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Quase 50% das autarquias não têm como cuidar e esterilizar cães e gatos

Direção-Geral de Alimentação e Veterinária (DGAV)

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Foto: Divulgação

Quase 50% das autarquias ainda não instalaram serviços próprios para cuidar e esterilizar cães e gatos, havendo 136 Centros de Recolha Oficial (CRO) que servem mais de 150 municípios, informou a Direção-Geral de Alimentação e Veterinária (DGAV).

“Existem 136 CRO, incluindo alguns que são intermunicipais, servindo mais de 150 municípios [de 308]”, revelou a DGAV à agência Lusa, indicando que os Centros de Recolha Oficial são tutelados pelas Câmaras Municipais ou pelas Comunidades Intermunicipais.

Em 2018, o Governo abriu um concurso que permitiu apoiar 17 candidaturas de autarquias ou agrupamentos de municípios na construção de CRO, com o financiamento de 975.318,91 euros, através de um programa de concessão de incentivos financeiros.

De acordo com a DGAV, em 2019, foram selecionados 20 projetos no valor de 1.128.615,70 euros, tendo já sido assinados 18 contratos para a construção de CRO.

“Para a construção de CRO foram abertas novas candidaturas nos termos do Despacho n.º 4417/2018, de 07 de maio, referente ao Programa de Concessão de Incentivos Financeiros para a Construção e a Modernização de CRO”, referiu a DGAV.

As entidades apoiadas foram as autarquias de Alcoutim, Almeida, Almeirim, Alpiarça, Amares, Arruda dos Vinhos, Avis, Campo Maior, Celorico de Bastos, Crato, Marvão, Monforte, Peniche Porto de Mós, Reguengos de Monsaraz, Vila Viçosa e os agrupamentos de municípios Baião e Resende; Penedono, Sernancelhe e São João da Pesqueira; Moimenta da Beira, Armamar e Tabuaço; e Bombarral e Cadaval.

A DGAV lembrou que os projetos foram selecionados e os contratos programa celebrados no âmbito da Cooperação Técnica e Financeira entre a Administração Central e o setor local.

A seleção de projetos e a assinatura de contratos ocorreram através do Despacho n.º 6258-A/2019, de 8 de julho, assinado pelo secretário de Estado da Agricultura e Alimentação, pelo secretário de Estado do Orçamento e pelo secretário de Estado das Autarquias Locais.

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País

Maioria dos universitários portugueses que enviam “nudes” desconhecem riscos

Imagens fotográficas ou vídeos de cariz sexual

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Foto: DR

Um estudo sobre violência sexual online no ensino superior em Portugal concluiu que mais de metade dos estudantes que enviaram nude selfies não tinha perceção dos riscos incorridos e 5% teve as suas fotografias reencaminhadas para terceiros.

Um estudo exploratório realizado a 525 estudantes de todo o país do Ensino Superior intitulado “Abuso sexual baseado em imagens”, e defendido recentemente na Universidade do Porto, revela que mais de metade das pessoas (52,22%) que enviaram nudes (imagens fotográficas e ou vídeos de cariz sexual) pela Internet ou telemóvel, dizem que não tiveram a “perceção do risco que estavam a correr” e 8,78% das pessoas da amostra assume que foi “alvo de ameaças”.

Dos entrevistados que enviaram nudes, 5% assumiu que sofreu vitimização de violência sexual online“, ou seja, foi vítima de partilha a terceiros não consentida, um dos dados que a psicóloga e autora do estudo, Patrícia Ribeiro, mais destacou na entrevista à Lusa.

Os três maiores impactos do sexting (envio de textos e imagens sexualmente sugestivos com conteúdo sexual explícito), foi a humilhação (17,39%), vergonha (15,22%) e o desespero (13,04%).

Segundo o estudo, 70,32% dos casos em que são enviadas imagens de cariz sexual ou nude selfies (envio de fotografia e/ou vídeos de nus na Internet) a outra pessoa, o principal recetor(a) dessas imagens é o(a) namorado(a).

A “principal razão” (79,91%) para realizar sexting é o existência de uma relação de namoro com a pessoa destinatária, sendo a relação caracterizada por “respeito (14,24%), estabilidade (15,81%) e confiança (21,78%)”.

Cerca de 60% dos estudantes universitários da amostra afirmou ter recebido imagens de cariz sexual e 41,90% disseram ter enviado esse tipo de imagens.

Há 4,5% a assumir que enviou imagens de cariz sexual a “conhecidos apenas virtualmente” e 11,87% a “pessoas que gostavam ou tinham esperança que viesse a existir uma relação”.

Outra das conclusões do estudo revela que a maioria das imagens de cariz sexual são enviadas a pessoas do sexo masculino (85%).

A tese sobre o fenómeno da violência sexual online, também conhecido por pornografia de vingança, concluiu ainda que a maioria dos ameaçadores são do sexo masculino “versus” as ameaçadoras (1,14%).

O estudo também concluiu que 63,74% dos participantes fariam queixa se fossem alvo de ameaças e que desses participantes a maioria faria a queixa na polícia (74,49%).

Os que não fariam queixa das ameaças justificam-no com o “receio de maior exposição, culpabilização e revitimização institucional (27,8%), vergonha (19,4%) e descrença no sistema de ajuda (18,1%).

Outros dos resultados é que 90,48% dos/as estudantes já tinham ouvido falar em Abuso Sexual Baseado em Imagens e este foi reconhecido enquanto crime em Portugal por 53,90% dos/as estudantes.

O estudo contou com uma amostra de 525 pessoas (86% do sexo feminino), maioritariamente heterossexuais (81%, de nacionalidade portuguesa (95%) e estudantes de licenciatura (48%), com uma média de idades a rondar os 25 anos de idade.

A autora do estudou, nas conclusões, sugere que há necessidade que o crescimento da Internet seja “acompanhado de uma educação para o seu uso seguro”.

“Educar para uma sexualidade baseada no respeito, diálogo e consentimento”, “tornar os jovens consumidores críticos da imagens/vídeos/mensagens” e “capacitar os jovens para o pedido de ajuda e para a denúncia e não julgamento da vítima/sobrevivente” são outras das conclusões elencadas na tese “Abuso sexual baseado em imagens”.

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País

Dois casos de Covid-19 suspeitos em Portugal com resultados negativos mas há um novo doente

Coronavírus

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Os exames aos casos suspeitos em Portugal de infeção do novo coronavírus de uma criança em Lisboa e de uma outra pessoa no Porto deram resultado negativo, informou, esta segunda-feira, a Direção-Geral de Saúde, que anunciou um 11.º doente.

Em comunicado, a Direção-Geral da Saúde (DGS) refere que ambos os casos suspeitos (o 9.º e o 10.º registados em Portugal, sendo uma criança regressada da China que foi encaminhada para o Hospital Dona Estefânia, em Lisboa, e outro doente que foi dirigido para Centro Hospitalar Universitário de São João, no Porto) foram sujeitos a análises pelo Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge (INSA), com duas amostras biológicas negativas.

Noutro comunicado enviado, esta segunda-feira, a DGS revela que foi validado um 11.º caso suspeito de infeção por novo Coronavírus (covid-19) em Portugal.

“Trata-se de uma doente que foi encaminhada para o Centro Hospitalar Universitário de São João”, segundo a DGS, e que ficará a aguardar os resultados das análises.

Este é um dos hospitais de referência para os casos de covid-19, à semelhança do Curry Cabral e Dona Estefânia, em Lisboa.

Já houve em Portugal outros oito casos suspeitos, que não se confirmaram.

O coronavírus Covid-19 provocou 1.775 mortos e infetou cerca de 71.300 pessoas a nível mundial.

A maioria dos casos ocorreu na China, onde a epidemia foi detetada no final de 2019.

Além de 1.770 mortos na China continental, há a registar um morto na região chinesa de Hong Kong, um nas Filipinas, um no Japão, um em França e um em Taiwan.

As autoridades chinesas isolaram várias cidades da província de Hubei, no centro do país, para tentar controlar a epidemia, medida que abrange cerca de 60 milhões de pessoas.

Segundo o Centro Europeu de Prevenção e Controlo das Doenças (ECDC), há 45 casos confirmados na União Europeia e no Reino Unido.

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País

Centeno diz que teoria sobre despedida do Eurogrupo “não faz sentido nenhum”

“Estou de pleno poder como presidente”

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Foto: lisbonne-idee.pt / DR

O presidente do Eurogrupo, Mário Centeno, garantiu, esta segunda-feira, em Bruxelas que a teoria de que está de saída da liderança do fórum informal de ministros das Finanças da zona euro “não faz sentido nenhum”.

“Isso não faz sentido nenhum […] Essa afirmação que me refere não faz sentido nenhum. Eu estou de pleno poder como presidente do Eurogrupo, é essa a minha função, é nisso que eu estou focado, e é para isso que, mais uma vez, estamos aqui (no Conselho, em Bruxelas). Temos uma agenda muito cheia de tópicos e muito importantes para a área do euro”, declarou, quando questionado sobre uma recente declaração do antigo líder do PSD Marques Mendes, segundo o qual o ministro das Finanças português até já comunicou aos seus homólogos que não concorrerá a um segundo mandato.

Em 09 de fevereiro passado, no seu habitual comentário de domingo na SIC, Marques Mendes afirmou que o ministro das Finanças vai deixar o Governo, rumo ao Banco de Portugal, e até já se despediu do Eurogrupo, tendo comunicado de forma informal aos seus colegas que não concorreria a um segundo mandato, teoria negada, esta segunda-feira, por Mário Centeno à entrada para uma reunião dos ministros das Finanças da zona euro.

Mário Centeno iniciou em janeiro de 2018 um mandato de dois anos e meio à frente do fórum informal de ministros da zona euro, que termina assim em julho próximo, e ainda não anunciou se concorrerá a um segundo mandato.

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