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Quase dois mil alunos do ensino superior continuam sem saber se têm bolsa

Governo garante que a maioria diz respeito a processos apresentados este semestre

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Foto: DR / Arquivo

Quase dois mil estudantes do ensino superior que se candidataram a bolsas de ação social ainda estão à espera de uma decisão, mas o Governo garante que a maioria diz respeito a processos apresentados este semestre.

“Com o ano letivo terminado, há 1.980 alunos que ainda não têm qualquer decisão sobre o seu processo de bolsa”, alertou hoje a deputada social-democrata Nilza de Sena, durante a audição do ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, na comissão parlamentar de Educação e Ciência.

O ministro Manuel Heitor lembrou que a “ação social escolar está sempre aberta” e, por isso, “todas as semanas entram novos requerimentos para bolsas”.

O secretário de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, João Sobrinho Teixeira, explicou que “algumas bolsas ainda estão em avaliação, porque há entradas realizadas em setembro, mas também há outras realizadas no final do segundo semestre”.

Este ano, cerca de 96 mil alunos do ensino superior candidataram-se a bolsas de ação social e Sobrinho Teixeira garante que “99% dos processos estão concluídos”.

Neste momento, o “grosso [dos casos em análise] é de processos entrados no segundo semestre”, garantiu.

Durante a comissão, o ministro foi ainda questionado sobre a proposta dos reitores de aumentar as bolsas dos atuais mil euros para valores entre os 1.200 e os 1.500 euros.

“Se concorda com o aumento das bolsas mínimas porque é que o senhor ministro não faz um despacho para entrar já em vigor no próximo ano?”, questionou a deputada Nilza de Sena, desafiando: “Está ou não capaz de aumentar a bolsa mínima para os 1400 euros?”.

Manuel Heitor disse apenas que “o aumento de bolsas não é uma questão de despacho”, lembrando o reforço financeiro que tem vindo a ser feito e o aumento de alunos abrangidos.

Durante a audição, a equipa ministerial foi também confrontada com o “estrondoso e vergonhoso falhanço” do programa de regularização dos vínculos precários dos funcionários públicos (PREVPAP), segundo palavras da deputada comunista Ana Machado.

A deputada do PCP lembrou que até ao momento só foram concluídos os processos de 16 professores e um investigador, situação que foi justificada pelo ministro por se tratar de “um processo complexo”.

“Era bom que o processo tivesse sido acelerado, mas este é um processo moroso que ainda está em curso”, defendeu Manuel Heitor, que fez um balanço positivo dos três anos e meio de mandato.

Entre as medidas postas em prática, o ministro lembrou o aumento de mais 20 mil investigadores, o reforço financeiro das instituições ou o aumento de alunos no ensino superior.

No entanto, a deputada do PSD Margarida Mano olhou para o mandato que agora está a chegar ao fim como um período de “subfinanciamento crónico das instituições de ensino superior”, em que universidades e politécnicos assistiram ao congelamento das propinas dos alunos sem direito a um reforço financeiro.

Já o deputado do Bloco de Esquerda Luís Monteiro alertou para os alegados cortes de financiamento de instituições de investigação científica que obtiveram classificações de “Muito Bom” ou “Excelente”.

De acordo com os resultados provisórios da avaliação tornada pública esta semana, quase 300 laboratórios de investigação científica vão receber cerca de 400 milhões de euros entre 2020 e 2023, ao abrigo do financiamento plurianual proposto pela Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT).

O financiamento das unidades de investigação e desenvolvimento decorre da avaliação a que foram sujeitas as instituições: Quase dois terços (64%) tiveram a classificação de “Muito bom” ou “Excelente”.

No entanto, o deputado do Bloco de Esquerda alertou hoje para cortes em algumas destas instituições, alegadamente por terem estado a receber demais no passado.

“O argumento para esse corte não corresponde à nota que obtiveram, mas sim ao facto de terem recebido muito no passado e ser preciso ajustar os valores”, denunciou Luís Monteiro, criticando a opção do Governo em “nivelar por baixo”.

No entanto, o ministro garantiu que “não há, nem vai haver nenhum corte”: “Pode contar comigo para nivelar sempre por cima o financiamento”, prometeu.

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Eleições no Reino Unido devem ter dado maioria absoluta ao PM que quer cumprir o Brexit

Projeções

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Foto: Twitter

O partido Conservador venceu as eleições legislativas no Reino Unido com uma maioria absoluta de 368, segundo uma sondagem comum divulgada hoje pelas três estações televisivas britânicas BBC, ITV e Sky.

A sondagem à boca das urnas indicou que o partido Conservador terá 368 deputados, o partido Trabalhista 191, o Partido Nacionalista Escocês 55, os Liberais Democratas 13 e o Plaid Cymru (nacionalistas galeses) três e os Verdes um assento.

Para obter uma maioria absoluta, um partido precisa de vencer em 326 das 650 circunscrições eleitorais, mas, na prática, são precisos menos deputados porque o presidente da Câmara dos Comuns não vota e os deputados do Sinn Fein têm uma longa tradição de não assumirem funções.

Os primeiros resultados foram anunciados pelas 23:00, mas será a partir das 02:00 de sexta-feira que começarão a sair em maior número.

Cerca de 46 milhões de britânicos votaram hoje nas eleições legislativas antecipadas no Reino Unido, as terceiras em menos de cinco anos, convocadas pelo governo para tentar desbloquear o impasse criado no parlamento pelo processo de saída do país da União Europeia (UE).

A votos estiveram os 650 assentos na Câmara dos Comuns, a câmara baixa do parlamento britânico, aos quais concorreram 3.322 candidatos, dos quais 1.124 mulheres, tendo os partidos Conservador (635), Trabalhista (631), Liberal Democrata (611), Verde (498) e Partido do Brexit (275) concorrido no maior número de circunscrições a nível nacional.

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The National juntam-se ao cartaz do Rock in Rio Lisboa 2020

A 21 de junho, com Foo Fighters

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Foto: Divulgação

Os norte-americanos The National, que atuam hoje em Lisboa, regressam a Portugal em junho para um concerto no Rock in Rio Lisboa, foi hoje anunciado.

De acordo com a organização do festival, num comunicado hoje divulgado, os The National “regressam à capital em 2020 para dar música à Cidade do Rock, na noite de 21 de junho”, a mesma em que atuam os Foo Fighters.

Para a banda, que já atuou várias vezes em Portugal ao longo dos 20 anos de carreira, esta será uma estreia no Rock in Rio Lisboa.

“Depois de um 2019 em pleno, com lançamento de álbum (‘I Am Easy to Find’) e de uma curta-metragem, 2020 promete ser ainda melhor trazendo Matt Berninger, Aaron Dessner, Bryan Dessner, Scott Devendorf e Bryan Devendorf de volta a Portugal”, lê-se no comunicado

O Rock in Rio Lisboa 2020 decorre nos dias 20, 21, 27 e 28 de junho, novamente no Parque da Bela Vista.

Além dos The National e dos Foo Figherts, tinha já sido garantida a presença no Rock in Rio Lisboa 2020 de Camila Cabello e dos Black Eyed Peas, em 20 de junho.

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Os momentos mais comentados no Facebook pelos portugueses em 2019

‘Year in Review’

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Foto: Imagens SIC

O Facebook divulgou hoje uma retrospetiva do ano de 2019 em Portugal, com os momentos mais comentados naquela rede social, onde se incluem, entre outros, os incêndios na Amazónia e as eleições legislativas de outubro.

De acordo com o Facebook ‘Year in Review’, o assunto mais discutido em Portugal no mês de janeiro foi a estreia do programa de Cristina Ferreira na SIC, seguindo-se a cerimónia de entrega dos Óscares em fevereiro e o ‘hat-trick’ (três golos marcados pelo mesmo jogador no mesmo jogo) de Cristiano Ronaldo contra o Atlético de Madrid em março.

Em relação ao segundo trimestre do ano, o incêndio na Catedral de Notre-Dame em Paris foi o assunto mais comentado pelos utilizadores do Facebook em abril, o Benfica campeão da Liga Portuguesa de Futebol em maio, e a Seleção Nacional de Futebol a vencer a Liga das Nações da UEFA em junho.

Em julho, o assunto que dominou a atividade dos portugueses na rede social criada por Mark Zuckerberg foi o falecimento do músico brasileiro João Gilberto.

Já os incêndios na Amazónia dominaram a discussão em agosto, enquanto que a morte do cantor luso-brasileiro Roberto Leal foi o assunto mais comentado no mês de setembro.

Outubro ficou marcado pelas eleições legislativas que deram a vitória sem maioria absoluta ao Partido Socialista (PS) e, por último, em novembro, o treinador de futebol português Jorge Jesus a vencer a Taça Libertadores, pelo clube brasileiro Flamengo, foi o assunto que marcou as interações dos portugueses no Facebook.

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