O pavilhão de 400 metros quadrados começa a ser construído em maio ou junho, mas se isto não melhorar vamos passar por alguns problemas”, disse Alexandre Fernandes.

O casal de criadores é associado da Cooperativa Agrícola de Arcos de Valdevez e Ponte da Barca.

“Pedem-nos para continuar, mas o Governo devia olhar para este setor. A ver se nos apoiam para podermos continuar. Gostamos de cumprir com as nossas obrigações”, referiu.

O presidente da cooperativa, José Carlos Gonçalves, está “muito preocupado”, até porque o problema não afeta só a criação de cabrito. A criação de vaca de raça Cachena, que tem Denominação de Origem Protegida desde 2002, é outra das raças autóctones que está a ser “muito afetada”.

“Está tudo parado. Os restaurantes e hotéis, os nossos principais clientes, estão fechados não temos para onde escoar a carne”, referiu.

José Carlos Gonçalves acrescentou que a Federação das Raças Autóctones está a fazer “um bom trabalho” no sentido de “incentivar os hipermercados a venderem carne destas raças”.

“Também temos de tentar a exportação senão vai ser um caos”, referiu.

A Cooperativa Agrícola de Arcos de Valdevez e Ponte da Barca representa 2.436 criadores dos dois concelhos sendo que, por ano, são produzidos cerca 500 animais de raça Cachena.

Típica do Parque Nacional da Peneda-Gerês (PNPG), a vaca Cachena da Peneda é a mais pequena raça bovina portuguesa e uma das mais pequenas do mundo.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já infetou mais de um milhão de pessoas em todo o mundo, das quais morreram perto de 54 mil.

Em Portugal, segundo o balanço feito hoje pela Direção-Geral da Saúde, registaram-se 246 mortes, mais 37 do que na véspera, e 9.886 casos de infeções confirmadas, o que representa um aumento de 852 em relação a quinta-feira.

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Alto Minho

Caminha quer avançar com apoios ao emprego, às empresas e às instituições

Covid-19

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Foto: Divulgação / CM Caminha (Arquivo)

A maioria socialista na Câmara de Caminha vai propor, na segunda-feira, em reunião ordinária do executivo municipal a aprovação de medidas de apoio ao emprego, às empresas e às instituições do concelho, informou hoje a autarquia.

Em comunicado hoje enviado às redações, o autarquia adiantou que a proposta a apreciar, na segunda-feira, a partir das 15:00, “prevê isenções de pagamento de rendas habitacionais e de comércio em espaços municipais, isenção do terrado das feiras semanais e de esplanadas, pagamento de tarifas fixas no abastecimento de água, saneamento e resíduos urbanos para pequenas e microempresas e o apoio financeiro a Instituições Particulares do Solidariedade Social (IPSS) e corporações de bombeiros”.

A proposta socialista será apresentada na sessão camarária, que decorrerá com recurso a videoconferência, e tem como objetivos “a manutenção do emprego, o equilíbrio financeiro da atividade empresarial e de suporte ao trabalho das IPSS que trabalham com idosos no concelho, incluindo as corporações de bombeiros de Caminha e Vila Praia de Âncora”.

“Depois das medidas de contenção da covid-19 e dos projetos de mitigação do impacto social desta doença no nosso concelho, esta é a hora de ajudarmos as pequenas e microempresas do concelho que estão a sofrer com esta paragem da economia, bem como as instituições que estão na linha da frente do combate a este novo e poderoso vírus”, afirmou o autarca, citado na nota hoje enviada à imprensa.

Para o presidente da câmara, “estas são as primeiras medidas a tomar, mas não serão as únicas, infelizmente”.

“Temos de ir avaliando a situação e aplicando as medidas gradualmente, porque ainda não sabemos quando e de que forma vamos voltar a ter dinâmica comercial no concelho de Caminha e não sabemos, com certeza, o impacto que todo este adiamento do quotidiano terá nas nossas famílias. Sabemos dos custos brutais deste travão que pusemos nas nossas vidas, mas não temos dúvidas de que a prioridade é a saúde de todos e cada um, por isso, temos que prosseguir o esforço de isolamento social que temos vindo a fazer nas últimas semanas”, explicou.

Entre as propostas que serão submetidas à votação do executivo municipal está “isenção integral do pagamento das rendas habitacionais em todos os fogos municipais desde 01 de março (com efeitos retroativos) e até 30 de junho de 2020, do pagamento de rendas de todos os estabelecimentos comerciais em espaços municipais que se encontrem encerrados desde 1 de março (com efeitos retroativos) até 30 de junho de 2020.

A maioria socialista propõe ainda a “comparticipação total no pagamento de tarifas fixas dos serviços de abastecimento de água e saneamento e isenção da tarifa de resíduos para pequenos e médios consumidores não domésticos do concelho como forma de apoio às atividades empresariais e de comércio”, medida que se “aplica a 959 empresas”.

A maioria socialista pretende ainda ver aprovado “um subsídio extraordinário para os bombeiros de Caminha e Vila Praia de Âncora, no valor de cinco mil euros, para cada corporação”.

“O subsídio visa corresponder à perda de receita de cada uma das instituições pela não realização de serviços durante o período de emergência nacional”, sustenta o município, apontando ainda a comparticipação “total” do pagamento das faturas de serviço de água e saneamento e isenção do pagamento do serviço de recolha de resíduos urbanos às IPSS.

O executivo irá ainda aprovar um contrato a celebrar com a Unidade Local de Saúde do Alto Minho (ULSAM) para constituição de um Fundo de Apoio, no âmbito da Comunidade Intermunicipal (CIM) do Alto Minho, para aquisição de equipamento de proteção individual, bens de interesse hospitalar, produtos de limpeza ou desinfetantes de mãos, no valor de 6.980,97 euros para o Município de Caminha”.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já infetou mais de um milhão de pessoas em todo o mundo, das quais morreram perto de 54 mil.

Em Portugal, segundo o balanço feito hoje pela Direção-Geral da Saúde, registaram-se 246 mortes, mais 37 do que na véspera (+17,7%), e 9.886 casos de infeções confirmadas, o que representa um aumento de 852 em relação a quinta-feira (+9,4%).

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