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Região

Quatro detidos e mais de 4.000 doses de droga apreendidas em Barcelos e Guimarães

Desmantelada rede que operava no distrito de Braga

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Foto: GNR

A GNR deteve quatro homens e aprendeu mais de quatro mil doses de liamba numa operação contra o tráfico de droga que decorreu, na quarta-feira, em Barcelos e Guimarães.

Em comunicado, o Comando Territorial de Viana do Castelo adianta que, através do Núcleo de Investigação Criminal (NIC) de Arcos de Valdevez, deteve quatro homens, com idades compreendidas entre os 30 e os 40 anos, por tráfico de droga, em Barcelos e Guimarães.

“Na sequência de uma investigação que decorria há cerca de um ano, os militares apuraram que os indivíduos procediam à produção e venda de produtos estupefacientes no distrito de Braga”, refere comunicado.

A GNR deu cumprimento a 12 mandados de busca domiciliária nos concelhos de Barcelos e Guimarães, que resultaram na apreensão de cinco veículos, 4.527 doses de liamba, 18 telemóveis, quatro cartões SIM, três balanças de precisão, uma máquina de embalar, um computador portátil, 17.290 euros em numerário e vários documentos e material de corte.

Ao que O MINHO apurou, os dois principais suspeitos da rede, que operava a partir de Barcelos e que são tidos como os seus cabecilhas, vão ser ouvidos no Tribunal Judicial de Viana do Castelo. As medidas de coação deverão ser conhecidas esta sexta-feira.

Os outros dois detidos foram ouvidos pelo Ministério Público e libertados.

A operação contou com o reforço dos Comandos Territoriais de Viana do Castelo, Porto e Braga, da Unidade de Intervenção (UI) e com o apoio da Policia de Segurança Pública (PSP).

Notícia atualizada às 17h17 com mais informação.

Alto Minho

Homem fica em estado grave após ter sido esfaqueado pela mulher em Cerveira

Violência doméstica

Foto: DR

Um homem, de 58 anos, sofreu ferimentos graves após ter sido esfaqueado pela companheira, esta noite de quinta-feira, em Cerveira.

De acordo com informação avançada pela Rádio Vale do Minho, o esfaqueamento deu-se na sequência de um quadro de violência doméstica entre o casal, residente na freguesia de Gondarém.

A mulher, de 57 anos, terá esfaqueado o companheiro na zona do peito, provocando ferimentos profundos. A agressora deverá ser detida por militares da GNR para ser presente ao Ministério Público.

No local, para prestar assistência, estiveram os Bombeiros de Caminha, a VMER de Viana do Castelo e a SIV de Valença.

A GNR registou a ocorrência.

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Guimarães

Presos em Guimarães sem água quente, passam frio e não podem ligar aquecedores

Estabelecimento Prisional de Guimarães

Foto: DR (Arquivo)

A denúncia é do secretário-geral da Associação Portuguesa de Apoio ao Recluso (APAR), Vítor Ilharco, na mesma altura em que os presos do Estabelecimento Prisional de Guimarães fizeram chegar à associação uma reclamação relacionada com o frio e a falta de água quente.

Na reclamação os presos referem-se a problemas infraestruturais no edifício, já referenciados num relatório da Provedoria de Justiça de 1996. “É uma cadeia em que as más condições objetivas têm sido superadas graça a um trabalho de equipa”, lê-se nesse relatório com 25 anos.

Os presos queixam-se do frio e da falta de água quente para os banhos. Numa altura em que a região tem enfrentado temperaturas muito baixas, a situação torna-se mais preocupante. A reclamação dos presos estende-se à falta de roupa de cama quente. “A Direção Geral dos Serviços Prisionais (DGRSP) distribui dois cobertores a cada recluso e não deixa que as famílias levem mais”, explica Vítor Ilharco. “A DGRSP diz que vai distribuir lençóis de flanela e mais um cobertor, mas neste momento estamos à espera”, afirma o secretário-geral da APAR.

Vítor Ilharco reconhece, até, que esta DGRSP “é bastante preocupada com o bem-estar dos presos, o problema é que não tem dinheiro”.  A situação tenderá a agravar-se, uma vez que o Orçamento de Estado para 2021 reduz em 52,5 milhões de euros o financiamento da DGRSP. 

O Estado paga, por dia, 3,40 euros para alimentar cada preso

“Atualmente a DGRSP paga à empresa de catering que fornece a alimentação das cadeias, 3,40 euros, por dia, por recluso. São 85 cêntimos por refeição. Isto dá uma ideia da qualidade da alimentação dos presos. Com a redução do financiamento, pode imaginar” – Avalia Vítor Ilharco. “No mesmo ano em que se retiram 52,5 milhões de euros a DGRSP, o Governo aumentou em 15 milhões as verbas destinadas à proteção animal”, crítica o responsável da APAR.

Relativamente às condições denunciadas pelos presos de Estabelecimento de Prisional de Guimarães, Vítor Ilharco confirma-as e diz que “infelizmente é a triste realidade das 48 prisões pelo país”.

Na prisão de Guimarães não é possível ligar aquecedores porque o quadro elétrico não aguenta

Em Guimarães, o problema do frio torna-se ainda mais grave por não se poderem usar aquecedores, uma vez que a instalação elétrica, antiga, não suporta a sobrecarga. “Os presos resistem aos dias de frio, como os que atravessamos, sem nenhum tipo de aquecimento”. A idade do edifício é também a causa de múltiplas infiltrações, algumas através de placas de fibrocimento, com amianto. A remoção destas placas, de material cancerígeno, está prevista, desde 2018, mas até agora ainda não avançou.

A DGRSP diz não ter registo de queixas sobre a temperatura da água. Relativamente ao quadro elétrico, a DGRSP afirma que o problema está “sinalizado” e que já estão orçamentados os custos para a resolução, embora não adiante nenhum prazo para a execução das obras. Até, afirmam, que os reclusos podem usar termos e têm acesso a bebidas quentes no bar.

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Alto Minho

Caminha abre duas escolas de acolhimento para trabalhadores essenciais durante confinamento

Confinamento

Miguel Alves. Foto: Imagem CM Caminha

A Câmara de Caminha criou duas escolas de acolhimento para filhos de trabalhadores que prestam serviços essenciais e não podem cumprir recolher ao domicílio, na sequência do “endurecimento das medidas de confinamento anunciadas hoje pelo Governo”, foi hoje divulgado.

Em comunicado, aquele município adiantou que as escolas vão funcionar nos edifícios da escola básica de Caminha – para alunos com área de residência no Vale do Coura e Minho – e da escola básica e secundária do Vale do Âncora – para alunos residentes a sul do concelho.

Para além destes espaços, que entram em funcionamento já na próxima segunda-feira, o município reforçou a equipa de distribuição de refeições escolares que irá, a partir de sexta-feira, entregar almoços nas casas dos alunos de famílias carenciadas, bem como nos quartéis dos bombeiros de Caminha e Vila Praia de Âncora.

Encerrou ainda o único edifício que mantinha aberto, estando disponíveis os contactos telefónicos e ‘online’ para qualquer pedido de atendimento por marcação.

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