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Os candidatos do PSD/CDS-PP, IL, CDU, BE, Chega e ADN estão na corrida à presidência da Câmara de Viana do Castelo para tentar impedir que o cabeça de lista do PS conquiste o segundo mandato.
Nestas eleições, uma outra candidatura ficou entretanto pelo caminho: o Livre chegou a anunciar Gonçalo Caseiro Pereira como cabeça de lista, mas o partido acabou por não a formalizar “por falta de condições” como, por exemplo, “a indisponibilidade das mulheres para integrar a lista”.
PS
O atual presidente da Câmara, Luís Nobre, recandidata-se ao cargo pelo PS e “quer promover a construção de mais de 800 casas a custos controlados para a classe média até 2029, alargar a nova rede de transportes públicos, com gestão municipal, às freguesias mais periféricas e criar um corpo de polícia municipal” durante o próximo mandato.

As propostas constam no programa que reúne 100 medidas concretas, estruturadas em 10 eixos estratégicos, com o objetivo de reforçar a coesão territorial e preparar o concelho para os desafios da próxima década.
Formado em Arquitetura e Urbanismo, Nobre tem 54 anos, está há 20 na Câmara de Viana do Castelo e concorre com a mesma equipa com que venceu as eleições de 2021.
PSD
Paulo de Morais, 61 anos, antigo vice-presidente e vereador da Habitação e do Urbanismo na Câmara do Porto, que se desfiliou do PSD em 2013, foi escolhido pelo partido para cabeça de lista, numa candidatura que também inclui o CDS-PP.

Na apresentação do programa eleitoral, Paulo de Morais, licenciado em Matemática e doutorado em Engenharia e Gestão Industrial pela Universidade do Porto, prometeu transparência e a implementação de um “mecanismo de controlo e combate à corrupção, compadrio e aos favores” no urbanismo, onde a atual autarquia “trata uns como filhos e outros como enteados”.
O docente universitário quer que Viana deixe “de ser cidade periférica” e pretende implementar um mecanismo de diplomacia económica para atrair investimento, um “sistema de transportes europeu” que engloba comboios noturnos e barcos, defendendo ainda parques de estacionamento camarários gratuitos para os residentes.
Iniciativa Liberal
O engenheiro civil Duarte de Brito Antunes, de 45 anos, é o candidato da Iniciativa Liberal (IL), cuja candidatura visa “uma efetiva evolução de um concelho que se encontra parado no tempo e sem conseguir adaptar-se às novas realidades e desafios”.

O candidato quer baixar os impostos municipais e reduzir o IMI para o mínimo legal, bem como libertar terrenos para habitação acessível.
Bloco de Esquerda
O BE apresenta como cabeça de lista o designer Carlos Torre, de 65 anos, que em 2001 foi o primeiro candidato do partido à Câmara de Caminha e, de 2010 a 2013, representou o bloco na Assembleia Municipal daquele concelho do distrito de Viana.

O candidato quer tirar Viana de uma “realidade medíocre” e fazê-lo “sair da cepa torta”, “com dignidade, aprofundando a democracia e promovendo uma estratégia de desenvolvimento económico diversificado e sustentável”.
CDU
O técnico industrial José Flores, de 60 anos, candidata-se pela CDU (coligação PCP/PEV), tendo como prioridades a mobilidade, a habitação e a cultura, contra “a propaganda do PS e velhos projetos da direita”.

Natural do concelho de Reguengos de Monsaraz, distrito de Évora, José Flores fixou-se em Viana do Castelo há 22 anos e integrou executivos da junta de freguesia de Santa Maria Maior, eleito pela CDU, concorrendo agora pela primeira vez à Câmara Municipal.
Chega
Eduardo Teixeira, 53 anos, é atualmente deputado no parlamento eleito pelo Chega e vereador independente na autarquia, e quer “salvar Viana”, por considerar que o concelho “merece mais”.

“Merece mais proximidade, mais respeito, mais futuro. Comigo terá alguém que ouve, que sente, que está presente”, afirma o candidato nas publicações que tem publicado nas sociais.
ADN
Luís Arezes é o candidato da Alternativa Democrática Nacional (ADN) e elegeu “a imigração excessiva e ilegal” como um dos “graves problemas” que afetam o concelho.

Arezes, de 58 anos, consultor/professor, natural e residente em Barcelos, distrito de Braga, indicou outros “graves problemas”, como o atraso em obras com risco de perda de fundos do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), a poluição de ribeiros, o urbanismo desordenado e a gentrificação que afasta os residentes”.
Atualmente, o executivo de Viana do Castelo é composto por cinco eleitos pelo PS, um eleito pela CDU, um vereador independente (eleito pela coligação PSD/CDS-PP) e dois vereadores da coligação PSD/CDS-PP.
A Assembleia Municipal é composta por 55 deputados, sendo que do PS são 21. A coligação PDS/CDS tem 11 deputados, a CDU tem cinco.
Para a Assembleia Municipal, também BE, Chega e Aliança têm representatividade, com um deputado, tal como o movimento cívico Para Servir o Povo de Viana (PSPV), representado por Joca – o deputado do povo.