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Quase 50 empresas vão promover frutas e legumes portugueses em Madrid

Fruit Attraction

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Foto: DR / Arquivo

Quase 50 empresas e organizações de produtores vão estar, através da associação Portugal Fresh, entre terça e quinta-feira, em Madrid, a promover legumes e frutas portuguesas, na Fruit Attraction, uma das maiores feiras do setor da Europa.

A comitiva portuguesa tem vindo a crescer, passando de 20 empresas e organizações em 2011, ano em que a associação se estreou no certame, para 46, conforme, avançou, em comunicado, a Portugal Fresh.

A área ocupada também será a maior de sempre, com o stand português a alcançar os 600 metros quadrados (m2), mais do dobro do que tinha em 2011 (275 m2).

“A diversidade da oferta portuguesa aumentou consideravelmente e os pioneiros da promoção internacional – empresas do setor das peras e maçãs – estão hoje muito bem acompanhados por pequenos frutos, laranjas, tomates, kiwis, uvas, abóboras, couve portuguesa, cenouras, batatas e tantos outras que garantem uma mistura de aromas, sabores e cores únicas”, destacou, citado no mesmo documento, o presidente executivo da Portugal Fresh, Gonçalo Santos Andrade.

A participação portuguesa nesta feira insere-se na estratégia de promoção externa da associação, que tem como objetivo alcançar 2.000 milhões de euros de exportações do setor em 2020.

Em 2018, as vendas para os mercados externos representaram 1.500 milhões de euros.

Entre as 46 entidades portuguesas que vão estar presentes na Fruit Attraction, encontram-se 29 empresas como a Lusomorango, a Beirabaga, a Quinta do Pizão e a Central Fruitas do Painho.

Por outro lado, vão também marcar presença nove associações, onde se encontram, a Associação Nacional de Kiwicultores (APK) e a Associação Portuguesa da Castanha (Refcast).

No stand português vão ainda estar oito parceiros como a Hubel, a Magos e a Caixa Agrícola.

Criada em, 2010, a Portugal Fresh conta, atualmente, com 87 sócios, que representam mais de 4.500 produtores portugueses.

Entre os objetivos desta associação encontram-se a valorização da origem Portugal e o incentivo ao consumo de frutas e legumes.

No total, a Fruit Attraction vai receber 1.800 empresas de 130 países e são esperados 90 mil visitantes.

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Plataforma para denunciar escolas com amianto recebeu 40 queixas numa semana

“Temos escolas desde Marco de Canaveses e Guimarães”

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Foto: DR / Arquivo

A plataforma “Há amianto na escola”, criada há uma semana, recebeu 40 denúncias de situações registadas em estabelecimentos de ensino de todo o país, revelou à Lusa um responsável da iniciativa.

Na passada quinta-feira, o Movimento Escolas Sem Amianto (MESA) e a associação ambientalista Zero criaram uma plataforma ‘on-line’ na qual funcionários das escolas, mas também encarregados de educação e alunos, podem denunciar casos da existência de estruturas contendo amianto que considerem perigosos.

“Numa semana recebemos 40 queixas de todo o país. Temos escolas desde Marco de Canaveses e Guimarães, passando por Leiria e Setúbal até Olhão”, revelou em declarações à Lusa o coordenador do MESA, André Julião.

O representante garante que as denúncias são credíveis, até porque têm de seguir determinados requisitos, tais como ter fotografias que comprovem a existência de estruturas problemáticas e ter a morada da escola em causa.

Depois de analisados os casos, os responsáveis da plataforma entram em contacto com quem, muitas vezes, usa a página “para pedir ajuda”, contou o porta-voz da plataforma.

“A ideia é encaminhar as queixas para os serviços do Ministério da Educação”, acrescentou André Julião, lamentando que não haja transparência por parte do Governo neste processo.

O MESA e a ZERO criticam que continue a ser do desconhecimento da população a lista de escolas onde ainda existem estruturas com amianto, assim como lamentam que não seja divulgada a calendarização das obras que serão realizadas.

O Movimento de Escolas Sem Amianto surgiu no início do ano em Loures, quando um grupo de encarregados de educação e responsáveis de escolas se decidiram juntar para exigir obras.

André Julião lembra que o movimento acabou por ser contactado por outras escolas do concelho de Loures e mais tarde do Seixal, Almada, Odivelas e Vila Franca de Xira.

Neste momento, o MESA representa nove agrupamentos de escolas, onde existem 38 estabelecimentos nos quais já estão identificados problemas, contou à Lusa.

Desde que foi criado, o MESA tem pedido aos serviços do ministério a lista oficial de escolas com amianto.

“Só no final da semana passada recebemos uma resposta da DGEstE (Direção-Geral dos Estabelecimentos Escolares) dizendo que estão a consolidar os dados relativos às obras realizadas em 2019”, contou à Lusa André Julião.

Por iniciativa do Sindicato de Todos os Professores (STOP), durante o mês outubro, uma dezena de estabelecimentos de ensino encerraram e foram feitos inúmeros protestos por professores, alunos e encarregados de educação para chamar a atenção para o problema da exposição a estas fibras.

O STOP estima que existiam mais de cem estabelecimentos de ensino com situação crítica.

Também a Fenprof tem criticado a atuação do Governo, estando a agendar várias iniciativas sobre esta matéria, entre as quais avançar com ações judiciais contra o Estado e em nome dos professores que trabalham em escolas com amianto.

Estes dois sindicatos também têm criticado o facto de não ser conhecida uma lista oficial com o número de estabelecimentos com amianto, nem um calendário de obras.

O coordenador do MESA acredita que pais, alunos e funcionários ficariam mais descansados se conhecessem a calendarização das obras nas diferentes escolas.

O amianto foi um material muito utilizado na construção, estando atualmente proibido uma vez que a inalação dessas fibras – que podem ser libertadas quando as estruturas estão em mau estado de conservação ou são danificadas – podem provocar inúmeras doenças, entre as quais do foro oncológico.

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Marcelo discursa hoje perante Academia Francesa em Paris

Sessão à porta fechada

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Foto: DR / Arquivo

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, discursa hoje em Paris perante os 35 membros da Academia Francesa sobre a “riqueza das línguas e das letras” portuguesa e francesa numa sessão à porta fechada.

“Esta visita [do Presidente da República] servirá para destacar a riqueza das nossas línguas e das nossas letras, as relações de séculos entre os nossos povos e uma história de partilha de valores, de interações e de influências mútuas”, disse à agência Lusa fonte oficial da Academia, instituição que rege a língua francesa.

O discurso do Presidente português na tarde de dia 14 será reservado aos membros desta instituição e Marcelo Rebelo de Sousa vai também fazer uma visita à Academia. A deslocação do chefe de Estado português à capital francesa acontece a convite da Academia Francesa.

Esta instituição foi criada em 1635 pelo Cardeal Richelieu e através dos séculos tem orientado a língua francesa, admitindo as principais figuras do pensamento gaulês como membros – também apelidados de imortais, não pela distinção em si, mas por se considerar que a missão de transmitir a língua é imortal.

Entre os atuais membros da Academia estão o ex-Presidente francês Valery Giscard D’Estaing ou o filósofo Alain Finkielkraut.

Ao longo dos séculos, uma das principais funções da Academia foi e continua a ser a organização do dicionário de francês que vai atualmente na sua nona edição – até agora estão concluídos os trabalhos até à letra S. O primeiro dicionário foi editado em 1694 e a última versão completa, a oitava, foi terminada em 1935 contendo cerca de 35 mil palavras.

É este dicionário que decide a integração oficial de novas palavras na língua francesa e também estrangeirismos, sendo um dos pontos fulcrais da cultura em França, assim como uma referência internacional devido à sua história.

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Rio discorda de alunos poderem “passar sem saber”, Costa sugere que se informe e depois debatam

Debate quinzenal com o Primeiro-ministro

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Foto: DR / Arquivo

O presidente do PSD, Rui Rio, desafiou hoje o primeiro-ministro a esclarecer se todos os alunos em Portugal até aos 14 anos vão passar de ano “mesmo sem saber”, dizendo “discordar estruturalmente dessa visão”.

No debate quinzenal com António Costa na Assembleia da República, Rio quis esclarecer o que significa o “plano de não retenção no ensino básico” previsto no programa do Governo, dizendo esperar que não se trate de algo semelhante às passagens administrativas do pós-25 de Abril.

“O aluno chegou ao fim do ano e não sabe, passa ou não passa? Fazer tudo para que ele saiba está correto, mas se no fim não sabe obviamente não pode passar porque isso é em prejuízo do próprio aluno”, afirmou.

Na resposta, António Costa sugeriu ao líder da oposição que leia as várias recomendações de organizações nacionais e internacionais, nomeadamente a do Conselho Nacional de Educação quando este era presidido pelo atual vice-presidente do PSD David Justino.

“A sua pergunta é uma boa revelação de que a coisa mais perigosa na vida política é quando pensamos politicamente com base no senso comum e não com base na melhor informação”, criticou Costa.

O primeiro-ministro admitiu que se trata de “uma mudança estrutural” no sistema de ensino e desafiou Rio para um debate temático “exclusivamente sobre esta matéria”.

“Depois de estar devidamente informado voltamos a conversar sobre a matéria”, disse.

O primeiro-ministro defendeu que as recomendações de organizações nacionais e internacionais indicam que “a retenção não favorece a aprendizagem, favorece a multiplicação da retenção”.

“Aquilo que se prevê é que em cada ciclo haja oportunidade de continuação do estudo, de ter as medidas de acompanhamento pedagógico e de promoção do sucesso educativo e chegar ao fim do ciclo para que ninguém fique precocemente privado da oportunidade de completar o ciclo com a devida aprovação”, afirmou.

O líder do PSD reiterou que a sua visão é “exatamente ao contrário”.

“Se o aluno não sabe e apesar de não saber continua sempre a passar, aí é que eu desisto do aluno, aí é que o deixo ficar entregue à sua sorte”, disse, considerando que esta medida “desrespeita o futuro das crianças”.

“Temos aqui uma visão contrária e olhe que esta é mesmo estruturalmente diferente”, reforçou Rio, na parte mais tensa do primeiro debate quinzenal entre os dois.

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