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Opinião

Puxar a cassete atrás

O nosso país não tem apenas o problema do “centralismo de Portugal”, sofre também do “centralismo do Norte”

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ARTIGO DE RODRIGO OLIVEIRA

Mestrando em Administração Pública. Secretário-Geral JSD Guimarães.


Podemos recordar a polémica protagonizada pela infeliz frase da TVI? Comecemos pelo início de toda a história.

No jornal da noite do dia 13 de abril, a estação televisiva detida pela Media Capital apresenta uma peça onde se procurava compreender o porquê de o Norte do país concentrar cerca de 60% do número de infetados e dos óbitos por covid-19 registados em Portugal. O problema surge quando a frase que acompanha a peça é “População menos educada, mais pobre, envelhecida e concentrada em lares”.

A partir daqui é fácil de perceber que os nortenhos, e bem, não se iam deixar ficar.

As partilhas em redes sociais não paravam. Os internautas geraram uma rede de indignação perante a infeliz frase da TVI que levaram a um pedido de desculpas, em direto, por parte do diretor de informação da estação, Sérgio Figueiredo.

Até aqui tudo bem, mas este assunto mostrou-nos algumas coisas muito mais importantes do que um “erro grosseiro”.

1. O poder da opinião pública e das redes sociais. Se dúvidas existissem em relação a isto, caíram por terra. A onda de indignação gerada nas redes sociais pela nossa gente do Norte obrigou o diretor de informação da TVI a considerar a frase como um “erro grosseiro” e a pedir desculpa por toda a peça.

Mas será esta indignação merecedora de tanto “alarido”?

É certo que a expressão nos pode caracterizar como pessoas com falta de educação, de mal educados, mas falavam apenas de habilitações literárias. Deixem-me acrescentar, mesmo que a frase fosse “população com menos habilitações literárias, mais pobre, envelhecida e concentrada em lares” continuava a não fazer muito sentido. Isto porque não ter estudos, ser pobre ou velho não provoca por si a transmissão da covid-19.

Para além disso não é verdade que a zona Norte seja uma região onde o nível de educação seja muito mais baixo do resto do país.

No entanto, e olhando apenas para a frase, se expressão utilizada fosse “População com menos habilitações literárias” a indignação seria a mesma? A mim parece-me que não. Apesar disso, reconheço que a frase é totalmente infeliz e a indignação é legítima e, no fundo, representa o estereótipo de superioridade intelectual que o Sul tem em relação ao Norte.

2. Reação de Rui Moreia. O presidente da Câmara Municipal do Porto viu a sua publicação no Facebook sobre o tema ser partilhada mais de 40 mil vezes. Num texto onde procura mostrar a infelicidade da frase, o infeliz sentimento de superioridade do sul, acaba por ser, também ele, infeliz. Depois de na sua publicação conseguir mostrar todo o ridículo da peça jornalística da TVI, conseguiu borrar a pintura ao terminar com um “Tudo isto tem, é claro, um nome. Chama-se “portofobia”.

Ora, se a frase da TVI mostra “um sentimento arreigado em pessoas que acham que este país seria melhor sem o Norte”, o que mostra a expressão “portofobia”, de Rui Moreira? O nosso país não tem apenas o problema do “centralismo de Portugal”, sofre também do “centralismo do Norte”.

Estou certo de que Rui Moreira saberá o que vou dizer, mas o Norte não se resume à cidade do Porto.

3. Não nos indignados com coisas mais importantes. Quem é do Norte sempre sentiu que “cá, no Norte, trabalhamos para eles ficarem com o nosso dinheiro”. O Norte sempre foi o motor económico deste país, ficando a capital reservada serviços.

Este centralismo sempre foi um problema de Portugal e maior parte das vezes tendo piores consequências para a dia dos nortenhos do que uma frase num jornal da noite.

Basta uma pesquisa de poucos minutos para percebermos que já não é de agora que existem denuncias de fundos europeus que foram desviados para serem aplicados em Lisboa. A onda de indignação sobre este tema? Não existiu.

Se continuarmos a pesquisa para temas mais atuais é fácil de encontrar as queixas de muitos autarcas, em relação ao desvio de material de combate à covid-19 para Lisboa.

A onda de indignação sobre este assunto? Não existiu.

Mas como vos disse este é um fenómeno que também acontece dentro do Norte. Pegando nos mesmo temas.

Fundos europeus que deveriam ser aplicados em Bragança são aplicados onde? Exatamente, no Porto.

Material para combate à pandemia, nomeadamente ventiladores, foram distribuídos pelo Norte. Quantos chegaram a Vila Real? Zero.

Estes são apenas dois exemplos que nos afetam verdadeiramente e que simplesmente nos passam ao lado porque não “dizem mal de nós”. Parece que quando nos roubam, quando nos tiram recursos, quando procuram centralizar tudo em Lisboa (ou mesmo no Porto), quando estão diretamente a travar o nosso desenvolvimento somos capazes de perdoar, de esquecer, de não ligar e de não fazer, muitas vezes, caso disso. Agora, se for uma frase infeliz de um jornalista, isso é que já não pode ser.

4. Necessidade de mudar o foco. Com este texto não quero dizer que a indignação gerada em torno da questão da TVI não seja importante porque o é. O que quero passar é a urgência de conseguirmos, da mesma forma que o fizemos com a TVI, bater o pé e mostrar a indignação perante outros temas de elevada importância.

É já tempo de os fundos europeus serem aplicados nas regiões para os quais estão destinados, é já tempo de o material ser distribuído por onde faz falta, é já tempo que as ondas de indignação se foquem naquilo que nos prejudica diretamente.

A opinião pública tem um poder inabalável que não pode ser desperdiçado. Mudemos o foco.

Rodrigo Oliveira

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Opinião

Participação política das mulheres no poder local – que igualdade?

Opinião de Marta Ferreira – Deputada Municipal na Assembleia Municipal de Braga

em

ARTIGO DE MARTA FERREIRA

Membro do secretariado concelhio das Mulheres Socialistas – Igualdade e Direitos de Braga. Deputada Municipal na Assembleia Municipal de Braga.

De que falamos quando falamos em desigualdade de género na política?

A Lei da paridade (criada em 2006 e alterada pela Lei orgânica n.º 1/2019 de 29 de março) estabelece atualmente uma quota mínima de 40% de representação por cada género nas listas eleitorais. Tendo sido uma medida de ação positiva geradora de grandes controvérsias sociais, revelou-se um poderoso instrumento para atenuar as desigualdades de género na política em Portugal, abrindo portas às mulheres e impondo um nível mínimo de equilíbrio e representatividade dos dois géneros no poder político.

No entanto, apesar dos avanços verificados nos últimos anos nesta matéria, o sistema parece continuar adverso à permanência das mulheres na política, num mundo que persiste altamente genderizado.

O que impede então a mulher de participar mais ativamente na política?

Na origem desta desigualdade de género no exercício dos direitos políticos estarão um conjunto de fatores estruturais, culturais, históricos e institucionais.

Apesar de serem cada vez mais qualificadas, as mulheres continuam a encontrar mais barreiras à sua presença nos órgãos de decisão política. Se por um lado as mulheres estão sujeitas a um maior escrutínio e a uma elevada vigilância ao seu desempenho, não lhes sendo admitidas falhas, por outro lado, debatem-se com as dificuldades de conciliação da vida familiar e pessoal com a vida política.

No que respeita à paridade, o poder local é o que fica mais aquém no equilíbrio entre géneros. As autarquias locais continuam a ser um palco predominantemente masculino. De acordo com os dados publicados pela CIG – Comissão para a Cidadania e Igualdade de género, a percentagem total de mulheres nos órgãos autárquicos em 2017 situou-se nos 33,2%, sendo mais baixa nos órgãos executivos (Câmaras Municipais e Juntas de Freguesia), do que nos órgãos deliberativos (Assembleia Municipal e Assembleias de Freguesia). Desta forma, é percetível que os partidos cumpriram os “mínimos” na composição das listas, colocando as mulheres no 3º, 6º e 9º lugares das listas, para cumprirem a Lei da Paridade. Muitas vezes, apesar do cumprimento das quotas mínimas nas listas, assistimos ao abandono das mulheres dos cargos para os quais foram eleitas.

Em 2017, as mulheres presidentes de câmara em Portugal representavam apenas 10% dos eleitos para o cargo, e das 3085 juntas de freguesias portuguesas, apenas 358 são presididas por mulheres, o que corresponde a 11,6%. Se tivermos em conta que 52,8% da população residente são mulheres, percebemos o claro domínio masculino no poder autárquico.

No concelho de Braga a realidade não é diferente. Desde 1976, em 12 eleições autárquicas livres e democráticas realizadas, apenas 7 mulheres foram eleitas presidentes de junta, sendo que no atual mandato 4 mulheres exercem esse cargo (10,8%) do total dos 37 presidentes de junta.

Analisando esta realidade, percebemos que a Lei da paridade não parece suficiente para garantir a igualdade no mundo da política, e que é necessário ultrapassar desigualdades estruturais presentes na nossa sociedade. São também necessárias medidas acessórias, que passarão por mudanças claras nas formas de participação política, e por repensar as estruturas autárquicas, garantindo um aumento efetivo das mulheres em lugares de decisão, através de, por exemplo, paridade nos dois primeiros lugares das listas, ou pela substituição por uma pessoa do mesmo género em caso de renúncia ou suspensão do mandato.

Conhecendo os principais obstáculos compete-nos a cada um de nós combatê-los, para que os cargos políticos, sobretudo nas autarquias locais, sejam mais apelativos para as mulheres.

Aproximam-se as eleições autárquicas de 2021. Levanta-se de novo o desafio de construir comunidades mais justas e solidárias, com espaço para os dois géneros, para que seja possível pensar modelos de desenvolvimento ajustados a homens e mulheres, nas diferentes áreas da vida.

É na política que começa a mudança social, e as Autárquicas de 2021 constituem mais uma oportunidade para os partidos políticos mostrarem que o “espírito da lei” foi interiorizado.

Aumentar o número de mulheres presentes nos órgãos de decisão é melhorar a qualidade da democracia.

Marta Ferreira
Membro do secretariado concelhio das Mulheres Socialistas – Igualdade e Direitos de Braga
Deputada Municipal na Assembleia Municipal de Braga

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Colunistas

Regressar à escola com poucos sustos, mas com ainda menos surtos (assim seja)

Por Vânia Mesquita Machado

em

Foto: DR

Artigo de Vânia Mesquita Machado

Humanista. Mãe de 3. De Braga. Pediatra no Trofa Saúde – Braga Centro.

REGRESSAR À ESCOLA/
CONTROLAR A PANDEMIA
– com poucos SUSTOS
– mas ainda menos SURTOS
Assim todos queremos.
Por isso, COLABOREMOS.

– Antes da pandemia, setembro era sinónimo de preparar o REGRESSO ÀS AULAS.
A vontade de rever os colegas a crescer, ou o nervoso miudinho por mudar de escola,e querer conhecer a turma onde rapidamente se faziam novas amizades.

– Sem ninguém contar, o nosso MUNDO a virar do AVESSO, de repente, por um VÍRUS que ninguém vê mas que EXISTE, realmente.

– Nada é o que era.
Mas de nada adianta o lamento ou a revolta, e MUITO MENOS a absurda NEGAÇÃo da pandemia à nossa volta.

– O sol é poente e nascente em cada dia e a lua continua ciclicamente a crescer e mingar.
A natureza indiferente às preocupações da HUMANIDADE como sempre ao longo da nossa HISTÓRIA.
Estamos a ESCREVÊ-LA, agora.
Mais importante:

– estamos a tomar DECISÕES pela GERAÇÃO FUTURA, com repercussões que a vão marcar
INDEVELMENTE.
Muitas baseadas em mais INCERTEZAS que em certezas.

Setembro é este ano sinónimo de um regresso às aulas completamente DIFERENTE.

– Como pais , educadores, ou profissionais de saúde,
TODOS temos o DEVER de colaborar ativamente.
Para que o DIREITO DAS CRIANÇAS À EDUCAÇÃO seja respeitado o máximo possível.

Um direito fundamental:
– APRENDER e BRINCAR,
para proporcionar um crescimento e um desenvolvimento adequados.

– A SOCIEDADE PORTUGUESA de PEDIATRIA já se pronunciou assertivamente sobre a importância do ENSINO PRESENCIAL.
Irrefutável.

– A DGS emitiu um REFERENCIAL PARA AS ESCOLAS, com medidas a aplicar para o controlo da transmissão da COVID-19 em contexto escolar, à luz do conhecimento atual.

Estas medidas visam solucionar possíveis cenários de suspeita ou de infeção pela Covid -19 , após a plena abertura de todas as escolas.
E serão adaptadas conforme a EVOLUÇÃO epidemiológica da pandemia.

– Mas se teorizar, quando a mudança é permanente já se torna difícil,
muito mais será pôr em PRÁTICA tudo o que é necessário para EVITAR ao máximo os SURTOS, mesmo sabendo de antemão que surgirão muitos sustos.

Concretizando:

– um CASO SUSPEITO de infeção pelo Sars-Cov2 abrange sintomas comuns a MUITOS outros vírus e bactérias:
a FEBRE é “a fruta da época” da estação outono/inverno.
A TOSSE que se agrava é típica nos asmáticos com a mudança do tempo.

Vão surgir MUITOS casos suspeitos.
Os sustos.

– um SURTO, implica que existam mais de 2 casos de infeção na comunidade escolar.

E depois, conforme ocorrerem numa turma ou em diferentes turmas, a forma de agir é DIFERENTE, com critérios de baixo ou alto risco conforme a natureza dos contatos e a positividade dos testes.

– As TURMAS vão funcionar como GRUPOS, pois o contato é mais prolongado entre colegas e os seus professores.

Existem riscos a assumir, mas importante é o bem-estar PSICOLÓGICO das crianças.

Desde que lhes seja incutido adequadamente o ABC das medidas de PREVENÇÃO,
os beneficios, e de acordo com o panorama epidemiologico atual, ultrapassam largamente os riscos.

– Voltar de novo ao CONFINAMENTO, durante meses em casa, com ENSINO À DISTÀNCIA, NÃO é uma alternativa saudável para as nossas crianças.

– As escolas terão na Direção elementos responsáveis pelo cumprimento adequado das medidas, sempre em consonância com a Autoridade de saúde local, e em ligação com a linha SNS24/ coordenação com os Agrupamentos de Centros de Saúde.

De acordo com as circunstâncias, poderão ficar turmas de quarentena.

– O que mais desejamos TODOS, é que existam poucos surtos.

E o que MENOS queremos é que sejam implementadas as medidas de última linha, de encerramento temporário de escolas.
AINDA MENOS, o regresso do país ao confinamento.

– Para isso temos de ser TODOS agentes responsáveis e cumprir o nosso papel.

– Sabemos que podemos contar com os professores, e com todos os que estão na escola todos os dias a zelar pelos nossos filhos.

– Sabemos que na DGS existem pessoas competentes, dedicadas a que as escolas funcionem com o máximo de normalidade, e preparadas para adaptar decisões conforme o desenrolar da pandemia.

– Aguardamos também pelo acesso generalizado a TESTES RÁPIDOS à Covid-19, uma vez que se adivinha a necessidade de se realizarem INÚMEROS testes, conforme as medidas anunciadas pela DGS, no Referencial para as escolas.

-Criticar e fácil.
– Agir, à priori, é difícil.
-Ser comentador de bancada é inútil.

– O papel dos PAIS neste regresso às aulas vai ser muito mais exigente.

– Implica não descuidar as regras de PREVENÇÃO de infeção nos seus locais de trabalho.

– Implica ENSINAR aos seus filhos, e de acordo com as idades, como devem proceder nas situações com que se irão deparar.

– Implica NÃO DESCUIDAR sintomas de doença, mesmo sabendo que pode não ser Covid-19.

– Acima de tudo implica TRANQUILIZAR as crianças.

O que não é tarefa fácil, quando os próprios pais estão intranquilos. Mas perder a serenidade não.

A mensagem a reter:

– A infeção por sars-Cov2 tem sido LIGEIRA, e muitas vezes sem sintomas, na idade das nossas crianças.

E isso deve-lhes ser transmitido, de forma a que o regresso a uma escola com circuitos e novas regras NÃO OS ASSUSTE demasiado, de acordo com o entendimento de cada idade.

– EXPLICAR que podem ter de fazer testes, se os colegas ficarem doentes e que se não se sentirem bem existem locais na escola para onde serão levados, e os pais os irão buscar.

Mas SEM DRAMATIZAR.

– As CRIANÇAS aceitam melhor as situações se lhe forem EXPLICADAS, do que se se criarem tabus.

Com PESO e MEDIDA.

Felizmente tem uma grande capacidade de RESILIÊNCIA e adaptação, maior do que julgamos.

Mas é absolutamente necessário ser assim agora, para tudo voltar mais rapidamente ao que era.

– Essencial, é não perder a ESPERANÇA e COLABORAR em comunidade.

Para que no próximo setembro, a palavra PANDEMIA já pertença à nossa HISTÓRIA…

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Opinião

Covid-19: Agir depressa em vez de divagar

Por Vânia Mesquita Machado

em

Artigo de Vânia Mesquita Machado

Humanista. Mãe de 3. De Braga. Pediatra no Trofa Saúde – Braga Centro.

Sucintamente
-Não negar que existe o vírus, mas sim atuar em todas as frentes, para podermos voltar ao que éramos,antes da pandemia.
-Sem cobardia, de ninguém: atuar, pelo bem comum, que nos interessa a todos.
– Sem hipocrisia e sem oportunismo político, ou outro tipo de interesses.
Como seres HUMANOS, que somos TODOS.
Nós, Médicos, não estamos com nenhuma alucinação coletiva.
O resto das pessoas que acreditam que o covid-19 é real, também não.
Os óbitos são poucos?
Quando não são as “nossas pessoas”,
não nos toca tanto por dentro…

TESTES RÁPIDOS à Covid-19, seriam uma das MELHORES ajudas para os meses que virão, para todos podermos trabalhar,
e para nas nossas vidas poderem adquirir os tons do arco-íris sinónimo do cliché “ vai tudo ficar bem”.

Quando?
Não sabemos.
A vacina é uma miragem desejada.
Mas há que agir em todas as frentes.
Mas com estes testes rápidos:
– Profissionais de Saúde, competentemente, poderão mais agilmente triar a covid -19, entre as muitas outras viroses sazonais.
– Sem o risco de o nosso país paralisar, com população à espera de milhares de resultados de testes, que demoram pelo menos 24 horas.

Mantendo a SERENIDADE e sem deixar de VIVER.
COM CONSCIÊNCIA e RESPONSABILIDADE.

O pânico gera somente uma atitude em espiral de movimentos circulares sem interesse, semelhante escavar um abismo.
Não nos faz progredir nem melhorar.
Eu não sou ninguém.
Deixo a minha opinião,
apenas como Médica e cidadã.
Politicamente neutra.
Vale o que vale.
Mas é um dos poucos motivos
pelo qual não desliguei das rede sociais
A maioria do que nelas se passa são @fait divers” ( para usar um eufemismo).
(Quem comentar agressivamente, é por mim democraticamente bloqueado)
Vânia Mesquita Machado

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