Seguir o O MINHO

Alto Minho

Quadro da Segurança Social de Viana substitui diretor demitido após processo disciplinar

em

Foto: DR/Arquivo

O Instituto da Segurança Social (ISS) anunciou esta segunda-feira a nomeação de Cristina Oliveira, quadro do Centro Distrital de Viana do Castelo, como nova diretora daquele serviço após a demissão do anterior responsável na sequência de um processo disciplinar.


Em comunicado enviado à agência Lusa, o Instituto da Segurança Social (ISS) revelou que “o despacho de nomeação produz efeitos a partir do dia desta segunda-feira“.

Cristina Gonçalves Rodrigues Oliveira é licenciada em Direito e em Relações Internacionais.

O ISS adiantou que a nova responsável tem “um percurso profissional de 18 anos no Centro Distrital de Segurança Social de Viana do Castelo, tendo exercido as funções de diretora de Unidade de Prestações e Atendimento, de diretora da Unidade de Previdência e Apoio à Família, assessora técnica da direção, de diretora distrital de Apoio e Logística do Instituto de Gestão Financeira da Segurança Social (IGFSS) e ainda de coordenação da organização e gestão de pessoal do ex-centro regional de Segurança Social de Viana do Castelo.

O afastamento do anterior diretor do Centro Distrital de Viana do Castelo, Paulo Órfão foi anunciado à Lusa, em julho, pelo Instituto da Segurança Social (ISS) alegando “prática de atos de gestão merecedores de censura disciplinar.

Segundo o ISS, em causa estão, nomeadamente, atos de gestão relacionados com processos em que Paulo Órfão “se encontrava legalmente impedido de intervir, em virtude de relações de proximidade familiar“.

Em resposta enviada à Lusa, o ISS adiantou que abriu, em junho de 2016, um processo de inquérito, no seguimento de uma pergunta efetuada em sede parlamentar.

O inquérito concluiu pela existência de diversas irregularidades, propondo a instauração de procedimento disciplinar.

No final, foi decidido a pena de suspensão de 90 dias.

O ISS informou que, por força do Estatuto do Pessoal Dirigente dos Serviços e Organismos da Administração Pública, a aplicação da pena disciplinar “tem como consequência legal a cessação da comissão de serviço” do diretor do Centro Distrital de Segurança Social de Viana do Castelo.

Na altura, a Lusa tentou ouvir Paulo Órfão, mas não foi possível.

Diretor da Segurança Social de Viana do Castelo desde 2014, Paulo Órfão é militante do PSD e foi, até 25 de dezembro de 2016, presidente da Junta de Freguesia de Amonde, cargo a que nessa data renunciou, por razões pessoais e familiares.

Anúncio

Alto Minho

Crianças aprendem a reflorestar na Serra d’Arga ao som da concertina

Ambiente

em

A ideia começou com Miguel Machado, há cerca de dois anos, depois do anúncio de que uma empresa estrangeira estaria interessada em fazer prospeção para avaliação de uma possível exploração de lítio na Serra d’Arga, que atravessa os concelhos de Viana do Castelo, Cerveira, Ponte de Lima e Caminha.

Miguel começou a reflorestar uma pequena zona afetada por incêndios e invadida por espécies agressivas ao habitat, junto aos ribeiros de S. Lourenço da Montaria, em Viana do Castelo, mas, infelizmente, não cumpriu o sonho, após trágico falecimento.

A família, movida pelo espírito de renovação e de contacto ambiental, decidiu organizar um movimento chamado Reflorestar a Serra d’Arga, em memória de Miguel. E este sábado, cumpriram a primeira etapa a que se propuseram.

Foto: Armando Carriça / O MINHO

Eram cerca das 10:00 horas da manhã de sábado quando chegaram os primeiros voluntários vindos de Viana do Castelo, Ponte de Lima e Braga. Alguns cidadãos polacos também se juntaram ao grupo, fascinados com a iniciativa. Com eles, muitas crianças, para explorarem a terra e para terem contacto com a cultura minhota. É que este evento, apelidado “Plantar a Cantar”, também contou com concertinas e música popular minhota.

Ao som da concertina, tocada por Cristina Lima, os voluntários plantaram carvalhos, sobreiros, castanheiros e outras árvores autóctones, numa iniciativa que terminou já perto das 12:00, face ao anunciar do ‘toque’ de recolhimento, uma hora depois.

Renovar laços culturais

Cristina Lima, que é também uma das principais dinamizadoras, explicou a O MINHO que esta iniciativa não visava apenas a regeneração da floresta mas também a renovação dos laços culturais com a música do Alto Minho. E depressa tocou umas ‘modas’ em honra de S. João d’Arga, para gáudio dos presentes.

Foto: O MINHO

Foto: Armando Carriça / O MINHO

Se a música ajuda a uma melhor adaptação ao solo, não sabemos, mas é certo que ajudou na ‘alegria’ dos plantadores, enquanto sujavam as mãos com sacholas e (muita) terra.

“Esta ação visa também chamar as crianças, porque é uma questão sensível, embora no mundo rural ainda não se note tanto, mas acontece que nos últimos tempos as crianças e as famílias não têm ligação à terra, aos animais, a toda a natureza”, aponta Cristina ao nosso jornal.

“Esse é um dos objetivos: regenerar a floresta através da reflorestação e aproximar as pessoas da terra e criar em rede a nível de Norte a Sul do país várias áreas verdes e vários projetos de reflorestação a nível nacional”, explica.

O projeto “ambicioso” teve agora o primeiro passo e, “aos pouquinhos e com ajuda de todos”, o grupo espera regenerar várias florestas que estão “mal-tratadas”, especialmente “a Serra d’Arga, a montanha sagrada, que precisa de cuidados”, reforçou Cristina.

Plantar a Cantar

Foi esse o mote para esta ação. A ideia era associar a música, que é algo que também esteve sempre ligada à Serra d’Arga, à reflorestação, como se de uma celebração se tratasse. A celebração da vida.

Foto: O MINHO

“As pessoas quando trabalhavam no campo e na floresta, antigamente, cantavam, e a ideia era levar as vozes, as nossas cantigas e a concertina e animar durante o trabalho. Recuperar o trabalho ambiental e também o cultural”, vinca Cristina.

“A ideia do cantar enquanto se planta surgiu esta semana e porquê? Há outras experiências em África e na Índia de plantação a cantar, que vi nas minhas pesquisas a nível de plantação”, revela.

Foto: Armando Carriça / O MINHO

“Eles até costumam plantar árvores quando nascem crianças. E lembrei-me de associar a música, onde somos tão ricos, em termos de cancioneiro, e recordar o S. João d’Arga. Assim as crianças não aprendem só a mexer na terra, plantar e cuidar das árvores, mas também a cantar e a cuidarem do património cultural, que é de todos nós, e o que nos identifica”, sublinha.

Cerca de 30 árvores plantadas

O grupo plantou “cerca de 30 árvores”, como deu conta Armando Alves Rodrigues, outro dos voluntários que marcou presença no evento, disponibilizando toda a sua experiência com sacholas, como explicou o próprio.

“Eu não levei árvores para plantar mas ajudei a dar uma lição na sachola, para que todos pudessem plantar e sujar as mãos”, disse a O MINHO.

Foto: Armando Carriça / O MINHO

Foto: Armando Carriça / O MINHO

“Já não foi a primeira vez que participei neste tipo de ações, porque quando me dizem que é para plantar árvore, acho logo que devo ir. Isto não é ‘para a fotografia’, é mesmo por consciência ambiental e para tentar construir um mundo melhor para o futuro do planeta”, disse.

Cristina Lima concorda e espelha a alegria das crianças que “dançaram ao som da concertina como se o instrumento se tratasse de uma fábrica de sorrisos”, exemplificou.

Foto: Armando Carriça / O MINHO

Foto: Armando Carriça / O MINHO

Foto: Armando Carriça / O MINHO

Foto: Armando Carriça / O MINHO

“As pessoas saíram muito felizes por ajudar, como se tivessem concluído uma missão em mãos. Foi uma animação”, terminou a voluntária.

Em busca da classificação como paisagem protegida

Extensível por uma área de cerca de 10 mil hectares que atravessam os concelhos de Caminha, Vila Nova de Cerveira, Viana do Castelo e Ponte de Lima, a Serra d’Arga tem 4.280 hectares classificados como Sítio de Importância Comunitária.

Atualmente, está em curso a classificação como Área de Paisagem Protegida de Interesse Regional, numa iniciativa conjunta daqueles quatro concelhos do Alto Minho, processo que deverá ficar concluído em 2021 para assegurar a proteção do território.

Em 2016, foi anunciado, através de estudos preliminares, que a Serra d’Arga estava identificada como uma “zona com elevado potencial de lítio”, atraindo empresas estrangeiras de mineração.

Continuar a ler

Alto Minho

Covid chega aos lares de Ponte de Barca. Há 18 infetados em Entre Ambos-os-Rios

Covid-19

em

Foto: DR

O lar de idosos do Centro Social de Entre Ambos os Rios conta com 18 infetados com covid-19, anunciou hoje a instituição.

De acordo com o diretor da instituição, Inocêncio Araújo, citado pela rádio Barca FM, foram testados todos os 33 utentes do lar, existindo 14 casos positivos.

Há ainda quatro infetados por entre os funcionários do lar.

De acordo com o responsável, os doentes infetados estão separados dos restantes, em alas diferentes daquela instituição.

Já os funcionários infetados estão a recuperar em casa.

A autoridade de saúde está a acompanhar este surto, o primeiro registado em lares deste concelho do Alto Minho.

Continuar a ler

Alto Minho

Dois mortos associados à covid-19 em centro de dia de Caminha

Covid-19

em

Foto: DR

Dois utentes do Apoio Domiciliário do Centro de Dia de Vilarelho, em Caminha, perderam a vida no hospital de Santa Luzia, em Viana, após complicações associadas à covid-19.

A informação foi avançada pelo Jornal C, citando a diretora técnica Débora Silva. Há ainda um utente internado e cinco infetados que não necessitaram de hospitalização, por entre os 44 utentes daquele serviço. Há também sete funcionárias infetadas.

Já no Centro de Dia da instituição, que permanece encerrado, há ainda três utentes infetados, dois deles internados.

Continuar a ler

Populares